Wednesday, February 29, 2012

Madri - Dia 1.

A cadeira do trem não era ruim. E, comparação era muito melhor que o assento de avião na econômica, com muito mais espaço. Sem ninguém do meu lado eu tinha ainda mais espaço. Mesmo assim dormi mal e acordei diversas vezes durante a noite, sempre com muita sede. As vezes acordava e o trem estava curiosamente parado. Uma hora acordei e estava com uma terrível dor no pescoço, como nunca senti antes, e fiquei até preocupado. Dei uma alongada, para ver se conseguia resolver, mas não melhorou muito. Esta dor me fez acordar, e eu comecei a escutar música. Isso me fez logo dormir. Estava usando meus fones de ouvido que cancelam o som de fora, e acordei com um homem qualquer me chacoalhando. Tínhamos chegado em Madri e eu não tinha percebido. Que sorte que era a última parada, ou teria perdido. Minha dor tinha passado, o que me deixou feliz. Ainda um pouco dormindo, peguei minhas coisas e saltei do trem.

Estava andando na plataforma quando um homem me parou, mostrou uma insígnia de polícia e pediu para ver o meu passaporte. Achei muito estranho, mas lhe entreguei meu passaporte. Ele não estava vestido como um policial, mas como uma pessoa normal. Haviam outros homens com eles, e eu fui o único que tinha sido parado. Ele deu uma olhada no passaporte e disse que teria que checar uma coisa. Segurei o passaporte e disse que isso só iria acontecer se eu fosse junto. Ele me disse para relaxar, me mostrou a insígnia e seu documento mais uma vez, e disse que seria ali mesmo. Ele chamou outro dos homens e entregou meu passaporte para este, que fez uma ligação para alguem e entregou meu nome. Estava nervoso, achando tudo aquilo muito estranho, mas como haviam alguns funcionários da estação em volta achei que talvez estes homens fossem policiais mesmo. Depois do segundo homem passar o meu nome por telefone ele disse que estava tudo certo e meu devolveu meu passaporte. Ainda não estendi qual foi o propósito disso, ou o que exatamente aconteceu, mas estava bem nervoso. Peguei meu passaporte e fui embora com pressa, mas depois parei para ver se estavam me seguindo. Não estavam. Talvez eu veja filmes demais.

Aqui em Madrid vou ficar com o meu amigo Ernesto, que está morando e estudando na cidade. Como o trem tinha chegado cedo, ele ainda esta em aula de manhã, e iria me avisar quase estivesse em casa. Resolvi esperar na própria estação, e aproveitei para escrever para o blog. Tendo feito isso fui ao banheiro e então até a bilheteria, para já comprar minha passagem para Barcelona. O trem não sairia desta estação que estava agora, mas eles podiam me vender a passagem de lá mesmo, então já estou com isso resolvido. O Ernesto ainda não tinha me escrito, então eu me sentei para ler. Já não lia há muitos dias, nem lembro quando foi a última vez. Mas assim que me sentei recebi a mensagem do Ernesto. Guardei o livro, peguei minhas coisas e fui até o metrô. O Rui tinha passado a semana antes de eu chegar em Lisboa em Madri, e tinha me dado um passe de metrô que ainda estava válido para algumas viagens, então não tive nem que comprar a passagem. A casa do Ernesto na era longe, e rapidamente cheguei lá. O apartamento estava uma zona. Não só porque porque ele não é muito organizado, mas porque no dia seguinte ele iria se mudar de casa (e eu vou junto). Estava realmente uma bagunça como nunca vi igual. Mal tinha chegado e deixado minhas coisas lá e nós já saímos. Ele tinha que voltar para suas aulas da tarde, mas antes nós iríamos comer alguma coisa. Pegamos o metrô até a área da faculdade dele, e ele me levou para comer em um lugar por lá que tinha um menu de almoço barato. Estávamos lá quando ele percebeu que a aula dele começava meia hora antes do que ele estava imaginando, e já estava meio tarde, então ele teve que ir. Eu almocei sozinho, mas já estou mais do que acostumado a fazer isso. Agora é estranho comer com outros. A comida estava gostosa.

