Friday, September 30, 2011

Pequim - Shanghai.

O hotel que passei a noite fornecia um ônibus que iria me levar para o aeroporto. Acordei bem cedo, tomei um rápido banho e desci. Fiz o check-out e esperei pelo ônibus, que não demorou muito. Haviam alguns outros hospedes que estavam indo para o aeroporto, mas eu era o único indo para o terminal 3. Primeiro o ônibus deixou as pessoas nos terminais 1 e 2, e eu fui o único que sobrei. Quando estávamos só eu e ele, o motorista me ofereceu um cigarro. Não fumo, mas ele começou a fumar. Muito gente, muita mesmo, fuma na China. No Japão, em grande parte das cidades que vistei era proibido fumar nas ruas. Para aqueles que fumam eles tinham algumas Áreas para Fumantes espalhadas pela cidade onde era permitido fumar e enchia de pessoas e fumaça. Aqui, o cigarro está em todo lugar. Um pouco antes de chagar no terminal nós paramos e demos carona para um grupo de oficiais que estavam subindo a rampa para o terminal a pé.

Chegando no aeroporto corri para fazer o check-in, meu vôo era em pouco mais de uma hora. Mas quando cheguei lá me avisaram que o vôo tinha mudado de horário e iria sair duas horas depois do previsto, o que me dava três horas para matar. O vôo aparentemente tinha atrasado por conta do clima. Não sei como já que o dia esta ainda mais bonito que o dia anterior. Pensei em comer alguma coisa e dei uma vokta pelos restaurantes do aeroporto, mas não fique com vontade de comer nada que vi. Como eu estava na primeira classe, pude cortar todas as filas e tudo que tinha que fazer no aeroporto foi muito rápido. Depois lembrei que como estava na primeira classe eu provavelmente tinha como ficar em um lounge especial, e não demorei para acha-lo. Foi bom eu não ter comido nada já que lá eles estavam servindo café da manhã. Depois de comer tive que resolver um problema com o meu cartão de crédito. Ele havia sido bloqueado sem motivo aparente, e eu não conseguia sacar dinheiro ou fazer pagamentos. Depois de muitas perguntas, consegui resolver o problema e fazer o cartão voltar a funcionar. Usei um pouco de internet e em pouco tempo chamaram o embarque do meu vôo.

Sendo um vôo domestico e curto, a primeira classe não era tão especial, mas certamente melhor do que qualquer econômica. Depois de decolar eles serviram café da manhã. Já estava cheio, mas resolvi aproveitar. Pedi o café da manhã chinês para variar um pouco. Haviam algumas coisas nele que eu não consegui comer, como uma espécie de mingau e um ovo estranho. Durante o resto do vôo escrevi o post para o blog e li um pouco do meu livro. Me entregaram um jornal em inglês para ler durante o vôo, e nele havia algumas notícias sobre o caos nas estações de trem. Uma delas dizia que até o ano que vêm as passagens começarão a ser vendidas online, outra dava relatos de pessoas que não conseguiram passagens e estavam desesperados em estações com placas pedindo por passagens, e outra falava de cambistas de passagens.

O dia em Shanghai estava nublado e chovendo. Talvez tinha sido por conta deste clima, e não o de Pequim, que o vôo tinha atrasado. Depois de pegar minha mala fui até o centro de informações pedir um mapa da cidade. O homem que me atendeu me perguntou como eu pretendia chegar no meu hotel e eu disse que iria pegar um taxi. Ele me sugeriu pagar por um carro no aeroporto por um preço fixo que me levaria direto para o hotel. Segundo ele, meu hotel era a 60 quilômetros do aeroporto e por conta da chuva estaria trânsito. Sendo assim seria mais barato pagar por esse carro (que seria bem caro), do que pegar um taxi. Isso se o taxi realmente fosse o preço que ele me disse, porém tenho quase certeza absoluta que ele mentiu para mim. De qualquer modo acabei pegando este carro do aeroporto. Dormi no caminho do hotel e chagando lá o motorista me pediu por uma gorjeta. Já tinha pagado caro então mesmo achando chato, me recusei a dar qualquer tipo do gorjeta.

Não tive problemas para fazer o check-in e fiquei muito aliviado. Assim que entrei no meu quarto (que é ótimo) deitei na cama e liguei a T.V. Este hotel tem HBO e assim que eu liguei estava começando um filme, então fiquei no quarto e vi o filme. Depois, resolvi dar uma volta por perto do hotel e ver o que eu encontrava. Acabei achando um Starbucks onde comi um sanduíche e comprei um outro para comer mais tarde. Depois fui achar a estação de metrô perto do hotel e vi que em cima dela havia um Shopping. Dei uma volta pelo Shopping e olhei o que eles tinham na praça de alimentação. Achei alguns restaurantes onde eu comeria e perguntei que horas eles fechavam, mas ninguém entendia o que eu queria dizer. Tentei fazer uma mímica para explicar minha pergunta, e por mais obviai que fosse minha mímica, ainda assim não me entenderam.

Quando voltei para o hotel fiquei na interntet (que não é do hotel, e sim de um café ao lado, mas que eu consigo usar) e perguntei na recepção onde ficava a pscina que eu havia visto no site. Ele me disse que era no prédio 8. Não sabia que havia mais do que um prédio, mas descobri que o hotel é muito mais do que eu imaginava. Isso é por que ele faz parte de um condomínio enorme. Fui até a pscina mas faltava pouco para eles fecharem, então voltarei outro dia. De volta no quarto vi um pouco de TV, comi o meu sanduíche e dormi. Estava bem cansado. Hoje eu deveria ter lavado as minhas roupas, mas o hotel não tem uma lavanderia onde eu mesmo poderia lavar minhas roupas e eles cobram muito caro para lavá-las.

Mais um mês se passou desde o começo da viagem.

Pequim - Pequim? (Pequim - Dia 9).

Que dia confuso.

Acordei um pouco mais cedo hoje para poder falar com os meus pais antes de tomar café da manhã. O dia estava muito bonito e a neblina que havia reinado sobre a cidade nos últimos dias tinha finalmente ido embora. O dia estava lindo, bem hoje que eu ia embora. Usei a internet, tomei café, escrevi para o blog, tomei um banho, me arrumei, e fiz o check-out do hotel. Eles perguntaram se eu queria um taxi, mas disse que não e fui pegar um na rua. Achei que se pedisse um taxi do hotel seria mais caro que o normal. Não demorei para pegar um taxi e fui direto à estação de trem, de onde eu iria para Shanghai.

Cheguei na estação por volta do meio dia e meio. Se pegasse um trem à 1 da tarde eu chegaria em Shanghai por volta das 6 da tarde. Fui então comprar minha passagem. Tinha uma fila, mas estava andando rápido. Quando chegou minha vez, pedi uma passagem para Shanghai e a mulher que me atendeu, sem nem olhar na minha cara, simplismente disse "não". Não és tendi o que isso queria dizer e tentei conversar com ele, mas ela não falava nada de inglês. O homem que estava atraz de mim na fila também estava indo para Shanghai, então começou a falar com ela. Com o pouco de inglês que ele sabia, ele me disse que não haviam trens para Shanghai e me mostrou três dedos. "Três o quê?" eu perguntei. "Sim" ele respondeu, e foi embora. Estava bem confuso, então fui até o balcão de informações, mas lá, mais moina vez, ninguém falava inglês. Acabei achando uma máquina automática de passagens e tentei comprar minha passagem. Todos os trens estavam esgotados, não só os de hoje mas como o homem tinha tentado me dizer, o dos próximos três dias também. Ótimo.

