Wednesday, November 30, 2011

Londres - Dia 23.

Tinha combinado de encontrar o Ernesto para almoçar, mas não estava preocupado em acordar tarde. Acordei no mesmo horário de sempre e fiz minhas coisas. Mas demorei mais do que eu estava imaginando que eu iria para escrever o Post do blog, então comecei a ficar preocupado em me atrasar, já que antes de encontrar ele eu ainda tinha que passar na Apple para usar a internet. tomei um banho rápido e saí. Não demorei muito para chegar na Apple, então tive uns 15 minutos lá antes de ter que ir encontrar o Ernesto.

Tinha combinado de encontrar ele dentro de uma estação de metrô, mas era uma estação que eu nunca tinha ido, então não tinha certeza se a entrada que eu entrei era a única. Ele poderia muito bem sair por um outro que eu nem sabia que existia, mas em pouco tempo lá estava ele. Nós iríamos no cinema, mas iria os precisar almoçar antes. Primeiro nós passamos no cinema para comprar os ingressos, mas a bilheteria ainda não estava aberta, então nós fomos procurar algum lugar para comer. Este era um cinema que eu ainda não tinha ido, e eu não conhecia a área ao redor, então não sabia o que tinha para comer em volta. Achamos um restaurante tailandês que estava gostoso, mas o prato do Ernesto certamente era melhor que o meu. Saindo do restaurante voltamos para o cinema.Vimos "50/50" do Joseph Levine. Estava louco para ver este filme desde a primeira que ouvi falar dele, e realmente adorei. Muitas horas o filme é bem engraçado, outras ele é bem deprimente, mas na quantidade perfeita.

Hoje eu tinha um monte de coisas que eu queria fazer, que iriam acontecer todas ao mesmo tempo, e eu completamente de todas elas. Algumas horas antes a Amanda tinha lembrado de uma uma delas, então decidi que era o que eu iria fazer. Na LSE iria acontecer uma palestra sobre o Amor que eu queria ver, então combinei de encontrar a Amanda lá. Como o Ernesto estava comigo ele decidiu vir com a gente. Andamos até a LSE e chegamos lá um pouco antes da palestra começar. Estava super cheia e não havia mais onde sentar, então nós tivemos que sentar nas escadas. A palestra foi boa, mas sempre me sinto burro em palestras de filosofia porque não entendo quase nada. Eram dois palestrantes. Cada um defendeu seus pontos por meia hora e em seguida teve mais meia hora de perguntas. Em geral a palestra teve um foco diferente do que eu estava imaginado que teria.

Quando a palestra acabou nós fomos encontrar a Marina para jantar. A Amanda e o Ernesto estavam com frio, então eles decidiram ir de metrô até onde iríamos encontrar a Marina. Não era longe, e eu não queria gastar com o metrô, então eu fui andando. Cheguei lá antes que eles. Quando eles todos chagaram nós escolhemos comer em um restaurante italiano e eu e o Ernesto comemos um frango a milanesa que estava muito gostoso. Não comia isso a muito tempo, então adorei. Depois de comer nós passamos um tempão no restaurante conversando.

O Ernesto estava passando estes dias com a Marina, e depois iria passar mais uns dias com um outro amigo dele. Porém ele não tinha a menor idéia que ele só podia passar três noites com a Marina. Já tinham passado três noites, então ele pediu para passar a noite comigo. Voltamos para o dormitório da Marina onde ficamos um tempo, ele fez a mala e nós saímos. Se eu estivesse sozinho eu iria facilmente andar de volta para casa, mas como o Ernesto estava carregando todas as suas coisas nós tivemos que pegar o metrô. Antes nós passamos no supermercado e compramos cereal e leite para tomar café da manhã. Já estava tarde, e eu estava com medo do metrô já estar fechado. Não estava, mas tivemos sorte, porquê pegamos o último trem.

Quando chegamos em casa nós vimos um filme no computador dele e depois fomos dormir. Eu tentei ler um pouco de um novo livro antes de dormir, mas estava bem cansado e desisti.



Tuesday, November 29, 2011

Londres - Dia 22.

Acordei hoje, olhei para o relógio e decidi que queria dormir mais, então dormi por mais uma hora. Quando realmente levantei minha manhã foi igual a qualquer outra. Não tem como ela ser muito diferente, nunca. Escrevi para o blog, tomei um banho, me vesti, saí, fui até a Apple, usei a internet, etc. Sempre é a mesma coisa. Quando saí da loja da Apple comecei a andar para Leicester Square. Uma coisa que eu vejo muito aqui em Londres são Brasileiros. Em todo lugar, o tempo todo, sempre escuto português pra lá e para cá. Eu não gosto disso. Estava andando para Leicester Square, parei em um sinal e logo escutei português atrás de mim. Olhei para trás e vi que uma delas era familiar. Era a mãe da Vanessa, com o irmão dela e suas sobrinhas. No começo não tinha certeza se realmente era ela, mas não tinha como não ser, então disse oi e nós começamos a conversar. A Vanessa já tinha voltado para Milão no domingo de manhã, e eles estavam voltando para o Brasil em algumas horas. Em meia hora eles tinham que sair do hotel, então eles estavam indo até o metrô. Andei com eles até o metrô, nós nos despedimos, e eu continuei no meu caminho.

Na quinta passada, enquanto estava no meio da Premiere de "Puss in Boots", escutei um dos fotógrafos falando algo que me deixou extremamente excitado. Hoje, segunda, seria a Premiere do novo filme do Martin Scorsese, "Hugo". Não tem um diretor vivo que se compare com o Scorsese. Qualquer Eastwood, Spielberg, Lucas, Polanski, ou Coppola não chegam aos pés dele. Esta é a minha opinião pessoal. Foi há sete anos atrás, vendo um de seus filmes no cinema que eu decidi que não poderia fazer outra coisa da vida. Desde então ele é meu diretor favorito, e uma figura religiosa na falta de qualquer outra. Será possível que ele realmente estaria aqui? Desde quinta passei meus dias pesquisando sobre a Premiere e contemplando o que eu deveria fazer. Muitos dizem que nunca se deve conhecer seus heróis, então por muito tempo pensei em não ir na Premiere, mas minha curiosidade e vontade venceram este sentimento. Eu sabia que horas iria começar, que horas eles iriam chegar, que horas o filme iria começar e até onde seria a cerimônia antes do filme. Imaginei que não seria possível entrar no restaurante durante a cerimônia. Meu plano era portanto chegar cedo onde seria a Premiere, e tentar ficar em um bom lugar.

Cheguei em Leicester Square cedo, e eles já estavam arrumando a área em frente ao Odeon, o maior cinema ao redor. A extensa reforma que está acontecendo no parque reduzia bastante a área aberta perto do cinema e complicava tudo. Um dos lados do cinema já estava fechado e não era possível entrar. Eu teria que dar a volta no quarteirão para chegar no outro lado do cinema e ver o que seria possível. Mas antes disso eu precisava comer. Fui até o restaurante italiano que eu costumo ir e pedi o cardápio de almoço, que foi barato e bom. Eu tenho certeza de que o meu garçom era Brasileiro, e se chamava João, mas eu fiquei falando inglês com ele. Quando fui pagar a conta vi que estava sem dinheiro e tive que pagar com o meu cartão, que diz "Bradesco", além do meu nome claramente Brasileiro. Ele portanto viu que eu era Brasileiro, mas eu continuei falando inglês com ele. Depois de pagar a conta fui a banheiro já que ainda tinha muitas horas pela frente de onde não poderia sair. Na Premiere da quinta estava atrás de algumas pessoas, o que não só reduzia minha visão mas impossibilitava meu contato com qualquer um no tapete. Não poderia arriscar isto aqui, e por isso cheguei lá bem antes.

Dei a volta no quarteirão para ver onde eu iria ficar, e quando cheguei lá comecei a ficar nervoso e com medo de não conseguir ver nada. Havia uma área fechada onde já havia algumas pessoas, mas não era muito perto do cinema ou do tapete vermelho. Aparentemente não tinha como eu chegar no tapete sem ser convido ou mídia, então tive que confiar que daria certo onde eu ficaria. Entrei atrás das barreiras e peguei o meu lugar. Reconheci algumas pessoas que estavam lá da outra Premiere, então relaxei um pouco. Eram 3:15. Os convidados começariam a chegar as 5:45. "Hugo", baseado no livro "The Invention of Hugo Cabret" de Brian Selznick é o primeiro filme infantil da carreira do Scorsese, e seu primeiro em 3D. Isso não tem afetado em nada as críticas, que estão louvando o filme como o melhor de Scorsese em uma década e uma linda homenagem a qualquer amante de cinema. O filme foi filmado em 3D, e alguns dizem ser o melhor 3D que já viram. O próprio Scorsese amou poder filmar em 3D e disse que muitos de seus filmes teriam ficado melhor em 3D, mesmo "Taxi Driver". Por ser um filme infantil, não eram apenas adultos que estavam lá. Ao meu lado estavam três meninas que tinham feito um pôster para a atriz principal do filme, a Chloe Grace Moretz, de 14 anos, que eu também adoro por estar em um dos meus filmes favoritos, além de outros ótimos filmes.

Passei grande parte do meu tempo esperando sem fazer nada. Não escutei música nem nada. Mas depois comecei a conversar com o homem que estava do meu lado, um italiano que colecionava fotos com gente famosa. Na câmera dele haviam dezenas, e ele disse ter muito mais em seu computador. Ele tinha até uma foto com a Kasab, que aparentemente estava na Premiere de "Puss in Boots" na quinta. Ele já tinha ido para o Brasil algumas vezes e até falava um pouco de português. Ficamos conversando e o tempo passou um pouco mais rápido. E então finalmente chegou a hora dos convidados chegarem. O esquema era bem diferente da outra Premiere, e os convidados especiais chegariam de carro. Os carros iriam parar bem em frente onde eu estava, então de certo modo era bom estar onde eu estava. Eu estava com um caderno onde pretendia pegar o autógrafo de quem eu conseguisse. O primeiro convidado a chegar foi o Richard Griffiths, que eu conheço como o tio do Harry Potter nos filmes. Consegui um autógrafo e meu amigo italiano conseguiu uma foto. O próximo a chegar foi o ator principal do filme, Asa Butterfield, que tem 14 anos. Também peguei um autógrafo dele. Em seguida a Chloe Moretz chegou e as meninas do meu lado começaram a gritar e mostrar seu pôster. A Chloe viu o pôster, adorou, e veio direto em nossa direção. Mas ela ficou falando com as meninas e deu poucos autógrafos. Eu não consegui o meu. No meio tempo o Ben Kingsley tinha chegado, mas deu apenas uma meia dúzia de autógrafos e foi logo para o tapete vermelho. Eu mal vi ele. Algum tempo depois mais um carro chegou, e lá estava ele, Martin Luciano Scorsese, em todo sua glória. Ele começou a dar autógrafos, mas eu fiquei com medo dele fazer o mesmo que o Ben Kingsley e não chegar até onde eu estava. Quanto mais perto ele chegava, mais excitado e feliz eu ficava. Logo mais, lá estava ele, bem na minha frente. Comecei a falar algumas coisas para ele enquanto ele me dava o seu autógrafo, mas ele não me respondeu. Eu entendo, eram muitas pessoas, não é possível dar atenção para todos. Foi tudo muito rápido, e logo mais ele já estava indo para o tapete. De qualquer modo eu estava feliz. Depois dele mais alguns convidados chegaram. Eu peguei o autógrafo de mais alguém que nem sabia quem era. Depois de bastante tempo sem ninguém chegar, um outro carro chegou e era o Rod Stewart, mas ele foi direto para o tapete. Depois dele mais ninguém chegou, mas chegaram vários policiais com cães farejadores que vasculharam a área toda. A razão disso, uma que eu tinha até esquecido, é que esta era uma uma Royal Premiere. Logo mais, o último convidado a chegar, a quem todos estavam esperando antes de finalmente começar o filme era o Príncipe Charles e sua mulher Camilla, Duquesa de Cornwall. Eles chegaram, seguido por alguns carros de segurança, acenaram para nós e foram para o tapete. Eles foram os últimos, e logo em seguida eu fui embora.

