Thursday, May 31, 2012

Bergen - Dia 2.

Estava planejando acordar mais cedo hoje, mas esqueci de ligar o despertador. Tendo ido dormir mais tarde na noite anterior, acabei acordando mais tarde do que eu queria, mas ainda em um bom horário. Tinha dormido bem, apesar de ter acordado algumas vezes por conta de barulho nos outros quartos (as paredes são extremamente finas). Acordei com uma dor no pescoço, mas não demorou muito para ela passar, então não foi um problema. Acordado, fui logo usar a internet. Estava quase sem internet, então fiquei bem pouco na internet, e então decidi tomar um banho. Estava indo para o chuveiro quando me encontrei com o italiano. Ele estava reclamando que o homem que deveria ter vindo recolherer e lavar as roupas de cama não tinha vindo, e agora ele não tinha como arrumar nenhum quarto. Coitado, ele está trabalhando no barco há menos de uma semana, e já está cheio de problemas. Não sei como o capitão deixou barco nas mãos de alguém que ele contratou há menos de uma semana. Bem doido. Nunca tinha tomado um banho em um barco antes, e foi legal tomar banho vendo o mar pela janela. Depois do banho, me arrumei e saí.

O dia estava bonito mais uma vez, mas hoje era o dia de eu visitar o museu que eu queria, o Bergen Kunstmuseum. Fui andando até lá, e quando fui comprar minha entrada fiquei sabendo que não era apenas um museu como eu imaginava, e sim quatro museus diferentes, um do lado do outro. O ingresso valia por dois dias, mas como no dia seguinte eu já estaria indo embora, teria que aproveitar hoje. O museu pelo qual eu comecei, o Lysverket, era o principal, com arte do século 15 até o século 20. Comecei a ver tudo com uma certa pressa, tendo em mente que haviam mais três museus que eu poderia ver. Mas então percebi que não seria bom ver tudo correndo, então me acalmei e decidi que veria o que eu tivesse tempo para ver. Vendo este museu com mais calma, fiquei três horas lá dentro, o que me deixou com mais duas horas até os museus todos fecharem. Vendo rapidamente o que havia nos outros, escolhi visitar o Stenersen. Este era o museu que continha a coleção de arte contemporânea, então foi uma escolha óbvia para mim. Mas quando cheguei lá vi que o museu era bem menor do que eu esperava, vendo ele pelo lado de fora. Passei uma hora lá, então ainda tive tempo de visitar um terceiro museu, o Rasmus Meyer. Este museu focava em arte da Noruega do século 19 e 20, expostas em um prédio antigo decorado com móveis dos séculos 17. Todos os museus foram ótimos. O único que eu não consegui visitar foi o Permanenten, que era de design, então tudo bem.

No tempo que ainda tinha antes da hora do jantar fui passear por partes da cidade que ainda nãp tinha visto. Comecei este passeio andando até pontas extremas da cidade, onde ficava um parque com o aquário da cidade. No caminho passei por várias coisas bonitas. Bergen é uma bela cidade. Chegando na ponta, me sentei e relaxei um pouco. Quando resolvi continuar, fui andando de volta em direção ao mercado de pescadores. Quando cheguei lá eles já estavam desmontando suas barracas e fechando tudo. Como já conhecia esta área, continuei subindo e dando umas voltas por ruas que ainda não tinha visto. Bergen, e principalmente seu centro, é pequena, então não faltava muito o que ver. Terminei de matar o tempo que me restava em uma loja ou outra. Quando chegou a hora de jantar, andei até uma pizzaria onde estava planejando comer. Me sentei upem uma mesa qualquer, mas nãp demorou muito para me avisarem que a mesa estava reservada, e me levaram até uma outra mesa. Pedi então minha pizza. Ela não era como eu gosto, mas pelo menos me alimentou e não era ruim. Era só o que faltava, pelo preço que estava pagando.

Fui andando de volta para o barco e no caminho atravessei um parque que ainda não tinha visitado. Era bonito, mas nada muito especial. De volta no barco, fui usar a internet, e fiz o que tinha que fazer. Sabia que poderia subir para a "recepção" e passar um tempo com o italiano, mas estava com um pouco de preguiça, então depois de usar a internet fui para a minha cabine, onde escrevi para o blog. Quando acabei- me arrumei para dormir e comecei a ler o meu livro, que não tinha lido no dia anterior e precisava dar uma adiantada. Li por algumas horas e logo e, seguida fui dormir.