Meus pais tinham me falado para comprar a passagem com antecedência, mas como no Japão eu comprava minhas passagens na hora, achei que não iria precisar. Além disso, tinha lido em alguns sites que seria fácil comprar a passagem na hora. E normalmente teria sido fácil, mas o que eu descobri é que eu poucos dias era o feriado mais importante do país, época em que muita gente viaja. Fui até um outro balcão de informações e achei uma mulher que falava inglês, mas ela não tinha a menor idéia de que os trens estavam esgotados. Ela me escreveu em chinês uma mensagem e mandou eu entregar na bilheteria. A mensagem dizia que eu precisava ir para Shanghai o mais rápido possível, e para me informarem quando seria o próximo trem. Fui até a bilheteria e entreguei a mensagem. Me informaram que o próximo trem seria dia 5 de Outubro, em uma semana. Maravilha, estava preso em Pequim. Sem pensar duas vezes entrei no site onde compro passagens de avião e consgui comprar uma passagem para Shanghai saindo no dia seguinte de manhã. Eu estava bem calmo, pensando no que o meu irmão me disse quando estava indo começar a viagem: "nada é um problema". Agora que havia comprado a passagem para o dia seguinte, tinha apenas que esperar 19 horas. Estava planejando ficar na estação de trem e depois passar a noite no aeroporto.

Me sentei e pensei que seria melhor avisar o hotel em Shanghai que eu chegaria apenas no dia seguinte. Mas o site não tem um site próprio, ou pelo menos não consegui descobrir um, e também não conseguia achar o número de telefone do hotel. Os números que achava ou não existiam ou não conectavam. Quando finalmente consegui um número que conectou, uma mulher qualquer me atendeu. Não era o hotel. Desisti de fazer isso, talvez não teria problema chegar no hotel apenasno dia seguinte. Ia esperar meus pais acordarem para eu avisar o que estava acontecendo, então passei o tempo jogando alguns jogos, ouvindo música e lendo. Também comprei um sanduíche, comi metade, e deixei metade para o jantar. Minhamae me mandou uma mensagem quando ela acordou e eu liguei para ela e expliquei tudo. Ela me disse que eu precisava avisar o hotel o mais rápido possível senão minha reserva seria cancelada e eles cobrariam o preço cheio. Mais uma vez tentei ligar para o hotel e para a companhia queri há usado para marcar o hotel, mas nada dava certo. Estava começando a ficar bem nervoso. Dei o número da minha reserva para a minha mãe e em cinco minutos ela tinha resolvido isso. Fiquei muito feliz. Mas ainda tinham notícias ruins por vir

Fui até um café na estação onde poderia carregar o meu celular. Se a bateria acabasse eu estaria em mais problemas, mas consegui carregá-ló no café. enquanto estava lá recebi a noticia de que a passagem de avião que eu tinha supostamente comprado tinha sido rejeitada. Minha única opção eracorrer até o aeroporto e tentar comprar uma passagem diretamente na companhia aérea. Saí correndo para pegar um taxi e ir logo para o aeroporto. A estação de trem tinha uma área de taxis. Quando eu cheguei lá a fila estava enorme e nenhum taxi estava chegando. Tinha que chegar no aeroporto e não tinha tempo para perder. Um homem viu que eu estava com pressa e disse que me levaria ao aeroporto, que ele era taxista. Não sou bobo, então perguntei quanto ele me cobraria. Ele queria me cobrar 60 dólares, um absurdo. Tentei pechinchar mas ele só desceu para 50. Não valia a pena e não sabia se seria muito seguro. Criei o plano de pegar o metrô até uma área qualquer da cidade e pega um taxi na rua. Quando saí correndo para o metrô o homem que queria me levar ficou correndo atrás de mim e me chamando, mas eu o ignorei.

Peguei o metrô e vi que uma das suas paradas era perto da cidade proibida. Pensei que lá teriam muitos turistas tentando pegar taxis e que também seria difícil, então parei na estação anterior a esta. Na rua, nada de taxi. Os que estavam por lá estavam todos ocupados. Mais uma vez comecei a ficar preocupado. Passaram alguns taxis vazios, mas que não pararam para mim, provavelmente estavam "off duty". Depois de um tempo sem conseguir nada, vi um taxi parar perto de onde eu estava. Saí correndo em sua direção. O passageiro saltou e o taxi ficou "livre", porém quando pedi para entrar ele disse que não, que não me levaria para lugar nenhum, e Fi ouro do da minha cara. A risada dele quase me fez chorar. Uma hora já tinha se passado desde que tinha descoberto que minha passagem não existia. Mais um pouco e não existiria mais passagens nenhumas. Voltei para onde estava e logo mais um outro taxi parou, deixando seu passageiro. Corri até ele e implorei para ele me levar para o aeroporto. Mostrei uma foto do aeroporto e disse que eu queria ir para lá, e ele começou a fazer perguntas. Mas ele não falava inglês e eu não falava chinês, estávamos completamente "lost in translation". Ele me mostrou três dedos e eu achei que ele queria dizer que haviam três aeroportos, então mostrei o aeroporto em um mapa. Mais uma vez ele me mostrou três dedos e então entendi. Sua pergunta era qual dos três terminais eu queria ir. Disse que era o 3, e ele me deixou entar no taxi. Finalmente. Estava trânsito e no caminho ele parou para encher o tanque de gasolina. Cheguei no aeroporto uma hora depois.

Finalmente no aeroporto corri até o balcão de compras e pedi para ir para Shanghai. Naquela noite estava tudo esgotado como na estação de trem, e para o dia seguinte só haviam passagens de primeira classe. Só isso? Pior! A atendente completou dizendo que só havia uma passagem, de primeira classe, e que era a única passagem que tinha sobrado em todas as companhias aéreas. Uma passagem. Não pensei duas vezes e disse que compraria. Disse a ela que seria minha primeira viajando de primeira classe, e nós rimos. Ela foi uma das primeiras pessoas simpáticas que encontrei em Pequim. Tendo comprado a passagem, ainda tinha 10 longas horas pela frente, mas minha mãe me dez o favor de marcar um hotel perto do aeroporto, onde eu poderia dormir e tomar um banho. Peguei um taxi para o hotel, que era bem perto em uma rua escura e vazia. O hotel em sí era surpreendentemente ótimo. Comi o resto do meu sanduíche e dormi. Que alívio foi poder dormir depois deste dia complicado, estressante e confuso.




Wednesday, September 28, 2011

Pequim - Dia 8.

Hoje era o meu último dia em Pequim. Já tinha feito tudo que eu queria, então não tinha muita certeza do que fazer. A única coisa que me restávamos fazer era visitar o estádio olímpico, o "Ninho de Pássaro", mas isso seria bem rápido. Além disso, dei uma pesquisada e descobri que era mais legar visitar o Parque Olímpico a noite, quando as coisas estão iluminadas. Então precisava de alguma coisa para fazer durante o dia. Dei uma pesquisada e resolvi ir visitar o Lama Temple, um templo budista tibetano. Então, depois de tomar meu café da manhã e usar a internet, pequei o metrô para o tal Lama Temple.

