Wednesday, August 31, 2011

Hiroshima - Dia 1.

Meu mapa de Hiroshima, que mostra a parte central e mais importante da cidade, me mostra que a cidade é relativamente pequena. Eu conseguiria facilmente visitar suas áreas mais importantes, e visitar seus pontos mais importantes em um ou dois dias. Como tenho o dobro disso na cidade, quero fazer tudo com calma. Com isso em mente, reservei meu primeiro dia para visitar o Parque do Memorial da Paz, e apenas isso.

Acordei as 9:30 depois de forçar a tentar dormir mais. Tinha acordado originalmete as 7:30, mas era cedo demais. Quando realmente não consegui mais dormir, tomei um banho, me arrumei e saí. O café da manhã do hotel já havia acabado, então fui tomar café em um Starbucks que tinha visto no dia anterior. Comi e andei até o Corredor da Paz, que é interligado com o Parque e atravessa todo o centro. Tanto no parque quanto neste "corredor" tenho acesso à internet de graça. Passei um bom tempo sentado em um banco por lá, usando a internet para tudo que precisava. É difícil ficar sem internet uma vez que você esta acustumado à usa-la constantemente. Agora, principalmente com o blog, tenho que definitivamente usar a internet todo dia, nem que seja por um instante. Bom, tendo usado a internet, andei até o Parque da Paz.

Sessenta e seis anos atraz, às 8:15 da manhã do dia 6 de Agosto de 1945, a cidade de Hiroshima foi vítima da primeira Bomba Atômica usada como arma na história da humanidade. Com uma única bomba, a cidade inteira foi virtualmente destruída e milhares de vidas foram perdidas. O hipocentro da explosão foi a poucos metros do parque, no centro da cidade, onde a bomba explodiu à 600 metros de altura, destruindo tudo em um raio de dois quilômetros. O parque serve como um memorial à todas as vidas perdidas por conta da bomba, e serve como lembrança dos horrores que as pessoas da cidade sofreram. Dezenas de momumentos estão espalhados por todo o parque, mas mais importante lá se encontra o Hiroshima National Peace Memorial Hall for the Atomic Bomb Victims, o Hiroshima Peace Memorial Museum, e o Atomic Bomb Dome.

Comecei andando pelo parque e vendo seus diversos momumentos. Depois atravessei o rio para para ver o Atomic Bomb Dome de perto. Esta construção, que antigamente servia como centro de convenções e exposições do governo, foi severamente danificada pela bomba, mas foi uma das pouquíssimas que não foi 100% destruída. Desde então, ela é mantida no estado que ficou logo após a explosão e virou um símbolo da cidade.

Em seguida fui ao Hiroshima National Peace Memorial Hall for the Atomic Bomb Victims. Lá se encontra o Hall of Remembrance, que tem em suas paredes um panorama em 360º da cidade destruída, vista do hipocentro. O panorama é formado por 140,000 peças de mosaico, que corresponde ao número aproximado de vítimas que morreram até até o fim de 1945 (muitos mais morreram em consequência de doenças causadas pela radioatividade da bomba). No centro se encontra uma fonte na forma de um relógio marcando 8:15. A fonte é dedicada a todos que morreram suplicando por água. Lá também se encontra uma área de informação sobre as vítimas, com o nome e fotos de todas aqueles que foram identificados, e uma biblioteca com relatos e memórias dos sobreviventes. Nesta biblioteca, cheguei a ouvir à algumas das memórias dos sobreviventes, mas era tudo muito deprimente e perturbador, então não fiquei muito.

De lá fui visitar o Hiroshima Peace Memorial Museum, que coleta e expõe pertences deixados pelas vítimas, fotos e outros materiais que conotam o horror daquele evento. Além disso, apresenta exposições que descrevem Hiroshima antes e depois do bombardeio e outras que apresentam a condição atual da era nuclear. A parte do museu que conta a história da bomba, desde seu desenvolvimento até o bombardeio, é muito interessante e me fez aprender muito. Contudo, a parte em que se explica os danos causados pela radiação, com fotos e pertences das vítimas era extremamente perturbadora e prefiro não descrevê-la. Guerras e suas consequências são realmente um horror, o ser humano é uma raça muito restritiva e cruel. Não há nada como viver em paz.

Depois de visitar tudo isso e concluir minha visita ao parque, comecei a andar de volta para o hotel. No caminho comi e visitei algumas lojas, incluindo uma Tower Records e uma loja de brinquedos. Depois comprei meu jantar para comer mais tarde no hotel. Acabei chegando no hotel só a noite, e fiquei lá o resto o dia.

















Tuesday, August 30, 2011

Kyoto - Hiroshima.

Aproveitei minha manhã no hotel em Kyoto já que provavelmente não teria mais acesso a internet de uma maneira tão fácil e conveniente. Tomei café e, depois de usar a internet para tudo que consegui pensar que seria útil, tomei um banho e fiz o check-out. Passei ótimos dias em Kyoto.