Wednesday, May 30, 2012

Bergen - Dia 1.

No meio da madrugada um alarme de celular começou a tocar e vibrar. Me acordou, e estava tão alto que parecia vir de dentro do meu quarto. Não parava de tocar, e eu fui obrigado a levantar e procurar o que estava tocando. Imaginei que de algum modo poderia ser o meu iPod, ou algo que tinham esquecido no quarto. Não era nada disso, e simplesmente ninguém desligava a merda do alarme. Descer e subir da minha cama é quase impossível, e fazer isso no escuro é ainda pior. Quando finalmente desligaram o alarme eu não consegui voltar a dormir. E então começou de novo. Comecei a xingar o dono do celular em voz alta (em português). Não dava para acreditar que ele não estava acordando com o próprio alarme, e não parava de tocar. Acordado, eu comecei a ficar com sede, fome, e com vontade de ir no banheiro, mas eu não queria sair do quarto. Estava no meio da madrugada. Quando finalmente o alarme parou eu consegui voltar a dormir. Acordei mais algumas vezes, mas só levantei quando realmente estava descansado, e já estava tarde.

Fiquei na internet, que ainda estava péssima, mas que pelo menos foi o suficiente para postar o blog. Bem quando eu acabei começaram a usar os chuveiros do barco, e eu decidi que nãp iria tomar banho. Não lembro a última vez que comecei o dia sem um banho. Antes de sair do hotel subi para pagar o hotel, e comecei a conversar com o cara que trabalha no barco, um italiano. Ele me perguntou o que eu iria fazer hoje, e meus planos eram visitar o museu de arte. Ele me disse então que eu deveria aproveitar o dia, que estava bonito, e subir na montanha. Ele estava certo, então mudei meus planos. Bergen é aparentemente a cidade da Europa que mais chove, então eunrealmente precisava aproveitar que o dia estava bom. Depois do tempo que passei conversando com o italiano, saí do hotel meia hora mais tarde do que queria, e fui andando direto para a montanha, fazendo o caminha que ele tinha me explicado.

Antes de chegar lá passei pela parte principal do centro, a mercado de pescadores, que ainda não tinha visto. Dando uma volta por lá encontrei um centro de turismo, onde aproveitei para pegar um mapa da cidade. Mesmo sendo uma cidade pequena, é sempre bom ter um mapa para ter certeza de que eu não vou me perder por aí. Precisava comer alguma coisa, e mesmo estando no mercado de pescadores, não queria comer peixe. Mas lá no meio acabei encontrando uma barraca que vendia umas salsichas, e eu comprei um cachorro-quente. Fui finalmente então até o bonde que sobe até o topo da montanha Fløyes, umas das sete que rodeiam a cidade. Decidi que iria comprar uma passagem apenas de ida, e descer a montanha a pé. Havia uma grande fila, e eu só conseguimpegar o terceiro bonde. A subida foi rápida, e a vista lá de cima era muito bonita, de onde dava para ver a cidade toda. Aproveitei um pouco da vista, comprei um sorvete, e então fui aproveitar a montanha.

Na bilheteria, quando disse que iria descer a pé, eles me deram um mapa com as trilha da montanha, então eu decidi que iria percorrer algumas das trilhas, e ocupar o meu dia com isso. Comecei com a mais curta, que ia até um lago chamado Skomakerdiket, no meio da montanhas. Era muito bonito lá, então me sentei em um banco e fiquei relaxando. Quando resolvi continuar, peguei uma outra trilha que subia ainda mais a montanha. Depois de andar bastante, quase sozinho por todo o caminho, encontrei uma reserva d'água com uma placa dizendo que era água potável. Estava morrendo de sede, então tentei chegar na reserva. Tentei pelo único caminho que eu via, mas não consegui, e acabei molhando meu tênis no processo. Continuei andando, andei bastante, e acabei chegando na divisa da montanha que eu estava com outra. Andei um pouco pela outra, mas não fui longe. Peguei então uma outra trilha, mas quando o terreno do caminho virou apenas grama, e não pedra como antes, achei melhor voltar. Comecei a voltar para a parada do bonde, mas no caminho ainda me aventurei por uma outra trilha. Encontrei lindas vistas nesta trilhas, mas percebi que seria fácil se perder por lá, então voltei e continuei de volta para o bonde. Ao chegar lá, dei uma última olhada na vista da cidade, e então comecei a voltar para o centro da cidade.