As ruas e pontos turísticos não são muito bem sinalizados por aqui, e para piorar, tudo tem mais que um nome, o que faz tudo ficar confuso. Mesmo com o meu mapa, fiquei completamente perdido tentando achar o templo. Comecei andando para o lado errado, mas logo percebi meu erro. Depois de voltar tudo não demorei para chegar no que eu achava que era o templo, só para descobrir que não era lá. O que eu achava que era o templo era só um parque, e eu ainda tive que pagar para entrar lá. Foi barato, mas de qualquer modo é irritante. Vendo que estava no lugar errado, tive que usar a internet para ver como chegar no templo de verdade. Saí do parque e comecei a andar para onde parecia ser. Passei por um estacionamento e fui parar em um terreno baldio, tinha me perdido mais uma vez. Quando eu finalmente achei o templo já haviam se passado duas horas que eu tinha saído do hotel.

O templo era bonito, com muitas áreas diferentes. Este é o primeiro templo que visitei na China que realmente vi pessoas rezando e usando o templo como um templo. No caminho para o templo haviam dezenas de lojas vendendo incenso. Dentro do templo, cada pessoas carregava centenas de incensos que elas acendiam em cada área do templo. Então álem da forte neblina que mais uma vez entristecia a cidade havia uma grande fumaça causada pelos insensos, milhares deles. Para cada estátua de Budas era necessária acender três incensos, e haviam dezenas de Budas, cada um mais bonito que o outro. Na área central estava acontecendo uma cerimônia budista, com vários budistas rezando, todos juntos. Era algo muito interessante, curioso e até bonito de se ver. Na frente deles sentava um outro budista, mais jovem que muitos dos outros, que não estava rezando junto com os outros, mas que fazia diversas coisas para completar a cerimônia e de vez em quando tocava um sino. Fiquei um tempo vendo esta cena, mas parecia que não iria acabar tão cedo, então continuei andando pelo templo. Em uma das salas estava a coisa mais legal do templo. Uma estátua de 18 metros de um Buda em pé. Além do seu tamanho, o mais impressionante desta estátua era o fato que ela havia sido cos. gruída de um único tronco de arvóre. Era uma única peça, 18 metros acima da terra e 8 metros debaixo da terra, servindo como uma base. Era muito incrível e aparentemente esta no livro dos récordes. Antes de sair voltei para a sala onde estava tendo a cerimônia budista e eles ainda estavam lá. Durante o tempo todo que fiquei no templo, por volta de duas horas eles ficaram lá.

Saindo do templo voltei para o hotel e resolvi aproveitar um pouco a área de recreação que o hotel tem. Tem uma piscina, uma sauna, duas quadras de tênis, uma pista de boliche e algumas mesas de ping-pong e xadrez. Tinha que pagar para usar a pscina, e eles só me deixariam usar a piscina se eu usase uma touca, então tive que comprar uma, mas foi barato. Passei um tempo nadando na piscina e na sauna. Mas a sauna não estava quente o suficiente, e não queria ficar nadando, então não me diverti muito. Depois de sair de lá usei um pouco a internet e me arrumei para ir visitar o parque olímpico.

No caminho para o metrô passei em frente do diner americano e resolvi jantar antes de ir para o parque, já que tinha uma grande chance do restaurante estar fechado quando eu voltasse de lá. Comi rapidamente e peguei o metrô. O parque olímpico é bem bonito, e o estádio é realmente impressionante, uma maravilha arquitetônica. O "cubo de água" onde fica a piscina olímpica, também era muito bonito. Os dois estavam iluminados o que deixava tudo muito bonito. Enquanto estava por lá mais uma mulher pediu para tirar uma foto comigo. Mas não foi uma foto, foram várias, de vários ângulos, virados para vários lados.

De volta no hotel arrumei a minha mala, li um pouco e deixei para escrever para o blog no dia seguinte. Adorei ter visitado Pequim. Mesmo não tendo gostado muito da cidade em sí, das pessoas, ou das comidas, tudo que eu visitei era muito lindo e muito impressionante.



































































Tuesday, September 27, 2011

Pequim - Dia 7.

Acordei com calma hoje, não tinha pressa. Quando desci um grupo de medicos estava levando uma mulher para uma ambulância. Ela estava deitada em uma maca, sem aparentar conciência, mas acho que estava viva. Passou pela minha cabeça como a vida é frágil. Tomei café com calma hoje, não tinha pressa. Usei a internet com calma hoje, não tinha pressa. Não estava com pressa até olhar para o relógio. Quando me dei conta do tempo, já eram quase 1 da tarde. Comecei a ficar dom pressa e saí o mais rápido que consegui do hotel. Hoje iria visitar o Summer Palace de Pequim, palácio onde alguns dos imperadores moravam durante o verão. Para chegar lá tive que pegar três metrôs e acabei demorando quase uma hora para chegar lá. Já eram quase 2 da tarde. Ou eram? Olhei para o relógio mais uma vez e sim, ele estava marcando 2 da tarde, mas eu deixo meu relógio no horário do Brasil. Isso quer dizer que eu tinha saído do hotel ao meio-dia e que agora eram 1 da tarde. Menos mal.

Assim que entrei no palácio encontrei um pessoal que estava comigo na muralha no dia anterior. Eu estava entrando e eles estavam siando. Comprimentei um deles, mas ele tinha o pior aperto de mão possível. Era segurou minha mão com as duas dele, e não soltava, mas era um aperto de mão fraco. Odeio apertos de mãos fracos. "Boa sorte, é gigante" ele disse "Maior do que ontem" o outro disse. E realmente era muito grande. Comprei o ingresso mais caro que me dava direito de entrar em todas as partes do palácio. Mas seu espaço era tão grande, que mesmo passando quase cinco horas lá dentro não cheguei a ver tudo.

Antes de visitar qualquer coisa resolvi dar uma volta no lago. 75% da área do palácio é coberta de água. O lago era gigantesco e eu demorei uma hora e meia só para dar uma volta nele. Mas era lindo. Não só o lago, mas todo o visual. Em algumas partes do lago pessoas estavam nadando e eu fiquei com muita vontade entrar nele, mas não teria como me secar depois e eu não queria deixar minhas coisas sem supervisão. Depois da minha volta gigante, comi um cachorro quente, e comecei a visitar a s partes do museu que o meu ingresso dava direito. Primeiro fui ao Wenchang Gallery, que era apenas uma galeria com alguns dos pertences dos imperadores que moraram no palácio. Algumas coisas eram muito bonitas, mas a exposição era pequena e não inteiramente interessante. Depois comecei a andar em direção ao Garden of Virtue and Harmony, mas acabei me perdendo e quando percebi esta aperto de outro lugar, a Tower of Buddhist Incense. Cheguei nesta enorme torre por cima, então nem percebi como estava alto. De lá tinha uma vista incrível do lago inteiro. Era muito bonito. A própria torre também era muito bonita, mas o seu maior atrativo estava dentro: uma enorme escultura de 5 toneladas de um Buda com 24 braços em cima de uma flor com 999 pétalas. Era muito bonito, mas não era permitido tirar fotos. Quando estava saindo uma mulher pediu para tirar uma foto comigo. Será que estão me confundindo com alguém? Eu deixei e ela se agarrou ao meu braço enquanto seu namorado tirava a foto. Desci para o outro lado e me deparei com o Long Corridor do palácio, um corredor aberto de 750 metros que tem 8,000 pinturas destintas de flores, pássaros, paisagens e cenas diárias em suas paredes. Andei parte dele e achei um "barco" feito de mármore. Não era bem um barco, mas era feito para lembrar um. De lá andei pelo pelo corredor todo até o outro lado onde finalmente achei o Garden of Virtue and Harmony, que tem um enorme palco e era onde uma das últimas imperadoras via peças e óperas. Dizem que ali era berço da ópera de Pequim. A essa hora tudo já estava fechando e eu comecei a andar em direção ao portão por onde tinha entrado. Só cheguei lá quase 40 minutos depois. E então voltei para o hotel.