Eles tinham Wi-Fi no restaurante, então eu usei rapidamente a internet para decidir o que fazer durante o dia. Decidi que iria até o Museo Centro de Arte Reina Sofia. Demoraria meia hora para andar até lá, Mas fui andando com bastante calma, tirando algumas fotos, e entrei em um centro de turismo para pegar um mapa. O dia estava lindo e não estava frio. A combinação perfeita para conhecer uma cidade nova. Quando cheguei no Reina Sofia, estava fechado. Tinha acabado de checar na internet e tinha entendido de que estaria aberto, mas eles abrem segunda e em troca fecham terça. Lá perto resolvi entra em um Starbucks e comprei um Frapuchino de Vanila. Tinha acabado de tomar sorvete no almoço, então não sei porque fiz isso, mas não resisti. Me sentei na praça em frente ao museu e dei uma olhada no meu mapa para resolver o que fazer a seguir. Decidi ir visitar um outro museu, o Thyssen-Bornemisza, que não estava muito longe e esta aberto.

Quando fui comprar meu ingresso pedi o preço de estudante e entreguei minha carteinha. A mulher que me atendeu olhou minha carteirinha e viu que ue nasci em 1992. O museu foi criado em 1992 e está celebrando 20 anos. Todos que como eu e o museu nasceram em 1992 podem entrar de graça. Que sorte, achei o máximo! Estava acontecendo uma exposição temporária do Marc Chagall, e foi isso que fui ver primeiro. Estava bonita, mas nada muito especial, e não era muito grande. Quando saí de lá andei até a antrada da exposição permanente e percebi que tinha perdido minha entrada. Voltei até a sala da exposição temporária, e dei uma olhada no chão mas não achei nada. Como o ingresso tinha sido de graça eu poderia muito bem voltar até a bilheteria e pegar outro, mas não quis fazer isso. Expliquei minha situação para uma funcionária no balcão de informações, mas não disse que o ingresso tinha sido de graça, e ela me deu um novo. Fui então para a exposição permanete, que se divide em três andares e data desde arte religiosa do século 12 até coisas maias modernas. Era uma boa coleção. O que mais gostei foi de encontrar lá um dos quadros mais famosos do Dali. Fiquei super surpreso, e por um segundo pensei o que este quadro estava fazendo lá, mas então lembrei que o Dali era espanhol. Tive que me apressar um pouco para poder ver tudo, mas isso foi bem na área de arte sacra, que não me interessa muito. Saí de lá quando fui expulso.

Peguei o metrô e voltei para o apartamento. O Ernesto estava lá, mas me disse que tinha descoberto que tinha uma outra aula a noite. Assim que eu cheguei ele teve que sair. Quando ele saiu eu não resisti e dei uma arrumada e uma varrida na sala, inde eu vou dormir esta noite. Ficou muito melhor e eu fiquei aliviado. O resto da casa continuou uma zona. Fiquei então na internet e escrevi para o blog até o Ernesto chegar de volta. Ele chegou com umas pizzas que a gente esquentou e comeu. Depois ele passou um tempo trabalhando, e mais tarde vimos um filme. Fomos dormir bem tarde.




















Tuesday, February 28, 2012

Lisboa - Dia 6.