Descendo toda a montanha, demorei quase uma hora para chegar de volta no centro. Uma vez lá, com o tempo que ainda tinha antes do jantar, fui passear um pouco, e fui até Bryggen, um bairro antigo da cidade, patrimônio mundial da UNESCO, que ainda tem prédios originais. Era bonito, mas era menor do que esperava. Hoje iria acontecer um show do Ozzy Osbourne na cidade, então ela estava bem cheia, e cheia de roqueiros doidos. Quando chegou a hora do jantar eu acabei comendo no Subway, sem querer gastar muito dinheiro com alguma outra coisa. Acabei de comer cedo, e não queria voltar tão cedo para o hotel, mas não havia mais nada para fazer. Por sorte, no meu caminho para o hotel, passei por uma praça onde estava acontecendo uma apresentação de uma orquestra. Eles já estavam na metade do show, mas eu fiquei por lá até eles acabarem, o que demorou uma meia hora. Foi ótimo. Cada música era de um compositor de um país diferente. Então enquanto a cidade toda estava no show do Ozzy, eu estava escutando música clássica em uma praça. Bem melhor.

Cheguei então no hotel, e quando fui usar a internet o italiano estava lá, com um outro garoto que trabalha no barco, que é norueguês e tem a minha idade. Começamos a conversar e eu acabei passando a noite toda com eles. O capitão teve que ir para a Polônia e tinha deixado o barco na mão deles. E bem hoje tinha dado um problema com as reservas por conta do show, e o hotel estava completamente overbooked. Eles tinham passado o dia inteiro levando bronca dos hóspedes que tinham reservas e que não puderam ficar lá. Não entendi exatamente o que aconteceu, mas só fiquei aliviado de ter chegado um dia antes desta confusão, e ter um quarto para dormir. Passamos um tempão juntos conversando, e então os outros hóspedes começaram a chegar do show. Um deles, por muita coincidência, era de São Paulo. Ficamos todos no deck do barco conversando, e ia chegando cada vez mais gente, e cada um mais bêbado. Ri muito com todo muito, e foi uma noite bem divertida. Quando começou a ficar frio demais, fui para o quarto. Já era uma da manhã, e não estava de noite. Incrível! Mesmo estando tarde, ainda tive tempo de escrever para o blog antes de ir domir.









































Tuesday, May 29, 2012

Oslo - Bergen

Liguei o despertador já que hoje estava indo embora, e não podia arriscar perder o trem. Mas eu acabei acordando antes do despertador tocar. O japonês não estava no quarto, mas os outros dois estavam dormindol desci para tomar café e o japonês estava lá embaixo, mas sentado em um balcão, então eu não me sentei com ele. Bem hoje a minha coisa favorita do café da manhã não estava lá. O café da manhã aqui já é simples, e hoje ficou ainda mais sem graça. De qualquer modo comi bastante, e voltei para o quarto para me arrumar. Tomei um banho, me vesti, e terminei de arrumar minha mala. Devo ter feito barulho demais já que acordei o canadense. Pelo menos assim pude me despedir dele. Tinha acordado com tempo o suficiente para poder usar a internet antes de sair do hotel. Uma vez lá embaixo, chequei o harário do trem e vi que ele saiu um pouco mais tarde do que eu imaginava, então eu pude ficar já internet por ainda mais tempo do que tinha planejado. Depois de fazer tudo que eu precisava, fiz o check-out e fui andando para a estação de trem. Desde que cheguei em Oslo escutei várias vezes que não era normal o tempo estar tãp bonito nesta época do ano, então eu tive muita sorte. Hoje porém, triste de me ver ir embora, o tempo tinha fechado.

