Tuesday, January 31, 2012

Paris - Dia 6.

Tinha ido dormir tão tarde na noite anterior que não liguei meu despertador e me deixei acordar sozinho. Não foi exatamente isso que acabou acontecendo, já que ao lado do meu hotel fica uma escola de crianças, e eu acordei com todas elas gritando e correndo no recreio delas. Mas foi um bom horário, uma hora depois do que meu despertador iria tocar, e depois de eu dormir tempo o suficiente para recarregar minhas energias, mesmo que quase metade do tempo que tenho dormido nas últimas noites. Ainda estava com um pouco de dor de garganta. Não demorei para sair, depois de usar um pouco de internet, tomar um banho e sair. Pequei o metrô para uma área que meu pai me disse para conhecer, mas demorei muito mais do que deveria para chegar lá. Não sei o que aconteceu, mas era como se houvesse um trânsito de trens. A cada parada, meu trem ficava parado por muito tempo antes de sair de volta, e isso aconteceu em todas as paradas, o que foi um pouco irritante.

Chegando onde estava indo dei uma volta pela rua para achar algum lugar para comer, mas antes visitei algumas lojas legais. Passei por vários restaurantes, mas eles eram um pouco caros, e eu escolhi um que tinha Wi-Fi, para aproveitar e checar algumas coisas que tinha esquecido de checar no hotel. Quando estava olhando o cardápio o garçom veio até a minha mesa e me sugeriu um prato. Olhei apenas o preço, e como era um pouco mais barato do que o prato que eu inicialmente estava pensando em pedir, disse que tudo bem, sem nem olhar o que era. Quando o prato chegou parecia ser um pedaço de uma galinha, mas eu comecei a achar muito estanho pois estava cheio de ossos e cartilagem, sem muita carte. No geral estava bem ruim, e as batatas assadas que acompanhavam o prato estavam velhas. Foi a primeira vez que comi mal na cidade até agora. Fiquei muito bravo, mas comi tudo sem reclamar. Quando pedi a conte chequi o que o prato era e era coelho. Não lembro se já havia comido coelho ou não, mas este prato estava realmente ruim. Fiquei muito desapontado.

Quando saí do restaurante comecei a andar até os jardins do palácio de Luxemburgo, que queria visitar. No caminho parei em mais algumas lojas. A área era cheia de livraria, lojas de DVDs e CDs, e outras lojas legais. Cheguei no palácio e dei uma volta. No inverno todos esses lugares que no verão devem ser muito bonitos ficam apenas razoáveis. Tenho que usar a minha imaginação para enxergar como ele seria em seu alge. De qualquer modo foi bom ir até lá, e o palácio é bem bonito. Quando saí de lá comecei a andar em direção da Île Saint-Louis, onde meu amigo tinha me aconselhado ir em uma sorveteria. No caminho fui em mais algumas lojas e livraria, e achei a loja mais legal de todas. Era uma loja bem pequena de bonecos, especial entes de bonecos do Star Wars. O dono, um senhor, estava arrumando a parede atrás do caixa, que era coberta de bonecos, com extrema precisão. Era tão pequena e havia tanta coisa que eu ficava com medo de mexer na mercadoria, com medo de derrubar algo. Queria ter tirado uma foto do senhor e de sua loja, mas não quis pedir permissão e não tirei. Depois de andar bastante cheguei na tal sorveteria, e ela estava fechada. Fiquei decepcionado, mesmo com o frio forte que estava fazendo hoje, e minha dor de garganta, iria adorar ter tomado um sorvete. Devo voltar lá outro dia.

Como a sorveteria estava fechada, continuei andando até outro lugar que queria visitar, o Cimetière du Père Lachaise, um cemitério. Queria visitar esta cemitério já que lá estão enterredor ilustres pessoas de todas as áreas, famosas por serem quem um dia foram. O cemitério não era perto de onde eu estava, então demorei para chegar, e perdi a coordenação motora da minha mão, de tanto frio que estava. Foi difícil tirar fotos. Acabei chegando lá um pouco mais de meia hora antes do cemitério fechar, então teria que correr para ver os túmulos que queria visitar. O problema é que mesmo com o mapa, o cemitério é quase um labirinto, e eu me perdi muitas vezes. Alem disso, mesmo sabendo a área onde os túmulos ficavam, era difícil de achá-los. Achei alguns por sorte, e outros por que não era o único que queria visitá-los. No tempo que tive vi o túmulo do Jim Morrison, que por alguma razão estranha está enterrado em Paris, o do Chopin, do La Fontaine, do Molière, e do Oscar Wilde, que também não sei por que está em Paris. Quando estava andando em direção ao túmulo da Edith Piaf um carro parou do meu lado e me mandou ir embora, que eles já haviam fechado. Quase sem dúvida voltarei aqui no dia seguinte.

Ainda estava "cedo", e eu não queria voltar para o hotel. Teria que matar no mínimo uma hora e meia antes de jantar, e não tinha a menor idéia do que fazer ou para onde ir. Comecei a entrar em qualquer lugar que via pela frente, como supermercados e farmácias, para dar voltas e tentar fazer o tempo passar. Quando comecei a andar de volta onde haviam alguns restaurantes, torci para passar por mais alguma loja, e acabei achando uma loja de materiais de arte. Fiquei um tempo lá, até me expulsarem, e então fui achar onde comer. Achei um restaurante em frente da estação de metrô que iria pegar, e desta vez fiz a opção certa de prato, e estava ótimo. Comi bem, fiquei satisfeito, e então voltei para o hotel. Usei a internet, escrevi para o blog, e finalmente comecei a ler meu livro novo, que queria começar logo por se passar em Paris.



