Estou em Pequim há uma semana, e mesmo pegando o metrô todos os dias, hoje foi a primeira vez que eu consegui me sentar. Em compensação, um dos outros três metrôs que tive que pegar para o hotel foi provávelmente o mais chio que já peguei na minha vida. No hotel fiquei bastante tempo na internet e então saí para comer. Fui em uma Pizzaria e pedi a pizza principal da casa, que deveria se chamar "colesterol supreme". Eu era o único no restaurante e mesmo assim minha pizza demorou mais de meia hora. Pelo menos fiquei bem cheio. De volta no hotel, tomei banho, escrevi, li um pouco e dormi.























Monday, September 26, 2011

Pequin - Dia 6.

Acordei cedo hoje. Não sabia até que horas o café da manhã deste hotel funcionava, e também estava planejando sair cedo para poder aproveitar meu dia. Hoje iria visitar a Grande Muralha da China. Me vesti e liguei na recepção para saber onde era o café da manhã (este hotel tem uns 5 restaurantes). Este café da manhã era bem mais chinês que o do outro hotel, não sabia o que era muito das coisas que estavam lá, mas eu acabei comendo bastante. Eles tinham um bolo de banana que estava uma delícia. Eu não gosto de banana pura, mas adoro banana frita, banana caramelizada e bolo de banana. Depois do café usei um pouco de internet e terminei de me arrumar para sair.

A Grande Muralha da China, construída há quase 3,000 anos atrás, tinha originalmente mais de 8,800 quilômetros. Com o tempo, muita desta estrutura foi perdida. Perto de Beijing há várias partes da muralha que podem ser visitadas. Meu plano era visitar a chamada Badaling, por ser a mais perto da cidade, e a mais fácil de chegar. Para chegar lá precisava pegar um ônibus em uma rodoviária da cidade. Fui de metrô até a rodoviária e vi que não era bem uma rodoviária. Era só uma área aberta onde vários ônibus paravam. Não havia uma bilheteria e ninguém para me informar onde pegar o ônibus para a muralha. Quando achei os ônibus que iriam pra lá, não sabia onde comprar a passagem. Comecei então a seguir um casal que também estava indo para a muralha, mas eles foram para o banheiro. Acabei descobrindo que eu deveria comprar a passagem no próprio ônibus. Peguei uma fila e acabou sobrando um último lugar no ônibus que estava prestes a sair. Eu era o único sozinho, então entrei. Demorou um pouco mais de uma hora para chegar lá.

Assim que cheguei lá fui ao banheiro já que tinha quase certeza que não teria banheiros na própria muralha. O banheiro era bem sujo e nojento. Depois comprei meu ingresso e entrei. Haviam dois caminhos, um para a esquerda e outro para a direita. Comecei indo para a esquerda, caminho que menos gente estava indo. O dia estava com uma neblina forte que prejudicava bastante o que devem ser vistas espetaculares em um dia ensolarado, mas isso não atrapalhou muito a minha experiência, apenas minhas fotos. Poderia ter ido em um dia com menos neblina, mas a recomendação era tentar não ir no final de semana, pois estaria cheio demais. Badaling, a parte da muralha que eu resolvi visitar, é também a mais cheia. Mas quanto mais eu andava mais vazio meu caminho ia ficando. Andei, andei, e andei, até chegar no "final". Até onde meus olhos conseguiam ver a muralha ainda continuava para frente, mas era uma área que não havia sido preservada, e portanto era perigosa e fechada para o público. Tendo chegado neste fim de linha, voltei para o começo e comecei a parte da direita. Pouco tempo depois estava exausto. Toda hora que eu parava eu conseguia sentir minhas pernas tremendo, bastante. Resolvi parar e descansar um pouco. Me sentei e fiquei vendo as pessoas passarem. Este lado era muito mais cheio que o que eu tinha acabado de visitar. Passado uns vinte minutos voltei a andar. Pelos meus cálculos eu teria mais uma hora para andar em frente, para depois voltar, demorando mais uma hora. Andei, andei, e andei, até ver que havia um outro jeito de descer, que me levaria para o mesmo lugar, então eu tinha mais tempo para andar. Mesmo este lado estando mais cheio, quanto mais eu andava, mas vazio ficava. Nunca subi e desci tantas escadas e rampas. Algumas áreas da muralha eram bem íngrimes e até perigosas. Algumas escadas pareciam ter um ângulo de 90°, enquanto algumas rampas eram escorregadias. Se eu escorregasse em alguma rampa iria rolar por quilômetros. De um lado a muralha tem uma parede baixa, e do outro uma parede um pouco mais alta. Ela fica apenas oito metros acima do chão, mas por ser no topo das montanhas, uma queda seria mortal. Grande parte da muralha tinha corrimões, que eram bem úteis, mas chegando no final deste lado, os corrimões desapareceram. Quando estava chegando quase no fim, um grpo de três amigos chineses me pararam e pediram para tirar uma foto comigo. Não tenho a menor idéia do porque, mas deixei. Eles pediram para uma outra dupla de amigos tirarem a foto, e me abraçaram, como se nós nos conhecêcemos há anos. Depois das fotos eles andaram para o lado contrário e eu continuei até o final com a dupla que tinha tirado as fotos. Nós chegamos ao final, onde mais uma vez a passagem era obstruída, mas quilômetros e quilômetros da muralha continuavam à frente. Estes dois amigos eram bem doidos e um deles pulou para baixo da muralha e conseguiu de algum modo chegar na parte que era proibida para o público. Quando ele chegou lá ele convenceu o seu amigo de fazer o mesmo. Quando eles desapareceram eu fiquei completamente sozinho no fim da linha da grande muralha, com tudo que eu tinha andado à minha frente. Era uma visão incrível. Como eu estava completamente sozinho, comecei a gritar o mais alto que conseguia, algo que eu sempre tive vontade de fazer mas nunca pude já que nunca tinha achado um lugar onde poderia fazer isso sem atrair muita atenção. Foi muito bom. Passei um tempão lá e um pouco antes de ir embora consegui ver a dupla de amigos à distância, na parte proibida. Eles continuaram andando até sumir mais uma vez. Depois eu desci a muralha e comecei a andar em direção onde pegaria o ônibus de volta. Minha tarde tinha sido bem memorável, a muralha é realmente incrível, fenomenal. Fiquei muito feliz de poder ter conhecido algo tão maravilhoso.