Tinha ficado mais de 4 horas em pé no frio, agora só queria voltar para casa. Fui jantar no GBK perto de casa, e fiquei usando a internet lá. Liguei para o meu amigo no Skype, e só saí do restaurante quando ele fechou e eu era o último lá dentro. Então fui para casa e antes de dormir acabei o livro que eu estava lendo. Estava lendo "Randevouz With Rama" do Arthur C. Clarke, um dos maiores nomes da ficção científica, que escreveu "2001: A Space Odyssey" junto com o Stanley Kubrick. "Randevouz With Rama" conta a história da descoberta de um planeta/nave que está viajando em direção ao sistema solar, e do grupo de astronautas que tem como missão explorar este mundo e descobrir seus mistérios. Eu adorei o livro, e seu que existem continuações, mas não sei se me interesso em ler os outros.























Monday, November 28, 2011

Londres - Dia 21

Como tinha ido dormir bem tarde não queria arriscar acordar no meio da tarde, então liguei o despertador para me acordar no horário que eu costumo. Fiz o de sempre de manhã, fui até a Apple e fiz o mesmo de sempre lá também.

Eu tinha combinado de encontrar o Ernesto em Piccadilly para almoçar e passar o dia junto. Cheguei em Piccadilly um pouco antes do que tinha combinado, mas fiquei sentado lá escutando música até ele chegar. Ele chegou no horário combinado, então não demorou muito. Demos uma volta para escolher o que comer e decidimos comer em um lugar chamado The Mermaid's Tail. Eu já tinha pensado em comer lá outro dia, para pedir o cardápio de almoço, e foi o que eu pedi desta vez. Nós dois pedimos ribs, mas o meu era metade do tamanho da dele (e metade do preço). Comemos, conversamos bastante, e depois saímos para dar uma volta. Por sorte, um dos únicos filmes que eu ainda não tinha ido ver era um que o Ernesto queria ver, então nós decidimos ir no cinema. Compramos ingresso para o filme, e fomos dar uma volta já que ainda faltava um tempo para o filme. O Ernesto nunca esteve em Londres antes, e está adorando. Demos uma volta, fomos em alguns lugares por perto e depois voltamos par o cinema.

O filme era "Immortals", um blockbuster épico. Eu já sabia que seria bobagem, mas o trailer tinha me deixado com vontade de ver. Bom, foi bem pior do que eu imaginava que seria. Tinha até lido umas boas críticas, e o filme têm feito bastante dinheiro, mas é ruim demais. Visualmente ele é muito bonito e interessante em algumas horas, mas o roteiro é péssimo, e eu não gostei das atuações. O filme é com o Henry Cavil, o novo Superhomem no cinema. Espero que ele faça um trabalho melhor como Superhomem.

Quando nós saímos do cinema decidimos ir até o dormitório da Marina, que é onde o Ernesto está ficando. Ele tinha vindo para cá de metrô, mas eu disse que não seria difícil chegar lá a pé. Eu já tinha estado lá antes, então sabia mais ou menos onde ficava. Meu caminho estava certo, e nós chegamos bem perto, mas depois nos perdemos, e a Marina não atendia o telefone. A única coisa que o Ernesto lembrava era que ficava perto de um parque, e nós passamos por uns quatro parques. Quando finalmente conseguimos chegar lá tinha passado quase uma hora. Nós entramos e ficamos lá um pouco. A Marina tinha que acabar um trabalho para a escola, e enquanto ela fazia isso eu fiquei mostrando fotos da minha viagem para o Ernesto, já que eu estava com o meu iPad.

Eles tinham sido convidados para ir para a casa do Dante, e estavam falando para eu ir juntos, mas eu realmente não queria. Quando eles saíram eu andei com eles até a estação de metrô que eles pegaram e eu fui andando para casa. Já estava relativamente tarde, e eu precisava comer. Estava enjoado e com fome, mas era domingo, e eu só passei por lugares fechados. Continuei andando e andando e acabei achando um Subway que ficava aberto 24 horas, então entrei e comi lá. Ainda não tinha comido no Subway em Londres, e como eu já disse antes eu comi no Subway pelo menos uma vez em cada país que visitei, então alguma hora iria acabar comendo lá. Depois de comer continuei para casa. Uma vez lá, li meu livro e dormi.

Sunday, November 27, 2011

Londres - Dia 20.

Depois de mais uma manhã normal, passei um tempão na loja da Apple e saí de lá mais tarde ado que eu estava imagingando que realmente era. Fui andando até um lugar que tinha acabado de descobrir na internet onde eu queria comer e comi lá. Eu sempre ando com a programação de todos os cinemas que eu freqüento no bolso, assim sempre sei que horas cada filme que quero ver está passando. Os filmes já estão acabando, mas como toda sexta entram novos, ainda tinham alguns que precisava ver. Quando chequei os horários vi que um deles tinha acabado de começar. Era possível que se eu fosse até lá imediatamente ainda conseguiria entrar sem perder nada do filme, mas era em um cinema que eue ainda nunca tinha ido, então não queria arriscar.

Comecei a andar para o único cinema que eu não tinha os horários comigo, mas onde sabia que estava passando um filme que queria ver. Talvez tivesse sorte deter uma seção começando em pouco tempo. Sabia que iria fazer alguma coisa a noite, já que hoje meu amigo Ernesto, que está estudando em Madri, chegava em Londres para passar uma semana, e minha amiga Mafalda, que está estudando em uma cidade perto de Londres também estaria aqui este fina de semana. Contando comigo, seria uma reunião de seis alunos da minha série. Sabia que todos iram querer se encontrar, mas ainda não sabia onde e que horas. Cheguei no cinema e vi que realmente tinha uma seção que iria começar logo mais, e decidi que eu iria ver, imaginando que iria dar tempo de vet o filme e passar em casa antes de ir encontrar meus amigos. Quando estava na fila para comprar meu ingresso a Vanessa me ligou e confirmou quais eram os planos, confirmando também que daria tempo de sobra para ver o filme e ainda relaxar um pouco em casa antes de encontrá-los.

O filme era "Moneyball", com o Brad Pitt. O filme conta a história de uma manobra considerada maluca para tentar ganhar o campeonato de Baseball nos EUA, e é baseado em fatos reais. Não sou fã de esportes, então realmente não sou fã de Baseball, já que é um esporte estrangeiro ao meu país. Isso não impede que bons filmes de esporte me façam torcer e sofrer como qualquer fã. Este era um ótimo filme, não só como um "filme de esporte", mas como um filme em geral. Já estava esperando que ira ser bom já que o filme recebeu umas das melhores críticas do ano e gerou conversas sobre o Oscar desde o começo. Antes do filme passaram os trailers de outros filmes que estou anciosamente aguardando para poder ver e que certamente estarão na corrida do Oscar em alguns meses. Ver os trailers, seguido do ótimo filme me deixou um pouco melancólico, pensando no futuro e nos meus planos de vida.

Quando o filme acabou voltei para casa. Estava carregando o meu iPad pela primeira vez um muito tempo, e queria me trocar antes de ver meus amigos. Uma vez lá decidi que ira ler, pelo menos um pouco, para adiantar o que eu costumo ler por noite, já que eu sabia que ira voltar tarde para casa. Dei uma lida, me troquei e arrumei, e já estava na hora de sair. O lugar não era longe, ou pelo menos era na mesma área que eu sempre freqüento. Cheguei no endereço que me deram e não encontrei nada. O lugar não tinha número, então eu andei a rua toda, que não era grande, mas não achei nada. Quando estava voltando para o começo da rua me deparei com a Mafalda. Foi muito surreal encontrar alguém que eu não via a tanto tempo "acidentalmente". Nós conversamos um pouco e depois fomos procurar o lugar. O único lugar onde poderia ser era uma porta preta que estava guardada por dois seguranças, e era.

Era um clube, uma balada, e o plano era jantar lá antes para já ficar para a noite. A Vanessa e a Amanda já estavam lá e o resto deveria chegar logo. A cozinha fechava em uma hora, quando nós teríamos que sair da mesa para eles arrumarem o lugar, então nós pedimos logo. Pedi um prato que parecia ótimo: Barriga de Porco com um molho especial e purê de cebolas brancas. Sim, o prato era bom, mas era minúsculo, o que me deixou irritado. O resto das pessoas estavam demorando de ia para chegar e não iriam mais conseguir jantar. Se elas chegassem depois que a cozinha fechasse, eles não estariam entrando no restaurante, onde havia reserva, e sim na balada, onde sem nome na lista eles não iriam conseguir entrar. E foi exatamente isso que aconteceu. A Marina chegou com o Ernesto e com mais vários amigos da faculdade dela, e um outro garoto de São Paulo que também está estudando em Londres, o Dante, e nenhum deles entrou. Nós saímos rapidamente para falar oi. Foi muito legal ver o Ernesto, mesmo que rapidinho. Eles tiveram que ir procurar outro lugar para passar a noite, e nós voltamos para a nossa balada. Estava eu, a Vanessa, a Amanda, e a Mafalda. Mais tarde uma amiga de Portugal da Mafalda chegou, Rita, então nós todos ficamos lá. O lugar era bem sofisticado, com boa música e gente bonita, mas eu realmente não gosto de baladas. De qualquer modo tentei aproveitar, e acabou sendo um pouco divertido.

Depois de algumas horas nós todos fomos até o lugar onde o resto do grupo estava. Nesta hora a Amanda resolveu voltar para casa. Este novo lugar não se comparava ao outro em nenhum aspecto, mas também foi divertido, e foi bom passar mais um tempo com o Ernesto. Passamos mais um tempo lá, mas o lugar fechou, então todos fomos embora e eu voltei para casa. Cheguei em casa super tarde, mas acabei de ler o que eu tinha que ler antes de dormir.


Saturday, November 26, 2011

Londres - Dia 19.

Hoje tinha um almoço marcado, e não queria me atrasar, então pela primeira vez em muito tempo acordei com o despertador. Acordei com tempo o suficiente para fazer as coisas que eu precisava antes de sair. Eu iria almoçar mais tarde com o Christian, amigo do meu pai, e a mulher dele, Mari. Tinha que encontrar eles no mesmo lugar que eu e o Christian tínhamos tomado café da última vez, que é uma pizzaria. Para chegar lá teria que pegar o metrô, mas a estação fica bem perto de casa e com um só trem eu chegaria na estação que precisava. Quando fui comprar minha passagem a máquina não estava aceitando minhas moedas por algum motivo estranho, então fui tentar outra máquina, e esta também não aceitou minhas moedas, então tive que ir comprar na bilheteria, mas tinha uma fila. Perdi um tempo com tudo isso. Não queria me atrasar, e estava com medo de que isso iria acabar acontecendo, mas pelo menos o metrô não demorou para chegar. Porém na primeira parada ele parou e começou a demorar para sair. Passaram alguns minutos e o condutor avisou que eles estavam checando algo e que iríamos sair. Mais alguns minutos depois ele mandou todos descerem do trem, que não iria mais funcionar. Todos desceram, o trem foi embora e tive que esperar pelo próximo. Perdi muito tempo com esse problema, e agora sem dúvida iria me atrasar. Quando finalmente cheguei onde precisava, ainda precisava andar uma certa distância até o restaurante. Acabei chegando lá 15 minutos atrasado, o que não é horrível, mas eu odeio fazer os outros esperarem.

A mulher do Christian, Mari, já tinha ido para o Brasil com ele, mas nesta ocasião eu não cheguei a conhecê-la, então esta era a primeira vez que via ela. O almoço foi bom. Eu o Christian comemos pizza e a Mari comeu uma salada. Conversamos bastante e depois saímos. Eles estavam indo passar o final de semana no campo fazendo Yoga, e tinham que sair em pouco tempo, então não tínhamos mais tempo de fazer nada, mas mesmo assim demos uma pequena volta pelas ruas ao redor, e depois fomos até o carro deles e eles me deixaram em frente ao Spitafield Market antes de irem embora. Agradeci o almoço e fui embora.