Monday, January 30, 2012

Paris - Dia 5.

Um dos diversos sonhos que tive esta noite foi que a minha máquina nova havia quebrado. Só lembrei disso quando liguei a máquina, e fiquei aliviado de ver que ela estava funcionando. Geralmente é assim que eu lembro dos meus sonhos, não assim que acordo, mas quando algo do meu dia me faz derrepente lembrar deles. Acordei com um pouco de dor de garganta, que espero que passe logo. Ao acordar, usei a internet, e depois de tomar um banho e me arrumar, saí. O dia estava bonito mais uma vez, mas já sabia que ia passar o dia em museus. Pelo menos não teria que ficar carregando meu guarda-chuva o dia todo, como sempre acaba acontecendo. Iria voltar para o Musée d'Orsay, e saí direto para lá, para chegar cedo e poder aproveitar ao máximo. Do hotel, tive que fazer um caminho complicado de metrô para chegar lá, e mesmo tendo feito o mesmo caminho no dia anterior, estava imaginando que demoraria menos do que acabou demorando. Cheguei lá e a fila estava monumental, ainda maior que antes. Esperei, esperei, e esperei. Devo ter ficado na fila por uns 30 ou quarenta minutos, e hoje era o dia mais frio que peguei aqui, ou tive esta impressão por ficar parado ao ar livre.

Quando finalmente entrei, a primeira coisa que fiz foi ir até o café deles e comprar um sanduíche. Não iria agüentar ficar sem comer até a hora do jantar. O sanduíche era bem simples, mas estava bem gostoso. Comecei então a minha visita. Depois de pagar uma fila tão grande, que não parava de crescer atrás de mim, imaginei que o museu estaria uma loucura. Porém, como ele é grande, não vi muito problema. Como ele acabou de ser reformado, a infra-estrutura é boa. Mesmo assim, em algumas salas específicas, como a do Van Gogh, o multidão ficava aparente, e insuportável. De qualqer modo já estive em exposições muito piores. A coleção do museu é ótima, e eu pude ver tudo (ou quase tudo) com calma. Acabei deixando sua área mais importante, a dos impressionistas, para o final, já que ficava no último andar. Sempre acabo deixando o melhor para o final, e acabo tendo que ver com uma certa pressa. a coleção do museu de obras do moviment impressionista é uma das mais importantes do mundo, com algumas obras lindas. Mesmo com um pouco de pressa a mais que desejado, consegui ver tudo numa boa. Saí do museu na hora que anunciaram que ele estava fechando. Um museu a menos na minha lista. Imagino o que eu iria fazer pelo dia todo, todos os meus dias, se não me interessasse em ir aos museus. Mas o mesmo eu que não gostaria de arte não gostaria de fazer uma viagem como essa.

Saindo de um, direto para outro. Iria agora visitar a Fundação Cartier de Arte Contemporânea. Não era muito perto, mas eu tinha tempo, então fui andando. No caminho não passei por nada muito interessante, mas quando comecei a chegar perto olhei as minhas opções de restaurantes, e escolhi onde eu iria jantar depois. Quando avistei a Fundação, fiquei com a impressão que ela estava fechado. Não havia movimento e não conseguia ver nenhuma luz acesa. Tinha procurando os horários de abertura na internet de manhã, e por mais que procurei, não consegui achar no site da própria fundação. Em um outro site, dizia que ela ficava aberta até as oito, e confiei. Eles estavam certos, e a fundação estava aberta, apesar da aparência. Meu pai tinha me aconselhado visitá-la não só por ser importante, mas pelo prédio em que ela se encontra. Nas fotos que o prédio estava iluminado a noite, e não estava. Pela visão que tinha, não fiquei impressinado com o que vi. A minha entrada foi o mesmo preço que o Musée d'Orsay, e a fundação é milhões de vezes menor. Para completar, a exposição que está acontecendo no momento é um tanto desinteressante. Seu tema é matemática, e diversos matemáticos e artistas se juntaram para mostrar como a matemática pode ser aplicada a arte. A única coisa que realmente me interessou era o fato de que a cenografia da exposição era feita pelo David Lynch, que também havia produzido uma animação para a exposição. Fora isso, que nem era tão aparente, não gostei do que vi. Uma pena, por que haviam ótimos artistas envolvidos no projeto.

Não fiquei muito tempo lá, e fui direto jantar quando saí. Para a minha surpresa, o restaurante que tinha acabado de passar e escolher para jantar tinha fechado. Fiquei irritado pois as outras opções ao redor eram inexplicavelmente caras. Acabei comendo em um lugar "chique", e comi um prato que tinha comido outro dia....por mais que o dobro do preço. Mesmo tendo ficado irritado com isso, estava ótimo. Depois de comer peguei o metrô e voltei para o hotel. Demorei um pouco para chegar de volta, já que tive que atravessar quase uma linha inteira, e depois trocar de trem. De volta no hotel, usei a internet e escrevi para o blog. Estava planejando começar um livro novo, mas bem quando esatava prestes a fazer isso meu amigo me ligou no Skype. O tempo foi passando, e no final haviam cinco pessoas na mesma conversa. Foi bom falar com quem eu não falava fazia tempo, mas passei tempo demais no Skype, demais mesmo, e fui dormir super tarde.














Sunday, January 29, 2012

Paris - Dia 4.

