Friday, June 8, 2012

5 Meses em Segundos




Mesmo antes da viagem começar tinha a idéia de registrar meus dias em um vídeo como este. Esqueci no começo, e resolvi que só iria começar quando fizesse a barba de novo. Tendo feito a barba no ano novo, comecei a tirar uma foto minha por dia, e o resultado é este. Esqueci de tirar as fotos alguns dias, mas não muitos. O vídeo contêm 150 fotos, de 1 de Janeiro até 7 de Junho de 2012. Cinco meses, alguns segundos.

Londres - Dia 4 / Londres - São Paulo.

Não sei porque, mas mais uma vez acabei acordando uma hora antes do meu despertador tocar. E o curioso é que hoje ele iria tocar uma hora mais cedo, o que quer dizer que eu acordei uma hora mais cedo do que no dia anterior, mesmo tendo ido dormir no mesmo horário. Talvez eu estava ansioso demais, afinal hoje era o último dia da minha viagem - o dia em que voltava para casa depois de tanto tempo. Mas ter acordado mais cedo do planejava me deu a chance de ler meu livro antes de sair casa. Ainda estava na metade do livro, mas estava decidiu de que iria acabar com ele hoje, então foi bom dar esta adiantada de manhã. Depois de ler, e antes de sair, decidi que não iria tomar banho, para fazer isso apenas antes da viagem. Assim pude sair mais cedo do que planejava, o que também foi bom. Saí cedo hoje, bem mais cedo do que eu costumo, para poder aproveitar o dia com tudo que eu ainda queria fazer.

A primeira parada seria o TATE Modern, onde eu ainda tinha que ver a exposição que tinha perdido alguns dias atrás. Para não perder o meu tempo, iria de metrô. Não sabia - nem olhando o mapa do metrô - qual seria a parada mais perta do TATE, e não queria saltar em uma estação que eu não conhecia, para não me perder, então resolvi saltar na estação de Waterloo, bem ao lado do BFI. Assim eu só teria que seguir o Thames para chega no TATE. Foi o que fiz, e esta andada levou uns quinze minutos, o que não foi ruim. Chegando lá, fui direto para a bilheteria, onde hoje não havia ninguém na fila. Era uma combinação do horário que eu tinha chegado, com o fato do feriado ter acabado. Sendo assim pude ir direto a exposição, uma retrospectiva do trabalho do Damien Hirst. Já tinha isto alguns de seus trabalhos em museus ao redor do mundo, mas nunca uma exposição solo dele, e nunca tinha visto seus trabalhos icônicos e controversiais. Estava portanto bem animado para ver esta exposição, e realmente adorei. Seu trabalho certamente chama muita atenção, e este é um dos grandes fatores para a sua fama, mas também é um ótimo trabalho - muito bem produzido, realizado, e muitas vezes muito bonito.

Ver seu tubarão, e andar entre as vacas cortadas ao meio, são certamente coisas marcantes. Não só para quem gosta de arte. A exposição estava muito bem montada, com tudo que eu esperava ver, o muitíssimo mais que eu não conhecia. A única coisa que senti falta ao final da exposição foi seu famoso crânio revestido de diamantes - a obra de arte mais cara do mundo. Porém, quando estava indo embora, depois de visitar a loja, vi que no primeiro andar tinham montado uma sala especialmente para o crânio, intitulado "For the Love of God". A exposição em sí era paga (e cara), mas eles estavam expondo o crânio de graça, apara todos. Por isso mesmo, havia uma fila grande para vê-lo. Com um tempo determinado, eles liberavam um pequeno grupo de cada vez dentro da sala onde a obra estava. Mesmo a fila estando grande, ela andou rápida. A sala era toda escura e preta, com apenas uma luz direcinado no crânio, que era refletida em todos seus diamantes. Estava muito bonito, e ver esta obra também foi bem marcante. Foi uma ótima exposição para acabar a lista inacabável de museus que visitei durante esta viagem.