Sem ter o que fazer já que estava com minha mala e minha mochila, fui logo para a estação de trem. Lá comprei minha passagem para Hiroshima. O trem saia em 15 minutos. No caminho do trem fui obrigado a parar e comprar um Belgian Waffle, que é uma das maiores tentações do mundo para mim. Me deliciando com o meu Waffle, andei até a plataforma de onde sairia o próximo trem. Mais uma vez não tinha lugar marcado para me sentar, mas o trem estava bem vazio, então acabei me sentando sozinho. Logo peguei meu livro e comecei a ler. A primeira parada em sentido a Hiroshima seria Osaka, cidade que vou visitar após minha estadia em Hiroshima. Quando o trem parou em Osaka, todos que estavam no meu vagão saíram. Todos. Estava sozinho e achando isso um pouco estranho. Logo mais uma mensagem no alto-falante avisou que o trem estava "out of service". Saí e indaguei ao condutor se aquele trem não iria para Hiroshima. Ele disse que não, mas logo já plataforma da frente i próximo trem me levaria à Hiroshima. Em menos de cinco minutos já estava abordo de outro trem em sentido a Hiroshima. Mais uma vez peguei meu livro e me pus a ler até meu destino.

Como de costume, já havia carregado um mapa com as direções para o meu hotel no meu iPad. O hotel era bem perto da estação de trem, o que sempre é muito bom, já que posso ir andando e não gastar dinheiro com transportes. Rapidamente cheguei no hotel. Tão rapidamente que quando cheguei lá ainda faltavam uma hora e meia até eu poder fazer o check-in e subir ao meu quarto. Sendo assim, deixei minhas malas no hotel e fui dar uma volta até poder fazer o check-in. Não queria ir longe, então andei apenas pelas redondezas, explorando o que havia perto do hotel. Fui a um supermercado no subsolo de um shopping, andei por uma área onde haviam muitos restaurantes e bares, e achei uma área comercial com todas as lojas de grife. Sem necessidade de comprar um anel na Tiffany's ou um terno na Armani, fui encontrar um lugar para comer. Acabei comendo Noodles mais uma vez, já que é uma opção boa e barata (e japonesa). Toda vez que como Noodles queimo a minha língua. Queimar a língua é como se fosse uma das regras de comer Noodles. Se continuar comendo muito, provavelmente nunca mais vou sentir gosto de nada, o que seria muito desagradável. Mas pelo meu conhecimento, as papilas da língua são a parte do corpo que se recompõe mais rapidamente. Se for realmente, não corro perigo.

Tendo comido, voltei ao hotel onde pude finalmente fazer meu check-in e subir para o meu quarto, onde fiquei relaxando por um tempo. Este hotel não tem Wi-Fi assim como eu imaginava, mas uma área da cidade fornece Wi-Fi de graça para qualquer um. Fui então andar até lá ver se realmente funcionava. Para entrar na internet tive que criar uma conta. Ela funcionava bem e acho que vai ser suficiente para os meus dias aqui. Andei mais um pouco pela área e voltei de novo para o hotel e fiquei por lá até o fim do dia. Quando tive que comer, comi no próprio hotel que tem um restaurante italiano. Uma das coisas mais difíceis do mundo é comer macarrão com milho de tomate sem se sujar, ainda tenho que aprender esta arte. A não ser eu só haviam mais duas pessoas no restaurante. Qua bom que elas estavam lá já que não gosto de comer em restaurantes vazios, sempre acho que estão me olhando e que não me querem lá.

Hoje fez um mês que estou viajando sozinho. Um mês em que já conheci três países, culturas e pessoas diferentes. Um mês que quando comparado com o resto da minha vida se destaca. Um mês em que descobri muito sobre o mundo e sobre mim, que usei as mesmas roupas, tomei conta do meu dinheiro, me virei, e que expandi meus horizontes. Um mês de uma viagem de dez meses com muito pela frente.

Na primeira semana da minha viagem meu amigo me disse para tentar não ficar "homesick". Disse a ele que apesar de sentir saudades de certas pessoas, nunca tinha ficado "homesick" e que portanto achava que não iria acontecer. Posso dizer agora que estava errado. Apesar de estar amando minha viagem, sinto muita falta falta da minha casa e do meu cotidiano na minha cidade. Por mais que adoro estar aqui, queria estar lá. Tenho no entanto que me acostumar com a idéia de que após 18 anos, aquela que foi minha casa não será mais. Após minha viagem, parto para a faculdade, que irei cursar em Nova York, o que significa que não vou mais morar naquela que por tanto tempo foi minha única casa. Começando esta viagem eu realmente comecei um novo capítulo da minha vida. Mas diferente de um livro, não posso voltar algumas páginas e reviver capítulos anteriores. Estes se perderam, aproveitados ou não, e dão espaço aos mais novos, que ainda tenho que escrever. Com muita tinta na minha caneta, espero conseguir pensar em uma boa e longa história.

A única coisa que tenho medo na vida (com exceção de medos óbvios como do escuro, de monstros, ou de palhaços) é do futuro. E este chega cada vez mais rápido e nunca acaba. Quando alcança-lo, ainda terá muito pelo frente. É um medo infinito. Como não ter medo do infinito?

Monday, August 29, 2011

Kyoto - Dia 5.

Hoje visitei outros três templos que são considerados patrimônios mundiais pela UNESCO. Os três ficam em uma área mais afastada de Kyoto. Apesar de ter ido de metrô até o ponto mais próximo dos templos que consegui, tive que andar um bocado. Diria que hoje eu andei facilmente uns 15 quilômetros. E fiquei bem cansado.

Portanto, depois de tomar café fui até o metrô e saltei na última estação, a que chagava mais perto dos templos. Chegando lá comecei a andar para o lado errado. Andei bastante para o lado errado sem perceber, o que me fez andar bem mais do eu deveria. Tendo percebido meu erro, voltei e comecei denovo. No caminho do primeiro templo que iria visitar, passei por dentro do que parecia ser uma vila antiga. Era como se eu tivesse viajado no tempo. Por todo lado só conseguia ver construções antigas.