Foi difícil de acordar depois de ter ido dormir tão tarde. O despertador tocou e eu não levantei, mas então ele tocou mais uma vez depois de dez minutos, e eu me forcei a leventar da cama. Se continuasse deitado não sei que horas iria acordar. Um banho seria o remédio para a minha preguiça, então fui logo tomar um. Depois de me arrumar e eme vestir, desci. Estava planejando escrever meus cartões postais, mas acabei entre do na internet e por lá fiquei até o Rui descer. Tomamos café, e depois, ao invez de escrever meus postais, escrevi para o blog, que também ainda não tinha feito. Hoje a galeria estava fechada, então era mais um dia que o Rui estaria livre e que poderíamos passear. De manhã, tínhamos o plano de visitar o Museu do Azulejo. Pegamos o carro, e para lá fomos. Só mesmo quando chegamos na porta foi que lembramos que hoje era domingo e que muito provavelmente o museu estaria fechado. Afinal esta era a razão de estarmos lá, por conta da galeria estar fechada. Estacionamos o carro, andamos até a entrada, e estava realmente fechado. Com isso fora dos planos pensamos um pouco e decidimos ir ao Mosteiro dos Gerônimos, em Belém, que eu ainda não tinha visitado. Fomos até lá, mas passamos pela porta e vimos que também estava fechado. Não se faz turismo em uma segunda. Já que estávamos em Belém fui comprar uns pastéis para comer de sobremesa depois de nosso almoço com a mãe dele. Convenci o Rui de me deixar pagar pelos pastéis, afinal tinha que de algum modo, mesmo que minimamente deste modo, retribuir todos estes dias. Voltamos então para o apartamento e eu fiquei vendo TV antes de descermos para almoçar.

Comemos na cozinha dos escritórios da galeria, que são no mesmo prédio do apartamento. A mãe do Rui cozinhou uma comida vegetariana, com aspectos orientais, e estava ótimo. De sobremesa comemos umas maçãs assadas que ela já tinha preparado, e os pastéis de belém que tínhamos trazido. Foi bem gostoso. Durante o almoço estávamos pensando o que poderíamos fazer a tarde, e o Rui decidiu que queria me levar para conhecer uma região de Portugal, o Alentejo. Como não era muito perto, saímos logo depois do almoço. Pegamos o carro e logo mais estávamos na estrada. Atravessamos uma ponte situada na mesma área da Expo (e construída na mesma época) que tem 12 quilômetros de extensão. Uma longa ponte que era bem bonita. O dia hoje não estava feio, mas havia uma neblina no ar que esbranquiçava o céu. Ao decorrer da viagem tentei ficar acordado, mas estava muito cansado, e acabei dando alguns cochilos. Mais tarde quando chegamos no Alentejo abrimos a capota e eu não dormi mais. A região toda é muito bonita, com largos campos abertos, plantações de vinho, vacas e cavalos.

Estávamos indo até uma vila chamada Mousaraz. Não sabia muito o que esperar, mas logo quando avistei ela no topo de uma morro, sabia que iria ser incrível. Foi um dos lugares mais inacreditáveis que já estive. A vila se encontra no topo de um morro e é rodeada pela muralha de um castelo. Suas casas são todas brancas (como de costume no Alentejo) e suas ruas estavam completamente desertas. Desertas mesmo. A calma que encontrei lá é única, só se ouviam os passaros. Para completar, havia uma linda vista dos campos e de um lago logo em frente. Era incrível mesmo. Fomos até a parte principal do castelo, subimos em uma de suas torres, e decemos para o que parecia ser uma antiga arena de tourada. Então demos uma volta pela vila. Éramos quase os únicos lá. Como a vila é pequena, foi uma volta rápida, e então estávamos prontos para continuar. Pegamos o carro de volta e descemos até o lago para tirar algumas fotos. Era lindo.