Tinha um filme para ver mais tarde, mas por enquanto tinha algumas horas para passear por lá. Visitei o tal Spitafield Market, um mercado com as mesmas coisas de sempre, e depois fui até Brick Lane. No caminho passei por algumas lojas legais. Em Brick Lane dei uma volta pelos mesmos lugares que tinha andado com o Christian no domingo, mas desta vez visitei algumas lojas, e vi tudo com mais calma, por estar sozinho. Hoje não estava cheio como domingo, mas também não estavam lá as barracas que estavam no domingo. Vi tudo que queria e tinha passado muito menos tempo do que eu estava imaginando, então peguei o metrô de volta antes do que eu estava planejando.

Deu tudo certo no metrô desta vez e em pouco tempo estava em Leicester Square. O filme que iria ver não era lá, mas sendo sexta em queria pegar a nova programação de cinema em todos os cinemas que eu freqüento. Também iria aproveitar para usar o Wi-Fi do Prince Charles já que ainda não tinha usado a internet hoje. Fiz tudo isso e depois andei andei até o Odeon de Covent Garden, onde iria no cinema. Quando cheguei lá ainda tinha um tempo, então fui até a Forbidden Planet, onde dei uma volta e comprei um presente. Depois voltei para o cinema.

Meu filme de hoje era "My Week With Marilyn", com a Michelle Williams, sobre a primeira visita da Marilyn Monroe em Londres. O filme estreava hoje, e esta era uma seção especial onde aconteceria uma seção de perguntas e respostas com o diretor do filme, Simon Curtis. Cheguei lá vinte minutos antes do filme e já tinha uma fila grande para entrar na sala. Eu obviamente já tinha comprado meu ingresso há alguns dias. Quando entrei na sala me sentei bem do lado de dois assentos que estavam reservados. Eram os únicos assentos reservados no cinema todo, então imaginei se o diretor iria se sentar do meu lado, mas na verdade não era o caso, e os lugares só estavam reservados porquê o homem que se sentou no canto era gigante. Pelo menos a mulher que estava com ele se sentou do meu lado. Até começar o filme um monte de gente ficava saindo e voltando da minha fileira. Tive que me levantar varias vezes para as pessoas passarem. A senhora que estava sentado no meu lado via que eu estava começando a ficar irritado e se desculpou quando o filho dela voltou com um monte de pipoca. Me senti meio mal por isso. Na fileira da minha frente estava sentado um senhor doido que já tinha encontrado em outro cinema outro dia. Ele se veste inteiro de dourado e fica fazendo um barulho estranho durante o filme todo. Por sorte desta vez não escutei muito ele. O filme foi ótimo e a Michelle Williams está incrível como a Marilyn. Depois da seção o diretor subiu no palco junto com um crítico que iria mediar a sessão. Primeiro o crítico fez as perguntas mais óbvias e essenciais, e depois abriu para o público fazer as perguntas. Ele apontou para alguém no fundo para fazer a primeira pergunta, mas antes que a tal pessoa conseguisse falar o senhor maluco vestido de dourado na minha frente resolveu fazer a sua própria pergunta. Sem ter levantado a mão e ignorando a escolha do crítico ele gritou sou pergunta. Quando o diretor respondeu ele tentou fazer outra em seguida, mas o crítico não deixou ele continuar. Eu nunca sei o que perguntar nestas horas, então fico quieto apenas escutando. Fizeram algumas boas perguntas e o diretor era legal, então foi bom.

Quando o Q&A acabou eu comecei a voltar para casa. Como tinha meu passe diário de metrô estava pensando em pegar o metrô, mas quando cheguei na estação vi que a linha que eu precisava pegar esta com "atrasos severos" e que a estação que eu desceria, perto de casa, estava fechada. Tudo isso por quê aparentemente alguém havia se jogado debaixo do trem na minha estação hoje mais cedo. Que deprimente. Sendo assim eu teria que voltar a pé, mas peguei outra linha e fui até o mais perto de casa que consegui, e de lá andei. No caminho parei para comer em um restaurante chamado Giraffes, que já queria ir há alguns dias. Comi bem e continuei para casa. Lá, como sempre, li meu livro e dormi.





















Friday, November 25, 2011

Londres - Dia 18.

Como tinha ido dormir bem tarde, acordei hoje mais tarde que qualquer outro dia da viagem. Acordei tão tarde que não lembro a última vez na minha vida que acordei tão tarde. Já eram uma da tarde. Geralmente eu nu ca durmo até tão tarde, masmorra quando eu vou dormir tarde. Depois de fazer minhas tarefas diárias, me arrumei para sair e já eram mais de duas da tarde, então fui direto jantar. Fazia mais sentido jantar por perto, então fui comer no restaurante mexicano que tinha descoberto recentemente que fica do meu lado. Quando estava saindo do prédio o zelador estava entrando, e me parou para conversar. Ficamos um tempo conversando na porta, e depois eu finalmente saí. Fui até o restaurante, comi, e voltei para o apartamento escovar os dentes. Em seguida saí de vez.

Como sempre fui até a Apple, e como não tinha nenhum plano concreto, fiquei um tempão lá, fazendo tudo que eu precisava. Depois, naturalmente, estava na hora de ir ao cinema. Andei como sempre até Leicester Square. Eles estão fazendo uma reforma geral por lá, e desde que eu cheguei diversas áreas estão fechadas, e pelo jeito vão continuar assim até meados do ano que vêm. Porém hoje uma área nova estava fechada, bloqueando minha passagem para o Prince Charles, onde eu estava indo. Não queria dar uma volta inteira na praça para poder chegar lá, mas acabei conseguindo entrar nesta área fechada e então descobri o porquê que ela estava fechada. No Empire, um outro cinema, iria acontecer a estréia de "Puss in Boots", o novo filme animado da Dreamworks, derivado de "Sherk". Os personagens principais são narrados pelo Antonio Banderas e a Salma Hayek, e aparentemente eles iriam estar lá, então eu resolvi ficar por lá e ver o que acontecia. Entrei para dentro de uma grade e fiquei junto com uns fotógrafos. Eram umas 4:30 da tarde, e eles ainda estavam arrumando tudo, então poderia demorar bastante até eles chegarem, mas eu não tinha o que fazer por enquanto, então fiquei esperando.

Uma hora e meia depois a produtora e o diretor do filme chegaram, deram uma pequena entrevista para um repórter que estava apresentando a noite e em seguida deram uma volta dando autógrafos, tirando fotos, e dando outras entrevistas para a imprensa que estava presente. Eles obviamente não eram as estrelas da noite, então por enquanto estava tudo calmo. Quando o Antonio e a Salma finalmente chegaram, e depois de dar sua pequena entrevista, as coisas mudaram. Todo mundo começou a se empurrar para conseguir pegar um autógrafo, e virou uma bagunça total. Eu estava em uma boa posição, mas não tinha onde pegar autógrafos, então estava apenas tirando algumas fotos. Mas o pessoal todo atrás de mim começou a empurrar, o que fez o homem na minha frente ficar puto e começar a gritar bem quando o Antonio estava chegando na nossa frente. Um dos seguranças mandou ele se acalmar, mas ele estava muito bravo. Um dos fotógrafos que estava bem na minha frente pediu para o Antonio autografar um pôster, e para isso ele teve que agachar no chão, já que o pôster estava encostado na grade, na altura das nossas cinturas. Depois ele ainda pediu para tirar uma foto com ele e o Antonio disse "Você quer minha jaqueta também?", mas ele tirou a foto de qualquer jeito. A Salma Hayek passou logo em seguida, ainda mais rapidamente que o Antonio, mas eu já tinha visto ela em um outro evento em Nova York alguns anos atrás. Depois que eles passaram decidi que já iria embora, mas não tinha como sair de lá. Teria que esperar até eles poderem abrir a grade e deixar algumas pessoas saírem. Neste meio tempo outras pessoas chegaram, algumas atrizes inglesas, um chef de cozinha, um jogador de futebol, mas ninguém que eu conhecia. Consegui sair quando uma velha gorda maluca disse que precisava ir no banheiro, e eles abriram a grade para a gente. Para sair eu andei pelo tapete (que não era vermelho, e sim laranja para combinar com a cor do personagem do filme).

Um doa filmes que eu queria ver tinha acabado de começar, mas eles passam tantos comerciais e trailers antes do filme que não estava preocupado em chegar atrasado. Mas antes de ir até lá eu queria passar no Prince Charles e comprar um ingresso para o evento da noite. Saí correndo até lá, mas infelizmente os ingressos estavam esgotados. Foi a primeira és que isso aconteceu. Já tinha comprado ingressos em cima da hora lá, então não achava que isso iria acontecer. É uma pena, mas tudo bem. Sendo assim fui até o outro cinema onde o filme tinha acabado de começar e comprei um ingresso. Como esperava, entrei na sala e nem os trailers ainda tinham começado. O filme era "Tabloid", um documentário dirigido pelo Errol Morris, que já ganhou um Oscar por seu outro documentário "The Fog of War". O documentário conta a história maluca de Joyce McKinney, que ficou famosa nos anos 70 por supostamente ter raptado seu ex-namorado mórmon na Inglaterra. O documentário foca nas diferenças entre a versão da mídia com a versão de Joyce, e é ótimo! Ele estava passando em Los Angeles quando eu estava lá, e no festival de Wellington enquanto eu estava lá, mas não tinha ficado curioso para ver este filme. Fiquei feliz em vê-lo.

Depois do filme fui comer um um Diner que tinha descoberto outro dia, mas não passava do ordinário. Pelo menos meu milkshake estava bem gostoso. De lá voltei para casa, me arrumei para dormir, e li meu livro.























Thursday, November 24, 2011

Londres - Dia 17.

Hoje meu dia foi diferente. Ele começou como qualquer outro, comigo escrevendo para o blog, tomando um banho, me arrumando, etc. Porém foi o primeiro dia em bastante tempo que não fui no cinema. Ao invés disso encontrei várias pessoas. Tinha combinado de encontrar minha amiga Marina à tarde, então antes disso tinha tempo para fazer algumas coisas que precisava. Saí de casa e passei na farmácia e no supermercado, para comprar algumas coisas. Meu fio dental tinha acabado, e eue demorei um tempão para escolher um novo. Sou muito seletivo e gosto de coisas específicas. Mas mesmo demorando um tempão, quando fui usar o fio dental vi que ele não era do jeito que eu gosto e estou acostumado, o que me deixou irritado. No supermercado comprei apenas água. Tenho acordado tarde e não tenho tomado café da manhã, então não preciso de nada além de água em casa. Trouxe estas compras para casa e logo em seguida saí de novo.

Geralmente não pegaria o metrô, mas sabia que iria usar o metrô com a minha amiga mais tarde, então se fosse comprar um passe diário faria mais sentido aproveitar ele ao máximo. Fui então de metrô até a loja da Apple, onde fiquei na internet por um tempo como sempre, e depois peguei o metrô para onde eu iria encontrar minha amiga. Ainda estava sedo, mas sabia que havia um lugar por perto onde eu poderia almoçar. Comi, e como ainda tinha um tempo depois disso fui em algumas lojas e em um supermercado onde fiquei lendo revistas até ter que ir. A Marina tinha dormido super pouco por cota de um trabalho para a faculdade, e estava muito cansada, então nós primeiro fomos tomar um café. De lá nós pegamos o metrô e fomos até Camden Town.

Camden Town é bem doido, e eu adorei. Com diversas barracas de comida, roupas, e besteiras para todos os lados, é uma espécie de mercado gigante. Já estava escuro, mas acho que era mais legal assim. Passeamos por várias barracas diferentes e depois fomos até uma loja gigante de coisas cyber-punk, que era muito maluco. Tudo parece ter saído de um filme ruim de ficção-científica. Bem doido. Passamos um tempo nesta loja e depois demos mais uma volta por outras lojas. Quando encontramos um lugar para se sentar nós nos sentamos e ficamos conversando por um tempão sobre diversos tópicos. Fazia muito tempo que eu não conversava direito com a Marina, então foi bom.

Os planos eram de talvez encontrar a Amanda e a Vanessa (que estava de volta de Milão mais uma vez) por lá, mas elas decidiram ficaram por Covent Garden, então eu e a Marina pegamos o metrô de volta para aqueles lados. Eu queria usar a internet, então nós andamos até a loja da Apple e as meninas foram nos encontrar lá. A Vanessa está de volta em Londres com a família desta vez, e a mãe dela estava com elas quando elas foram nos encontrar, então ela convidou todos para jantar. Fomos comer em um restaurante que ficava bem perto, e foi ótimo. As meninas todas decidiram comer entradas como seus pratos principais, mas eu pedi um prato normal, que estava ótimo. Depois nós todos comemos sobremesas. Comi uma torta de maça com sorvete de creme. Não consigo lembrar a última vez que pedi sobremesa em em restaurante, então fiquei muito feliz e satisfeito. Foi ótimo!