Tinha ficado no museu o tempo que imaginei que iria, mas mesmo assim saí de lá tarde, então tive que percorrer todo o resto do meu dia com pressa - infelizmente. Comecei indo até o metrô que realmente era o mais perto - a estação da St. Paul's Cathedral, do outro lado do rio. O metrô estava extremamente cheio, e isso me deixou com medo de ter que mudar meus planos de usa o metrô para ir para o aeroporto no final do dia. Estava tão cheio que eu quase não consegui pegar o primeiro metrô que chorou, mas como eu não tinha tempo para perder, me meti no meio. Foi um dos metrôs mais cheios em que já andei, ganhando até de alguns que peguei na China. Saltei perto de onde eu queria, e fui logo almoçar. Comi mais uma vez no Byron, em um diferente desta vez. Este tinha sido o primeiro Byron em que comi, quando cheguei em Londres no final do ano passado, e fui atendido pelo mesmo cara. No final ele me perguntou se eu já tinha estado lá, disse que sim e que eu já conhecia. Disse "você é de Melbourne", mas eu estava errado, ele era de Wellington. Cheguei perto.

Depois de almoçar tive que passar em várias lojas. Comprei algumas coisas para mim, mas a grande maioria foram presentes. Não podia perder muito tempo, então apenas entrei nas lojas e comprei o que precisava, sem nem poder passear um pouco por elas. Por sorte já sabia o que precisava comprar, e na maioria delas já sabia onde as coisas estavam. Aproveitei também para passar na loja da Apple, já que ainda não tinha usado a internet hoje. Lá eu pude passar um tempo a mais. Quando fui andando de volta para o apartamento ainda parei para comprar um cartão postal. Não iria mandar cartões postais para ninguém daqui, já que já tinha mandado meus cartões de Londres, e eu só mando um por país. Porém, curiosamente, o meu cartão de Londres para a minha mãe não dói entregue, então tinha prometido que iria mandar outro, assim ela teria um de cada país que visitei. Chegando de volta no apartamento, fui logo fazer tudo que precisava. Terminei de arrumar minha mala, que com os recém-comprados presentes ficou mais cheia do que nunca, e quase não fechou. Em seguida escrevi o cartão postal para a minha, e depois fui tomar um banho. Depois de me lavar, e enquanto me lavava, botei a minha toalha na máquina de secar, assim não teria que levar nada molhado na mala. Com a toalha, a mala ficou ainda mais cheia. Com tudo pronto, chequei se tinha pego tudo, e se tudo estava em ordem. Com tudo em ordem, dei uma saída bem rápida para postar o blog usando o Wi-Fi do café ao lado. Ainda de ir embora, me despedi do Zibi, e então fui para o metrô.

A estação não estava cheia, então eu decidi ir mesmo de metrô até o aeroporto, e foi a decisão perfeita. Entrei no metô no exato horário que queria, e quando tive que trocar de metrô, nãp tive que esperar por quase nada pelo que eu precisava pegar. Da última vez que fui para o aeroporto de metrô tive que esperar uns vinte minutos por este segundo metrô. Este segundo metrô estava bem cheio, e eu tive que ficar em pé durante a viagem toda, por quase uma hora. Tentei aproveitar para ler, mas foi difícil, e não consegui ler muito. Do modo que tudo aconteceu, demorei bem menos do imaginava que iria para chegar no aeroporto. Tinha imaginado uma hora e meia de viagem, mas cheguei em uma hora. O aeroporto estava bem vazio, para a minha felicidade, e eu fuimlogo fazer o check-in. Não queria fazer meu check-in em máquinas, então peguei uma pequena fila para ser atendido por alguém de verdade. Não confio em robôs. Com o check-in feito, passei logo pela segurança, e fui logo para meu portão de embarque. Foi tudo muito rápido e eficiente. O portão de embarque estava completamente vazio, afinal ainda faltavam duas horas para o vôo. Comecei a ler, e não parei até anunciarem o embarque. Nesta hora o portão já estava cheio, mas eu fui literalmente o primeiro a embracar no avião. E assim que entrei, me sentei e voltei a ler.

Fui um bom vôo, sem nada para reclamar. Só parei de ler quando serviram o jantar, que estava surpreendentemente gostoso, e servido com talheres de metal, ao invés de plástico, e guardanapo de pano, ao invés de papel - algo que não é comum na classe econômica. Ao acabar de comer, também acabei o meu livro. Estava lendo "The Picture of Dorian Gray" do Oscar Wilde. Anos atrás já queria ler este livro, e tentei começar, mas eu ainda era muito jovem e não entendia nada. Foi bom então finalmente ler este clássico. Mas, sendo um clássico, estava esperando mais. Gostei do livro, mas realmente não era tudo o que eu esperava. Assim que acabei de ler, tentei dormir. Não havia ninguém sentado do meu lado, então eu pude me deitar (ou semi-deitar) em duas cadeiras, o que facilitou um pouco meu sono. Consegui dormir, mas não muito bem, como era de se esperar. Dormindo e acordando diversas vezes, só levantei de verdade quando iriam servir o café da manhã. Esta refeição não foi tão boa quanto o almoço, mas deu para encarar, e eu comi tudo. No tempo que ainda tínhamos para pousar, consegui aproveitar e escrever para o blog.