Como desta vez já tinha escrito o blog, acordei uma hora mais tarde do que os últimos dias. Usei a internet, tomei um banho, e me arrumei para sair. Estava pensando em visitar o Musée d'Orsay, mas antes resolvi ir dar uma volta por perto do hotel. Descobri que tem um supermercado bem perto, e isso é ótimo. Andei até um cana que fica perto do hotel e lá achei dois cinemas, em em frente ao outro. Um deles tinha uma livraria, que eu entrei e acabei ficando bastante tempo. Era ótima, com muitos livros de cinema e arte, e uma ótima seleção de filmes. Quando saí de lá andei até o metrô mais próximo. Deveria ter andado até o metrô perto do hotel, a distância era a mesma, e seria mais fácil para mim. No entanto não pensei isso na hora, e fui até a outra estação. Acabei pegando o trem para a direção oposta, e só percebi depois de umas quatro ou cinco paradas. Perdi bastante tempo com isso, e então tive que voltar tudo e começar de novo. Ainda tive que trocar de metrô duas vezes antes de conseguir chegar no museu. Saltei bem em frente, e havia uma fila enorme para entrar, mas eu ainda precisava almoçar. Procurei o que havia por perto, mas as opções eram todas caras. Acabei escolhendo um restaurante qualquer, e pedi um prato que era bem sem graça.

Enquanto estava no restaurante estava pensando que como tinha perdido bastante tempo para chegar lá, e já que o museu não fechava muito tarde, minha visita seria rápida, e talvez não tivesse tempo o suficiente. Decidi que deixaria o museu para outro dia, e arranjaria alguma outra coisa para fazer. Porém, bem quando fiz esta decisão, uma senhora que tinha acabado de sair do museu se sentou do meu lado, e quando eu olhei os panfletos que estavam com ela, descobri que estava acontecendo uma exposição sobre cinema do século 19, e que acabava hoje. Acabei de comer rapidamente, pedi a conta e saí. Meus planos mudaram, mas ainda havia uma fila enorme para entrar no museu, que tiraria ainda mais tempo da minha visita. Entrei na fila, mas percebi que só seria uma perda de tempo, e não queria ver o museu com pressa. Mudei de idéia mais uma vez, e desisti de vez de visitá-lo hoje. Ainda mais, acabei descobrindo que o que eu achava que era uma exposição, era apenas apresentações de filmes do século 19. Menos mal. Agora tinha que arrajar algo para fazer, mas a resposta não estava muito longe: o Jeu de Paume. Sabia que minha visita a este centro de arte seria bem mais rápida, já que era um lugar bem menor, onde só estavam acontecendo duas exposições. Andei até lá, e encontrei outra fila enorme. Isso me irritou um pouco, mas não tinha nada que eu poderia fazer. Acabei ficando na fila por meia hora até conseguir comprar a minha entrada. A exposição que fui ver era a primeira retrospectiva da fotógrafa americana Diane Arbus na França. A exposição era linda, e o trabalho dela é ótimo. Ao final havia duas salas com sus biografia e alguns objetos pessoais. Esta não era a única exposição lá, mas eu não entendi o que era a outra, e sem entender, achei péssima. Não havia nada para se ver.

Quando saí do Jeu de Paume, na hora que estava imaginando que iria, andei até o cinema. Agora que estou mais uma vez viajando por países de língua estrangeira, onde não falam inglês, não poderei ver mais nenhum filme estrangeiro (sim, filmes americanos e ingleses são estrangeiros para quem mora no Brasil como eu, mas vocês entendem o que quero dizer). O único filme que ainda não tinha visto que estava em cartaz e era em inglês se chamava "Trust". O filme é dirigido pelo David Schwimmer, o Ross de "Friends", e mesmo com bons atores, o filme não é bom. Não gostei, mas tudo bem, foi bom ir ao cinema. Assim que o filme acabou procurei algum lugar por perto para jantar, e acabei comendo em um lugar italiano. Quando fui pagar conta minha garçonete perguntou se eu era brasilero, pois ela também era. Tinha falado francês com ela o tempo todo, então não sei como ela percebeu. Talvez por que eu falo sozinho. Depois do jantar voltei para o hotel, mas antes passei no supermercado para comprar água. No hotel, usei a internet, e escrevi para o blog. Acabei de ler o livro que estava lendo "Love in The Time of Cholera", do Gabriel García Márquez. O livro conta a história de Florentino Ariza, que rejeitado pelo amor de sua vida, espera sua chance para conquistá-la, nem que isso leve cinqüenta e um anos, nove meses, e quatro dias. O livro é lindo, e se tratando do García Márquez, não esperava nada menos. Já queria ter lido ele há alguns anos, mas o que me fez finalmente começar foi que ambos meu pai e minha mãe disseram que é um dos livros da vida deles. Fiquei feliz de ler.


























Saturday, January 28, 2012

Paris - Dia 3.

Mais uma vez não tinha escrito o post para o blog na noite anterior, então precisei fazer isto de manhã. Acoredei cedo, usei a internet, escrevi para o blog, tomei um banho, e me arrumei. Pela primeira fez desde que cheguei em Paris meu quarto se encheu de luz quando abri a cortina. Estava sol, e um lindo dia. Pude sair sem o meu guarda-chuva para variar, menos uma coisa para ficar carregando. Tinha separado um monte de moedas para pagar minhas passagens de metrô, desta vez quase tudo em moedas de cinco centavos. Duas passagens são 3,40 euros, o que quer dizer que estava com quase 60 moedas comigo. Quando fui comprar, demorei um tempão para colocar moeda a moeda na máquina, até ela não aceitar mais, e cuspir tudo. Fiquei muito irritado, peguei todas as moedas, e fui tentar comprar minha passagem em um guiche, mas o homem que estava lá disse que eu só podia comprar nas máquinas, e não com tantas moedas. Que coisa estúpida! Se a máquina aceita moedas, e eu iria pagar a tarifa completa, porque não aceitas todas as minhas moedas. Tive que pagar com algumas maiores que por sorte estavam no meu outro bolço, mas tive que passar o dia inteiro andando com as moedas.