Saindo do restaurante a mãe da Vanessa voltou para o hotel e nós todos fomos encontrar uma amiga da Amanda, que a muitos anos havia estudado na mesma escola que a gente, então eu era o único que não conhecia ela. Fomos até um café e nos sentamos. Um outro conhecido nosso, Pedro, também estava em Londres, e iria nos encontrar lá, mas assim que ele chegou eles estavam fechando o lugar, então nós todos saímos e fomos procurar algum lugar que estivesse aberto. Fomos parar em uma espécie de balada, que não é bem o que eu gosto de fazer, mas estava acompanhando eles. Assim que chegamos lá a Amanda decidiu ir embora porquê tinha uma apresentação na escola logo de manhã, e a amiga dela foi junto com ela. Nós que sobramos continuamos lá, mas não por muito tempo, e não foi muito ruim porquê conseguimos sentar em uma mesa. Ficamos conversando um pouco e fomos embora. De lá cada um foi para um lado, e eu voltei a pé para casa.

Quando cheguei em casa já estava bem tarde, mas eu não estava cansado, e queria ler antes de dormir. Uma vez deitado na cama de pijama comecei a ficar com sono, mas consegui ler tudo que eu queria pela noite, e fui em seguida.





Wednesday, November 23, 2011

Londres - Dia 16.

Esta foi a primeira noite em muito tempo que eu não dormi bem. Quando me deitei demorei quase uma hora para cair no sono, e durante a noite fiquei acordando inúmeras vezes. Não sei porquê isto aconteceu. Eu adoro dormir, e é sempre muito chato quando isto acontece. De qualquer modo acordei tarde mais uma vez. Tenho acordado no mesmo horário há alguns dias, quase no mesmo minuto, independente da hora que eu vou dormir.

Uma vez acordado, meu dia foi quase idêntico ao anterior, com algumas pequenas diferenças. Minhas manhãs são sempre iguais, e esta não teve diferença alguma. Fiz tudo que costumo fazer, e quando saí fui usar a internet na Apple. Eu tenho o costume estranho de ficar observando os bigodes das pessoas na rua, principalmente agora que tenho o meu próprio. Observo os estilos, seus formatos, e como eles são tratados. Hoje estava fazendo isso, e ao passar um certo homem, olhei para ele, mas foquei em seu bigode, então não notei muito a visão geral, mas de algum modo ele me parecia familiar. Nós estávamos cada um indo para um lado, e assim que ele passou por mim eu passei por um casal que estava parado na rua, que estava apontando para ele. A mulher me parou e perguntou: "Aquele era o Brad Pitt, não era?". Ela disse que era igual, e que tinha certeza que era. Eu não tinha certeza, mas fiquei com vontade de correr até ele para ter certeza. Mas isso seria estranho, então apenas continuei no meu caminho. Ainda não sei se era ele ou não, mas é bem possível. Li que ele e a Angelina matricularam os filhos em uma escola em Londres e estavam procurando uma casa. Além disso seu filme mais recente, "Moneyball", estréia aqui nesta sexta, e ele poderia estar na cidade para isso. Quando descobrir se era realmente ele ou não, aviso.

A primeira pequena diferença no meu dia foi que ao sair da Apple passei rapidamente pela Hemley's, loja de brinquedo, para checar o preço de algo. Isto não demorou mais do que cinco minutos, então não foi uma diferença grande. Daqui, como no dia anterior, passei por um cinema para comprar ingressos para a noite. A diferença é que hoje foi o Prince Charles ao invés do Curzon. De lá, como no dia anterior, fui até o Odeon de Covent Garden e comprei um outro ingresso. Mais uma vez, tinha um tempo até o filme, então fui comer...no mesmo lugar que da última vez. Depois de comer, passei pela Forbidden Planet e fiquei um tempo lá até ter que voltar para o cinema. Meu primeiro filme do dia (na mesma sala, mesmo horário, e mesma cadeira que o dia anterior) foi "The Rum Diary", filme baseado na obra de Hunter S. Thompson, que foi um dos maiores fracassos da carreira do ator Johnny Depp, que também produziu o filme. Estava gostando do filme mais do que eu imagina que iria, mas pouco a pouco ele foi piorando. No geral não gostei. O filme tem muitos problemas.

Entre este filme e o segundo eu mais uma vez tinha um tempinho, e mais uma eu voltei até a Forbidden Planet e passei este tempo lá. Depois andei até o Prince Charles. O evento da noite era mais uma seção dupla. O primeiro filme foi "The Crow", o cult Gótico de 1994. Nunca tinha visto este filme, e não gostei muito. Ao sair da sala estava escutando um casal conversando e descobri algo que todos devem saber, mas que eu não tinha a menor idéia. O ator principal, Brandon Lee (filho do Bruce Lee), foi acidentalmente assassinado durante as filmagens. Em uma cena que deveriam atirar nele, a arma estava carregada da maneira errada, e o tiro foi fatal. Que loucura...que horror. Tiveram que acabar o filme com dublês e CGI. Eu realmente não tinha a menor idéia, mais tinha achado estranhado que o filme era dedicado para ele. Bom, o segundo filme desta seção dupla foi o filme de 1987 de Joel Schumacher "The Lost Boys". Tinha visto algumas partes deste filme na TV muitos anos atrás, mas nunca por inteiro. Este foi o filme que eu mais gostei do dia. Certamente não é um ótimo filme, mas é muito divertido, e eu certamente me diverti bastante.

Quando o filme acabou já estava tarde e os restaurantes estavam fechados. Os únicos abertos eram caros demais. Andei por várias ruas para ver se achava alguma coisa aberta, mas não achei, então fui para sem comer. Estava com fome, mas até os supermercados estavam fechados. quando cheguei em casa comi um resto de sucrilhos que não tinha comido antes porquê o leite tinha acabado. Este foi o meu jantar. Depois li, e fui dormir.

Tuesday, November 22, 2011

Londres - Dia 15.

Minha manhã foi como qualquer outra: acordei, escrevi para o blog, tomei banho, me arrumei, saí, e usei a internet na Apple. Eu tinha acordado tarde, então depois de tudo isso já estava na hora do almoço. Primeiro passei pelo Curzon e comprei um ingresso para uk filme que queria ver à noite. Segunda era o único dia que havia uma sessão a noite, então não queria comprar. De lá já fui para outro cinema, o que tinha ido no dia anterior em Covent Garden, e comprei um ingresso para outro filme. A caixa me convenceu de virar um membro deste cinema também. Foi barato, e como é uma rede grande de cinema vai em eventualmente valer a pena, mas diferente do Prince Chaes ser membro não me dá descontos nos ingressos. Aqui, quanto mais dinheiro eu gasto, mais pontos eu ganho, e juntando pontos eu posso eventualmente trocá-los por coisas de graça, incluindo ingressos.

Tinha um pouco mais de uma hora até o filme, então fui procurar algum lugar para comer. Não demorei para achar. Atravessando a rua achei um restaurante italiano que tinha um cardápio de almoço barato, então entrei e comi. Tenho o hábito de comer rápido demais, e sei que isso não é bom, mas não sei me controlar, principalmente quando estou com fome. Quando saí do restaurante ainda tinha um tempo. Bem na minha frente estava a Forbidden Planet, então sabia exatamente onde iria passar este tempo. Poderia passar horas e horas lá dentro, mas por enquanto tinha apenas meia hora. Dei uma volta rápida pela loja e fiquei com vontade de comprar inúmeras coisas. Eu poderia morar lá se tivesse a opção. Sabia que entre um filme e outro eu teria mais tempo para passar na loja, então por enquando fiquei apenas no primeiro andar. O tempo passou super rápido, e já estava na hora de ir ver o primeiro filme. Fui ver um filme inglês chamado "Weekend". Dirigido por Andrew Haigh, o filme é quase todo composto de diálogos entre um casal gay que passa um final de semana juntos. O filme é ótimo e natural.

Como imaginava, tinha um pouco mais de uma hora até o próximo filme, então voltei para a Forbidden Planet e passei o tempo todo lá. Visitei os dois andares e vi tudo que queria, mas poderia passar muito mais tempo lá. Depois voltei para o Curzon ver o filme da noite. Era um documentário chamado "Magic Trip" sobre o Ken Kesey (autor de Um Estranho no Ninho) e um grupo de amigos (que inclúi o Neal Cassidy, inspiração do personagem Dean Moriarty em On the Road) que atravessam os EUA em um ônibus com muitas drogas. Além destes, o documentário inclúi pessoas como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Timothy Leary, The Grateful Dead, e outros. O documentário tem seus problemas, mas eu adorei. Adoro todos estes "personagens", e vê-los convivendo juntos, completamente doidos, é muita loucura.

Depois do filme voltei para casa. Tinha descoberto pela internet que havia um GBK, hamburgeria que tinha ido com a Ana, bem ao lado da minha casa, e era lá que queria jantar. Ele ficava na rua que eu ando todos os dias, mas míseros passos depois da rua que eu entro para chegar em casa, então por isso nunca tinha visto que ele estava lá. Quando cheguei lá, achei não só ele mas um outro restaurante que adoro. E não só isso, havia também uma farmácia e o mesmo supermercado que eu freqüento a diversas quadras de distância, tudo ali do meu lado, sem eu saber. Perfeito! Só não foi 100% perfeito pois tinha acabado o milkshake de baunilha no GBK, o que me deixou desapontado. Mas quando fui pagar lembrei de um cartão que tinham me dado da última vez que estive em um GBK. Peguei ele na minha carteira e entreguei ele no caixa. Paguei 40% a menos por ser estudante. Maravilhoso! Bons Hamburgers, baratos, e ao lado de casa são bem perigosos. Vou ter que me controlar. Para completar eles tinham Wi-Fi lá, então passei um tempão na internet depois de comer. Depois voltei para casa, li e dormi.

Monday, November 21, 2011

Londres - Dia 14.

Acordar naturalmente, sem despertador, é muito melhor, mas involuntariamente acabo acordando bem mais tarde. De qualquer modo não teria porquê acordar mais cedo. Não tenho nenhum compromisso, nenhuma obrigação, nenhum plano. Porém hoje eu tinha uma espécie de compromisso. No dia anterior tinha escrito para um amigo do meu pão que mora aqui, e ele me convidou para ir ver uma exposição com ele. Porém ele ainda não sabia que horas seria, e iria me avisar. Como não tenho internet em casa, ele poderia muito bem já ter me escrito sem eu saber. Então não queria demorar muito para chegar na Apple e poder checar meus e-mails. Mas de qualquer modo ainda tinha que fazer tudo que eu faço normalmente, e isso demora o seu tempo. Escrevi para o blog, tomei um banho, me vesti e saí.

Já estava relativamente tarde, e mais uma vez eu não tinha tomado café da manhã, como ainda não comprei comida para o apartamento. Resolvi fazer um caminho diferente do que eu faço todos os dias, um que seria mais rápido. Passei por ruas muitos mais legais do que as que estou costumado, por uma área bem mais animado, com muitos restaurantes, um novo supermercado, e outras lojas úteis, tudo super perto do apartamento. Por coincidência também passei por um Farmers Market que acontece aos domingos, e resolvi dar uma volta por lá. Era uma feira normal, e eu acabei comprando um sanduíche de salsichas, que foi o meu almoço. Fui comendo ele no caminho para a Apple. Chegando lá, chequei meus e-mails e vi que o Christian, amigo do meu pai, já tinha confirmado o horário. Eu tinha um pouco mais de uma hora, o que me dava tempo de fazer o que costumo na internet com calma antes de sair.