O primeiro templo que fui visitar foi o Ninna-Ji Temple, construído em 888. Pelo que eu me recordo das datas, este é o templo mais antigo que visitei até agora, e um dos poucos que eu não li ter sido reconstruído depois de um grande incêndio. Isso pode ter acontecido, mas foje do meu conhecimento. O templo em si não era excepcionalmente bonito, mas a sua localização favorecia. Era uma área muito bonita.

Saindo deste templo, continuei andando ao segundo que eu iria visitar. No caminho, entrei no que eu achei que era a entrada do templo, mas era na verdade um cemitério. Ao lado deste cemitério havia um santuário escondido no meio da floresta. Era tudo meio fantasmagórico. Saí de lá e continuei até chegar no Ryoan-Ji Temple, que era originalmete usado como uma espécie de casa de campo de uma família e foi transformado em um templo em 1450. Aqui também achei visuais muito bonitos, com um lindo e grande lago. Mas este templo é realmente famoso por conter um Jardim de Pedras que é considerado uma das obras primas da cultura Japonesa e a quintecência da arte Zen. Este jardim Zen mede apenas 25 metros por 10 metros e é formado 15 pedras espalhadas em areia branca. É dito que o significado do jardim deve ser descuberto por cada visitante de uma maneira única. Para mim não significava muito, mas era bonito.

Minha terceira parada estava a mais dois quilômetros. No caminho comecei a ficar extremamente cansado, com sede e com fome. Meu passeio estava demorando muito mais do que eu achei que iria demorar, e para completar eu ainda teria que andar tudo de volta para a estação de metrô. Quando cheguei no terceiro templo comprei um sorvete, o que me animou. Sorvete sempre me anima. Este templo, o Rokuon-Ji Temple, também conhecido como o Pavilhão Dourado era realmente muito bonito. Seu prédio principal se encontra no meio de um lago e é inteiro dourado. Com o sol deste lindo dia batendo em suas paredes, o Pavilhão Dourado era uma maravilha de se olhar. Tinha realmente guardado o melhor para o final. Antes de sair, comprei mais um sorvete e me preparei para a andada de volta.

Quilômetros e quilômetros depois, peguei o metrô e voltei para o hotel. Ainda não havia comido, mas tinha uma surpresa me esperando nos hotel. Cheguei no hotel e estava acontecendo um "jantar conrtesia" um pouco maluco, mas bem divertido. Para começar me serviram aperitivos japoneses que estavam ótimos. De lá fui até o centro do hotel onde há um pequeno jardim exterior. Lá estava montado uma espécie de tobogã de Aqua miniatura feito de bambu. Nele, o pessoal do hotel soltava uma porção de somem (uma espécie de macarrão), que eu deveria tentar pegar antes dele chagar no final do "escorregador". O que eu conseguisse salvar eu molhava em "Tsuyu", um tempero, e comia. Além do somem também tive que pegar tomates e ovos. Estava bem gostoso e foi bem divertido. Não era exatamente um jantar, mas foi o suficiente para acabar com a minha fome.

Depois disso, aproveitei para lavar minhas roupas. O hotel tinha uma máquina de lavar e uma de secar e me forneceram sabão, o que foi ótimo. Não tenho uma reclamação sequer a fazer deste hotel.

Mais a noite, saí para jantar. Fui mais uma vez no Pasta Fresca, restaurante Italiano perto do hotel e comi muito bem. De lá, voltei para o hotel onde arrumei minha mala, li e dormi. Esse tinha sido meu último dia em Kyoto.





























Sunday, August 28, 2011

Kyoto - Dia 4.

O meu hotel tem uma seleção de livros para emprestar para seus hospedes. Uma seleção de romances em inglês, e outra de guias do Japão e de Kyoto. Na seleção pequena de romances disponíveis, por muito coincidência um deles é o livro que estou lendo no momento. Já na seleção de guias há um Guia Michelin, famoso por escolher os melhores restaurantes do mundo. O guia avalia os melhores restaurantes com estrelas, três sendo o máximo. Com isso em mãos, escolhi um restaurante uma estrela para jantar. Seria muito mais caro do que eu gastaria em uma refeição normal, principalmente já que estou viajando "on a budget", mas havia prometido para minha mãe que iria escolher um bom restaurante para comer em comemoração de seu aniversário. A esta hora já estava atrasado quase 10 dias. Tendo escolhido onde gostaria de comer, pedi para a recepcionista fazer uma reserva para mim.

Tendo feito isso, tomado café, tomado banho e me arrumado, saí. Peguei o metrô pela primeira vez em Kyoto (que é mais caro do que em Tokyo) com o propósito de visitar o Garden of Fine Arts. Este é o primeiro "jardim de arte" do mundo e apresenta oito obras de arte clássicas recriadas em porcelana em um espaço arquitetônico criado por Tadao Ando, um famoso arquiteto japonês. Entre as obras selecionadas está "A Sunday Afternoon" de Seurat, que sempre me lembra de "Curtindo a Vida Adoidado". O espaço é muito legal e gostei de ter visitado este "jardim". Saindo dele, fui visitar o Jardim Botânico de Kyoto, que fica logo ao lado. Este, como qualquer outro jardim comum, tinha flores e árvores ao invés de obras de arte. Além do usual, o jardim tinha uma coleção de Bonsais, que era muito legal e bonita.