Continuamos então, voltando em direção a Lisboa, mas para parar em Évora, a cidade principal do Alentejo, e uma outra que é patrimônio mundial. Estacionamos no centro e demos uma volta. Passamos por um dos pontos de interesse da cidade que é um antigo templo romano chamado Templo Diana. Era incrível encontrar algo como aquilo no meio de uma cidadezinha no interior de Portugal. Algo que nunca iria imaginar. Era bem bonito. Continuamos passeando um pouco pela cidade, passando pela praça e igreja principais. Como ainda tínhamos que voltar para Lisboa, e o caminho era longo, já estava na hora de ir. Pegamos a estrada de volta e lá fomos nós, sempre acompanhados de boa música. Consegui não dormeir nesta etapa de volta. Chegando em Lisboa, e perto do aeroporto, pegamos um pouco de trânsito, mas conseguimos fugir rapidamente, e logo mais já estávamos no apartamento. Estávamos tentando chegar na hora certa para eu poder me despedir da mãe do Rui, e chegamos na hora exata. Encontramos com ela saindo do prédio, e eu pude agradecer tudo e me despedir.

De volta no apartamento fui logo arrumar a minha mala que ainda estava desfeita. Como não viajo com muito, e já estou super acostumado, isso foi bem rápido. Com isso feito, desci para finalmente escrever meus cartões postais. Queria fazer isso logol então escrevi com bastante pressa, e no final meu braço estava doendo. Quando acabei, o Fui preparou uns sanduíches e nós comemos. Ficamos um tempão depois conversando sobre temas diversos, até a hora que tinha que sair para a estação de trem. Depois de pegar minhas coisas, descer, e pegar o carro, saímos em direção da estação menos de vinte minutos antes da saída do trem. Sabia que iria dar tudo certo já que a estação não era longe, e deu. Chegamos na estação dez minutos antes do trem. Me despedi do Rui, agradeci mais uma vez por tudo, e subi para a plataforma. O trem ainda nem estava lá, e só chegou um ou dois minutos antes de continuar em direção de Madrid, minha próxima parada. Como é um trem noturno, haviam vagões com camas. Eu marquei um lugar comum por ter uma taxa muito menor que tive que pagar, mas era um bom lugar e ninguém se sentou do meu lado, o que é sempre ótimo, principalmente em uma viagem como essa. Escutei um pouco de música e logo mais adormeci.









































Monday, February 27, 2012

Lisboa - Dia 5.

Depois de acordar e tomar meu banho, desci e fiquei um bom tempo na internet. Pensei em ver um filme mas assim que comecei o Rui desceu com a amiga dele. Nós então tomamos café e nos arrumamos para sair. A amiga dele foi para casa, mas eu e o Rui tínhamos um longo dia de passeios pela frente. Pegamos o conversível e começamos nosso dia. A primeira parada foi o Miradouro Nossa Senhora do Monte, que tinha uma linda vista da cidade. De lá dava para vet o Castelo de São Jorge inteiro, e certamente é muito bonito visto deste modo. Nossa próxima parada foi o bairro antigo da Alfama, onde andamos suas suas ruazinhas pequenas onde pessoas conversavam de uma janela para a outra. Este é um dos bairros mais antigos já que foi construído ao redor do castelo por volta da mesma época, e é bem simpático. De lá fomos até o centro e subimos pelo Chiado até a traseira do Elevador de Santa Justa. Por trás nos podíamos entrar já quase no topo, sem precisar pagar a entrada. Lá temos uma vista mais baixa e próxima ao centro. E igualmente bonita. Continuamos andando então até outro miradouro, o de São Pedro da Alcântara. Este fica quase do lado oposto do primeiro que tínhamos visitado, então tínhamos uma vista oposta a primiera, e muito bonita. Voltamos para onde tínhamos estacionado o carro por um outro caminho diferente e passamos por alguns outros pontos interessantes.