O Christian tinha me aconselhado não confiar nos metrôs aos finais de semana, mas como eu não conheço a rota dos ônibus aqui, era o único modo que eu conseguiria chegar na galeria. Fazia mais de uma semana que eu não pegava nenhum metrô. Além de não ser muito bom, ele é extremamente caro, e pelo que vi, é ainda mais caro aos finais de semana. O Christian estava certo, e a linha que eu precisava pegar para chegar na galeria estava fechada, então tive que fazer um caminho alternativo, mas que me deixou muito perto de onde a outra linha teria me deixado, então não foi um problema. Quando saí do metrô vi uma placa apontando para a esquerda, falando que era a direção da galeria. Atravessei a rua, comecei a andar na direção que a placa havia dito, e encontrei outra placa, apontando para o caminho que tinha acabado de fazer, falando que era o caminho da galeria. Ou seja, haviam duas placas, uma ao lado da outra, dizendo que a galeria ficava para direções opostas. Ótimo. Acabei encontrando um mapa e vi que as duas placas estavam erradas! Seguindo as direções do mapa não demorei para chegar lá.

Cheguei um pouco antes do horário combinado, e isso me deu tempo de ir ao banheiro, o que foi bom já que vi no espelho que havia mostarda do sanduíche que havia comido no meu bigode. Este é o único problema de ter um bigode. O Christian não demorou para chegar, e ele estava com um amigo, Florian, que mora em Berlin e passou o final de semana em Londres para visitar o Christian. Primeiro nós demos uma volta geral pela galaria, que é bem legal e tinha algumas exposições ótimas, mas a exposição que estávamos indo ver era a "Rothko in London". Eu estava imaginando que seria uma exposição normal, com diversas obras do Rothko, mas era algo muito diferente do que eu estava imaginando. A exposição ficava em um pequena sala, a menor da galeria, e era uma retrospectiva da primeira exposição solo do Rothko naquela galeria. Havia apenas uma obra dele, e o resto eram fotos da exposição original, documentos e cartas sobre a organização da exposição. Fiquei desapontado, mas tudo bem. O Florian é um grande fã do Rothko, e se sentou em frente a única obra que havia na sala e passou um tempão lá, a observando.

Quando saímos da galeria fomos dar uma volta por Brick Lane, que segundo o Christian é algo que geralmente se faz em um Domingo a tarde. Primeiro visitamos um supermercado onde i Florian queria comprar temperos indianos para levar de volta para a Alemanha. Depois continuamos andando por lá, e realmente estva bem cheio. Mas a área era super legal, com lojas legais e restaurantes legais. Passamos por uma loja de móveis que o Florian queria visitar, já que ele design móveis, e fomos a uma outra pequena galeria que o Christian conhecia a dona, mas que a exposição não era nada boa. Depois o Christian queria me mostrar um cinema que ele achava legal, e era bem o que eu tinha descoberto outro dia que pertencia a uma loja que tinha visitado com as meninas. Em seguida eles pensaram em tomar um café, e nós passamos por alguns lugares que estavam cheios, então acabamos indo em um pequeno café que ficava dentro de uma pizzaria. Tomamos café, conversamos, e de lá eu fui embora para os meus lados, e eles para casa.

Peguei o metrô e parei em Covent Garden. Primeiro fui até a loja da Apple de lá para usar um pouco de internet, e depois fui até um cinema que ainda não conhecia. No caminho passei em frente à Forbidden Planet, uma das minhas lojas preferidas, e que ainda não sabia onde era. Achei estranho porquê já tinha passado por aquela área mas não tinha percebido a loja. De qualquer modo não teria tempo de visitá-la agora, antes do filme que iria ver, mas pelo menos já sei onde ela está. O filme que fui ver, "Snowtown", era um filme australiano, o primeiro de um diretor chamado Justin Kurtzel, sobre John Bunting, um dos maiores serial killers da Austrália. O filme é violento e deprimente, como eu esperava ser, mas é ótimo, com ótimas atuações.

Saindo do cinema já tinha que ir para o Prince Charles, ver meu próximo filme. Seria uma nadada super rápida, mas como eu tinha comprado um passe de metrô pelo dia, quis ir de metrô. Uma estação é ridiculamente perto da outra, o metrô quase não anda. Estava com fome, mas não daria tempo de comer antes do filme. O evento de hoje era a versão restaurada de "Days of Heaven", que eu já tinha comprado a quase uma semana, mesmo antes de virar membro do cinema. Esta era sem dúvida a vez que o cinema estava mais vazio, o que é uma pena, já que "Days of Heaven" é um dos filmes mais lindos já feitos. É um dos meus favoritos, e vê-lo na telona foi muito legal. Depois do filme fui comer no Italiano ao lado. Faltavam apenas quinze minutos para eles fecharem, mas eles me deixaram entrar e pedir. Comi e voltei para casa, de metrô, para acabar meu dia como qualquer outro.











Sunday, November 20, 2011

Londres - Dia 13.

Acordei relativamente tarde, e assim que levantei fui bater na porta do Zelador para ver se ele podia me ajudar com o problema da TV. Desta vez ele estava em casa e abriu a porta, mas ele ainda estava de pijama (assim como eu), e pediu para eu esperar uma hora enquanto ele se arrumava. Uma hora seria o suficiente para eu tomar um banho e escrever para o blog, então não seria um problema. Tomei banho, e enquanto estava me vestindo o zelador já bateu na minha porta, bem antes do que eu esperava, bem antes que uma hora. Ele entrou, eu expliquei o problema, e nós começamos a tentar resolvê-lo. Tentamos umas três coisas diferentes até ver que um cabo que deveria estar conectado estava quebrado. Ele concertou este cabo, e isso foi o suficiente para fazer tudo voltar ao normal. A TV começou a captar todo o sinal que não estava captando antes. Problema resolvido. Isto foi um alívio.

Me sentei em frente a TV, e escrevi para o blog. Depois terminei de me arrumar e saí. Eu tinha acabado com a comida em casa no dia anterior, então não gomei café. O resto do dia foi como qualquer outro, e com isso eu quero dizer que passei ele dentro do cinema. Mas antes, como sempre, fui até a Apple usar a internet. Fiquei um tempão lá, perdi o filme que estava planejando ver, e quase perdi um segundo. Saí de lá e faltava 10 minutos para começar um dos filmes que queria ver. Era sábado a tarde, minhas chances de conseguir um ingresso não eram muito grandes. Corri até o cinema e quando cheguei lá havia uma grande fila, o que me fez atrasar mais, mas no final consegui um ingresso.

Estava indo ver "The Adventures of Tin Tin", adaptado da obra de Hergé pelo Steven Spielberg e produzido pelo Peter Jackson. Ele já estava em cartaz desde que cheguei em Londres, e eu estava louco para vê-lo, mas tinha prometido que iria ver com a Amanda. Porém o tempo estava passando e nada estava sendo combinado, e quando disse a ela que era melhor ver este final de semana ela disse que eu poderia ver sozinho, pois ela iria passar o final de semana estudando. O filme era em 3D, e eles me fizeram comprar os óculos. Se soubesse que eu teria que fazer isso poderia ter economizado um pouco, já que tenho um óculos 3D em casa, da última que tive tive que comprar em em Hong Kong. Me diverti muito com o filme, e ele certamente é muito bem feito, mas estava esperando mais, e não gosto muito do visual de captura de movimento, então saí do cinema um pouco desapontado. O filme é longo, o que não é um problema para mim, mas como eu não tinha tomado café da manhã ou almoçado, estava com bastante fome. Não queria comer mais uma vez no Italiano que tinha ido na noite anterior, então comecei a procurar por outros lugares, e acidentalmente (ou felizmente) encontrei um Byron, lugar que Hamburger que fui outro dia e adorei. Este era menor, mas ainda mais legal que o outro. Eu estava usando meu broche que tinha ganhado no outro quando estive lá, mas ninguém comentou nada. Comi e fiquei muito satisfeito. A comida é realmente boa, exatamente como eu gosto.

Saindo de lá fui até outro cinema e comprei dois ingressos, para dois filmes um atrás do outro, na mesma sala. O primeiro foi o trabalho mais recente da diretora Mirando July, "The Future", que é estranho (como eu esperava) e deprimente, mas também engraçado. No geral eu gostei. Entre este e o segundo filme tinha uns 20 minutos, então saí de lá e andei até o Prince Charles onde tem Wi-Fi de graça e fiquei um tempo na porta usando o Wi-Fi deles. Não iria no evento desta noite, que era um sing-a-long de "Grease", mas parecia que seria divertido, e muitos estavam usando perucas rosas. Usei a internet e voltei para o cinema. O segundo filme (e terceiro do dia) era "Anonymous", dirigido pelo Roland Emmerich. Diferente de seus filmes desastres pelo que é conhecido, este é um drama de época que conta a "verdadeira" história de Shakespeare. Gostei do filme mais do que achei que iria. No começo não estava ligando muito, mas ele foi ficando melhor.

Saindo do cinema voltei para casa, li um pouco, e dormi. Tive apenas uma refeição no dia, imagino que isso não seja saudável.


Saturday, November 19, 2011

Londres - Dia 12.

Acordei e dei uma arrumada na casa, mesmo antes de tomar café. Primeiro arrumei a bugunça que tinha deixado ao desempacotar a TV na noite anterior, depois dei uma varrida no chão, que já estava bem sujo. A vasoura tirou o grosso da sujeira, mas não a ponto de ficar tesa mente limpo. Não estava disposto a lavar tudo direito agora, então farei isso outro dia. Depois de arrumar a casa, tomei café, e comecei a fazer algumas ligações para tentar resolver o problema da TV, que não estava captando nenhum sinal. Liguei para três companhias diferentes, e as três disseram que tudo deveria estar funcionando normalmente, e que o problema deveria ser os cabos da casa. A única pessoa que poderia me ajudar com os cabos seria o zelador, então fui bater na porta dele. Toquei, mas ninguém abriu, acho que ninguém estava em casa. Sendo assim, me arrumei para sair.

Por ter ficado um tempão no telefone, saí de casa mais tarde do que o normal. Passei pela Apple e fiquei mais um tempão lá. Não faltava muito para escurecer, já que aqui escurece super cedo. Como hoje era sexta-feira, meu plano era passar por todos os cinemas que eu freqüento para pegar a nova programação da semana. Fui primeiro ao Curzon, e quando peguei a programação vi que um filme que queria ver iria começar em cinco minutos. Sendo assim, comprei um ingresso e vi meu primeiro filme do dia, uma adaptação da romenace "Wuthering Heights", de Emily Brönte, pela diretora Andrea Arnold, que já ganhou um Oscar pelo seu curta-metragem "Wasp". O filme é ótimo, e como nunca tinha lido p livro, ou visto qualquer outra das adaptações para o cinema, a história era nova para mim.

Sai da do Curzon, passei pelo Prince Cherles e comprei ingresso para o evento da noite. Como tinha algumas horas até o evento, bom, fui ao cinema. Fui ver um drama/thriller policial alemão chamado "The Silence". Este filme também foi ótimo, e quando acabou tinha apenas dez minutos até meu próximo filme no Prince Charles. Não daria tempo de jantar, então passei pelos restaurantes onde poderia jantar depois e perguntei a que horas eles fechavam. A maioria fechava perto da meia-noite, então daria tempo de jantar depois do filme, o que era uma boa notícia. O evento da noite no Prince Charles era a exibição de uma cópia em 35mm recêm encontrada do filme infantil dos anos 80 "The Monster Squad". Seria a primeira exibição deste filme para um público no cinema em décadas, provavelmente desde o seu lançamento. Posso sem dúvida dizer portanto que sou o único garoto de 18 anos que viu "The Monster Squad" pela primeira vez no cinema (por quê não acho que havia mais ninguém tão jovem na platéia). Antes do filme, o responsável por ter encontrado esta cópia perdida nos explicou sua jornada de quase um ano, e milhões de e-mails, para achá-la. Fiquei impressionado como ele jovem. Logo depois o filme começou, e foi muito divertido. Adoro os anos 80 e seus filmes "trash".

Depois do filme, fui para um restaurante italiano que já tinha ido outro dia e comi um macarrão com molho de tomate. Bastante comida, e barato. Depois voltei para casa, li, e dormi.

Friday, November 18, 2011

Londres - Dia 11.