Cheguei na estação um tempo antes do trem, e tive um remoinho para dar uma olhada em umas revistas. Quando desci o trem já estava lá, então sentei logo no meu lugar e me preparei para a viagem. Seria uma longa viagem, mas pelo menos o trem era bom. Mesmo Bergen sendo do outro lado do país, a Noruega é um país estreito, então sete horas de viagem parecia um pouco demais. Mas há duas razões para isso. Uma delas é o fato de que o trem não era um trem expresso, e a outra é o grande número de montanhas no caminho, que provavelmente o trem teria que contornar. Mas o lado bom disso tudo é que a viagem de Oslo para Bergen é considerada uma das mais bonitas possíveis. Portanto eu estava animado. Durante a viagem toda eu revezei um tempo de leitura com um tempo para relaxar e escutar música. Durante o tempo que parava de ler podia tirar fotos do visual da viagem. E era realmente muito bonito. Passamos por campos, montanhas verdes, montanhas nevadas, rios cachoeiras, e as vezes tudo isso junto. Fui certamente uma das viagens mais bonitas que já fiz. Com isso em mente, a viagem passou rápido, e logo mais estava em Bergen.

Escolhi visitar Bergen for ela ser considerada uma das cidades mais bonitas da costa da Noruega, rodeada por Fjords. Mas chegando na cidade não fiquei tãp impressionado. Era diferente do que eu imaginava, e não tão bonita. No meu caminho para o hotel me perdi feio, e demorei muito mais do que precisava para chegar lá. E o pior é que estava em uma rodovias feias, então não estava nem vendo a cidade. Cheguei então no hotel, que acredite ou não, é um barco. Literalmente. Escolhi este "hotel" já que era isso ou gastar $300 dólares por noite. Ou pelo menos foras as opções que achei. Estava imaginando que seria interessante, mas comecei a mudar de idéia quando cheguei no barco. Primeiro por ele ser bem menor do que eu esperava, segundo por não ser um hotel, mas um barco mesmo. A "recepção" era a cabine do capitão, e demoraram um tempão para me atender. Meu quarto é ainda menor do que eu esperava, e o banheiro e chuveiro são do lado de fora e usado pelos outros. E cada coisa é um um "andar". Mas tudo bem, será mais uma experiência - nunca dorm em um barco antes.

Depois de deixar minhas coisas no quarto, saí para jantar. Deveria ter feito o caminho contrário para a estação de trem, e de lá ir para o centro. Mas como sou teimoso não foi isso que fiz. Sem um mapa, tive que ir inventando um caminho, e demorei para chegar no centro da cidade. O centro é certamente mais bonito do que o resto da cidade, o que foi um alívio. Comecei a ver minhas opções de comida e vi que tudo era extraordinariamente caro. Sem querer pagar $30 dólares em uma Pizza, ou $50 em alguma outra coisa, acabei entrando em uma Deli, onde comi um Calzone e comprei um saco de batatas. Comi o calzone lá mesmo, e levei as batatas de volta para o hotel. No caminho para o hotel me lembrei que tinha que sacar dinheiro para poder pagar o hotel (que só aceitava dinheiro). Não tinha visto nenhum banco, mas por sorte acabei encontrando um caixa eletrônico em uma galeria que entrei.

Mas quando cheguei no barco não havia ninguém na "recepção". Fui então usar a internet, e quase perdi a cabeça fazendo isso. Era a pior internet que já usei, ou uma das piores. Cada coisa demorava uma eternidade para carregar, e eu geralmente desitia no meio do caminho. Sem paciência para usar a internet, liguei a TV que havia no saguão, mas não tinha nada de bom passando. Quando decidi escrever para o blog, pensei em fazer isso no deck do barco. O tempo tinha aberto, e eu queria aproveitar o sol das dez da noite. Mas estava frio demais, então desisti, e fui para o meu quarto, onde podia escutar a eco das ondas batendo nas paredes do barco. Escrevi para o blog, me arrumei para dormir, e li até cair no sono. Hoje foi o aniversário da minha irmã. Estava lá quando ela nasceu, e desde então sempre estive com ela. Esta foi o primeiro aniversário dela que não passei ao lado dela. Estou cada vez mais ansioso para chegar em casa.























Monday, May 28, 2012

Oslo - Dia 6.