Este foi o final do passeio da manhã, e então pegamos o carro até a casa da mãe do Rui, onde iríamos almoçar. Para chegar lá fizemos um caminho pela margem do rio, e atravessamos o Belém. A casa é ótima, grande, antiga, e com um lindo jardim com plantações de frutas e hortas, e mais uma linda vista. Comemos bacalhau, já que não poderia sair de Portugal sem comer bacalhau. Caseiro como era, era ótimo. Comemos bem. Ao final do almoço a mãe dele me deu eu tour pela casa, pelo jardim, e pela horta. Eu e o Rui fo os enta embora para começar nossa segunada parte do dia, desta vez fora de Lisboa. Pegamos a estrada, uma estrada que corre ao longo do mar, e fomos em direção a Cascais. O visual pel caminho todo era incrível. O dia estava lindo, e como no caminho passamos por algumas praias, pegamos um pouco de trânsito. Mas foi só neste começo, já que passando as praias o movimento diminuiu. Atravessamos a cidade de Cascais de carro mesmo, sem saltar e continuamos em frente. Chegamos em um ponto da estrada que é a ponta mais ocidental da Europa, o Cabo da Roca. Aqui paramos o carro e saltamos. Neste penhasco na beira do mar ventava bastante, e estava bem mais frio do que estva em Lisboa quando saímos, mas eu estava com o meu casaco. Lá era muito lindo, e passamos um tempo admirando a vista. Quando pegamos o carro de volta, fomos até o Castelo dos Mouros, construído entre o século oito e nove. Quando chegamos lá a bilheteria já estava fechada, então não podíamos entrar, mas vimos o castelo por fora. No topo de um outro morro perto estava o Palácio da Pena, que era lindo e é considerado uma das sete maravilhas de Portgal. Continuamos então até Sintra, que estava bem do lado e é uma pequena cidade histórica e patrimônio mundial da UNESCO. Paramos o carro no centro e demos uma volta. É uma cidade pequena, então demos uma volta rápida, paramos em mais um miradouro, e isso completou o nosso dia.

Para poder passar por Cascais, o Ponte extremo ocidente, tínhamos dado uma grande volta, para poder andar pela linda estrada que tínhamos usado durante o dia todo. De Sintra de volta para Lisboa pelo caminho mais rápido (e menos deslumbrante) demoramos apenas meia hora. De volta no apartamento vimos TV e eu escrevi para o blog. Mais tarde a amiga do Rui voltou e nós jantamos no apartamento. Quando ela foi embora mais uma vez nos despedimos já que no dia seguinte já ia embora. O Rui subiu para trabalhar e eu fiquei vendo TV. Ainda tinha uma longa noute pela frente já que esta noite (ou madrugada, em Portugal) aconteceria a 84ª cerimônia do Oscar, e estava decidido para ver, já que não perco há alguns anos. De qualquer modo esta edição marca a primeira vez em sete anos que eu não vi todos os indicados. Depois do tapete vermelho, a cerimônia começou por volta da uma e meia da manhã e por aqui, e durou até as cinco. Fui dormir muito tarde. Não vou comentar os vencedores, já que a esmagadora maioria já era de se imaginar, mas posso dizer que foi bem chato. O Oscar nunca é realmente divertido, mas este ano foi realmente chato. Só agüentei acordado porque fiquei o tempo todo com um amigo meu no Skype fazendo comentários sobre os prêmios. Ele ganhou de mim nos palpites. Por sorte não tínhamos apostado dinheiro.
























































































































































































Sunday, February 26, 2012

Lisboa - Dia 4.

Acordei e fui logo tomar um banho. Quando fiquei pronto desci para terminar de ver o filme que estava vendo na noite anterior. Um pouco antes de acabar o Rui desceu e nós tomamos café. Ele sugeriu de darmos uma volta pela área de Lisboa onde aconteceu a World Expo de 1998, uma parte mais moderna da cidade, e muito diferente, com seus pavilhões e centros de convenções. Para este passeio, pegamos o conversível dele. Nunca tinha andado em um conversível, e adorei. O dia estava lindo, e apesar de não estar frio, estava de casaco por conta de estarmos sem capota. Chegando na área da Expo, demos uma volta de carro por toda a área, e então estacionamos para dar uma volta a pé. Ele sugeriu de visitarmos o aquário, ou Oceanáreo, da cidade. A princípio disse que não precisava, já que recentemente fui ao aquário de Osaka, e além disso não teríamos muito tempo para a visita. De qualquer modo acabamos entrando. Valeu a pena já que era bonito e divertido. Mas foi uma visita rápida mesmo. Aparentemente este é o maior aquário da Europa, mas não se compara com o de Osaka, o maior do mundo.