No caminho haviam varias jaulas com vários ursos, algumas lojas e curiosamente, uma parede com uma pintura do que parecia ser a Mônica e o Cebolinha. Tive que pensar duas vezes para lembrar que a Turma da Mônica é brasileira. Não sei o que eles estavam fazendo ali. Eu sabia que o último ônibus sairia as 5 da tarde, e eu cheguei lá uma meia hora antes. Havia uma fila enorme e só teria mais um ônibus. Comecei a ficar com medo que não teria como voltar para a cidade, mas quando o ônibus chegou eles entucharam todos lá dentro e eu voltei o caminho todo em pé no ônibus. Fiquei ouvindo música e cantando. Ninguém parecia ligar para a minha cantoria.

Quando cheguei de volta no hotel fiquei um pouco na internet e quando voltei para o quarto vi que precisava comprar água. No meu quarto tinha uma garrafa d'água que o hotel vendia, mas era quatro vezes mais cara do que o normal. Andei então até um Shopping perto do hotel, onde eu imaginava que teria um supermercado. Eu estava certo. Acabei jantando no Shopping também. Depois voltei para o hotel e acabei mais um dia.























Sunday, September 25, 2011

Pequim - Dia 5.

Quando marquei meu hotel em Pequim achei que ia pesar menos tempo. Quando decidi que iria ficar mais, tive que marcar outro hotel. Então hoje eu teria que trocar de hotel. Já tinha arrumado minha mala na noite anterior para não demorar de manhã. Tomei café, usei a internet e fiz o check-out. Não queria ir para o novo hotel de metrô já que a estação era longe e o metrô é tão cheio que eu e minhas malas não caberíamos lá. Tinha o endereço do novo hotel em chinês, então pequei um taxi para ir para lá. Este hotel é bem mais longe, mas pelo menos ele é muito mais perto da estação de metrô, o que faz tudo ficar mais fácil. Demorei meia hora para chegar lá de taxi, bem mais do que eu estava esperando.

Ainda estava relativamente cedo, então achei que eu não poderia fazer o check-in ainda, mas consegui sem problemas. O hotel é enorme, com vários blocos, duas recepcões e um centro de recreação. Meu quarto é no bloco 2, e cheira à cigarro. Assim que entrei no quarto abri a janela e deixei ela aberta durante o dia todo.

Meus planos para hoje eram ir visitar a 798 Art Zone, uma área da cidade que agrega todas as maiores e mais importantes galerias de arte da cidade, incluindo algumas galerias internacionais. Para chegar lá peguei o metrô, que como já disse fica bem perto deste novo hotel. A 798 ficava literalmente do outro lado da cidade e eu andei quase a linha toda de metrô, que era bem devagar. Quando saltei na estação mais próxima do meu destino ainda tive que andar por meia hora. O dia estava com uma névoa estranha que deixava esta área deserta da cidade ainda mais feia. No camino só passei por grandes avenidas e prédios comeriais. O trânsito aqui é complicado. Todos adoram buzinar, as pessoas andam de moto na calçada e como eu já disse, é bem dificíl e um pouco assustador atravessar as ruas maiores.

Chegando lá descobri que bem no dia anterior tinha começado um festival de arte, então fiquei feliz. A área é bem interessante. A maioria das galerias ficam em espaços onde funcionavam antigas fábricas, os prédios são de tijolo aparente, há muitas chaminés industriais, e espalhadas por toda a área estão dezenas de esculturas. Além das dezenas de galerias espalhadas por lá estão vários cafés e restaurantes, algumas lojas de material de arte, livros de arte, e outras lojas que não vendiam nada relacionada a arte jogadas no meio. Eu sentia que estava em outra cidade, outro lugar. Mas talvez o fato de eu ter mudado de hotel estava botando essa idéia na minha cabeça. Independente, era um lugar muito legal. Algumas das galerias poderiam estar mais bem cuidadas, mas não achei isso um problema grande já que aumentava o ar de estar dentro de uma antiga fábrica.

Fiquei lá indo de galeria em galeria até a maioria fechar. Tentei fazer a minha seleção do que ver baseada nas galerias que estavam envolvidas no Festival de Arte de 2011, mas também visitei algumas que não estavam envolvidas. Era uma espécie de SP Arte, mas ao ar livre. Havia gente do mundo todo, e eu encontrei alguns brasileiros. A grande maioria das galerias estava expondo jovens chineses, mas achei por lá algumas obras do Andy Warhol e alguns artistas Russos. A PACE Gallery, original de Nova York, estava apresentando pela primeira vez uma exposição solo de um artista americano, Sterling Ruby. Os chineses eram maio sem noção e ficavam encostando e mexendo nas obras, não só nesta faleria, mas em todas. Dava vergonha de ficar do lado de algumas pessoas, acho isso uma total falta de respeito. Em geral, vi muita coisa interessante. A quantidade de obras que gostei era muito superior à que não gostei. Fiz uma seleção boa.

Saindo da lá demorei mais uma hora e meia para chegar de volta na estação de metrô perto do hotel. Jantei em um restaurante perto da estação que tinha passado em frente quando estava indo. Era um "autêntico diner americano chinês". Comi um Hamburger que estava gostoso. Também pedi um milkshake, que não tomava há muito tempo. O único problema era a quantidade de batata frita que acompanhava meu prato, quase nenhuma.

Quando voltei para o hotel fiquei um pouco na interntet e depois fui visitar a área de recreação. Eles tem uma pscina, uma sauna e até uma pista de boliche. Tudo já ia fechar em uma hora, e eu precisava pagar para fazer qualquer coisa, então não fiz nada. Voltei para o quarto e completei meu ritual.

































Saturday, September 24, 2011

Pequim - Dia 4.

Hoje tinha que realmente sair mais cedo do hotel para conseguir entrar no mausoléu do Mao. Acordei na hora certa, tomei café, usei um pouco de internet e conseguia sair na hora que eu queria (um pouquinho depois na verdade, mas isso era de se esperar). Peguei o metrô, que estava curiosamente mais vazio hoje, um sábado, e fui pelo terceiro dia seguido para a praça Tian An Men. A praça é tão grande que a mesma linha de metrô que eu pego tem duas paradas nela, uma a leste e outra a oeste. Não é muito necessário, mas elas então lá. Eu sempre salto na mesma, a oeste.

Cheguei lá um pouco menos de uma hora antes do mausoléu fechar. Fiquei impressinado como estava cheio. Peguei uma fila e quando eu estava na metade da fila me pararam e falaram que eu não poderia entar com a minha máquina fotográfica, e que eu teria que guardá-la. Não era permitido entrar lá com nada, e todos com bolsas, mochilas, câmeras e derivados tinham que guardá-los. A "chapelaria" era do outro lado da rua, então corri para lá e voltei. Para entrar, tive que mostrar meu RG e passar por um raio-x. Este mausoléu é enorme, dar uma volta ao redor dele demora por volta de 10 minutos em um paço normal. Primeiro, entrei em uma sala enorme onde havia uma estátua do Mao. Ao pé dela as pessoas botavam flores que haviam comprado em uma das várias barracas que ficam no caminho da porta. Eram todas flores brancas, e haviam centenas delas. As pessoas, homens, mulheres, e crianças, se curvavam e demonstravam respeito. Quanta loucura. Depois, na sala seguinte, lá estava ele, em carne e osso. Seu corpo embalsamado e preservado, deitado em uma cama rodeada de flores e coberto por uma bandeira vermelha com o símbolo comunista. Uma parede de vidro o protegia dos visitantes. Não é possível parar para olhar o corpo, deve se continuar andando. É tudo muito rápido. Na saída, várias lojas de souvenirs com tudo dedicado ao Mao. Estátuas, bustos, placas, relógios, canetas, colares, pulseiras, chaveiros, pôsteres. Mao, Mao, Mao. Assim que saí dei a volta para entrar mais uma vez. Queria vê-lo dos dois lados, e vi.