Antes de voltar para o metrô, comprei um cachorro-quente de um homem dentro de uma Van. Peguei o metrô de volta sentido ao centro e saltei na estação de aficava do lado do Palácio Imperial de Kyoto, apenas para descobrir que ele é fechado ao público, ou pelo menos estva neste dia. De qualquer modo pude andar pelo parque que o circula. De lá, andei até o Nijo Castle, que séculos atraz era a moradia do Shogun. Este é outro patrimônio mundial da UNESCO. Pude visitar o interior, mas sem tirar fotos.

Saindo do castelo fui mais uma vez até a casa de banho, onde passei o resta da tarde relaxando em suas banheiras e saunas. Desta vez entrei em uma banheira que não tinha entrado antes. As pessoas que entravam faziam uma cara estranha e tremiam. Imaginei que ela seria mais quente que as outras. Mas quando entrei, percebi que estva enganado. Entrei e tomei um choque. Literalmente. Não um choque térmico, um choque elétrico. Era contínuo e fazia meus músculos tremerem. Não era uma sensação agradável, e não sei até que ponto faria bem, ou para o que faria bem, então saí logo que entrei. De resto foi tudo igual. Mais uma vez eu era o único que não era japonês, o único de barba, o único com tatuagens e um dos mais jovens.

Voltei para o hotel e tive um tempo para relaxar antes de ir jantar.

Andei até o restaurante e chagando lá, me sentei no balcão, assim poderia ver o chefe preparando cada um dos deliciosos sushis que ele me serviu. Comi extremamente bem. Comi coisas que nunca havia comido, e outras que não sei o que eram. Tudo excepcional. Além de mim haviam outros dois casais que estavam curiosos para saber quem eu era e o que eu estava fazendo ali. Nenhum deles falava inglês. O chefe tampouco. Sendo assim, a garçonete, que falava um pouco de inglês, ficou servindo de tradutora. A toda hora que eles queriam me dizer alguma coisa, ou me perguntar alguma coisa, chamavam ela. A um certo ponto do jantar eles me perguntaram se eu queria experimentar o que eles estavam comendo. Era um Wasabi Roll. Wasabi (a própria erva) fatiado e enrolado por arroz e alga, com mais Wasabi no meio. Estava vendo eles comendo e rindo junto com o chefe ao ver eles tentando agüentar. Quando eles me ofereceram, disse sim na hora. O chefe pegou um dos rolos do prato de um deles e me entregou. Era realmente muito forte, e eles se divertiram em me ver comê-lo. Também ficaram impressinados que eu agüentei mais do que eles (ou pelo menos foi o que eu fiz parecer). Foi um ótimo jantar.

Depois de ter comido muito bem, voltei para o hotel.





























Saturday, August 27, 2011

Kyoto - Dia 3.

Hoje foi um dia em que eu basicamente relaxei. A começar pelo fato que fiquei quase o dia todo no hotel.

Depois de tomar café, decidi ir à uma casa de banho japonesa. Meu hotel é perto de duas destas casas, e dava desconto na entrada de uma delas. Comprei então minha entrada no hotel e fui até a tal casa de banho. O mapa da vizinhança que o hotel me deu, e que eles mesmo produzem não é muito bom. No mapa, o que parecer ser duas quadras na vida real são umas três, quatro. Por essa razão demorei um pouco achar a casa. Quando finalmente achei, vi que ela estava fechada. Um pouco desapontado, voltei para o hotel. Iria pegar meu dinheiro de volta, então avisei que a casa de banho estva fechada. E recepcionista achou estranho estar fechada, então deu uma pesquisada e viu que na verdade ela abria as 2:30 da tarde. Se do assim, fiquei com o ingresso e me pus a esperar até a cada abrir.

Estava um pouco cansado de ver templos pela cidade, e sinceramente não sei muito mais o que fazer por aqui, então fiquei pelo hotel enquanto esperava. Minha decisão foi boa, já que enquanto estava no hotel, começou a chover. Botei algumas coisas em dia na internet e li. O tempo passou rápido. Quando a hora chegou, peguei um guarda-chuva emprestado e voltei à casa de banho.

Ainda não tinha comido, mas tudo em volta do hotel estava fechado. Então fiquei sem comer e cheguei na casa de banho. Lá, paguei por uma toalha e entrei. Não sabia exatamente o que fazer, mas vi que todos estavam pelados. Tirei minha roupa e as botei em um armário. Meu guarda-chuva não cabia dentro do armário, então eu o deixei encostado em uma parede. Pensei que se ninguém rouba as dezenas de bicicletas que ficam espalhadas pela cidade, não iriam roubar meu guarda-chuva.

Haviam dois andares então comecei pelo primeiro andar. Este andar era cheio de banheiras quentes e jacuzzis de todos os tipos. Algumas eram normais, outras tinham hidro-massagem e outras tinham uma espécie de sabão que deixava suas águas brancas. Em volta, ao longo de toda a parede, haviam dezenas de espécies de chuveiros, um do lado do outro, cada um com um banquinho e um balde. À minha direita, um homem estava sentado em seu banquinho, se lavando e fazendo a barba. À minha frente um homem mais jovem estava lavando um homem mais velho: lavou seu cabelo, seu corpo e fez sua barba. Já tinha lido que banhos "comunais" era uma prática comum no Japão, mas de qualquer modo acho que eles eram pai e filho. A minha esquerda, um senhor se sentou, tirou sua dentadura e começou a escova-la, dente por dende. Todos nus, inclusive eu. O público era quase exclusivamente de senhores. Fiquei um tempo nestas banheiras e subi para o segundo andar.