Ainda precisava comprar uma máquina fotográfica nova. Tinha olhado na internet e visto que havia uma outra Fnac em Champs Elysees, então peguei o metrô até lá. Quando cheguei na Fnac, olhei as minhas opções, que eram diferentes do que as do dia anterior, e então desci para seu outro andar para poder usar os computadores e pesquisar qual seria a melhor compra. Fiquei muito tempo no computador, visitei dezenas da sites diferentes, e acabei ficando entre duas. Duas Canons, e do mesmo preço. Não sei o que fez eu escolher a que escolhi, mas no final não mudaria muita coisa. Certamente é uma boa máquina e eu não posso reclamar, mas saí da loja senti do falta da minha máquina original. Como tinha acabado de tirar da caixa, ela não estava com muita bateria, mas consegui tirar algumas fotos dos meus passeios. Passei o resto do dia andando pela cidade. Como estava em Champs Elysees, comecei indo até o Arco do Triunfo, que é bonito, mais do que eu esperava/lembrava. Então, já que estava perto, fui até a Torre Eyfel. Ao redor da torre haviam dezenas da homens vendendo miniaturas da torre. Eram todas iguais, e eles estavam por toda a parte. Será que dá para viver com isso? Não vi ninguém comprando nada. Haviam duas filas, uma para subir com elevadores, e outra para subir de escadas. A fila dos eles adores estava enorme, e nas escadas não havia quse ninguém. Era engraçado. Como estava com pouca bateria, decidi que se for subir na torre, farei isso algum outro dia, para poder tirar algumas fotos.

Depois de andar por volta da torre, continuei andando e comecei a procurar por algum lugar para almoçar. Acabei achando uma rua calma onde haviam varias opções, e entrei onde eu achei melhor. Pedi um prato que gosto, e que estava bom, mas havia um ingrediente diferente que não me agradou muito. O acompanhamento por outro lado estava muito bom. Comi, pedi a conta, e fiquei esperando por um tempão para alguém vir cobrar meu cartão, mas ninguém veio, então levantei e fui até o caixa. Foi mais barato do que eu estava esperando, então fiquei feliz. Uma pessoa que conheço estava na cidade até a manhã seguinte, e eu tinha mencionado de me encontrar com ele. Ele havia me dado seu celular, mas sem querer marquei o número errado, então não consegui falar com ele. Ele havia mencionado porém onde iria estar mais tarde, então decidi que iria tentar encontrá-lo. No meio tempo, continuei passeando. Fui até o Musée d'Orsay, para ver até que horas ele ficava aberto geralmente, e quanto custava, e depois fui ao Jeu de Paume, para ver o mesmo. Claro que poderia fazer isso pela internet, mas já que estava lá, e um era perto do outro, não custava nada. Atravessei o Jardin des Tuileries, que é bonito, e que no verão deve ser lindo. Quando saí do outro lado, comecei a andar em uma direção mas um policial me parou e me mandou para o outro lado. Andei com calma para lado que ele me mandou, sem fazer perguntas, e ele me mandou acelerar. Não entendi o que estava acontecendo, mas a rua estava fechada e haviam vários policiais e carros de polícia. Haviam algumas pessoas observando de longe, mas não havia o que ver, e eu não perguntei para ninguém o que estava acontecendo.

Precisava descobrir exatamente o endereço de onde iria encontrar meu conhecido mais tarde, então decidi andar até a loja da Apple que estive outro dia, para poder usar a internet. Cheguei lá rapidamente, e peguei o endereço que precisava. Não era muito perto, mas como eu tinha tempo, decidi andar até lá. Fui andando com calma, para chegar na hora certa, mas não passei por nada interessante no caminho, era uma área um pouco sem graça. O nome da pessoa que estava indo encontrar é Rui, um português amigo da minha família, que é dono de uma galeria em Lisboa. Estava indo encontrar ele em uma galeria da cidade, onde aconteceria a vernissage de uma exposição de uma artista portuguesa chamada Paula Rego. Cheguei na galeria antes dele, e antes de qualquer um dos convidados. Vi a exposição, que estava bem bonita, e aos poucos a galeria foi enchendo. Um pouco mais tarde avistei o Rui e sua mãe, e fui dizer oi. Passamos um tempo conversando, e depois mais gente chegou para conversar com ele. Como eu não conhecia mais ninguém lá, e já tinha visto a exposição, resolvi ir embora. O Rui tinha planos, e eu não queria me impor. Foi um encontro rápido, mas foi bom encontrar ele, e acabei vendo uma boa exposição.

Antes de ir para o hotel comprei um sanduíche para comer mais tarde. Lá consegui gastar quase todas as moedas que tinham sobrado comigo, e fiquei aliviado. Para chegar no hotel tive que pegar três metrôs, mas não demorou muito. De volta no hotel percebi que uma das pessoas que o Rui havia me apresentado era a artista. Não tinha percebido isso na hora, e tenho medo de não ter sido muito simpático. Usei a internet, comi meu sanduíche, escrevi para o blog, e então li meu livro antes de dormir.





