O avião pousou no horário certo, de madrugada no Brasil. Saltei do avião o mais rápido que consegui e fui passando na frente de todos que conseguia no corredor, para pegar a menor fila possível ao passar pela imigração. Mas meu vôo não era o único que estava aterrisando naquele mesmo momento, e o aeroporto estava mais cheio do já vi antes. Mas mesmo com muita gente, andou mais rápido do que eu esperava. Isto é o bom de ser residente do país. Passado a imigração, fui buscar minha mala, que demorou muito para chegar. Sempre fico com medo de terem perdido minha mala, então sempre fico nervoso até minha mala aparecer na esteira - e ela sempre acaba aparecendo. Com tudo pronto, tinha apenas que passar pela alfândega, que foinum problema. Não estava nada organizado, todos estavam cortando a fila, e estava cheio demais. Tinha chegado ao Brasil, e cada minuto que passava percebia isso com mais clareza - e estava ficando desesperado de estar de volta. Quando finamente chegou a minha vez na alfândega mandaram inspecionar minha mala no raio-x. Tive que ir até uma outra sala, onde passei a mala no raio-x, e obviamente não tive problemas.

Por muita coincidência (pois não tínhamos planejado isso, e foi algo que só ficamos sabendo há algumas semanas), cheguei em São Paulo bem em um feriado. Sendo assim, mesmo sendo uma quinta-feira, minha família poderia vir me buscar no aeroporto. Como meu vôo pousava muito cedo, disse para eles chegarem um pouco depois. Quando passei por tudo e saí para o saguão, eles ainda nãp estavam lá, e eu tive que esperar uns 15 minutos. Estava com sentimentos paradoxos em estar de volta ao Brasil, de volta para casa, mas estava animado. Quando eles chegaram, entrei no carro e fomos para casa. Era bom estar com meus pais e com a minha irmã de novo. Estava chovendo, e no caminho o dia foi amanhecendo, e já estava claro quando chegamos em casa. Estava em casa. Minha viagem tinha acabado. Era difícil de aceitar isso, mas era verdade. Como eu esperava, mas não queria que acontecesse, mal tinha entrado em casa e era como se não tivesse saído de lá. Como se não tivesse conhecido metade do mundo, passado um ano fora, e sozinho. Era como se nada tivesse acontecido, mas eu sei que aconteceu, e tenho este blog para provar.

Em casa, no meu quarto, deitando em minha própria cama, minha viagem chegou ao fim.














Wednesday, June 6, 2012

Londres - Dia 3.

Achei que iria mais uma vez dormir bastante, então tinha até ligado meu despertador. Curiosamente acordei bem antes do que eu imaginava que iria, e bem antes do horário que o despertador iria tocar. Ainda estava cansado, mas não conseguia mais dormir. Com o tempo que eu agora tinha, li meu livro até o despertador tocar no horário que eu deveria ter acordado. Nesta hora, fui tomar um banho. Depois de me arrumar inteiro, saí rapidamente para usar o Wi-Fi do café ao lado. Hoje estava bem devagar, então a única coisa que fiz foi postar o blog. Tinha planos para hoje, então não podia perder muito tempo. Tinha combinado de almoçar com o meu professor que mora em Londres, o Joe. Tínhamos combinado de nos encontrar em frente da estação de metrô de Covent Garden, então eu ainda precisava andar até lá, e saí da apartamento com tempo o suficiente para chegar lá na hora certa. Fui andando, e não parei em lugar nenhum no caminho. Acabei chegando lá uns dez minutos antes do combinado, então me encostei na vitrine de uma loja e fiquei lá esperando. O tempo passou e eu não estava vendo ele em lugar nenhum. Então, assim que desencostei da vitrine e dei dois passos para frente, vi ele. Ele estava encostado na mesma parede, poucos metros ao meu lado. Poderíamos ter ficado o dia inteiro assim, sem ver um ao outro.