Este foi o final do nosso passeio, e então voltamos para a galeria para buscar a mãe dele e ir almoçar. Fomos comer em um restaurante chinês que eles freqüentam há quinze anos e costumam ir todos os sábados. Foi gostoso, um bom almoço. Quando acabamos, voltamos para a galeria e o Rui foi tirar um cochilo. Eu acabei de ver o filme, e então escrevi para o blog. Decidi então dar uma saída e resolvi que iria no cinema. Me arrumei e desci, e na porta me encontrei com a mãe do Rui. Quando mencionei que estava indo para o cinema ela me disse para não desperdiçar o resto do dia, já que ainda estava sol e não estava tarde. Ela estava certa. Entramos na galeria e ela perguntou para o pessoal que estava trabalhando lá o que eles me sugeriam fazer. Tiveram muitas sugestões, mas formamos um plano. Voltei rapidamente para o aparta ente larabuscar meu mapa da cidade, e então saí.

Peguei o metrô até a última estação, a estação do Rato, e então comecei a andar em direção ao Bairro Alto. No caminho entrei no jardim botânico para fazer um caminho mais interessante, mas me pararam e disseram que eu tinha que pagar para visitar o jardim. Não queria pagar, então fiz o caminho normal pela rua mesmo. O bairro é bem bonito, com ruelas e casinhas bonitinhas. Passeei bastante por lá tirando varias fotos, e continuei descendo em direção ao bairro do Chiado. Lá, entrei em uma livraria e comprei alguns cartões postais. Do Chiado continuei descendo até a Baixa, e então andei até o metrô. Peguei o metrô e fui então até o cinema, um cinema alternativo da cidade. Estando em Portugal tinha que aproveitar para poder ver alguns filmes estrangeiros. No dia anterior já tinha feito isso vendo "Le Havre", e hoje vi mais dois. O primeiro que fui ver se chama "L'Apollonide", filme que estava concorrendo para a Palm d'Or ano passado e que entrou em muitas listas dos melhores filmes do ano. Já fazia um tempo que estava curioso para ver, e gostei bastante. O filme é realmente muito bom, mas me deixou um pouco cansado. O segundo filme do dia foi "La Guerre est Déclarée", que era o escolhido para representar a França no Oscar. Não sabia nada do filme além disso, e estava imaginando que era uma comédia. Era muito longe disso. Fiquei aflito o filme todo. Mas, não gostei, não é i tipo de filme que eu gosto, e tem alguns aspectos estranhos.

Saindo do cinema voltei a pé de volta para o apartamento. O Rui estava em uma festa e ainda não tinha voltado. Como eu não tinha jantado ainda botei uma Pizza congelada no forno. Antes dela ficar pronta o Rui chegou com a amiga dele, então comi enquanto conversávamos. O Rui queria nos mostrar uma cena de um filme, e depois da tal cena continuamos vendo o filme. Eles não agüentaram o film ét. do e foram dormir, mas eu acabei de ver, e só então fui me deitar, um pouco mais cedo que os outros dias.































































Saturday, February 25, 2012

Lisboa - Dia 3.