O segundo andar da casa de banho tinha uma sauna e uma parte exterior com uma outra espécie de banheira quente, maior. Em frente a sauna havia uma outra banheira com águas gélidas. Comecei pela sauna, que tinha uma T.V dentro. Dentro da própria sauna havia uma outra seção, isolada por uma porta de vidro. Imaginei que seria uma área isolada do barulho da T.V, mas estava errado, já que havia um alto-falante com o som da T.V. Fiquei lá então assistindo a T.V, como todos os outros lá dentro. Primeiro passou um programa de fofocas e e, seguida um programa estranho em que atrizes japonesas interpretavam as primeiras damas Jackie Kennedy, Michelle Obama e Carla Bruni. Não entendi do que se tratava, mas todos riam e se divertiam.

Passei quase 3 horas lá, aproveitando tudo que consegui, sempre preocupado de estar fazendo alguma coisa errada, mas acho que me comportei bem. Quanto mais tarde ficava, mais cheio ficava. Saí de lá me sentindo muito bem. Além de relaxante, foi uma experiência diferente.

Voltei para o hotel onde fiquei até sair para jantar. Queria comer em um restaurante Italiano que tinha visto por aqui. Achava que ele era do lado de um supermercado que tinha ido outro dia, mas não achei. Andei andei e não conseguia encontra-lo. Não era possível que estivesse fechado já que era Sábado, e não poderia ter sumido do mapa. No final ele realmente era do lado do supermercado, mas do outro lado. Comi uma Pata ao molho Carbonara. Fazia tempo que eu não comia macarrão, e estava muito bom. Mas eu não tinha comido o dia inteiro, conseguiria comer muito mais.

De qualquer modo voltei para o hotel e acabei com mais um dia. Por razões obvias não tirei nenhuma foto na casa de banho, então não tenho nenhuma foto para postar hoje.

Friday, August 26, 2011

Kyoto - Dia 2.

Demorei para sair do hotel hoje. Estava chovendo de manhã e eu passei um bom tempo na internet. Quando finalmente resolvi sair já tinha parado de chover, mas de qualquer modo eu peguei um guarda-chuva emprestado do hotel. Ter pego o guarda-chuva foi ótimo, já que em menos de 10 minutos voltou a chover. Poderia dizer que a chuva ajudou a diminuir o calor, mas isso não aconteceu. Então no calor e na chuva, comecei a andar por Kyoto, sem muito sentido de onde eu iria ou o que eu iria visitar.

Enquanto andava encontrei o Museu de Kyoto por acaso e decidi visita-lo. Porém quando fui comprar meu ingresso me avisaram que a coleção do museu não estava disponível por conta de uma reforma e que eu só poderia ver portanto uma exposição especial. Esta exposição era mais cara que o museu seria e não achei que seria muito interessante, então acabei não vendo nada. A reforma da área principal do museu esta marcada para acabar em 2013. 2013!!

Continuei andando e fui parar em um templo (o que não é muito difícil de acontecer por aqui). Depois de visita-lo, continuei andando e fui parar em um santuário. Nem se eu fosse religioso eu daria conta de rezar em todos os templos e santuários da cidade. Como não sou (nem um pouco), prefiro apenas visitar os mais importantes, ou mais bonitos.

A chuva já havia parado e eu precisava comer. Estava perto de onde tinha almoçado no dia anterior, então decidi voltar lá. Quando cheguei lá, o restaurante estava completamente lotado, com uma espera enorme, o que foi uma surpresa já que da vez que eu fui estava quase vazio, e tinha sido no mesmo horário. Não queria esperar então continuei andando e achei um outro restaurante. Comi o mesmo que teria comido no outro, mas mais barato, o que é sempre bom. De sobremesa comprei um sorvete quando voltei a andar.

Quem me conhece sabe que eu costumo andar muito rápido, mas meu pé está doendo cada vez mais, então tenho andado devagar pela cidade. De qualquer modo continuei andando até parar em um parque. Me sentei em frente a um lago onde um grupo de crianças de uma escola estava pintando e desenhando. Fiquei sentado lá por um bom tempo e depois dei uma volta pelo parque. Até mesmo dentro do parque achei mais santuários.

Quando saí do parque estava em uma área mais comercial e bem mais movimentada da cidade, algo que eu ainda não tinha visto por aqui. Até este momento estava imaginando que Kyoto era uma cidade pouco afetada pela globalização. Mas estava enganado. Lá estava, os Starbucks, McDonald's, e diversas lojas e who pinga com as principais marcas e grifes mundiais. A última coisa que tinha que fazer são compras, então comecei a voltar para o hotel.

No caminho parei em um supermercado, estava com vontade de comprar uma melancia (obviamente não uma inteira). Comprei minha melancia e meu jantar e voltei para o hotel. Quando cheguei lá comi metade da melancia, com ajuda do meu canivete, e guardei o resto para comer como sobremesa do meu jantar.

Acabei meu dia como qualquer outro: lendo, usando a internet, comendo e dormindo.