Foi ótimo ver ele, mas isso intensificou meu sentimento de que o tempo não passou, e que minha viagem pela Europa não aconteceu. Bom, ele tinha algumas idéia de onde poderíamos almoçar, então deixei ele escolher. Fomos primeiro andando até um restaurante Grego que era uma das opções, mas depois de dar uma olhada no cardápio, decidimos ir até um outro lugar, um restaurante Belgo. Entramos, nos sentamos, e pedimos os dois a mesma coisa. Passamos o tempo todo conversando: sobre a minha viagem, sobre ele, sobre Londres, sobre os outros, sobre São Paulo, etc, etc. Foi ótimo, a comida era boa, e conversar com alguém conhecido foi muito bom. Ficamos lá por um tempo mesmo depois de acabar de comer, e depois de pagar e ir embora, paramos logo ao lado para ele tomar um café. No café, nos sentamos de novo e continuamos conversando. Com ele morando aqui, não sei qual será a próxima vez que eu verei ele, então foi bom passar esse tempo hoje botando a conversa em dia, e eu me diverti bastante. Do café fomos andando até a praça central de Covent Garden, onde nos despedimos.

Estando logo do lado, fui até a Apple para usar a internet. Não passei muito tempo lá, mas quando saí estava chovendo. Dei uma volta então por umas lojas, incluindo uma livraria onde tinha que comprar um presente, e então decidi ir no cinema. Veria dois filmes, em dois cinemas diferentes. Comprei primeiro meu ingresso para o segundo filme, e então fui para o Prince Charles, onde o primeiro já iria começar. Vi "The Raid", um filme de ação da Indonésia que recebeu críticas super positivas ao redor do mundo, e que eu estava com muita vontade de ver. Foi ação ininterrupta, super violento, e extremamente empolgante e divertido. É realmente o máximo, e sem dúvida todos os que estavam na sala comigo iriam concordar com a minha opinião. Quando o filme acabou, queria passar em mais algumas lojas, mas elas já estavam fechadas. Voltei entãompara a loja da Apple para usar a internet durante o tempo que tinha entre um filme e outro. Fui então para o outro cinema, onde vi "Moonrise Kingdom", o novo filme do Wes Anderson - outro dos filmes que estava mais aguardando para ver este ano. Como foi bom! Adoro o trabalho do Wes Anderson, e este certamente é um dos melhores, e talvez meu favorito. Adorei, adorei, adorei.

Assim que o filme acabou, fui jantar. Ainda queria ver mais um filme, mas decidi que deixaria para uma próxima vez. Fui jantar no Byron, minha Hamburgeria favorita em Londres. Foi tão bom quanto eu lembrava. Fiquei extremamente irritado com a mulher que estava ao meu lado, que pediu um hamburger, desfez ele inteiro, e comeu apenas a carne com garfo e faca! Que doida! Ao acabar de comer, voltei andando para o apartamento. Chegando lá, arrumei minha mala com tudo que já podia guardar, escrevi para o blog, e li meu livro até ir dormir.

Tuesday, June 5, 2012

Londres - Dia 2.

Era de se imaginar que eu estava bem cansado. Nunca na minha vida tinha ficado quase 40 horas seguidas acordado, e pouquíssimas vezes passei de 24. Já sabia que iria dormir bastante, e era exatamente o que queria. Acabei acordando 12 horas depois de ter ido dormir. Poderia ter dormido bem mais, mas já estava ficando tarde, e eu perderia muito tempo dormindo. Sendo assim, me levantei, e fui logo tomar um banho, que me acordou de verdade. Depois de me vestir e me arrumar inteiro, fui enfim falar com o zelador do prédio, o Zibi, quem eu ainda precisava avisar que tinha chagado. Bati na porta dele e ele logo atendeu. Passamos um bom tempo conversando, e ele foi muito simpático como sempre. Tendo feito isso, dei uma saída rápida até o café perto do apartemento onde poderia usar a internet. Ficando apenas do lado de fora, a internet não é das melhores, então só fiz o necessário, para não perder muito tempo.