Friday, January 27, 2012

Paris - Dia 2.

Acordei mais cedo hoje já que não tinha escrito para o blog na noite anterios, mas antes de começar a fazer isso fiquei na internet e acabei gastando bastante tempo. Depois de escrever o blog e tomar um banho, saí do hotel mais tarde do que eu estava planejando. Antes de sair porém passei na recepção para avisá-los que decidi ficar mais noites em Paris e se tinha como ficar neste mesmo hotel, e pagando o mesmo preço. Não teve problema, então dobrei o número de dias que tinha sobrando. Agora posso aproveitar um pouco mais, e com um pouco de calma. Nem assim tenho certeza que vou conseguir fazer tudo. A cidade ainda estava nublada quando saí do hotel. Paguei minhas passagens de metrô com um número enorme de moedas de 20 e 10 centavos, para começar a acabar com uma grande pilha que tenho comigo. Odeio moedas, e já disse isso muitas vezes aqui.

Falando com os meus pais na noite anterior havia decidido que o jeito mais simples e menos desgastante de resolver o problema da minha máquina seria comprar um nova, uma mais simples, mas que seria o suficiente para o resto da minha viagem. Decidi ir então até uma Fnac, para ver quais eram as minhas opções. Tinha pesquisado e visto que havia uma Fnac perto de um museu que queria visitar, então foi para lá que eu fui. Saltei na frente do museu, e comecei a andar em direção de onde eu achava que a loja era. Porém eu não tinha anotado o endereço, e só tinha uma vaga idéia de onde ela ficava. Quando cheguei onde ela seria, estava acontecendo uma grande obra, que me fez passar reto da loja sem perceber. Não havia uma placa ou sinalização. Acabei andando um bocado, procurando, e fui parar perto do Louvre. Percebi então que estava no lugar errado. Derrotado, comecei a voltar. Quando cheguei de volta na área em reforma, pelo outro lado, vi uma escada-rolante, e de lá saiu um homem com uma sacola da Fnac. Desci a escada e lá estava a loja, no subsolo, e sem nenhum aviso. Como poderia adivinhar? Passei um bom tempo na loja, mas não haviam muitas opções que correspondesse com a qualidade e preço que eu quero pagar. Pedi para ver a única que me deixou mais interessado, e que estava com um preço bom, mas me avisaram que ela era usada. Usada? Além disso nenhuma das máquinas que estavam na loja estavam com bateria, e portanto eu não podia ver como elas funcionavam, e os atendentes não falavam inglês. Passei um tempão lá, e saí de mãos vazias.

Precisava almoçar, e no meu caminho para o hotel escolhi um restaurante qualquer para comer. Pedi o meu prato, e antes do prato o garçom me trouxe uma espécie de salada como entrada, que eu não havia pedido. Como o meu prato vinha com salda, imaginei que ele havia trazido ela antes. Mas não, quando o meu prato chegou lá estava a sua salada. Quando pedi a conta ele havia me cobrado uma entrada. Não tinha pedido isso, e fiquei irritado, mas como já tinha comido não poderia fazer nada. De qualquer modo não foi muito mais caro. Depois de comer continuei até o museu, o Centre Pompidou. Estava preocupado que ele fecharia cedo, e que eu não teria muito tempo para visitá-lo, mas ele fecharia só as nove. Tinha tempo de sobra. Em conjunto ao museu, bem em sua esquina, fica o Atelier Brancusi, uma reconstrução do atelier do escultou Constatin Brancusi, apresentado no modo que ele estava na data de sua morte, em 1957. O atelier fechava mais cedo queo museu, e era de graça, então foi a primeira coisa que fui ver. É super interessante, e como ele mesmo dizia, o modo em que suas dezenas de esculturas se encontram em seu atelier, quase empilhadas, é por sí só uma obra. Vi tudo, e então fui para o museu. Mais uma vez, por ter mais que 18, teria que pagar um caro ingresso, mas o homem que me atendeu resolveu me deixar entrar de graça, sem eu nem pedir. Fiquei super feliz e aliviado. Ele foi super gentil. O museu tem uma coleção permanente, e alguns espaços para exposições temporárias. Comecei com as temporárias, no último andar. Era uma pena que eu não estava com a minha máquina, já que a vista do último andar era linda, e a mais linda da cidade (segundo eles). Tirei algumas fotos com o celular. A exposição que estava tomando conta de todas as galerias no momento era sobre dança e arte. Dança como arte, e arte sobre dança. Não sou fã de dança, mas a exposição era legal e haviam algumas obras bem bonitas. As obras me interessavam dez vezes mais que as performances. Haviam até parangolés do Hélio Oiticica. Quando vi a exposição inteira, desci para a exposição permanete, que é excelente. Dividida entre dois andares, focados em 1905 - 1960 e 1960 até os dias atuais, é uma coleção de arte moderna de dar inveja. Gosto muito mais, e gostei muito mais, do que o Louvre inteiro. O museu é extenso, então havia muito o que ver. Passeie com calma, mas um pouco mais acelerado do que normalmente andaria por um museus, e mesmo assim saí de lá mais de cinco horas depois de ter entrado. É um ótimo museu, e um excelente centro de arte.

Já estava tarde quando saí de lá, e eu fui direto jantar. Comi em um lugar e, frente a estação de metrô que iria pegar. A comida estava boa, mas o serviço era péssimo e meu garçom era muito antipático, o que sempre me tira do sério. Depois de comer, peguei o metrô para o hotel, onde eu usei a internet e li o meu livro.