Em minha visita à Moscow em Novembro de 2010 visitei o mausoléu do Lenin, mas essa foi uma experiência diferente. Em primeiro lugar, este mausoléu é talvez 100 vezes maior que o de Lenin. Segundo, enquanto o de Lenin estava calmo e era talvez mais privado, este estava lotado de gente de todas as idades. Mas o que mais me impressiona é o respeito que as pessoas tem pelo Mao. Realmente não consigo entender.

Depois de ter essa experiência maluca, voltei para buscar minha máquina e fui ao Museu Nacional da China. O museu é enorme e se dedica a contar a história da China desde a época dos homens das cavernas que moravam por aqui, passando por todas as dinastias, a criação do partido comunista, até o presente. Ele é divido em duas grandes partes: pré-história até 1919, e revoluções até o presente. Entre uma aréa e outra, no andar principal, há uma área com dezenas de quadros de Mao, pendurados em paredes vermelhas. Depois de duas horas e meia andando pela primeira parte, comecei a acelerar meu passo. Saí de lá mais de quatro horas depois. O museu é muito interessante mas obviamente não menciona nenhuma das atrocidades cometidas durante o comando de Mao Zedong, e defende 100% o bem que o comunismo fez e faz para o país.

Saindo do museu andei até o Starbucks, ainda não tinha comido. Todo mundo na rua fica olhando para mim. Não sei se é a minha barba ou o quê, mas eu sou um atrativo interessante para eles. Hoje uma mulher tirou uma foto minha, sem nem tentar disfarçar. Quando cheguei no Starbucks eles não tinham o sanduíche que eu queria, então comprei um outro, mas para comer mais tarde. "Almocei" dois milhos que eu comprei de um homem na rua. Quando estava andando para minha próxima parada percebi que tinha esquecido meu guia no Starbucks. Odeio perder coisas, mas por sorte ele ainda estava lá.

Minha próxima parada foi Dashamao Hutong, uma rua com diversas barracas de comida, onde tinha certeza que iria encontrar algumas coisas interessantes. E não demorei para achá-las. Estrelas do mar, centopéias, besouros, cobras, cavalos-marinhos, aranhas, lagartos e escorpiões (grandes e pretos, pequenos e amarelos). Tudo em espetos e frescos para se comer. Em algumas das barracas os escorpiões ainda se contorciam nos espetos. Que loucura, não dá para acreditar que as pessoas comem isso. Aliás, não vi ninguém comendo ou comprando os espetos, mas eles estavam todos lá. Uma das barracas também vendia um espeto do que parecia ser fetos de passaros, inteiros. Era meio horrivel. Um dos vendedores me disse que os melhores eram os escorpiões pequenos. Um outro turista tentou me convecer a comer um dos espetos, e disse que ele tiraria uma foto. Eu não tenho coragem de comer esse tipo de coisa, mas me diverti vendo eles ali à venda.

Depois disso voltei para o hotel e acabei meu dia como qualquer outro. Nada novo. Não sei por que, mas todas as páginas que li do meu livro até agora ficam escuras na lateral. Minhas mãos não estão sujas, mas algo deixa as páginas escuras, então sempre sei onde parei. As vezes até consigo abrir o livro na exata página onde estava, só olhando que páginas estão escuras e quais estão claras.





















































































Pequim - Dia 3.

Assim que eu acordei e me levantei para ir ao banheiro a campainha do meu quarto tocou (sim, tem uma campainha no quarto do meu hotel). Ela tocou bem quando eu estava em frente a porta, andando para o banheiro, então não demorei para abrir. Estava cansado, com cara de sono e de pijama. Era a faxineira perguntando se eu queria que ela arrumasse o quarto. Achei que o fato de eu estar lá dentro (e a minha cara) seriam motivos o suficiente para ficar óbvio que por enquando não era necessário ela arrumar o quarto. De qualquer jeito ela enfiou a mão dentro do meu quarto, pegou o sinal de não perturbe e pendurou ele do lado de fora. Poucos minutos depois, quando saí do quarto para tomar café, virei a placa de "não perturbe" para "favor arrumar".

Tomei café e usei a internet. Achei que como já tinha escrito para o blog e já tinha tomado banho na noite anterior, iria sair bem mais cedo do hotel hoje, mas só saí meia hora mais cedo que o dia anterior. Sem ter como entrar em quase todos os sites que costumo acessar, tenho passado bastante tempo conversando com os meus amigos pelo Skype. Só hoje falei com gente no Brasil, nos Estados Unidos, e o no Canadá. Viva o Skype!

Meus planos para hoje era visitar o Mausoléu do Mao Zedong (que para os que ficaram confusos com meu post de ontem é o Mao Tsetung. Mao Zedong é o nome dele em chinês, e é como eu o conheço). O mausoléu fica na Praça Tian An Men, que eu tinha visto no dia anterior, mas ainda não tinha visitado. Quando cheguei lá a entrada do Mausoléu estava fechada. Descobri que ele só fica aberto por um curto período darante a manhã, então ainda irei visitá-lo outro dia.

Estando na Praça Tian An Men, opções do que fazer não me faltavam. Esta enorme praça, que como já disse é uma das maiores do mundo, foi palco da rebelião antimaoísta de 1976 e a sangrenta revolta dos estudantes de 1989. Ao centro fica um obelisco dedicado aos Heróis do Povo, que morreram em lutas pela independência do país. Ao seu ladainha esquerdo fica o Museu Nacional da China, e ao lado direito fica a Assembléia do Povo. Já na sua extremidade fica a Qianmen, um enorme portão que restou do que separava a cidade dos tártaros ao norte da cidade chinesa popular, ao sul. Com tudo isso para ver, decidi deixar o Museu Nacional para o dia que visitasse o mausoléu. Fui então visitar a Assembléia Popular, que é uma construção enorme que foi incrivelmente construída em apenas dois meses. Para os turistas, apenas algumas áreas da assembléia podem ser visitada. Alguns quartos e salas. Os mais bonitos são a sala de banquete, onde cabem 5 mil pessoas, e o auditório, onde cabem 10 mil pessoas.

Em seguida andei até o extremo da praça para ver a Qianmen. Atravessando este glorioso portão encontrei uma área comercial da cidade. No meio, a rua principal, por onde passa um bondinho, tem algumas lojas maiores e mais comerciais. Por lá eu encontrei um Starbucks e comi um sanduíche para o almoço. Mas o que era mais legal eram as ruas de trás, e as ruelas que atravessavam esta rua maior. Nelas ficavam lojas menores de mercadorias mais chinesas, casas, e trabalhos dos moradores. Fiquei andando por lá por algum tempo, passando pelas vielas e vendo um pouco da vida comum da cidade. Nas áreas comerciais, e perto de qualquer grande atração turística da cidade em geral eu estou aperfeiçoando minha habilidade de ignorar as pessoas, que em áreas assim ficam muito em cima, tentando de tudo para conseguir sua atenção e fazer você comprar coisas. Uma delas tentou me chamar falando "Hello, you are really so handsome! Come look at...".