Voltei então para o partamento, e peguei minhas coisas (incluindo o guarda-chuva) para sair de verdade. Comecei a andar para a minha área de sempre, e no caminho pensei em almoçar em um lugar sugerido por um dos meus professores alguns meses atrás. Mas quando cheguei lá o restaurante estava fechado, então teria que comer em algum outro lugar. Já tinha planejado passar em frente do lugar onde eu planejava jantar, para ter certeza de onde ficava. Como já iria fazer isso, resolvi almoçar lá mesmo, e não adiar mais. Era um lugar que eu queria comer desde Janeiro, e não sei porque adiei várias vezes. Aqui aparentemente se servia o melhor hamburger da cidade, então estava animado. O lugar era bem legal, e a comida foi realmente boa. Um ótimo hamburger sem dúvida, mas não meu prefirido.

Tinha esquecido que em Londres eu não costumava fazer nada além de ir no cinema, mas hoje queria me ocupar com alguma coisa diferente. Resolvi que hoje iria na TATE Modern, e fui andando para lá. Não estava perto, mas eu estou mais que acostumado. Fui andando e andando, parando em alguns poucos lugares. Parei rapidamente na Apple, e na loja de brinquedos Hamleys. Demorei, e quando finalmente cheguei na TATE, estava mais tarde do que eu imaginava. Havia uma grande fila para a exposição que eu queria ver, mas entrei já fila de qualquer modo. Mas pouco depois, um funcionário veio avisar que provavelmente eu só iria conseguir ingressos para entrar na exposição as 5 da tarde. Seria uma roubada, já que faltavam quase duas horas para as 5, e logo as 6 o museu fechava. Tive então que desistir, e fui embora. Quando estava atravessando a Millenium Bridge até a St. Paul's Cathedral, havia um senhor engraçado vestido como uma senhora. Tirei uma foto dele "disfarçadamente", que batarei aí embaixo.

Bom, sem o museu, o que restava era ir ao cinema, então fui andando até um cinema que sabia exatamente onde ficava, mas que nunca tinha ido, onde estava passando um filme que queria ver. Foi uma boa andada, mas ainda faltava tempo para o filme. Chegando lá, comprei meu ingresso, e ainda tive tempo de dar uma volta no shopping onde ele ficava. Não tinham muitas lojas boas, então acabei indo até o supermercado, onde li umas revistas. De lá voltei para o cinema. Vi "The Turin Horse", filme do Béla Tarr que ganhou o prêmio do júri no Festival de Berlim de 2011, e entrou em algumas listas de melhores do ano. Era um filme que queria ver, mas não sabia do que se tratava, ou o que esperar. Gosto de ir ver filmes assim, sem saber nada sobre eles. O filme conta, detalhadamente, sobre o dia-a-dia de um pobre e velho fazendeiro e sua filha. É um ótimo e lindo filme, mas extremamente lento, longo, e sem história. Foi um pouco difícil de agüentar, e passei boa parte do filme pensando em outras coisas. Mas gostei.

Quando saí do cinema o tempo tinha aberto 100%, e eu mal tinha usado meu guarda-chuva. Comecei a andar de volta para apartamento, e no caminho, em Covent Garden, parei para jantar em um restaurante italiano novo. Foi gostoso, e de onde eu me sentei (no andar de cima), conseguia ver a cozinha. De volta no apartamento, botei minhas roupas para labar, e liguei a TV para ver o final de um super concerto de música que estava acontecendo em frente ao Palácio como parte da comemoração dos 60 anos da Rainha no trono. Já tinha perdido bastante, mas ainda pude ver o Stevie Wonder e o Paul McCartney, que acabou a show com Ob-La-Di Ob-La-Da, uma escolha estranha na minha opinião. O evento todo acabou com um discurso do Prince Charles (a Rainha ficou quieta e séria), e um show de fogos de artifícios. Foi bonito. Escrevi então para o blog, e antes de dormir li um pouco do meu livro.

















Monday, June 4, 2012

Londres - Dia 1.

Quando acabou a Festa de Pijama, peguei o metrô de volta para o apartamento. No dia anterior tinha comprado um passe de dia para o metrô, mas ele não funcionava por 24 horas como deveria, e sim até o final do dia, então hoje tive que comprar mais um. Chegando no apartamento, passei o tempo que tinha antes do almoço terminando de escrever para o blog. Quando acabei, saí para almoçar. Fui comer na Hamburgeria perto do apartamento, para também poder usar a internet, como já tinha feito algumas vezes antes. Mas o Wi-Fi que eu costumava usar lá agora tinha uma senha. Até perguntei se eles sabiam a senha, mas o Wo-Fi não era do restaurante. Sendo assim apenas comi, e foi gostoso, mas quando acabei fui tentar usar o Wi-Fi de alguns lugares que por perto que eu sabia a senha. O primeiro que eu parei não estava funcionando, mas então consegui usar a internet em um outro lugar. Fiquei do lado de fora do restaurante usando a internet. Como estava frio, não quis ficar muito lá, e só fiz o que precisava.