Tentei postar as fotos que tirei com o celular, mas por algum motivo não consigo.

Thursday, January 26, 2012

Paris - Dia 1.

Meu hotel não tem café da manhã incluso no preço, e não estava botando fé que ele seria bom, então resolvi acordar um pouco mais tarde e não tomar café. Foi uma boa decisão já que eu pude descansar bastante. Quando acordei, usei um pouco de internet, tomei um banho, e me arrumei para sair. Meu guia tem 20 páginas sobre Paris, e com tanta coisa, não sabia exatamente o que eu poderia fazer. Resolvi começar com as obviedades. Decidi visitar a Notre Dame, e o Louvre. Faz bastante tempo que não uso o transporte público das cidades que visito, já que tenho andado para todas as partes. Paris é diferente, e tem um ótimo serviço de metrô, então fui a estação mais próxima. A estação era bem perto, mas já dentro da estação tive que andar bastante até o trem que precisava pegar. Andei mais dentro da estação do que andei para chegar nela.

Saltei perto da Notre Dame, e fui andando até lá. O dia estava bem feio, mas não chovia. Também não estava muito frio. Cheguei na catedral e entrei para dar uma volta. Ela é bem bonita, mas realmente seu maior atrativo é sua arquitetura exterior. Visitar o interior da igreja era de graça, mas também havia um pequeno tour para subir até o topo, ver seus sinos, e etc. Este tour era pago, então apenas vi a área gratuita. Vi tudo que queria, e então comeceia andar de volta para o Louvre. Como não tinha tomado café, e estava planejando passar a tarde no museu, teria que almoçar. No meu caminho fui olhando as minhas opções, e acabei entrando em um restaurante que parecia interessante. A mulher que estava sentada ao meu lado estava comendo algo que parecia muito bom, mas eu não consegui achar no menu, e acabei pedindo um outro prato que adoro. Estava bem gostoso, e eu fiquei bem satisfeito. De lá fui direto até o Louvre.

O museu dava entrada gratuita para menores de 18. É muito irritante ter feito 19 recentemente. Se fosse residente da União Européia, poderia entrar de graça até os 25 anos. O museu do Louvre é certamente um ponto turístico importante da cidade, e por tal razão estava super cheio. Mas ele é tão grande que em certas horas não se percebia estar tão cheio. Além disso, a maioria das pessoas vão lá apenas para ver a Mona Lisa, o que faz áreas como a das esculturas italianas ficarem bem vazias. Como acabei de falar, o museu é enorme, então passei horas e horas lá dentro, até ficar exausto, e mesmo assim não vi o museu inteiro. Passei tempo demais andando pelos andares menos interessantes, ou menos interessantes para o meu gosto, e deixei o que realmente queria ver para o final, que acabei vendo com pressa. Quando cheguei na Mona Lisa, que é exagerada ente protegida, fui tirar uma foto e minha máquina apresentou o mesmo problema que estava antes do concerto que fiz em Londres. Achei que iria passar, mas nada mudou. Comecei a ficar desesperado, triste e irritado, e isso estragou o resto da minha visita ao museu, e perdi a vontade de aproveitar onde estava. Passei um tempo vendo se conseguia resolver o problema da câmera, mas em vão. Fiquei deprimido, e tentando ignorar isso fui terminar de ver o que ainda queria ver. Porém não conseguia arar de pensar na máquina e não me concentrei no museu. Tinha resolvido visitar ele hoje pois ele ficaria aberto até as 10 da noite. Como era uma noite especial, quando ficou de noite, depois do horário normal do museu, começaram a acontecer pequenos eventos. Em uma das salas havia uma mulher cantando ópera, acampa nada de um violão. Em outra achei mais uma cantora, acompanhada de um piano. O mais estranho era em um grande saguão onde haviam várias apresentações artísticas, e quase todas horríveis. Um deles estava dançando com um saco plástico de supermercado. Havia também dois equilibristas. (Tenho fotos disso pois arrangei um modo de esconder o problema da câmera).

Quando já estava tarde, e eu estava cansado, fui embora. Hoje havia saído um filme no cinema que precisava ver. Sabia que ele estava passando no cinema que tinha passado em frente no dia anterior, mas não sabia em que horários. De qualquer modo andei até lá e por sorte a próxima sessão começava em 15 minutos. Comprei meu ingresso e entrei na sala. Fui ver "The Descendants", filme do Alexander Payne com o George Clooney, que tem chamado grande atenção desde sua estréia. Recentemente ele ganhou o Golden Globe de melhor filme dramático, e o de melhor ator para o George Clooney. Na manhã do dia anterior ele tinha acabado de receber cinco indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, melhor ator, e melhor diretor. O filme é ótimo, e eu adorei como imaginava que iria, mas não acho que merece tanta atenção quanto tem recebido. O George Clooney quase sem dúvida ganhará o prêmio, mas acho que será o único. Quando saí do filme estava morrendo de fome e precisava comer. Lembrei de um restaurante que tinha visto por perto, mas quando cheguei lá ele estava fechado. Acabei indo em um outro restaurante qualquer e pedi o prato que queria ter comido no almoço. Estava ótimo. Peguei então o metrô de volta para o hotel, onde passei um bom tempo no FaceTime com o meu pai. Fui dormir sem escreve para o blog ou ler meu livro.















































Wednesday, January 25, 2012

Amsterdã - Paris.