Acordei mais cedo hoje, fiz tudo que costumo fazer de manhã e saí quase duas horas antes do que eu costumo de casa. Passei pela Apple para usar a internet e em seguida fui par o cinema, para pegar a primeira seção do dia do filme que não tinha conseguido ver no dia anterior. Desta vez eu era quase o único na sala. O filme era "We Need to Talk About Kevin", baseado em um livro com o mesmo nome, de Lionel Shriver. O filme é diferente do que eu estava imaginando que seria, mas é ótimo.

Saindo do cinema dei uma volta pela área e achei algumas lojas muito legais. Depois encontrei um barraca de um homem que estava vendendo Burritos e resolvi comprar um. Estava bom, e foi barato. Mas mesmo estando bom eu me arrependimento um pouco porque em seguida fui até Covent Garden, e lá encontrei muitas outras barracas, vendendo comidas que estavam com uma cara muito boas. Estas barracas não estavam lá em nenhuma das outras vezes que estive lá, então talvez seja alguma coisa que aconteça as quintas. Fiquei com vontade de comer muitas coisas, mas tinha acabado de comer. Estando lá, fui até a Apple e pesquisei onde ficava o British Film Institute, que queria visitar faz tempo. Peguei o endereço, e andei até lá.

O dia estava lindo, a temperatura estava ótima, e a cidade estava calma, com quase ninguém na rua. O BFI ficava do outro lado do rio, mas cheguei lá por uma ponte diferente da que tinha atravessado da última vez que fui para aqueles lados. Foi fácil encontrar o BFI, mas eu entrei por uma porta dos fundos, onde estava acontecendo uma conferência. Fui até a área principal e lá encontrei a Mediatheque do BFI. Entrei e peguei uma senha para ficar lá duas horas, que era o máximo permitido. Havia uma coleção de quase 2000 vídeos diferentes, todos relacionados à TV e Cinema. Era tanta coisa que não conseguia escolher o que ver, e passei um tempo só olhando tudo que estava disponível. Neste sentido, a Mediatheque que tinha visitado em Melbourne era mais organizada e fácil de usar. Vi alguns vídeos variados e depois achei um filme inteiro, que nunca tinha visto, e resolvi ver. O filme era o clássico cult "The Wicker Man". O de 1973 com o Christopher Lee, e não o péssimo remake com o Nicholas Cage. Adorei o filme, achei ele muito doido e divertido. Quando ele acabou meu tempo lá também tinha acabado, então saí. Peguei todos os calendários e panfletos de todos os eventos que acontecerão lá nos próximos meses, assim estarei ciente de tudo.

De lá fui até a loja que deveria ter entregue uma TV em casa a dois dias, para resolver este problema de uma vez por todas. Olhei o mapa para descobrir onde ficava o Costumer Service, e aparentemente não havia um, mas quando perguntei para alguém eles me disseram que ficava no quinto andar. Fui até lá, e de lá me mandaram até um outro lugar. Neste novo lugar tive que esperar até ser atendido, expliquei meu problema, briguei com todos, e consegui o que queria. A entrega foi cancelada e eu saí da loja carregando a TV. Poderia muito bem ter carregado a TV até o apartamento, mas não sabia se era muito seguro. De qualquer modo tive que andar quase metade do caminho até achar um Taxi. De taxi levei menos de 3 minutos para chegar no apartamento. Assim que cheguei instalei a TV, e ela não estava captando nenhum sinal, então nem pude comemorar que tinha uma TV vendo TV.

Me arrumei e saí mais uma vez para fazer a única coisa que faço em Londres: ir ao cinema. No caminho passei por um lugar perto do apartamento que queria comer, mas ele era mais caro do que eu estava imaginando, então continuei andando e acabei comendo na área de alimentação da Selfridges, uma lona enorme que passo em frente todos os dias. Comi um sanduíche que estava bem gostoso, mas que me deixou com muita sede. Não queria comprar nenhuma água sabendo que eu tinha água em casa, então ignorei a sede e continuei para o Prince Charles, meu cinema favorito. Esta noite teria uma seção especial do que eles estavam chamando o "melhor pior filme já feito". Cheguei em cima da hora e estava com medo de não conseguir entrar, mas consegui sem problemas. O filme se chama "The Room" e é escrito, produzido, dirigido, e estrelado por um tal de Tommy Wiseau. Fazia tempo que eu não me diverti tanto. O filme realmente é um dos piores que já vi, se não o pior. E é incrível! Mas o que fez a noite extremamente divertida foi ver ele em uma sala com uma platéia que o ama, onde todos já deveriam ter visto ele diversas vezes. Certas horas as pessoas (eu incluso) estavam rindo e aplaudindo tanto que não era possível ouvir o diálogo (e talvez fosse melhor assim). A platéia também tinham piadas prontas para certas cenas e sabiam os diálogos de cor, que eles repetiam juntos em um coro hilário. Eles também ficavam jogando colheres de plástico pela sala e xingando a personagem principal até não poder mais. Ri muito, e me diverti muito. Spoon!

Quando saí do cinema voltei para casa e li um pouco antes de dormir.









Thursday, November 17, 2011

Londres - Dia 10.

A primeira coisa que fiz quando acordei foi ligar na central de atendimento da loja que deveria ter entregue sua mercadoria em casa ontem. Queria entender o que tinha acontecido. Eles disseram que tentaram me ligar, mas que não sabiam que meu número era internacional. Minha ligação não resolveu muito e me pediram para esperar eles entrarem em contato comigo em até 24 horas. Tinha então 24 horas que não precisaria ficar esperando entregas. Tomei café, tomei um banho, e saí.

Foi um dia que não fiz muito. Primeiro, como sempre, fui usar a internet. Depois de passar um tempo fazendo isso fui até o Prince Charles comprar ingresso para um filme que queria ver mais tarde; mas antes disso, virei membro do cinema. Fiz isso porquê era barato e me daria muito desconto nos ingressos. Se tivesse feito isso antes já teria salvo 15 pounds no outro dia que estive lá. Virei membro, comprei meu ingresso, e também comprei ingressos para uma seção especial de Os Senhor dos Anéis, que vai acontecer dia 27 de Dezembro. Eles tinham acabado de anunciar este evento no Twitter, então eu devo ter sido o primeiro a comprar ingressos. Serão os três filmes, um atrás do outro. Um dia inteiro na Terra Média.

Tinha algumas horas até o filme, então fui dar uma volta. Estava olhando um mapa na rua e descobri um cinema que não sabia que existia, então andei até lá. Este cinema estava passando vários filmes que queria ver, e teria vários eventos que adoraria ir. Perfeito. Poderia passar meu tempo todo em Londres indo de Cinema em Cinema, Filme em Filme. Teria uma seção de um dos filmes que queria ver logo depois do que já tinha comprado ingresso, mas resolvi não comprar meu ingresso para esse ainda porquê não sabia se daria tempo ou não.

Depois de visitar este cinema andei mais um pouco pelo bairro, fui em algumas lojas, e fui até Covent Garden comer em um restaurante Mexicano que tinha passado em frente várias vezes nos outros dias que estive lá. Eles tinham um cardápio de almoço, então não foi caro. Estava gostoso, mas o Burrito deste restaurante era diferente de qualquer outro, e não exatamente o meu favorito. Depois de comer fui até uma loja de quadrinhos que tinha descoberto por perto, e enquanto estava lá dentro me lembrei que tem uma Forbidden Planet em Londres, uma das minhas lojas favoritas, então preciso ir lá um dia desses.

Passei um bom tempo na loja de quadrinhos e de lá fui para o cinema. Vi "La Piel Que Habito", o filme mais recente do Pedro Almodóvar, que é baseado no livro "Tarantula", de Thierry Jonquet. O filme não é ruim, mas tem muitos problemas. Tem seus momentos bons, mas no geral não gostei. Certamente estava esperando gostar mais. Quando o filme acabou vi que daria tempo de ir até o outro cinema e ver o outro filme que queria ver. Fui até lá, mas quando cheguei já não haviam mais ingressos. Deveria ter comprando antes, mas realmente não sabia se iria dar tempo entre um filme e outro.

Sem mais o que fazer, voltei para casa. No caminho passei pelo supermercado para comprar água, mas não jantei, não estava com fome. Estava lendo uma revista em casa quando tocaram e campainha. Era uma das entregas que estava esperando desde o dia anterior. Não me avisaram como disseram que iriam, e eu poderia muito bem não estar em casa se tivesse conseguido ver o segundo filme. Fiquei satisfeito que entregaram, mas não era tudo, e eu ainda tinha que resolver a segunda entrega. Liguei na central de atendimento mais uma vez, mas mais uma vez eles não resolveram nada. Um pouco irritado com tudo isso, fui me deitar, e comecei a ler um livro novo antes de dormir.

Wednesday, November 16, 2011

Londres - Dia 9.

Acordei, tomei café, e estava me arrumando para sair quando a campainha tocou. Era uma entrega de um pacote que meu amigo tinha me mandado. Eu ainda estava em São Paulo quando este meu amigo me ligou da Europa dizendo que tinha me comprado algo que "seria útil para a viagem", e que precisava do endereço do meu irmão Los Angeles, para poder me mandar o pacote. Dei o endereço, mas ele não pode mandar. Algum tempo depois ele me contou que o presente era um guarda-chuva. Sabendo o que era o presente que algum dia iria receber, me recusei a comprar um guarda-chuva durante a viagem, até mesmo quando mais precisei. Não tinha um guarda-chuva durante o tufão no Japão, ou durante as fortes chuvas de Singapura, ou em qualquer outro instante que tenha chovido. Assim que cheguei em Londres mandei meu endereço para ele, para poder enfim receber o guarda-chuva e me proteger das chuvas frias do inverno europeu. Hoje, depois de cinco meses, finalmente recebi meu guarda-chuva. Hoje estava um lindo dia lá fora.

Saí e fui até a loja da Apple usar a internet, mas em seguida voltei para casa. Teria que esperar uma outra entrega que estava marcada para acontecer a partir das 2 da tarde. Porém a entrega poderia chegar entre as 2 e as 10 da noite. No caminho de casa passei pelo supermercado para comprar sabão para poder lavar minhas roupas. O apartamento tem máquinas de lavar e secar, então faria isso enquanto esperava pela entrega. Botei tudo para lavar e escolhi um ciclo que chamava cool wash. Costumo lavar minhas roupas com água fria, para assim poder lavar ambas as roupas brancas e as coloridas sem medo de manchar as brancas. Ao lado deste ciclo havia o número 30, então imaginei que demoraria 30 minutos. O tempo passou, passou, e a máquina nunca parava de funcionar. Depois de muito tempo ela enfim chegou na última etapa, e era tão potente que parecia que estava acontecendo um terremoto na casa. Quando enfim as roupas estavam prontas haviam se passado quase 2 horas. O cool wash, que eu imaginei significar que usava água fria, não usava, e deixou todas minhas roupas brancas avermelhadas, mas não foi um estrago. Botei as roupas para secar e esperei 30 minutos, 1 hora, 1 hora e meia, até tudo ficar seco de verdade.

Lavar as roupas tinha demorado quase 4 horas, que eu tinha passado lendo e fazendo outras coisas, e nada de chegar a entrega. Não tinha almoçado, e mais um pouco seria a hora do jantar. Continuei lendo, e lendo. O tempo passou, e passou. Nada. Sem internet é difícil fazer as horas passarem. Mesmo lendo não estava agüentando mais esperar, mas não podia sair com perigo da entrega chegar e eu não estar lá. Depois de esperar por mais de 7 horas, decidi ligar lá para ver se realmente iriam fazer a entrega, mas a central de atendimento já estava fechada.

Chegou dez da noite, a entrega não tinha chegado. Já sabia que todos os restaurantes iriam estar fechados, ou prestes a fechar a esta hora, mas mesmo assim me arrumei para sair. Sabia que o supermercado fechava em uma hora, e sem dúvida eu irai comprar um sanduíche lá. Esta noite etava mais fria que qualquer outra. Cheguei no supermercado, comprei um sanduíche e um saco de batatas e voltei para casa.