Toda vez que se entra para a praça, e aliás toda vez que se entra em qualquer entrada de qualquer linha do metrô, as pessoas carregando malas/mochilas/bolsas tem que passar por um raio-x. Como nunca estou carregando nada não tenho que passar por isso, mas sempre acabo pegando uma filinha. Isso pelo menos mostra um pouco de segurança na cidade. Voltei mais cedo para o hotel hoje já que iria passar um filme na TV que eu queria ver. Depois do filme jantei no hotel, a mesma coisa que tinha comido no dia anterior, tomei um banho, escrivi, li e dormi.


































Thursday, September 22, 2011

Pequim - Dia 2.

Acordei mais cedo hoje, assim poderia sair mais cedo do hotel. Desci para tomar café e usar a internet e quando voltei para o quarto escrevo para o blog e tomei um banho. Ainda estava irritado que não tinha conseguido tomar banho na banheira, então tentei descobrir qual era o problema na sua tampa. Eu aparafusei um parte dela e ela acabou funcionando, então consegui tomar meu banho de banheira. Haviam duas embalagens ao lado da banheira e ao menos uma delas deveria ser de Shampoo. Porém tudo estava escrito em chinês e eu não conseguia saber se realmente era. Lavei meu cabelo com o que mais parecia ser Shampoo. Quando acabei o banho e fui me secar, minha toalha estava com cheiro de cigarro. Sei que é permitido fumar no hotel, e muitos chineses fumam, mas isso era um pouco demais. Tentei ignorar, me sequei e me vesti.

Hoje queria visitar a Cidade Proibida, onde moravam os Imperadores das dinastias Ming e Qing. Imaginei que eu poderia chegar lá a pé, mas enquanto andava até lá percebi que iria demorar muito. Decidi ir de metrô e até a estação mais próxima era longe, demorei meia hora para chegar. O metrô aqui é bem mais cheio dos que eu peguei no Japão. Consigo entender isso, já que a China tem a maior população do mundo, mas é no Japão que em teoria funcionários do metrô tem que empurrar os passageiros dentro do trem. Disse "em teoria" porque sempre ouvi falar sobre isso, mas não vi nada disso no Japão. Enquanto estava dentro do metrô apertado alguém me cutucou. Odeio quem me cutuca, mas virei para ver quem era. Um homem começou a me perguntar da onde eu era e quantos anos eu tinha. Não sei o que ele queria comigo, ele estava rindo. Eu disse que tinha 20 anos, depois saltei do trem.

A estação do metrô era bem em frente da entranda principal da Cidade Proibida, o portão Tian An Men. Bem ali, na entranda, fica um retrato enorme do Mao Zedong. Eu acho incrível o fato que até hoje sua figura é venerada pelos Chineses. É a cara dele que se vê em todas as notas, e grande parte dos souvenirs vendidos aqui tem sua imagem. Eu estudei por um bom tempo suas táticas para ganhar controle da China e o extenso tempo que ele ficou à sua frente. O homem era um monstro que matou mais pessoas que Hitler e Stalin somados, que foi responsável por uma famina que matou milhões, e que fez muitos outros sofrer. Ele era cruel, e ainda assim, até hoje, sua imagem é venerada. Para mim isso é simples e pura loucura.

Comecei visitando o interior do portão Tian An Men, e para isso tive que comprar um ingresso separado ao da Cidade Proibida. Do topo do portão eu tinha uma ótima vista da Tian An Men Guangchang, praça que fica logo em frente ao portão e que é uma das maiores do mundo. Depois antes de entrar propriamente na Cidade Proibida, pensei em comer. Porém o único restaurante que encontrei lá dentro não parecia muito bom. Vi algumas moscas andando pela comida que estva sendo servida e as pessoas que estavam indo embora do restaurante tinham deixado grande parte da comida no prato. Imaginei que isso não era um bom sinal e fiquei sem almoçar.

Dentro da cidade da Cidade Proibida estava super cheio e, assim como no Temple of Heaven no dia anterior, haviam muitos grupos de excursões. Eu percebi que vários destas excursões pedem para o grupo usar um boné específico, e cada grupo tem o seu boné. É engraçado que o boné não cabe na cabeça de algumas das pessoas do grupo e eles ficam parecendo bobos. O interior da Cidade era bem grande, então mesmo estando bem cheio era possível andar por lá numa boa. Só ficava complicado para ver as atracões mais interessantes, como os tronos dos imperadores dentro dos vários palácios lá dentro. Na hora de ver tais tronos todo mundo começava a se empurrar tentando chegar mais perto. Era uma bagunça. Mas a Cidade era muito linda, e tudo era muito impressionante, algo que nunca vi igual. foi uma experiência incrível. Não era possível entar nos palácios, mas suas portas ficavam abertas para que as pessoas pudessem ver o interior. A uma certa hora eu parei por uns 30 segundos para dar uma olhada no meu mapa e quando eu continuei andando um outro homem me cutucou. Sem eu perceber, no pouco tempo que eu tinha parado, ele havia feito um pequeno recorte do meu perfil e queria me vender isso. Disse que não, mas ele ficou me seguindo tentando me convencer a comprar. Insisti que não queria e ele acabou indo embora. No fim havia um jardins com arvores de mais de 700 anos.

Passei a terde toda dentro da Cidade Proibida, mas veleu muito a pena. Quando saí de lá, entrei no Jingshan Gongyuan, um parque criado no século 15, com picos artificiais. No topo dos picos é possível ver os telhados da Cidade Proibida, que é uma visão linda, e o resto toda da cidade de Peqin. Era uma vista muito bonita.

Quando comecei a voltar em direção ao metrô estava com muita fome e comprei um milho. Depois, andando pelo lado de fora da Cidade Proibida, passei por uma cena deprimente. Haviam vários pedintes na rua, um atraz do outro, mas todos eram deformados. Uns não tinham mãos, outros não tinham nem o ombro, alguns estavam queimados e outros tinham outras deformidades. Era algo bem triste. Demorei para chegar de volta no metrô, mas vi um pouco mais da cidade. No geral, Pequin é uma cidade suja e as pessoas, homens e mulheres (as mais velhas), ficam cuspindo na rua. É algo que eu acho bem nojento, mas vi muita gente fazendo isso, até dentro da Cidade Proibida.