Hoje todos que estavam no hotel foram embora e novos hospedes chegaram. Até aqueles que chagaram junto comigo já foram embora. Eu ainda tenho mais 3 dias em Kyoto.

















Thursday, August 25, 2011

Kyoto - Dia 1.

Já tinha pago meu café da manhã no hotel, então acordei cedo para comer. O café da manhã incluía café ou chá. Não estou acostumado a tomar nenhum dos dois, e quando eu tomo café costumo tomar espressos, então escolhi tomar o chá. Como no Japão tomar chá é uma tradição milenar, achei que seria melhor. Tendo tomado café, usei um pouco de internet e fui tomar um banho. De banho tomado e arrumado (preparado para o calor), saí para finalmete conhecer Kyoto. Olhando o mapa que recebi no hotel conseguia ver templos, templos, santuários, e mais templos. Sendo assim, fui conhecer alguns templos.

Minha primeira parada foi o Nishi Hongwanji, que fica muito perto do meu hotel. Este templo foi o primeiro que eu visitei no Japão em que eu pude entrar (sem sapatos) e conhecer o interior. O templo é muito bonito e reconhecido pela UNESCO como patrimônio mundial. Saindo deste templo fui visitar o Hingashi Honganji, outro templo. Este templo foi originalmente construído em 1604 e reconstruído em 1895, após 4 grande incêndios. Seu hall principal é a maior estrutura de madeira do mundo (a provável razão de tantos incêndios). Em exposição ao lado deste hall estavam alguns dos objetos usados na sua reconstrução. Entre eles, uma corda feita de cabelo. A explicação é que as cordas usuais não eram fortes o suficiente para carregar os enormes pilares usados na construção, então cordas feitas de cabelo (que pelo jeito são muito fortes) foram produzidas.

Tendo visto estes dois templos fui visitar um jardim, o Shōsei-en Garden. Chegando lá descobri que ele pertence ao templo que tinha acabado de sair. O jardim é muito bonito, com um lago cheio de carpas. Enquanto eu estava lá, um grupo de Budistas apareceu para uma espécie de reunião.

Do jardim, comecei a andar sem muita direção, atravesei o rio e fui parar em um santuário, o Toyokuni Shrine. Mas não tinha muito o que ver por lá, então continuei andando. Comecei a subir uma montanha, passando por um extenso cemitério. Enquanto subia a montanha comecei a ficar com muita cede, estava completamente desidratado, mas não demorei para achar uma das muitas máquinas com bebidas espalhadas pelo Japão. Continuei subindo e fui parar em outro patrimônio mundial, o Kiyomizudera Temple. Este templo, por estar em cima da montanha, com uma vista incrível da cidade inteira, foi meu favorito. Aliás, é um dos lugares mais bonitos que já estive. Passei um bom tempo andando por lá. Saindo do templo achei uma rua cheia de lojas e restaurantes. Almocei lá. Depois de comer, passei em frente à uma loja que vendia doces típicos japoneses e que estava dando amostras grátis. Aproveitei para comer minha sobremesa de graça e comi inúmeras amostras. Uma delas tinha gosto de pasta de dente, mas o resto era muito bom.

Enquando andava por esta rua cheia de lojas, o casal Australiano do meu hotel passou. Eles não falaram comigo.

Estava cansado de ver templos por hoje, então comecei a andar para o hotel. No caminho entrei em um supermercado. Quando saí estava chovendo, chovendo muito forte. Esperei um tempo até a chuva diminuir e continuei andando para o hotel. Em menos de um minuto a chuva tinha parado completamente.

No hotel, não fiz muito além de ler, usar a internet e comer. Meus pés estão doloridos de tanto andar.














































































Wednesday, August 24, 2011

Tokyo - Kyoto.

Mesmo tendo a estação de trem mais cheia do mundo a algumas quadras do meu hotel, os trens que viajam pelo Japão e passam por ela apenas vão em direção ao Leste do Japão. Neste mês que tenho a minha frente para viajar e conhecer o Japão, vou apenas viajar pelo centro e pelo Oeste do país. Por esta razão, teria que pegar meu trem para Kyoto em outra estação.

Acordei com calma neste dia. Sabia que haviam diversos trens para Kyoto por dia, todo dia e que a viajem não era muito longa. Não estava com pressa, e poderia sair a hora que quisesse. Porém, tinha que check-out do hotel as 10 da manhã. Com isso em mente, tomei café no próprio hotel. O café da manhã neste hotel era como em qualquer grande hotel: um buffet com uma variedade de coisas, onde você pode comer quanto quiser. A única diferença é que no Japão, o café da manhã não é o mesmo que em qualquer outro lugar. Além das usuais comidas que se acha em qualquer café da manhã, o buffet desde café da manhã continha arroz, peixe, miso shiro, dumplings de porco, saladas de batata, e até pasta. Não sou fã de peixe (a não ser Sushi, peixe cru) e comer pasta com molho de tomate de manhã vai um pouco além demais do que estou habituado. Mas me satisfazia de todo o resto. Junto com o ovo mexido e meu croissaint com geléia, meu iogurte e meu suco de laranja, comia arroz, dumplings e tomava sopa. Tudo isso com a vista do bairro de Shinjuko a minah frente, vista do 25º andar do meu hotel, onde fica o restaurante.