Meu dia só não foi um completo dia perdido porque minhas inúmeras horas de espera em vão me fizeram acabar meu livro, finalmente. Estava lendo o ganhador do prêmio Nobel de Literatura "Cem Anos de Solidão" de Gabriel García Márquez, que conta a história da família Buendía na cidade imaginária de Macondo. Já deveria ter lido este livro na escola há uns dois anos atrás, mas não li. Demorei para acabar ele, enquanto um dia li 100 páginas, passei muitos outros sem ler, e outros que li muito pouco. Fiquei feliz de finalmente ler, e adorei.



Tuesday, November 15, 2011

Londres - Dia 8.

Imaginava que iria acordar cedo, já que tinha ido dormir super cedo, mas de algum modo acabei dormindo 13 horas, e acordei mais tarde do que qualquer outro dia. Acordado, minha manhã foi como qualquer outra. Tomei café, escrevi, tomei banho, e me arrumei. Saí, fui até a loja da Apple, e usei a internet.

O resto do meu dia se resumiu em ficar no cinema. Em Leicester Square fica um cinema chamado The Prince Charles Cinema, que tem muitos eventos especiais, uma ótima seleção de filmes, e tudo mais barato que o resto dos cinemas. Cheguei lá e comprei ingressos para o resto do dia todo.

Comecei vendo "Tyrannosaur", um filme inglês, que ganhou alguns prêmios em Sundance, e que estava passando no festival de Wellington quando eu estava lá, mas que não pude ver. O filme é o primeiro dirigido por um ator inglês chamado Paddy Considine, e é extremamente deprimente, mas é ótimo, e eu gostei bastante. Entre este filme e o segundo tinha apenas alguns minutos, tempo o suficiente para eu sair e comer uma fatia de pizza na rua. Fiz isso e voltei para o cinema.

Meu segundo filme do dia foi "Melancholia", o filme mais recente do Lars Von Trier, que deu à Kirsten Dunst o prêmio de melhor ator em Cannes, e que durante um conferência de imprensa o Lars Von Trier fez alguns comentários infames que o fez ser banido do festival de Cannes, e o fez decidir nunca mais dar uma entrevista na vida. O filme é ótimo, e tudo o que eu esperava. Gostei bastante.

Logo após este, desci para uma sessão especial de "Kill Bill". Ambos os volumes 1 e 2 passariam um atrás do outro, em uma seção dupla. Nunca tinha visto nenhum deles no cinema, já que eu era pequeno demais quando eles saíram, e sempre adoro ver filmes no cinema. Como o próprio Quentin Tarantino disse uma vez: "The day Kill Bill plays the Prince Charles Cinema is the day Kill Bill truly comes home!".

Entre um filme e outro havia um tempo. Eu estava no banheiro durante este intervalo quando vi que no próximo domingo haveria uma seção especial de "Days of Heaven", um dos meus filmes favoritos. Sem nem pensar duas vezes saí do banheiro e fui direto para a bilheteria comprar meu ingresso. Só depois que tinha comprado perguntei se a seção seria em 35mm ou Digital, e me disseram que seria Digital, o que tira um pouco da graça. Mas será uma versão recém-restaurada pela BFI, então vale a pena. Além disso, como já disse antes, adoro ver filmes que nunca vi no cinema, no cinema. Kill Bill foi super divertido. Já fazia um tempo que tinha visto pela última vez. Qualquer filme do Tarantino é uma aula de cinema. O filme acabou perto da meia-noite, então voltei logo para casa e dormi sem ter jantado.



Monday, November 14, 2011

Londres - Dia 7.

Como tinha ido dormir tarde, acordei tarde, algo que não fazia há muito tempo. Levantei, tomei café, escrevi para o blog, tomei um banho, e me arrumei para sair. Saí sem ter lido nada do meu livro, que eu já deveria ter acabado há muito tempo. Fui até a loja da Apple e acabei ficando um tempão lá. Não tinha nenhum plano para hoje, então não estava com pressa. Sempre que eu tenho internet eu acabo esquecendo de fazer alguma coisa que já estava para fazer faz tempo. Nunca é nada muito importante, mas é irritante ficar esquecendo, e eu sempre lembro logo em seguida que parei de usar a internet.

Depois disso comecei a andar em direção de Leicester Square, onde queria ir no cinema. No caminho passei pela Hamleys, a maior loja de brinquedos de Londres, que é muito legal. Fiquei um tempão lá, visitei todos os andares, e brinquei um pouco. Depois continuei andando e encontrei uma loja de CDs e DVDs, e fiquei mais um tempo lá. Quando cheguei em Leicester Square chequei os horários dos filmes e comprei o mais próximo, que era um uma hora. Nesta hora que tinha livre eu dei uma volta por lá, visitei algumas lojas, e usei um pouco mais de internet, esquecendo de novo o que eu precisava fazer.

O filme que iria ver "Tinker Tailor Soldier Spy", baseado no livro de John lé Carre, é um dos filmes que eu estava mais ansioso para ver esta temporada. Gostei do filme, mas eu estava tão revoltado e incomodado com as pessoas do meu lado que não consegui prestar atenção, e fiquei completamente perdido. A mulher do meu lado fazia questão em comentar todas as cenas com o namorado dela, e passou metade do filme falando. Pior do que isso era o homem do meu outro lado, que começou a dormir antes mesmo do filme começar, e ficou roncando durante o filme todo. E roncando alto. Não tinha como ser pior, foi uma das piores experiências que já tive no cinema. Meus nervos estavam a flor da pele. Não consegui aproveitar o filme, ou entendê-lo por completo.

Depois do filme queria jantar no lugar de Hamburgers que tinha tentado ir com a Ana e a Amanda alguns dias atrás, mas não tinha muita certeza de como chegar lá. Comecei a inventar um caminho e fui parar bem na porta. Perfeito, genial. O lugar é bem legal e o meu garçom era muito gente fina, de Wellington. Comi super bem. Tudo estava do jeito que gosto. Quando pedi a conta ela veio com um broche e algumas balas. O broche dizia "Sheriff of the Burger". Adorei! Adoro broches e este basicamente descreve minha vida, ou pelo menos uma das profissões dos meus sonhos.

Tendo comido pensei em ir ver mais um filme, mas decidi que faria isso outro dia. Voltei para casa e tentei ler um pouco, mas estava cansado, e fui dormir super cedo.




Sunday, November 13, 2011

Londres - Dia 6.

Tinha acabado de acordar quando tocaram a campainha do apartamento. Que bom que eu já havia acordado, ou talvez não iria ter percebido. Era uma companhia de entrega entregando uma cama. Subi de pijama mesmo para abrir a porta para eles. Eles entraram, botaram a cama no apartamento e foram embora. Eu passei um tempo desembrulhando e montado a cama, e depois minha manhã foi como qualquer outra. Escrevi para o blog, tomei café da manhã, li um pouco, tomei um banho, e me arrumei para sair. Não sei porquê, mas hoje decidi me agasalhar mais do que os outros dias. Quando saí vi que era o dia mais quente desde que cheguei aqui, então estava todo agasalhado para nada. Tive que tirar meu casaco de baixo e passei o resto do dia carregando ele.

Também como toda manhã, passei pela loja da Apple para usar a internet, e depois fui encontrar as meninas no dormitório da Amanda. Elas pegaram um café no café ao lado e de lá nós fomos encontrar uma amiga da Vanessa que veio com ela para Londres, mas que está ficando eu outro lugar, e o amigo dela. Encontramos eles no Jamie's Italian, onde iríamos almoçar. O restaurante estava cheio, e teríamos que esperar uma hora, então fomos dar uma volta. A Vanessa tinha que comprar um óculos que já tinha reservado no dia anterior, então fizemos isso, e visitamos mais algumas lojas. Nestas horas, como não compro nada, fico apenas observando e dando minhas opiniões. Quando estava na hora de voltar, voltamos, sentamos e comemos. Eu comi o mesmo prato que tinha comido da última vez que estive lá. Estava ótimo, mas eu deveria ter pedido alguma coisa diferente. O prato dos outros estavam lindos.

Depois de comer passamos mais um tempão passeando por Covent Garden, indo em algumas lojas, fazendo algumas compras, tomando café, etc. A uma certa hora enquanto eles foram comprar sobremesas, eu fui sozinho até a loja da Apple onde precisava usar a internet. Não teria precisado fazer isso pois em seguida eles foram em um café e lá tinha Wi-Fi.

Mais tarde a amiga da Vanessa e o amigo dela decidiram ir embora para descansar, já que eles tinham uma festa a noite, e eu e as meninas fomos até um lugar onde iríamos encontrar nosso professor e a minha amiga Marina, que também está morando em Londres, mas que tinha passado alguns dias em Berlin e Amsterdam. Ela tinha acabado de chegar de volta em Londres. Também não via ela a quase seis meses. Quem chegou primeiro foi o Joe, que é muito divertido. Ficamos conversando com ele por um tempo e então a Amanda e a Vanessa tiveram que ir embora para se arrumar para a tal festa que elas iriam. Bem quando elas estavam indo embora a Marina chegou com a Daniela, uma menina que costumava estudar na mesma escola que a gente, mas não na minha época, e o namorado desta. Passamos mais um tempo lá e então elas também tiveram que ir embora, mas nós combinamos de encontrar a Marina mais tarde. Eles já tinham jantado, então eu e o Joe fomos jantar. Ele me levou em um restaurante indiano, e foi muito gostoso e divertido. Acho que nunca tinha ido em um restaurante indiano, e adorei!

Como já estava combinado, depois de comer nós voltamos a encontrar a Marina em um lugar perto do dormitório dela. Passamos mais um tempo com ela, e depois levamos ela até seu dormitório. Depois disso andamos de volta. O Joe ficou na casa dela e eu voltei para a minha. Foi uma noite divertida, e voltei para casa mais tarde do que qualquer outro dia durante minha viagem. É completamente diferente estar em um lugar sozinho e em um lugar onde você conhece gente. Apesar de adorar encontrar meus amigos, de quem eu estava com bastante saudades, eu acho que sou uma pessoa que funciona melhor sozinho. Sou complicado.

Saturday, November 12, 2011

Londres - Dia 5.

Na noite anterior minha amiga Vanessa tinha chegado de Milão, onde ela está estudando, para passar alguns dias com a Amanda aqui em Londres, então nós íamos todos nos encontrar mais tarde. Ainda não tinha nada combinado, mas eu acordei em um bom horário, que me daria tempo de fazer todas as minhas coisas com calma antes de encontrá-las. Levantei, escrevi para o blog e tomei meu café da manhã. Depois decidi que eu realmente precisava ler um pouco, caso contrário iria mais uma vez perder o meu hábito, e nunca acabar o livro. Li por uma hora, o que eu costumo ler por dia, e fui me arrumar para sair. Tomei um banho, me vesti, e saí.

Como sempre, minha primeira parada do dia foi a loja da Apple, onde eu fui usar a internet. Como o Post do blog estava escrito no meu iPad, seria o segundo dia seguido que iria passar andando com ele para lá e para cá. Que bom que ele é leve. Usei a internet, fiz o que precisava, e liguei para a Amanda para ver quais eram os planos. Ela me disse para encontrar elas em Covent Garden para almoçar as 2. Se eu fosse andando até lá, chegaria a tempo, e ainda teria um tempo para dar uma volta. Visitei minha loja favorita, que agora já visitei em 4 continenentes diferentes, e passei um tempão lá. Depois continuei andando e encontrei uma outra loja da Apple, linda, dentro de um prédio antigo de tijolos aparentes. Fiquei lá mais um tempo até ir encontrar as meninas.

Fazia muito tempo que eu não via a Vanessa, quase seis meses, então foi ótimo revê-la. Nós fomos almoçar em um restaurante asiático, que a essa altura já estou bem acostumado. Meu prato estava bem gostoso. Depois de comer nós passamos horas passeando por lá, indo de loja em loja e fazendo algumas compras (não eu). Visitamos algumas lojas muito legais, incluindo uma que eu descobri que tem um próprio cinema muito legal.