Não tinha escrito para o blog no dia anterior, então resolvi botar o despertador para me acordar mais cedo, para poder escrever mesmo antes do café. Tinha ido dormir tarde, e quando o despertador tocou, não aguantei levantar, e troquei o horário, para acordar mais tarde. Mesmo quando ele tocou esta segunda vez fiquei com muita preguiça de levantar, mas me forcei e fui logo tomar um banho, que me acordou de vez. Me vesti e desci. Fiquei na internet até o Rui acordar e descer. Nós tomamos café, e só então eu comecei a escrever para o blog. No meio tempo a amiga do Rui com quem tínhamos jantado na noite anterior passou no apartamento para me deixar um filme que ela tinha me dito para ver. Terminei de escrever para o blog, dobrei as roupas que tinha lavado na noite anterior, e me arrumei para sair. Não tinha muita certeza do que iria fazer, mas o Rui tinha me convido para almoçar, então por enquanto não iria longe, já que logo mais já estaria na hora do almoço. Como o apartamento fica bem em frente de um parque, resolvi dar uma volta por lá.

Só tive tempo mesmo de fazer isso, e então para encontrar com o Rui. Fomos jantar eu, ele, a sua mãe, e o Alex Fleming. Fomos em um restaurante português que era muito bom. Comemos bastante, e conversamos muito, por bastante tempo. Foi um ótimo almoço. Quando saímos de lá deixamos a mãe do Rui na galeria e eles me deram uma carona até o centro. Meus planos eram de visitar o Castelo de São Jorge, e eles me deixaram lá perto, bem em frente de um mirador com uma linda vista da cidade. Fui subindo então para o castelo, e comprei minha entrada. O castelo é lindo, em um dos pontos mais altos da cidade, e portanto com vistas maravilhosas. Vista por cima Lisboa é muita bonita. O castelo é do século 11 durante a época islâmica. É um castelo muralha, e me lembrou da minha visita à muralha da China. Em alguns pontos fiquei com bastante medo de altura, e a proteção dos muros não era grande em algumas áreas. O dia estava lindo como de costume, e foi uma ótima visita.

Acabei ficando lá menos tempo do que eu imaginava que iria, e de lá estava planejando ir ao cinema, então foi isso mesmo que fiz. Peguei o metrô e fui até um cinema que fica dentro do Shopping onde tinha ido fazer compras de supermercado com o Rui alguns dias atrás. O metrô parou dentro do shopping, e rapidamente cheguei no cinema. Comprei entradas para dois filmes. No tempo que tinha até o primeiro deles começar, desci para uma loja e fiquei lendo revistas. O primeiro filme do dia foi "Le Havre", do Aki Kaurismäki, que ganhou o prêmio de melhor roteiro em Cannes no ano passado. Já estava querendo ver este filme desde que descobri ele no festival de Wellington. Não consegui ver ele lá, e desde então tenho esperado. O filme é ótimo, muito divertido, e parece um filme antigo, classicamente francês. Quando o filme acabou fui ver o que poderia jantar. Escolhi comer um sanduíche, mas a fila estava grande e o serviço bem devagar. Não tinha muito tempo até o segundo filme, e fiquei bastante tempo na fila. Só consegui fazer o meu pedido e pegar eu sanduíche quando os trai era do segundo filme começaram. Tive que comer bem rápido para não perder o começo, e consegui chegar a tempo. O segundo filme foi "War Horse", filme mais recente recente do Spielberg que está nominado para seis Oscars, incluindo melhor filme do ano. Não vou dizer que não gostei, mas foi quase isso. O filme certamente é bem feito, mas não me agradou. Certamente não entra na minha lista dos melhores do ano.

Ao final do filme peguei o metrô de volta para o apartamento. O Rui tinha um jantar esta noite e ainda não tinha voltado. Fiquei na internet, e comecei a ver o filme que a amiga do Rui tinha me trazido mais cedo. Já estava bem tarde, então já sabia que não iria ver tudo hoje. No meio do filme um amigo meu me ligou no Skype, então passei um tempo conversando com ele. Nisso o Rui chegou. conversamos um pouco e ele foi dormir,mas eu continuei conversando com o meu amigo e vi mais do filme. Fui dormir bem tarde, e estava cansado.