Tendo tomado café, voltei para o quarto, tomei banho me arrumei e saí. Era mais um dia bonito. Bonito e muito quente. Tive que pegar o metrô até a estação de onde pegaria o trem para Kyoto. Levando comigo minha mala e minha mochila, sentia que estava atrapalhando os passageiros do cheio trem desta quarta de manhã. Com tudo que estava carregando, estava ocupando o espaço onde caberia três pessoas. Mas ninguém reclamou comigo, ou fez cara feia.

Chegando na estação, comprei logo minha passagem para Kyoto. O próximo trem saia em meros 15 minutos. Comprei uma passagem sem lugar marcado, por ser mais barata. Isso também significava que poderia pegar qualquer trem. Qualquer trem que saísse das plataformas 14 à 19. Subi então na plataforma 16 onde o próximo trem estava para sair. Um guarda me informou que os lugares não reservados, como o meu, ficavam nos primeiros três vagões. Me diriji então ao terceiro vagão e entrei no trem. Sem ter um ligar marcado, andei até achar um lugar livre. Fui parar no segundo vagão e me sentei ao lado de um garoto Japonês. Havia um espaço em cima do banco onde pude botar minha mochila, e minha mala ficou comigo, parada à minha frente. Peguei meu livro e comecei a ler. Ao meu lado do outro lado do corredor estava sentada uma criança que estava brincando com um elástico. Estava com medo que o elástico iria estourar e voar na minha cara, então enquanto lia, me protegia com o livro. Felizmente isso não aconteceu. Em menos de duas horas e meia estava em Kyoto.

Kyoto estava ainda mias quente do que Tokyo. Na dia anterior tinha carregado um mapa de como chegar no hotel no meu iPad. Saindo da estação de trem, vi um mapa e comparei o meu mapa com aquele. Estava tudo certo, então comecei a andar em direção de onde seria o hotel, seguindo as coordenadas do meu mapa. Andei e andei, e nenhum dos nomes das ruas que passavam estavam no meu mapa (as que estavam escrito em inglês pelo menos). Foi apenas vinte minutos depois que percebi que estava andando na direção oposta do que deveria. Sendo assim, voltei em direção à estação de trem. Estava quente e eu estava andando carregando minha mala e minha mochila. Estava começando e ficar com dor nas costas e começando a ficar encharcado. Não lembro de suar tanto desde, bom, nunca. Francamente, estava irritado.

Cheguei de volta à estação de trem, molhado de suor, irritado e com dor nas costas. Chequei meu mapa mais uma vez e comecei a andar ao hotel, desta vez na direção certa. Ainda na estação, passei por uma ATM e pensei em pegar um pouco mais de dinheiro. Não são muitos os lugares que aceitam cartão de crédito no Japão, e para completar, poucas ATMs aceitam cartões internacionais. Esta era uma delas. Não consegui retirar dinheiro e continuei andando. Passei por uma 7-Eleven e entrei. Sabia que lá iria conseguir retirar dinheiro. E consegui. Uma das opções de língua na máquina era Português, e foi a que eu escolhi. Ao terminar minha transação, a máquina disse "Muito obrigado, espero que você venha mais vezes".

No caminho do hotel me entregaram um leque. Aqui este é um dos modos de propaganda, distribuir leques com propagandas. Em Tokyo eu tinha uma coleção deles. Mas estava carregando tantas coisas que não conseguia me abanar e andar ao mesmo tempo. Cheguei no hotel molhado e irritado. Mas chegando lá tudo mudou. As pessoas que me atenderam foram extremamente simpáticas, e o hotel é ótimo. Pediram para eu sentar e preencher um formulário. Enquanto estava preenchendo, me serviram um chá. Não sabia do que era o chá, e não sou muito fã de chá, mas bebi de qualquer modo. Estava ótimo. Em seguida, me entregaram um mapa de Kyoto, um mapa do bairro e uma revista do que estaria acontecendo esta semana em Kyoto. Tudo muito útil. Para completar, o hotel tem Wi-Fi de graça na recepção. Tudo muito útil.

Mas a parte que me deixou mais feliz e realmente me fez me sentir no Japão foi conhecer o meu quarto. Este hotel que vou ficar em Kyoto é típicamente japonês. O quarto é exatamente o que eu esperaria de um quarto japonês, e eu não poderia ter gostado mais. Chão de tatame, mesas baixinhas, cama de futon (que eu mesmo deveria fazer, afastando a mesa e arrumando a cama), luminárias japonêsa, etc. De um certo, meu quarto até cheirava como o Japão. Estava quase pulando de alegria. Quando fiquei sozinho, senti que poderia passar o tempo todo no quarto, me sentindo um Deus. Por alguma razão estava extremamente excitado.

Tirei minha camiseta ensopada e me troquei. Depois de ficar um bom tempo sonhando acordado no meu quarto, desci para usar a internet. A internet funcionava direitinho, o que é incrível, já que é a primeira vez que tenho Wi-Fi de graça no hotel. Mas, por alguma razão extremamente estranha e enexplicável, o único site que não conseguia entrar era o meu próprio blog. Achei que era um problema do iPad, então tentei entrar no blog usando o computador do hotel, e não consegui. Enquando estava sentado usando o computador do hotel um homem veio pedir minha ajuda. Ele estava tentando mandar um e-mail para sua filha, avisando que tinha chegado bem em Kyoto. Por alguma razão o e-mail não ia de maneira alguma. Ele também tinha um iPad e acho que foi por isso que ele perguntou para mim. Ou talvez por que como ele disse "todo jovem sabe mexer em computadores". De qualquer modo dei uma olhada e não consegui resolver nada. Nisso a mulher dele desceu e nós comesamos a conversar. Eles eram da Austrália e eu contei que tinha acabado de sair de lá e que tinha gostado. Contei da minha viagem e eles acharam muito legal. Também contei que iria estudar cinema e o homem disse "Trabalhei 20 anos com televisão, não faça isso". Bom, no final das contas eu deixei ele usar o meu e-mail e avisar a filha que tinha chegado bem. Ele ficou muito agradecido. Georgia era o nome da filha. No e-mail ele equivocadamente escreveu "George". Eu não avisei ele sobre isso.