Mesmo tendo passado a noite/madrugada/manhã no cinema, já tinha ingresso para um filme de noite. Poderia passar as horas que tinha até lá para dormir, mas não queria "desperdiçar" o dia, então me arrumei para sair. Me agasalhei mais, mas mesmo estando nublado, não quis sair com o guarda-chuva. Foi uma péssima idéia, mas só percebi isso mais tarde. Comecei meu passeio do dia andando até Covent Garden, como sempre costumava fazer. Estava contando os dias para chegar em Londres, mas agora que estou aqui, finalmente percebi que minha viagem está acabando, e estou triste com isso. Estando aqui de volta, fico com o sentimento de que nada que fiz nestes últimos meses não aconteceu de verdade. É um dos sentimentos que mais odeio, e daqui a pouco chegando no Brasil, isso só vai piorar. No meu caminho para Covent Garden passei pelos lugares que gosto, incluindo a loja da Apple, onde pude usar a internet com mais calma. Foi bem ver a cidade de novo, ver o que mudou, e as coisas novas. Minha "mudança" favorita é o fato que a praça central em Leicester Square está finalmente pronta. Ficou bonita, e sem as máquinas e materiais de construção, está mais fácil de andar por lá. Em Covent Garden, visitei todas as lojas que queria e que gosto.

Acabei ficando "livre" bem mais cedo do que queria, e tinha mias algumas horas para matar. Depois de visitar mais algumas lojas, começou a chover. Fiquei dentro de uma loja até a chuva diminuir, e então comecei a andar para o cinema. Mas não parou de chover, e a chuva só ficou piorando. Pouco a pouco fui ficando encharcado. Para chegar no cinema tinha que atravessar o rio, e isso foi mais um grande problema. Hoje, como parte da comemoração de 60 anos da Rainha no trono, havia um desfile de barcos no Thames, com milhares de barcos. Mas quando cheguei lá ja estava meio acabando, não estava bonito, e eu nem tirei fotos. A área perto do ria estava super lotada, e a ponte que ue precisava atravessar estava fechada, o que me obrigou a dar uma volta muito maior do que eu precisava, ficando ainda mais molhado. Achei então um "abrigo", onde parei para esperar a chuva diminuir, e para me secar. Até que consegui me secar bem, e quando a chuva diminuiu, continuei no meu caminho. Cheguei primeiro no BFI, onde passei um tempo na loja deles, e então fui para o IMAX do BFI, que era em um prédio diferente, e onde era o meu filme de hoje. Fui ver "Prometheus". Este era um dos filme que estava mais ansioso para ver este ano, e já tinha comprado meu ingresso há mais de um mês, poucos minutos depois deles começarem a vendê-los. É tão bom quanto eu esperava. Adorei, e me diverti muito. Quando o filme acabou, peguei o metrô de volta para o apartamento, e parei para jantar em uma Pizzaria no caminho. De volta no apartamento, escrevi para o blog, vi TV, e fui dormir. Já estava acordado há quase 40 horas.

















Sunday, June 3, 2012

Oslo - Londres.

Hoje era o dia de voltar para Londres. Estava animado, ansioso, mas ao mesmo tempo não queria pensar muito nisso. Não tenho pensado sobre o fato da minha viagem estar acabando. Estou há tanto tempo viajando, fora de casa, que esta é a minha vida agora. Tenho que me lembrar que esta é apenas uma "fase", um "capítulo", e não o todo. O que estou vivendo é apenas parte de um todo, uma parte com prazo de validade. Mas bom, isso é outra história. Dormi bem esta noite, e apesar de acordar algumas vezes com os outros do meu quarto levantando e tomando banho, só acordei de verdade com o tocar do meu despertador. Levantei, me arrumei, e desci para o café da manhã. Comi bastante, como sempre faço, e aproveitei o último café da manhã que terei com certeza até chegar em São Paulo. Quando subi de volta para o quarto fui logo tomar um banho. Não estava com pressa, e estava fazendo tudo com muita calma. Depois de me lavar e me vestir, arrumei minha mala com calma - chequei que tudo estava no lugar certo, e que tudo estava lá. Com tudo pronto, desci para usar a internet e fazer o check-out. Geralmente, antes de ir embora de cada quarto de hotel que fiquei durante toda a viagem, tiro uma foto do quarto. Hoje, como tinha gente no quarto, não fiz isso. Mas já sabia da possibilidade disto acontecer, então já havia tirido uma foto do quarto em um momento que estive sozinho lá dentro - como já tinha feito da última vez que estava neste hotel.