Acordei bem cansado, e fui direto tomar café. Comi, e quando voltei para o quarto tive tempo de arrumar minhas coisas e tomar um banho antes de ter que fazer o check-out do hotel. Com a minha mala e minha mochila, decidi ir para a estação de trem com o bonde. Ele não demorou para chegar, e em pouco tempo estava na estação. Mesmo com o meu passe de trem, sei que eu preciso marcar um lugar em alguns certos trens, principalmente os internacionais. Sem saber se eu precisaria para o que precisava pegar hoje, fui checar. Eu não só precisava marcar meu lugar como tinha que pagar uma taxa bem alta. Fiquei super surpreso, e irritado, mas me disseram que a taxa geralmente não seria tão alta, mas por tratar se tratar de Paris, o preço é muito maior. Minha outra opção seria pegar trens locais, mas eu demoraria 9 horas para chegar em Paris. Com um aperto no coração, paguei a tal taxa. Espero que realmente não tenha que pagar taxas tão altas no futuro.

O trem só saía em quase duas horas, mas como eu não tinha para onde ir com as minhas malas, subi para a plataforma e esperei por lá. Passei o tempo escrevendo para o blog. Sempre que tenho mais tempo livre escrevo mais, mesmo que não tenha feito tantas coisas no dia. Escrevi para o blog e comecei a ler o meu livro, mas logo mais o trem chegou. O trem era ótimo, e mesmo estando na segunda classe eu estava super confortável. Para melhorar, ninguém se sentou do meu lado pela viagem toda. Passei a viagem toda lendo, sem parar, mas por algum motivo li menos do que eu esperava. Nos últimos minutos da viagem não agüentei e caí no sono. A viagem demorou um pouco mais de três horas, mas passou super rápida. Estava chovendo em Paris, mas eu estava com o meu guarda-chuva. Fui andando até o hotel, que não era longe da estação de trem, e fiz o check-in. A senhora que me atendeu não falava inglês, mas eu falo francês o suficiente para me virar. O hotel é super simples, mas o meu quarto é bom, então estou satisfeito. Fiquei na internet por um tempo e então saí para dar uma volta.

Já estava tarde, então não queria pegar o metrô e ir longe. Fui então andar pela área, mas acabei indo bem mais longe do que eu esperava. Andei bastante, mas seguindo uma única rua. Fui parar em uma área um pouco mais movimentada, onde achei alguns cinemas e uma loja da Apple. Por lá procurei alguma coisa para comer, mas tudo era meio caro então optei pela opção que sempre é uma das mais baratas, comer uma pizza. Era um lugar de uma rede que eu já conhecia, então sabia que iria estar gostosa. Comi, e comecei a voltar para o hotel. Por um tempo achei que estava perdido, mas depois consegui me achar. Mesmo que ficasse perdido conseguiria chegar no hotel de metrô, mas não é legal se perder em uma cidade que você não conhece, principalmente a noite. No caminho de volta para o hotel passei no supermercado para comprar água. Quando chegue de volta no hotel fiquei na internet e terminei o que queria ler do meu livro pelo dia. O meu quarto tem uma TV, mas todos os canais estão em francês.

Tuesday, January 24, 2012

Amsterdã - Dia 5.

Tinha combinado de encontrar a Ana de manhã. Acordei no mesmo horário de sempre. Não estava com pressa já que ela iria me encontrar perto do meu hotel. Tomei café, e quando subi para o quarto recebi uma mensagem dela me avisando que não iria conseguir vir até o meu hotel, e que então eu deveria ir até o dela. Mais uma vez isso não seria um problema, já que estava planejando sair da cidade pelo dia, e portanto iria precisar ir para a estação de trem de qualquer modo. Mas tendo recebido esta mensagem em cima da hora, não ia conseguir encontrar ela na hora que tínhamos combinado. Arrumei minha coisas, tomei um banho, e saí. Andei até o hotel da Ana e encontrei ela lá, quase meia hora depois do horário que tínhamos combinados. Mesmo não gostando de me atrasar, não foi culpa minha, então não estava preocupado. Saímos e fomos dar uma volta pela cidade. Como na noite anterior, ficamos apenas andando e conversando bastante. Não vou vê-la até voltar para o Brasil, em quase 5 meses, então ficarei com muitas saudades. Andamos bastante. Levei ela para ver o ex-convento que tinha visitado no dia anterior. É estranho pensar que agora que não estudo mais com ela, a grande maioria dos nossos encontros para o resto de nossas vidas vai ser deste modo, rápidos e breves. Levei ela de volta para o seu hotel, onde em pouco tempo ela já teria que check-out, nos despedimos, e eu fui até a estação de trem, que era do lado.