Chegando no hotel fiquei na internet e vi que era possível pedir comida na área do café da manhã. Não havia ninguém lá para eu pedir, então fui até a recepção. Havia só uma opção do que pedir, um combinado com um prato de arroz com carne, uma salada, e um suco. Mesmo sendo apenas uma opção eles pareciam não entender e confirmaram o que eu queria diversas vezes. A comida demorou para chegar, mas estava boa. Muitas coisas ficam boas quando você esta com fome. Depois de comer voltei para o quarto, tomei um outro banho e escrevi para o blog, assim poderia sair ainda mais cedo no dia seguinte. Depois, antes de dormir, finalmente li mais do meu livro. Já fazia uns três dias que não lia. Comecei a parte 3 (de 6). Também comi um pouco mais do meu caixo de uvas, mas como eu faço questão de não comer nenhuma semente, da muito trabalho. O mais irritante é de o número de sementes em cada uva não é certo e varia entre 2 e 5, então eu nunca tenho certeza se tirei todas. Sempre que como coisas com sementes lembro de um episódio de Rugrats - Os Anjinhos, programa que eu adorava quando pequeno, em que um dos personagens come uma semente de melancía e eles acham que um pé de melancía vai crescer na barriga dele. Eu não quero um pé de uva crescendo na minha barriga.



















Wednesday, September 21, 2011

Pequim - Dia 1.

Tinha ido dormir mais cedo do que eu costumo e acordei mais tarde do que costumo. Estava realmente muito cansado. Poderia ter dormido ainda mias, mas acordei com o despertador para descer antes do café da manhã no hotel acabar. Tomei café e passei bastante tempo usando a internet, mais do que eu costumo também. Não posso entrar nos sites que eu geralmente entro aqui, mas passei bastante tempo no Skype. Depois subi para o quarto e escrevi para o blog. Quando saí do hotel eram quase 1 da tarde.

Não tinha nenhum plano concreto sobre o que fazer, então comecei a andar sem direção. Meu bairro é uma mistura estranha, enquanto há grandes prédios em volta também há ruas que não são asfaltadas. Andando pela rua aqui também vi bastante gente passeado com seus animais domésticos e lembrei que não vi isso no Japão. Não tinha percebido isso enquanto eu estava lá. Também percebi que é difícil e até perigoso atravessar as ruas aqui em Pequim, mesmo quando o sinal está aberto.

Fiquei andando em uma linha reta e, ao chegar em uma grande avenida, vi à distância algo que parecia interessante de se visitar. A princípio não sabia o que era, mas quando comecei a chegar mais perto vi placas indicando o caminho para o Temple of Heaven. Estava com um guia de Pequim comigo e pesquisei o que era o Temple of Heaven. Vi que era realmente interessante e continuei andando em sua direção. No caminho passei por uma rua que tinha várias lojas de roupa de esporte, uma atrás da outra. Mas as lojas eram tão pequenas que suas mercadorias ficavam todas para fora.

Cheguei no Templo e comprei meu ingresso para entrar. Esta fortaleza enorme, que tem uma área de 200 hectares, é todo dedicado a contemplação do céu e tem três grandes construções importantes: a Sala da Oração em favor das boas colheitas, a Arcada Celeste Imperial, e o Altar Celestial. Mas tudo isso fica dentro deste enorme parque, então antes de visitar estas construções, andei e conheci o parque. A primeira coisa que eu vi foi um grupo grande de senhoras e senhores aposentados, todos reunidos em grupos e jogando cartas. Não entendi como era o jogo, mas era uma espécie de Presidente. Enquanto uns jogavam, outros ficavam em volta e observavam. Eles pareciam estar se divertindo. Depois continuei andando e encontrei um outro grupo de pessoas que estavam fazendo uma espécie de exercício. A pessoa que estava comandando o exercício dizia várias coisas, e as outras repetiam em coro. Era possível escutar eles de longe, e até longe do grupo, algumas pessoas que estavam escutando estavam fazendo os mesmos exercícios. Continuei andando e encontrei um homem andando pelas árvores sozinho e cantando uma espécie de ópera. Também conseguia escutar ele de longe. Em uma outra área, pessoas estavam jogando peteca e outros estavam cantando acompanhados de violão. Andei até chegar em um restuarante dentro do parque e sentei para comer. Pedi um prato com arroz e carne que estava bem apimentado.

Depois de comer dei mais uma volta pelo parque e fui então visitar os altares, templos e santuários. Fui primeiro no Altar Celestial que é formado por três esplanadas, três círculos em nível. O mais baixo para a Terra, o do meio para a Humanidade, o mais alto para o Céu. Tudo feito de mármore branco com três portões de mármore em cada lado. Era bem bonito. Depois fui ver a Arcada Celeste Imperial, que é um pequeno templo redondo, colorido e bem bonito. Sua área é fechada por um muro redondo, a Parede do Eco. Ao se falar perdo dele, as palavras repercutem no muro oposto, e assim é possível conversar com alguém que está do outro lado. Por último fui visitar a Sala da Oração, o maior e mais importante santuário desta fortaleza. Era lá que imperador realizava os rituais necessários obrigatórios à proteção do Céu para uma boa colheita. Esta construção era como os outros dois combinados, um em cima do outro. Sua base tinha três níveis como no Altar Celestial, e em cima dela ficava um templo redondo, similar ao da Arcada Celestial Imperial. Mas tudo tinha uma escala maior. Era realmente muito bonito. Todos estas construções serviam para venerar o Céu, e muitos sacrifícios eram feitos lá. Entre as construções menores espalhadas pelo parque havia até um abatedor imperial. Passei a tarde toda por lá.

Quando saí fui visitar o Hongqiao Shichang, um grande e famoso mercado. Nos primeiros andares se vende um pouco de tudo e as pessoas estão tão desesperadas para vender sua mercadoria que literalmente param na sua frente, fecham o seu caminho e botam a mercadoria na sua cara. Era um pouco irritante, principalmente já que eu não queria comprar nada. Também não há critério para o que eles vendem. Um dos vendedores disse: "What do you want? Pendrive? Memory Card? ... Mont Blanc?". Acima dessa bagunça toda ficam mais três andares dedicados a vender madrepérolas, com algumas lojas parecendo um pouco mais legítimas.

Saindo do mercado voltei para o hotel e fiquei lá até precisar jantar. Tem um restaurante no hotel, mas ele era enorme e não havia uma alma lá dentro, então não quis comer lá. Saí e comecei a procurar algum restaurante em volta. Tudo que eu via porém parecia um pouco sujo e não sabia o que eles serviam. Não queria arriscar. Continuei andando até achar um restaurante que tinha fotos das comidas que eles serviam. Pareciam Noodles e eu resolvi comer lá. Quando foram me atender eu apontei para o que eu queria, mas mesmo assim eles não conseguiam me entender e ficaram fazendo um monte de perguntas que eu não conseguia entender. De longe, uma cliente que estava comendo gritou algo que parecia ser "beef!" e eu disse que sim. A comida chegou e era mesmo uma espécie de Noodles, mas não era muito bom. Não era muito bom e era enorme, um caldeirão. Não gosto de deixar comida no prato, mas fui obrigado, não tinha como eu acabar aquilo sozinho. Foi super barato, eu gastei 3 dólares. No caminho de volta para o hotel comprei um caixo de uvas de uma mulher que estava vendendo frutas. Quando fui comer elas no hotel vi que elas tinham caroço. Não gosto de uvas com caroço, da trabalho de comer.

O quarto do meu hotel tem uma banheira e eu queria tomar banho de banheira. Leguei a água e fiquei esperando ela encher. Depois de um longo tempo ela não tinha enchido e eu eprcebi que a tampa não estava funcionando direito e que toda a água estava indo embora. Fui dormir sem tomar banho. Estava cansado e fui dormir mais uma vez sem ter lido ou ter escrito o blog do dia seguinte.