Estava andando na plataforma quando um homem me parou, mostrou uma insígnia de polícia e pediu para ver o meu passaporte. Achei muito estranho, mas lhe entreguei meu passaporte. Ele não estava vestido como um policial, mas como uma pessoa normal. Haviam outros homens com eles, e eu fui o único que tinha sido parado. Ele deu uma olhada no passaporte e disse que teria que checar uma coisa. Segurei o passaporte e disse que isso só iria acontecer se eu fosse junto. Ele me disse para relaxar, me mostrou a insígnia e seu documento mais uma vez, e disse que seria ali mesmo. Ele chamou outro dos homens e entregou meu passaporte para este, que fez uma ligação para alguem e entregou meu nome. Estava nervoso, achando tudo aquilo muito estranho, mas como haviam alguns funcionários da estação em volta achei que talvez estes homens fossem policiais mesmo. Depois do segundo homem passar o meu nome por telefone ele disse que estava tudo certo e meu devolveu meu passaporte. Ainda não estendi qual foi o propósito disso, ou o que exatamente aconteceu, mas estava bem nervoso. Peguei meu passaporte e fui embora com pressa, mas depois parei para ver se estavam me seguindo. Não estavam. Talvez eu veja filmes demais.
Aqui em Madrid vou ficar com o meu amigo Ernesto, que está morando e estudando na cidade. Como o trem tinha chegado cedo, ele ainda esta em aula de manhã, e iria me avisar quase estivesse em casa. Resolvi esperar na própria estação, e aproveitei para escrever para o blog. Tendo feito isso fui ao banheiro e então até a bilheteria, para já comprar minha passagem para Barcelona. O trem não sairia desta estação que estava agora, mas eles podiam me vender a passagem de lá mesmo, então já estou com isso resolvido. O Ernesto ainda não tinha me escrito, então eu me sentei para ler. Já não lia há muitos dias, nem lembro quando foi a última vez. Mas assim que me sentei recebi a mensagem do Ernesto. Guardei o livro, peguei minhas coisas e fui até o metrô. O Rui tinha passado a semana antes de eu chegar em Lisboa em Madri, e tinha me dado um passe de metrô que ainda estava válido para algumas viagens, então não tive nem que comprar a passagem. A casa do Ernesto na era longe, e rapidamente cheguei lá. O apartamento estava uma zona. Não só porque porque ele não é muito organizado, mas porque no dia seguinte ele iria se mudar de casa (e eu vou junto). Estava realmente uma bagunça como nunca vi igual. Mal tinha chegado e deixado minhas coisas lá e nós já saímos. Ele tinha que voltar para suas aulas da tarde, mas antes nós iríamos comer alguma coisa. Pegamos o metrô até a área da faculdade dele, e ele me levou para comer em um lugar por lá que tinha um menu de almoço barato. Estávamos lá quando ele percebeu que a aula dele começava meia hora antes do que ele estava imaginando, e já estava meio tarde, então ele teve que ir. Eu almocei sozinho, mas já estou mais do que acostumado a fazer isso. Agora é estranho comer com outros. A comida estava gostosa.
Eles tinham Wi-Fi no restaurante, então eu usei rapidamente a internet para decidir o que fazer durante o dia. Decidi que iria até o Museo Centro de Arte Reina Sofia. Demoraria meia hora para andar até lá, Mas fui andando com bastante calma, tirando algumas fotos, e entrei em um centro de turismo para pegar um mapa. O dia estava lindo e não estava frio. A combinação perfeita para conhecer uma cidade nova. Quando cheguei no Reina Sofia, estava fechado. Tinha acabado de checar na internet e tinha entendido de que estaria aberto, mas eles abrem segunda e em troca fecham terça. Lá perto resolvi entra em um Starbucks e comprei um Frapuchino de Vanila. Tinha acabado de tomar sorvete no almoço, então não sei porque fiz isso, mas não resisti. Me sentei na praça em frente ao museu e dei uma olhada no meu mapa para resolver o que fazer a seguir. Decidi ir visitar um outro museu, o Thyssen-Bornemisza, que não estava muito longe e esta aberto.
Quando fui comprar meu ingresso pedi o preço de estudante e entreguei minha carteinha. A mulher que me atendeu olhou minha carteirinha e viu que ue nasci em 1992. O museu foi criado em 1992 e está celebrando 20 anos. Todos que como eu e o museu nasceram em 1992 podem entrar de graça. Que sorte, achei o máximo! Estava acontecendo uma exposição temporária do Marc Chagall, e foi isso que fui ver primeiro. Estava bonita, mas nada muito especial, e não era muito grande. Quando saí de lá andei até a antrada da exposição permanente e percebi que tinha perdido minha entrada. Voltei até a sala da exposição temporária, e dei uma olhada no chão mas não achei nada. Como o ingresso tinha sido de graça eu poderia muito bem voltar até a bilheteria e pegar outro, mas não quis fazer isso. Expliquei minha situação para uma funcionária no balcão de informações, mas não disse que o ingresso tinha sido de graça, e ela me deu um novo. Fui então para a exposição permanete, que se divide em três andares e data desde arte religiosa do século 12 até coisas maias modernas. Era uma boa coleção. O que mais gostei foi de encontrar lá um dos quadros mais famosos do Dali. Fiquei super surpreso, e por um segundo pensei o que este quadro estava fazendo lá, mas então lembrei que o Dali era espanhol. Tive que me apressar um pouco para poder ver tudo, mas isso foi bem na área de arte sacra, que não me interessa muito. Saí de lá quando fui expulso.
Peguei o metrô e voltei para o apartamento. O Ernesto estava lá, mas me disse que tinha descoberto que tinha uma outra aula a noite. Assim que eu cheguei ele teve que sair. Quando ele saiu eu não resisti e dei uma arrumada e uma varrida na sala, inde eu vou dormir esta noite. Ficou muito melhor e eu fiquei aliviado. O resto da casa continuou uma zona. Fiquei então na internet e escrevi para o blog até o Ernesto chegar de volta. Ele chegou com umas pizzas que a gente esquentou e comeu. Depois ele passou um tempo trabalhando, e mais tarde vimos um filme. Fomos dormir bem tarde.






























