Depois de passear bastante voltamos para o dormitório da Amanda, onde as meninas se arrumaram para encontrar umas amigas mais tarde. Eu estava convidado, mas decidi que não iria, e que iria voltar para casa. Mas antes disso nós fomos jantar. Primeiro tentamos ir no Jamie's Italian mais uma vez, mas estava com espera de uma hora e meia, então fomos comer em um restaurante Francês que a Amanda recomendou. Este também etava cheio, e nós tivemos que se sentar do lado de fora, mas não foi um problema, não estava muito frio. Meu prato estava muito bom. Pedi uma carne. Fazia muito tempo que não comia carne, então amei. Depois de comer as meninas foram embora e eu andei para casa. No caminho passei por Leicester Square, onde ficam rodos os cinemas, e dei uma olhada se estava passando alguma coisa, mas já estava tarde e todas as últimas sessões já tinham começado. Sendo assim fui para casa e dormi.

Friday, November 11, 2011

Londres - Dia 4.

Fazem mais de três meses que eu escrevo para este blog todo santo dia. Isso dá mais de 100 Posts, contando sobre 100 dias. Escrever eles já se tornou parte do meu cotidiano, algo normal, que sei eu sei que uma hora ou outra tenho que fazer. Não sei quem realmente lê este blog, a não ser meus pais. Sei que alguns lêem ele de vez em quando, quando estão com tempo livre, ou quando lembram que ele existe. Eu escrevo, mas nunca li. Imagino que não leria se fosse outra pessoa, pelo menos não todos os dias, então entendo que não são muitos que o lêem todos os dias. De qualquer modo eu sinto que deve ser um pouco monótono ler este blog, afinal os Posts acabam sendo muito parecidos. Todo dia eu acordo, eventualmente como alguma coisa, durmo, e no meio disso faço alguma coisa que certas vezes são interessantes, outras nem tanto. Viver meus dias é incrível, mas ler sobre eles não deve ser muito interessante. Sou eu que estou acordando, comendo, e dormindo. Eu que estou tomando banho, me vestindo, andando. Eu que estou vendo, ouvindo, sentindo. E isso são todas coisas óbvias. Qualquer um, a qualquer dia, faz o mesmo. Porquê então eu decvria descrever estas ações todos os dias, dia após dia? Independente da razão, é isto que eu faço.

Acordei, finalmente em um horário razoável, e sem precisar de um despertador. Não costumo usar o despertador para acordar mais cedo e consequentemente aproveitar mais o meu dia. Eu costumava usar ele para poder tomar café no hotel antes que ele acabasse. Em lugares que não tomava café, acordava mais cedo para poder falar com os meus pais, algo que fiz quase toda manhã desde ox começo da viagem, ou pelo menos quando é possível. Aqui não tenho nenhum destes dois compromissos, então não preciso do meu despertador. Acordar naturalmente é muito melhor. Não tem perigo de eu dormir demais e acordar no meio da tarde pois isso não está no meu DNA, não é algo que acontece, não está na minha natureza. Enfim, acordei, escrevi para o blog, e levantei para tomar café. Comi um prato de sucrilhos com leite, um copo de suco de laranja, e uma embalagem de iogurte. Dependendo o quanto minha comida durar, estou cortando o custo do meu café da manhã, se estivesse comendo fora. Londres é extremamente cara. Tenho anotado cada centavo que eu gasto em cada dia da minha viagem, desde o dia um. Costumo converter tudo para o dólar, e pensar em dólar. No final dos meus dias em Londres, concerto o que gastei, e toda vez tomo um susto. E não tem nem como eu diminuir o quanto eu gasto drasticamente, porquê eu já não gasto quase nada. Gasto com comida, nem sempre com três refeições (quase nunca aliás), com trasporte, e eventualmente com um pouco de entretenimento, como ir ao cinema ou para um museu. Como diminuir custos? Impossível. Londres é cara, e não tem nada que eu possa fazer. De qualquer modo, depois de tomar café, tomei um banho, me vesti, e saí para começar mais um dia.

Precisava como sempre usar a internet, então andei até a loja da Apple de fica relativamente próxima. Passei um tempo lá fazendo tudo que precisava, e saí. Iria encontrar a Amanda, mas ainda tinha um tempo, então fui andando até onde iríamos nos encontrar. Com tempo, Londres é uma cidade fácil de se andar, pelo menos Central London. Cheguei onde iríamos nos encontrar e ainda faltava um tempo, então entrei em um supermercado e fiquei lendo umas revistas. Isso foi o suficiente para matar um tempo, e logo mais já estava na hora de encontrar a Amanda. Ela iria me levar em uma palestra de uma de suas aulas de filosofia na London School of Econimics, onde ela estuda. A LSE ficava bem perto. Chegamos lá e demos uma volta para a Amanda me mostrar um pouco do Campus, que não é exatamente um Campus, mas que é bem legal. Depois fomos até onde seria a palestra e nos sentamos. O professor era um homem jovem, e a palestra era a segunda parte do tópico "Who Should Rule?", focado em democracia. Não ligo, não me interesso, e principalmente não entendo nada de política, mas queria estar na palestra para ver como era. Foi interessante, mesmo não gostando do tópico, mas eu fiquei um pouco perdido, e muitas horas comecei a viajar e pensar em outras coisas. A palestra durou uma hora, e depois nós ficamos mais meia hora para um debate com os alunos. Fiquei com medo do professor me perguntar alguma coisa. Eu certamente não teria idéia do que responder e seria um momento horrível, mas isso não aconteceu.

Depois da palestra passamos no dormitório da Amanda para pegar uns livros que ela tinha que devolver na biblioteca da escola. Não sendo um aluno, não poderia entrar na biblioteca, mas fizeram um cartão de visitante para mim, com foto e tudo, que me dá direito a três meses. Demos uma volta pela biblioteca e a Amanda me mostrou um pouco, mas a biblioteca é quase inteiramente focada em política, então não achei muito sobre os tópicos que me interessam. Achamos de qualquer modo alguns livros sobre música, incluindo um com o título "Music for Fat People". A Amanda teve que voltar para seu dormitório, onde ela iria estudar, mas eu resolvi ficar na biblioteca, não para ler ou pesquisar nada, mas para usar a internet, já que lá tinha um wifi. Para usar o wifi tive que usar o login da Amanda, mas deu certo. Passei um tempo lá, fiz o que queria, e depois saí.

Já estava de "noite", e a única coisa que consegui pensar em fazer foi andar até Leiscester Square e ir no cinema. Como tem diversos cinemas diferentes lá sabia que eu ia achar alguma coisa para ver. Quando cheguei lá o filme que eu queria ver tinha começado a quinze minutos, mas fui ver um outro filme que tinha lido muito bem. Gostei do filme, mas não tanto quando a crítica que tinha lido. Depois deste filme acabar eu até pensei em ver outro, mas eu precisava comer, então foi o que eu fiz. Comi em um restaurante italiano, e depois voltei para casa. Achei que eu leria bastante estes dias, mas não tinha lido nada até agora. Eu tenho tempo, mas estou sempre tão cansado que acaba não acontecendo. Esta noite tentei ler um pouco, mas mais uma vez estava muito cansado, e fui dormir.





Thursday, November 10, 2011

Londres - Dia 3.

Tinha ido dormir tão cedo que acordei cedo mais uma vez. Aproveitei isso para arrumar a bagunça que eu tinha deixado espalahada palestiniano cada na noite anterior. Arrumei tudo, e me arrumei para sair. Tinha descoberto um lugar perto onde eu poderia tomar café e usar a internet, então fui até lá. Eles me deram um voucher que me dava direito a uma hora de uso de internet. Aproveitei tudo que tinha, comi, e voltei para o apartamento. Tomei um banho, me arrumei, e saí mais uma vez.

Com a Ana de volta em Dublin e a Amanda estudando, hoje voltei as minhas raízes como um turista solitário, e fiz um passeio turístico pela cidade. Mas foi tudo acidental. Não conheço Londres, não tinha um mapa, e não sabia para que direção as coisas ficavam. Então, quando comecei a andar pela cidade, não esperava encontrar tudo que encontrei. Comecei andando por perto do apertamento, para ver se eu encontrava um supermercado. Não encontrei, então continuei andando. Fui parar na Paddington Station, e decidi mudar de direção. Passei por varias área residenciais, e outras comerciais. Avistei um parque a distância e decidi ir até ele. Era um tal de Kensington Gardens, e eu entrei. Fiquei andando por lá e não me toquei que na verdade eu estava no Hyde Park, o maior e mais importante parque da cidade, que fica bem ao lado do Kensington Garden, por onde tinha entrado. Andei por volta do lago, onde haviam muitos patos, cisnes, e outros pássaros, e as pessoas estavam dando comida para eles. Outras estavam andando de pedalinhos no lago, e outras como eu estavam apenas passeando. O parque também tinha muitos esquilos, e alguns deles por alguma razão começaram a correr na minha direção, bem em mim. Quando eles chegavam bem perto, paravam, e iam embora.

Saindo do parque continuei andando e fui parar na Buckinham Palace, onde a rainha mora. Bem quando cheguei lá oma carruagem estava saindo do palácio, mas eu não tenho a menor idéia de quem poderia ser. Fiquei por lá um tempo, tirei umas fotos, e continuei andando. Cheguei em um outro parque onde vi umas cadeiras de sol e resolvi me sentar. Pela primeira vez de que cheguei não estava nublado, e eu até tinha tirado meu casaco de baixo, como tinha esquentado. Na minha frente eu conseguia ver o Big Ben, e atrás de mim estava o palácio. Não passei muito tempo lá pois um homem veio me cobrar o uso da cadeira, dizendo que não era de graça se sentar ali. Disse que não sabia e fui embora. Continuei andando, passei pela National Gallery, que vou visitar outro dia, passei por um instituto de arte contemporânea, que também pretendo visitar, e por esses lados achei uma livraria. Fiquei um tempo lá, mas não achei nada do que eu queria, e eu ainda tenho um monte de livros para ler comigo, então não tinha porquê estar procurando nada. Quando saí decidi que iria comer. Acabei achando um restaurante Mexicano, que era ótimo e barato. Comi até não agüentar mais, quase não consegui acabar tudo de tão cheio que eu fiquei, mas não gosto de deixar comida para trás.

Depois de comer comecei a andar em direção ao Big Ben, ou pelo menos para onde eu imaginava que ele estava. Atravessei o Thames River, e fui até o London Eye primeiro. Não andei nele, pois já fiz isso antes, porquê é caro, e porquê não estava com vontade. Mas foi bom ir até lá porquê descobri que tem um museu de cinema bem em frente dele, então outro dia voltarei para visitá-lo. De lá andei até o Big Ben, tirei algumas fotos, e comecei a andar de volta. Fiz o caminho oposto do que tinha acabado de fazer, para tentar não me perder. Consegui chegar até o Hyde Park, mas quando saí dele tentei fazer um caminho que me levasse de volta ao apartamento sem ter que dar a volta grande que tinha dado no começo do dia. Fui seguindo meus instintos. Poderia estar completamente errado, mas acabei me achando, e consegui chegar de volta lá.

Eu precisava voltar à loja que tinha ido no dia anterior, para trocar uma coisa e retirar outras. Andei até lá, fiz a troca, e retirei o que precisava. Eu ainda estava inteiro dolorido de carregar todas as caixas e sacolas no dia anterrior, mas hoje era muito menos, então voltei a pé mesmo. Deixei tudo no aparta ente e saí mais uma vez para ir no supermercado, que finalmente tinha achado por perto quando estava voltado do meu passeio. Comprei algumas coisas para tomar café da manha: suco de laranja, iogurte, sucrilhos, leite, e água. Estava com tanta sede que chegando de volta no apartamento tomei um litro e meio de aguá, sem nem parar para respirar.

Queria acabar meu dia indo ao cinema. Como eu não tinha internet não sabia onde ir, para ver que filme, e a que horário. Resolvi andar até o cinema que tinha ido com a Ana alguns dias atrás. Não era peto, mas eu não queria pegar o metrô. Também não estava com pressa já que não sabia quais eram os horários. Imaginei que se chegasse lá por volta das 8, teria alguma sessão por volta deste horário. Foi bem isso que aconteceu. Cheguei lá as 8, descobri que haviam cinco cinemas diferentes, chequei todos os filmes e todos os horários, e escolhi um. Tinha 30 minutos para encontrar algo para comer. Dei uma volta e não vi nada interessante, ou barato. Mas eu não estava com muita fome, então acabei comendo uma fatia de pizza. Foi só uma fatia, então foi bem barato. Vi o filme, gostei, e voltei direto para a cama. Estava exausto.