Quando vou dormir eu sempre tranco tudo que é meu na minha mochila, dentro do meu armário no quarto. Mesmo confiando nas pessoas que tem dividido o quarto comigo, prefiro nãp correr nenhum risco. Mas esta noite eu precisava carregar o meu iPad, que estava totalmente sem bateria. Então tive que deixar ele para o lado de fora, carregando no meio do quarto. Sabia que ninguém iria roubar meu iPad comigo dormido no quarto, mas mesmo assim fiquei meio nervoso. Mas claro que quando eu acordei ele estava lá onde eu o tinha deixado. Dormi muito bem esta noite, e pela primeira vez só acordei quando o meu despertador tocou. Todas as noites tenho ligado o despertador, mas sempre acabava acordadmo antes dele tocar, então já fazia um tempo que eu não o escutava. Um dos ingleses tinha ido embora mais cedo, mas o resto ainda estava o quarto. Desci para comer, e logo mais o outro inglês desceu, mas não se sentou comigo. Quando subi depois do café o canadense ainda estava dormindo. Mesmo depois que eu tomei um banho, lá estava ele dormindo. Ele tinha ido dormir uma hora antes do que eu, e ainda dormia. Claro que já fiz isso muitas vezes, mas sendo ele eu não perderia a chance de tomar café da manhã "de graça". Desci para usar usar a internet e quando voltei ele finalmente tinha acordado e tomado um banho. Estava saindo do quarto quando ele me pediu para usar meu carragador. Eu deixei, claro.

Já tinha decidido o que iria fazer hoje a muito tempo: visitar a National Gallery. Fui andando até lá, e demorei muito pouco para chegar. Hoje ela de graça, e era por isso que tinha que vê-la hoje. Depois de pegar minha entrada, estava olhando o mapa do museu e vi que ele não era tão grande quando parecia, tendo apenas um andar de exposições. Era só isso que eu tinha planejado para o dia, então decidi que eu iria ficar o máximo que eu conseguisse lá dentro, assim o dia iria passar rápido. Comecei a ver tudo com muuuuita calma, muito mais do que necessário. O pior é que nem sei se isso faz alguma diferença, já que vou acabar esquecendo de quase tudo que vi, como aconteceu com todos os museus que visitei na minha vida. Mas foi ótimo, era um ótimo museu. Cronologicamente, ele continha obras renascentistas até o começo do modernismo, focando mais na Noruega, mas com ótimos exemplos de arte mundial. Havia também uma sala separada para obras do Edvard Munch, e lá estava sua obra mais famosa "The Scream". O Munch fez quatro versões de sua famosa tela, duas em óleo, e duas em pastel. Seu museu, que visitei no dia aterior, tem uma versão à óleo e outra à pastel, mas só a de pastel estava exposta. Esta na National Gallery é a principal. A outra versão em pastel foi leiloada mais cedo este ano, batendo o récorde de obra de arte vendida por maior valor em um leilão (120 milhões). Sempre adoro ver telas como essas, famosas pelo mundo todo, mas esta em particular não é tão especial. Conhecendo seu trabalho com mais profundidade, esta certamente não é minha preferida.

Consegui ficar no museu até quase a hora em que ele fechava, uma vitória. Lembrei então que eu ainda precisava visitar o museu da cinemateca, o Filmmuseet. Fui andando para lá, e no caminho parei para comprar um sorvete, que estava gostoso. A cidade estava muito mais vazia hoje do que qualquer outro dia. Achei isso curioso, sendo domingo, mas talvez é por que quase todas as lojas nas ruas estavam fechadas. Aposto que os parques estavam cheios. Cheguei então na cinemateca, e fui para o museu, que é de graça. É um museu legal, contando a história do surgimento do cinema. Já sabia de tudo, conhecia tudo, mas sempre adoro ver as tecnologias antigas e ler sobre minha paixão. Especificamente sobre cinema norueguês havia muito pouco. Não era um museu grande, e em uma hora já tinha visto tudo. Mas continuei por lá, me sentei em um sofá, lei umas revistas, e mais tarde vi que havia mais uma galeria lá dentro, mas tudo estava em norueguês. Saí de lá na hora do jantar, mas não queria ir logo jantar os chegaria de volta no hotel muito cedo.