Tinha que fazer o check-out, mas planejava ainda ficar um tempo na internet e dar uma volta pela cidade antes de sair do hotel. Foi o que fiz. Fiz o check-out, e depois de ficar um bom tempo na internet, deixei minhas malas em uma sala própria para isso, e dei uma saída. Hoje em Oslo era o Dia da Música, um evento anual. Nesta data, vários palcos são montados pela cidade e todo tipo de música é tocada de graça, ao ar livre, e para quem quiser ouvir. Já sabia que alguns dos palcos eram bem perto do hotel, por ter visto eles montando os palcos no dia anterior. Um deles era bem do lado do hotel. Mas eu decidi que iria começar indo até a Ópera, onde imaginei que estaria acontecendo algo no palco que tinham montado na água. Fui andando até lá, mas quando comecei a chegar perto vi que o tinham desmontado o palco, que não estava mais lá. De qualquer modo continuei andando até lá, nem que se fosse apenas para me despedir. Foi só o que fiz mesmo.meei uma volta, subi ela toda, aproveitei a vista, visitei mais uma vez o seu interior, e me despedi dela, me despedi de Oslo. De lá, fui andando de volta para os palcos que eu sabia que existiam. Fui passando um por um, e ainda não estava acontecendo nenhum show. Fiquei um pouco desapontado, mas isso me deu a possibilidade de dar uma boa volta pela cidade. Passei pelo castelo, pela prefeitura, em frente ao porto, e pelo grande shopping da cidade. O dia estava bonito, mas ainda estava frio. Quando comecei a voltar para o hotel, estava acontecendo um show no palco que ficava bem na esquina, então ainda pude aproveitar um pouco. Escutei duas ou três músicas, e voltei para o hotel.

Depois de passar mais um tempinho na internet, e conversar com os meus pais, fui andando para a estação de trem, de onde eu pegaria um trem para o aeroporto. Poderia pegar dois trens diferentes, mas os dois chegariam lá no mesmo horário. O que saía mais cedo faria mais paradas, e demoraria mais, então já tinha decidido pegar o segundo. Cheguei bem em cima da hora, algo que odeio fazer, e entrei no trem dois minutos antes dele sair da estação. Demorou um pouco menos de meia hora para chegarmos no aeroporto. Geralmente, gosto de chegar no aeroporto antes de um vôo internacional com duas horas de antecedência. Mas hoje, estava chegando três. Para ter certez de que não iria para o aeroporto errado, tinha entrado no site do aeroporto no dia anterior e havia uma mensagem bem na página principal. Ela dizia que uma hora antes, bem naquele dia, havia começado uma greve da equipe de segurança do aeroporto, e que eles recomendavam chegar com bastante tempo de antecedência antes do vôo. Eles até sugeriam que quem pudesse, cancelassem seus vôos. Não era uma boa notícia, mas eu fiquei calmo, sabia que nãp teria nenhum problema.

Quando cheguei no aeroporto ele estava bem vazio, e não parecia ter nenhuma confusão por conta da greve. Fui logo fazer o check-in, que foi super rápido. A fila para os raio-x estavam maiores, mas nada incomum, e também foi bem rápida. Passei por tudo e ainda tinha três horas para o vôo. Bastante tempo para matar. Comecei indo até uma loja onde li uma revistas, e então fui para o portão de onde meu avião sairia. Pensei que iria passar um tempo na internet, mas o Wi-Fi não estava funcionando. Passei o resto do tempo que eu tinha lendo e aproveitei para escrever um pouco para o blog. Começou a chegar perto da hora do vôo, e ainda nãp estavam anunciando nada. Percebi que iríamos atrasar quando chegou a hora que supostamente o portão fecharia, e o avião ainda nem estava lá. Começaram a embarcar para o vôo na hora que era para ele estar decolando, e decolamos de verdade com 45 minutos de atraso. Em uma circunstância normal, não iria ligar muito para esse atraso, mas já tinha planos para esta noite em Londres. Cada minuto que atrasávamos mais, eu ficava mais impaciente e irritado, preocupado em interferir com meus planos.