Depois de usar a internet, saí do hotel e fui dar uma volta nos arredores, não vi muito, já estava ficando escuro e começou a garuar. Mas meu hotel é do lado de um enorme templo que pretendo visitar. Quando voltei para o hotel, voltei a usar a internet e por sorte, o meu blog havia voltado ao normal. Arrumei o meu quarto, fiz a cama e sai para comer alguma coisa. Comi em um autêntico restaurante japonês. Paguei um pouco mais do que estou acostumado a pagar pelos meus alimentos, mas valeu a pena, comi muito bem. Sentei em frente ao chefe e nós trocamos algumas palavras, as únicas que ele sabia em inglês. Eu o ensinei a falar "obrigado". Em um certo momento durante o meu jantar, ele se sentou e acendeu um cigarro. Não me encomodei. O fato do meu Sushiman fumar na minha frente, entre um prato e outro, algo que eu nunca esperiaria, era estranho e diferente o suficiente para não me encomodar. Muito pelo contrário, gostei de ver isso.

Bem alimentado, voltei para o hotel e apenas li antes de dormir. Demorei para conseguir dormir, demorei bastante. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde o começo da minha viagem. Demorei para dormir e quando consegui cair no sono não dormi bem, mas tudo bem. Meu quarto estva quente demais, essa noite vou dormir com o ar condicionado ligado. Espero não ficar doente, não estou acostumado a dormir com ar condicionado.









































Tokyo - Dia 4.

Hoje foi o primeiro dia da minha estadia em Tokyo em que não estava chovendo. O dia estava lindo, e o céu azul. Em compensação esta estremamente quente. Meu Deus que calor. Não gosto de calor. Não gosto de sentir calor, ou de suar. As pessoas nas rua susavam guarda-chavas para se proteger do sol.

E neste dia quente, lá estava eu tentando pelo terceiro dia seguido visitar o Museu de Arte Moderna. Acordei, tomei banho, me vesti e saí. Tomei café e peguei o metrô direto para o museu. Finalmente consegui visita-lo. O museu era legal, mas nada de especial. Nada que eu deveria ter tentado visitar três dias seguidos. O ingresso para o museu me dava direito de visitar a Crafts Galley, que ficava dentro do parque que eu havia visitado no dia anterior. Este galeria era pequena e continha apenas objetos e utensílios fabricados no Japão. Jarros, pratos e caixas. E por algum motivo que não consigo entender havia uma obra do Jasper Johns no meio disso. Mas a galeria não era nada de especial, nada de interessante.

Tendo visitado os dois museus, fui visitar os jardins do palácio imperial. Era bonito como há de se esperar de qualquer coisa com a palavra "imperial" no nome. Mas eu imaginava encontrar um grande palácio e não havia nada. Pelo que eu entendi, o palácio que um dia ocupou aquele terreno foi destruído por um grande incêndio alguns séculos atras. No meio do jardin havia um pequeno museu com pinturas típicas japonesas. Mas o museu era bem pequeno, assim que você entrava já era possível ver a placa de saída. Eu tinha escolhido o dia certo para visitar este jardim, já que o dia estava lindo. Mas uma coisa eu posso repetir: estava EXTREMAMENTE quente.

Saindo de lá, fui usar a internet e peguei o metrô até Akihabara, onde fui visitar o Senso-Ji, um dos templos mais famosos do Japão. Lá estava muito mais cheio de turistas do que o santuário que tinha visaitado no dia anterior. Mas de qualquer modo, os locais (e os turistas) rezavam e faziam seus pedidos. Em volta deste templo havia dezenas de pequenas lojas. Comi um doce típico japonês, que estava ótimo. Tive que me segurar para não comer mais uns 20. Neste bairro também pude ver o rio Sumida e a Tokyo SkyTree, uma torre que ainda está sobre construção, mas que quando ficar pronta terá mais de 600 metros de altura.

No caminho do hotel saltei na Shinjuko Station, a mais cheia do mundo. Estava bem cheia, e ela é muito grande, então acabei me perdendo um pouco. Mas quando me achei, fui direto para o hotel. Já estou lendo um novo livro, então li um pouco e fui jantar em um outro restaurante no hotel. Comi e uma ótima pizza e fiquei com vontade de sair e dar uma volta. Sabia que o hotel onde se passa "Lost in Translation" ficava perto do meu e pensei em visita-lo. Quando cheguei onde achava que o hotel ficava, achei o Hyatt e o Hilton, um perto do outro. Fiquei confuso com qual seria e acabei não entrando em nenhum e voltei para o meu próprio hotel. O hotel de "Lost in Translation" era o Hyatt.

No hotel, fiz minha mala. No dia seguinte iria pegar um trem para Kyoto. Ainda iria voltar para Tokyo antes de ir à China, mas por enquanto minha estadia na cidade havia acabado.