Fui andando em volta e acabei chegando no castelo, onde eu entrei e fui até o seu parque. Mesmo sendo sete da noite, o dia estava lindo (e continuaria assim até uma onze da noite) então me sentei no parque e passei um tempo lá. Depois de um tempo relaxando lá terminei de atravessar o castelo e fui jantar. Já sabia onde queria jantar, mas chegando lá o restaurante estava fechado. Mas ele ficava em uma praça na esquina do hotel onde haviam mais alguns restaurantes. Me sentei em um que fica quase todo para o lado de fora, no sol. Era um pouco bizarro estar jantando debaixo do sol. Para aproveitar, pedi um salmão, que é famoso na Noruega. Não foi nada barato, mas tudo aqui é caro, e a única coisa mais barata teria sido um sanduíche qualquer. E valeu muito a pena, estava ótimo! Comi bem, e então voltei para o hotel, que estava logo ao lado. Quando subinpara o quarto o canadense estava mais uma vez dormindo, e alguém estava tomando um banho. Peguei meu iPad e desci para usar a internet. Fiquei lá por um bom tempo, escrevi para o blog, e então voltei para o quarto. O canadense tinha descoberto como ligar a TV e estava vendo um filme. Me arrumei para dormir, arrumei minhas coisas, e me deitei. Enquanto ele via TV nãp consegui me concentrar no meu livro, mas assim que ele a desligou e foi dormir, consegui ler, e li até dormir. Hoje tínhamos um companheiro novo, japonês.











Sunday, May 27, 2012

Oslo - Dia 5.

Hoje, sem ninguém tendo que acordar para ir embora, acordei menos, e portanto dormi melhor. Como no dia anterior, acordei e não havia muito sol entrando pela janela. Mas desta vez o horário estava certo. Achei curioso, e quando fui ver se estava nublado, vi que na verdade o canadense tinha conseguido abaixar uma espécie de cobertura da janela que bloqueava o sol. Ótimo. Quando levantei para ir tomar café ele ainda estava no quarto, mas estava dormindo. Desci, comi, e ele não desceu. Quando voltei para o quarto ele já estava acordado, mas já estava tarde demais para tomar café. Fui tomar um banho, me arrumei, e desci para usar a internet. Além de usar a internet eu tive que escrever para o blog, algo que não tinha feito na noite anterior por ter chagado tarde no hotel. Não tinha nem usado a internet no dia anterior. Então acabei saindo mais tarde do hotel hoje do que nos outros dias. Também como no dia anterior, a primeira coisa que fui fazer foi comprar um ingresso para o cinema. Não na cinemateca, mas em um cinema comum. Cheguei lá, e quando fui pagar me avisaram que só aceitavam cartões da Noruega. Eu estava sem dinheiro, então tive que sair e sacar dinheiro. Por sorte bem perto havia um banco, então não deu muito trabalho. Voltei então para o cinema e comprei meu ingresso.

De lá fui andando até o museu onde planejava passar a tarde, o Munch Museum. Par chegar lá passei por um bairro de cidade relativamente mais pobre e feio que o resto da cidade, que era cheio de imigrantes. Não era muito perto, mas eu não demorei muito para chegar lá. Edvard Munch é o artista mais conhecido da Noruega, e ao falecer nos anos 40 doou toda sua obra para a cidade de Oslo. Depois de comprar minha entrada e entrar, comecei em uma sala onde estava um homem tocando uma sanfona para um pequeno público. Escutei apenas duas músicas, mas cada uma delas era enorme, então até que passei um bom tempo lá. Em seguida, em uma outra sala, vi parte de um filme sobre a vida do artista, e aprendi um pouco. Mas o museu era bem menor do que eu esperava, o que foi um pouco sem graça. Haviam ótimas obras, e o trabalho dele é muito bom, mas eu esperava ver mais. E não é nem por falta de materia. Se eles exibissem toda a coleção, seria um museu bem maior, e bem mais interessante. Pelo menos para um turista. No final havia uma parte para o público produzir trabalhos baseados em obras do Munch, e expor o que fizeram. Era simples, mas eu fiz uma. Até que ficou legal. Mesmo com o tempo que vi o sanfonista, vi o filme, e fiz um pouco de arte, não fiquei muito no museu.