Como já mencionei rapidamente no dia anterior, o irmão da Ana, Liam, está na Holanda com um grupo da escola. Este grupo faz parte de uma iniciativa chamada Model United Nations (MUN), que é uma espécie de ONU idealizada para alunos jovens. Todo ano, uma das maiores convenções acontece em The Hague, ou Den Haague, uma cidade perto de Amsterdã. Muitos de meus amigos, a Ana inclusa, fizeram esta viagem para cá nos anos anteriores. Quem acompanha os alunos é o meu professor Tom, que encontrei em Londres, e sua mulher, que também é professora na escola. Marquei minha visita para a Holanda nesta época exatamente para poder encontrar com eles aqui, então iria passar o dia lá hoje. Como não fazia parte do MUN e não fiz esta viagem quando estava na escola, não tinha muita idéia do quanto eles estariam ocupados, mas estava torcendo que iria encontrá-los. Peguei o trem, e em um pouco menos de uma hora estava lá. No caminho fiquei lendo o meu livro. Quand cheguei na cidade avisei eles que tinha chegado, mas demorei para receber uma resposta, então fui conhecer a cidade. Um dos motivos extras que eu gostaria de visitar esta cidade é seus ótimos museus, mas como era segunda-feira, todos eles estavam fechados. Uma pena. Sem saber para onde ir, comecei a andar sem rumo pela cidade. Visitei algumas lojas e alguns pontos "turísticos", como o Parlamento da cidade. Quando consegui falar com o meu professor, ele me sugeriu de emcontrá-los no hotel onde eles estão ficando, as 4:30 da tarde. Ele me explicou como chegar lá, e que bonde pegar. Ainda tinha um certo tempo, então continuei passeando. A cidade é bonita, e tem alguns canais como Amsterdã.

Quando estava perto das 4:30, peguei o bonde que precisava para ir no museu. Em uma das paradas do caminho, dezenas de alunos do mundo todo, que fazem parte do MUN entraram no bonde. Entre eles, e sem eu perceber, estavam meus professores, o Liam, e o resto do grupo. Tanta gente havia entrado que eles entraram em um dos últimos vagões, e eu estava no primeiro, mas aparentemente meu professor tinha me visto quando o bonde passou por ele, e mandou o Liam vir me encontrar. Quando o bonde esvaziou, ele conseguiu chegar onde eu estava, e se sentou do meu lado. Por alguns segundos não notei que era ele, e fiquei super surpreso. Estava imaginando que eles estariam no hotel, não no caminho, então foi uma legitima surpresa. O resto do grupo continuou no vagão que tinham entrado, e como eu fiquei conversando com o Liam, nos distraímos e não vimos eles descerem. Passamos a parada certa e descemos na seguinte. Fomos andando de volta para o hotel deles, e conversando. Eles estão ficando no melhor hotel da cidade, um hotel histórico e de cinco estrelas. Fiquei impressionado com o hotel e seu tamanho. Para completar, ele era de frente da praia. Como tínhamos nos separado do grupo, fiquei sozinho com o Liam. Supomos rapidamente no quarto dele, e então fomos até a praia, que era bonita. Não via o mar em bastante tempo. Adoro o mar. Andamos pelo píer e entramos em um shopping onde ele precisava recarregar seu celular. Voltamos então para o píer, e entramos em um restaurante. O Liam pediu um chocolate quente, e como eu não como chocolate, pedi um café, que também não é um costume, mas que teria que ser. Quando saímos de lá demos mais uma volta por perto do hotel, mas não tinha muito o que se ver.

Ele tinha que se encontrar de volta com o grupo as 6:30, apenas para trocarem algumas idéias e ouvirem instruções. Voltamos então para o hotel, onde nos encontramos com alguns dos outros alunos. O Liam estava duas séries abaixo de mim na escola, então não sou muito amigo de seus amigos, por não conhecer eles muito. Sou amigo dele por ele ser irmão da Ana. De qualquer modo foi bom e legal encomtrar gente conhecidada, conversar, e contar sobre a minha viagem. Uma das meninas que encontrei disse que eu mudei muito, e que estou muito magro. Outra disse que recentemente tinha jantado junto com a minha irmã, o que eu achei curioso. Um pouco mais tarde meu professor e sua mulher chegaram. Foi ótimo ver ele mais uma vez. Nunca tive aula com a sua mulher, e ao tinha a encontrado em Londres, mas também foi ótima vê-la. Nos falamos brevemente, e então eles tiveram sua reunião com o grupo. Quando a reunião acabou o Liam foi tomar um banho antes de sair para jantar, e eu fiquei com o Tom, meu professor. Saímos do hotel e fomos até o shopping do lado onde ele precisava comprar um pasta de dente, e quando voltamos para o hotel subimos para tomar um café. Seria o meu segundo café em poucas horas, algo inédito, mas ele havia me convidado, então não podia recusar. Eu tinha mencionado de jantar com o Liam, mas avisei ele que iria passar um tempo com o Tom e que encontraria ele mais tarde na cidade. Passei um bom tempo conversando como Tom, sobre muitas coisas. Realmente adoro alguns dos professores que tive a sorte de ter na minha escola, e considero alguns deles meus amigos, então foi muito bom poder passar este tempo com ele, e conversar. Mais tarde, quando ele foi encontrar sua mulher para jantar, nos despedimos e eu fui embora para o centro.

Peguei o bonde de volta, e encontrei o Liam em um restaurante onde ele estava com mais dois amigos. Como tinha passado bastante tempo com o Tom, eles já estavam comendo quando cheguei lá. Iria apenas me despedir, mas acabei ficando com eles um tempo conversando. Quando eles acabaram de comer, nos despedimos e eu andei até a estação de trem. Cheguei lá e corri para pegar o trem para Amsterdã, que saia em um minuto. Consegui embarcar. Passei a viagem lendo, mas estava muito desfraldo pensando em algumas notícias que tinha recebido do meu professor. Quando cheguei de volta em Amsterdã fui jantar em uma lanchonete que queria conhecer. Estava ótimo. Depois de comer poderia muito bem ter andado até o hotel, mas estava tarde e eu estava cansado, então resolvi pegar o bonde, que me levou até lá rapidamente. De volta no hotel escrevi meus cartões-postais em tempo recorde, e vi TV. Fui dormir tarde e exausto.