Tinha um tempo para gastar antes de ter que voltar para o centro. Por sorte, o museu ficava no meio de um parque, e bem do lado estava o jardim botânico da cidade. Fui dar uma volta por lá. Era um jardim bem bonito, e com mais um dia lindo, foi um passeio gostoso. Me sentei uma hora em um banco e percebi que os meus pés estavam com uma espécie de alergia. Ao perceber, ela piorou. Com o passar do tempo a alergia diminuiu, mas não sumiu. Mas nãp deve ser nada de mais. Cheguei então em uma parte do parque onde estavam bastantante gente tomamdo sol, e eu até reconheci pessoas que tinha visto no dia anterior no Vigenland Park. Não pela suas caras, mas sim por suas tatuagens. Depois de passear pelo parque e pelo jardim, fui voltando com calma até o centro da cidade, que estava bem cheio por conta do jogo de futebol de hoje. Além de ser sábado, claro. Tinha que passar no hotel para pegar meus óculos 3D, e aproveitei para ir no banheiro e relaxar um pouco.

Fui então para o cinema, onde vi "Men in Black 3". Sou super fã do primeiro filme, que vi inúmeras vezes. Mal me lembro do segundo, mas lembro de vê-lo no cinema com o meu pai. Estava ansioso para este terceiro, masmorra sabendo que nãp seria nada de especial. Foi certamente divertido, mas tem vários problemas. Mais tarde, pensando sobre o filme durante o jantar, fiquei com raiva de alguns problemas de roteiro. Mas tudo bem. Estava com bastante fome, e hoje eu precisava comer comida de verdade. Estava cansado de sanduíches. Fui andando até o grande shopping no porto, onde sabia que haviam vários restaurantes, e acabei comendo em um italiano. Foi gostoso, e de lá voltei para o hotel, onde fiquei na internet e escrevi para o blog. Quando subi para o quarto todos já estavam lá, com as luzes apagadas e prontos par dormir. Tive que me arrumar silenciosamente, e quando saí do banheiro todas as luzes já estavam apagadas. Não estava tarde, então eu liguei minha luz de cabeceira (que iluminou quase o quarto todo), e li por uma hora antes de dormir.

















Saturday, May 26, 2012

Oslo - Dia 4.

O italiano já havia avisado na noite anterior que iria acordar cedo para ir embora, mas o primeiro a ir embora foi o velho careca. Não sei nem dizer que horas ele foi embora, estáveis muito cedo. Aparentemente ele pediu para o hotel logarítmico para o quarto para acordar ele, já que o telefone começou a tocar, ele atendeu, e foi embora. Eu nem escutei o italiano ir embora. Acordei mais tarde e já estava claro, mas não estava esteando sol pela janela como nos outros dias. Imaginei que o dia estava nublado, mas quando olhei para fora o dia eatava bem bonito. Olhei então para o relógio e vi que ainda estava cedo demais. Mais tarde, quando acordei na hora certa para tomar café, o sol já estava iluminando todo o quarto. O norueguês ainda estava deitado, e eu me vesti para tomar café. Já estava lá fazia algum tempo quando o norueguês desceu para comer, mas ele não se sentou comigo. Ele também iria embora hoje, mas quando eu voltei para o quarto depois de comer ele ainda estava lá, e mesmo depois que eu tomei um banjo e me arrumei, ele continuava lá. Desci então para usar a internet. Fiquei um tempo lá, e quando voltei para o quarto pegar minha coisas, o quarto já estava vazio.

Saí então para começar o dia. A primeira coisa que fiz foi andar até o Filmmuseet, para comprar meu ingresso para uma sessão de noite. O caixa me cobrou o preço errado, e eu paguei mais do que deveria. Tinha pagado com o cartão, mas ele me devolveu o resto em dinheiro. Sei que com o cartão devo ter pagado alguma taxa, o que quer dizer que de qualquer modo paguei mais do que deferia, mas tudo bem. Quando saí de lá estava andando pela rua quando um carro todo escoltado por seguranças assou por mim. Fiquei com a impressão que era a realeza, e segui o carro, que logo mais tinha parado na principal igreja da cidade. Só poderia ser a realeza mesmo, já que a guarda real estava lá, e havia bastante gente, varias câmeras, e um canal de TV. Fiquei um tempo lá, mas não aconteceu nada, então continuei a passear. Fui visitar mais uma vez a loja de coisas nerds que tinha descoberto. Não para ver nada que ainda não tivesse visto, mas porque hoej era Dia do Orgulho Nerd, e esse seria o único dia que eu poderia comemorar um pouco. Passei um tempo lá me orgulhando, e então fui começar o dia de verdade.

Hoje queria visitar o Akershus Slott, o castelo e fortaleza da cidade. Ele não ficava longe do meu hotel, e mais uma vez percebi como a localização do hotel é ótima. Chegando lá, dei primeiro uma volta por todo o seu terreno, e então fui visitar o castelo em sim. Este castelo é diferente dos outros que eu vistei, já que este não é apenas um museu - ele ainda é usado para questões do estado. Pela visita, pude ver não só as áreas antigas do século 14 em diante, mas também as áreas ainda usadas para cerimônias e outros propósitos. Lá dentro fica o mausoléu para os reis da Noruega. Foi uma visita legal, mas bem mais curta do que eu imaginava que seria. Pelo menos minha visita tinha um áudio-guia, então aprendi bastante. O áudio-guia também contava algumas histórias dos fantasmas que rondam o castelo. Depois desta minha visita, desci para a costa e fui andando até o porto onde queria comprar um sorvete. Era uma marca de sorvete que eu já conhecia, mas que só tinha comido uma vez a bastante tempo. É uma das melhores, e foi bem gostoso.

Fui comendo meu sorvete enquanto andava até a minha proxima parada, o Vigeland Park. Este famoso parque da cidade nãp era perto, e eu pensei em pegar o metrô até lá. Mas eu tinha tempo suficiente, então fui andando mesmo. Foi uma boa decisão, primeiro por ter demorado menos do que eu esperava, e depois por ter sido um caminho bem bonito. Para chegar lá tive que passar por uma área residencial que era tranqüila e muito bonita. Foi bom ver esta parte da cidade. Cheguei então no parque, que tem seu nome por conta das mais de 200 esculturas e bronze do artista Gustav Vigeland que enfeitam o parque. É lindo, não só o parque mas todas as esculturas - todas de figuras humanas peladas, representando diversas fases e emoções da vida humana. No centro do parque fica um grande monumento com as esculturas, e uma coluna que são várias pessoas amontoadas e se abraçando. Era bem legal, e me lembrou um pouco de coisas que vi na Ásia. Era muito bonito, e eu tirei fotos diversas. O dia estava muito lindo, e o parque estava super cheio, com pessoas tomando sol, jogando bola, fazendo churrasco, e até nadando na fonte do parque. Nãp agüentei e tive que aproveitar um pouco também. Por sorte estava de chinelo (pelas primeira vez em muito tempo), mas eu tirei minha camiseta e dobrei meu há calça. Tomei sol, andei pelo parque todo, e entrei na fonte para molhar meus pés, mas não podia me molhar todo obviamnete. Passei umas duas horas no parque, foi ótimo.

Fui voltando então para o centro, e antes de ir para o cinema tive tempo de passar no hotel. Não havia sinal de ninguém no quarto, e eu imaginei que esta noite iria ter o quarto todo para mim. Saíria tarde do cinema, então eu teria que comer antes. Como não tinha muito tempo, apemas comprei um sanduíche. Como estava mais cedo do que eu geralmente janto, comi metade do sanduíche e deixei o resto para depois. Fui então para o cinema, e foi uma sessão dupla, entitulada "Rock Noir". O primeiro filme, do qual eu nunca tinha ouvido falar, foi "SLC Punk!". Este filme de 1998 comtanto a história de dois Punks nos EUA. Ele foi divertido, mas não tinha vários problemas. O segundo filme, bem melhor, foi o filme baseado na obra do The Who, "Quadrophenia". Este sim retrata uma época, e foi até melhor do que eu esperava. Já queria ver este filme a bastante tempo, então foi bom vê-lo no cinema. Os dois filmes foram um 35mm, mas era uma cópia bem velha, com vários problemas. Mas tudo bem, foi uma ótima noite. Quando os filmes acabaram voltei logo para o hotel. O quarto estava vazio, mas vi que afinal eu não estaria sozinho esta noite. Terminei de comer meu sanduíche, e então comecei a me arrumar para dormir. No meio tempo chegou por lá mais um hóspede, do Canada. Ele era bem legal, e nós ficamos um bom tempo conversando. Os outros dois, que chegaram mais tarde, são da Inglaterra, e estão aqui para uma jogo amistoso de futebol entre a Inglaterra e a Noruega. Um deles é casado com uma brasileira, e também era bem legal. O outro saiu do quarto assim que chegou, e só voltou depois que eu tinha ido dormir.