O vôo demorou o tempo planejado, então chegamos em Londres com quase uma hora de atraso. Foi um bom vôo, que eu passei lendo, e não tem muito para dizer sobre ele. Assim que aterrisamos, saí correndo para a imigração, passando na frente de todos pelo meu caminho. Mas isso não fez quase diferença nenhuma, já que quase todos do vôo foram para a fila de cidadãs europeus. A minha fila estava bem longa, com uma grupo enorme de indianos. Foi mais uma coisa para me atrasar, mas no final ela andaou bem mais rápido do que eu imaginava. Porém, quando chegou a minha vez, passei um tempão sendo questionado. Me perguntaram sobre a minha viagem, meu dinheiro, minha família, pediram para ver meus cartões de créditos, fizeram várias anotações, mas no final me deixaram passar. Odeio tudo isso: polícias, burocracias, imigrações, questionários, etc. Tendo passado pela imigração, corri para pegar minha mala, que já estava esperando por mim, e corri para o trem que iria pegar para a cidade. Já estava decidido de iria para a cidade de metrô, por ser 1/5 do preço de trem expresso, mas agora que estava uma hora atrasado, não podia perder tempo nenhum, e tive que pegar o trem expresso mesmo. O preço é ridículo, mas pelo menos ele funciona, e me levou para o centro da cidade em 15 minutos.

Chegando na estação da cidade, tive que então pegar o metrô para a parada ao lado do apartamento, e então correr para lá. Cheguei no apartamento uma hora e meia depois de ter pousado no aeroporto. Não era um tempo ruim, mas tinha que continuar correndo. Os "planos" que eu tinha esta noite era uma Festa de Pijama no Prince Charles Cinema - o cinema mais legal do mundo, e meu santuário em Londres. Tinha marcado minha passagem de Oslo para cá neste dia para poder ir neste evento, e já tinha comprado meu ingresso há mais um mês. A "festa" começava em pouco mais de meia hora. No apartamento, tive tempo apenas de botar meu pijama por baixo da roupa, e logo saí para comer alguma coisa. Precisava comer rápido, então fui no restaurante mexicano que eu gosto ao lado do apartamento. Comi bem rápido, passei no supermercado onde comprei uma garrafona d'água, e peguei o metrô para o cinema.

Para minha felicidade, cheguei no cinema na hora certa. Retirei meu ingresso, me troquei para ficar de pijamas, e ainda consegui um ótimo lugar. A noite que então começou foi longa. Fiquei um récorde pessoal de 14 horas no cinema, vendo 8 filmes seguidos - outro récorde. Os filmes selecionados para a Festa de Pijama eram todos filmes com temáticas jovens, quase todos eles passados em colégios. Foram eles: "Empire Records", "Clueless", "Mean Girls", "10 Things I Hate About You", "Fast Times at Ridgemont High", "Reality Bites", "Pretty in Pink", e "The Breakfast Club". Os planos iniciais eram que iriam acontecer algumas coisas entre um filme e outro: jogos, competições, uma seleção de histórias embaraçosas da platéia, e outras coisas. Mas no final, para comseguirem acabar o evento no horário planejado, quase nada disse aconteceu. De qualquer modo foi uma noite divertidíssima. Estar no cinema de pijama era muito bom (apesar do frio), a platéia do Prince Charles é sempre muito divertida, assim como aqueles que trabalham lá, e os filmes foram - na sua maioria - ótimos. Quase como milagre, agüentei a noite toda, e apenas dormi por alguns minutos durante "Reality Bites", o pior de todos - realmente ruim. Meu favorito foi "The Breakfast Club", que fechou o evento. De todos os filmes, só tinha visto dois anteriormente, então foi quase tudo novidade. Foi muito bom. Me diverti, e passei a noite em claro como só fiz uma única outra vez na vida. Uma bela festa! Cheguei no cinema as 9:30 da noite, e saí de lá as 11:30 da manhã do dia seguinte. Loucura! O evento estava esgotado, mas no final não eram muitos os que tinha sobrado e agüentado tudo, como eu.

Sem ter dormido, um dia se mesclou com o outro, mas contarei do "segundo" dia no próximo post.











Saturday, June 2, 2012

Oslo - Dia 1.

No meio da madrugada curiosamente chegou um novo hóspede no meu quarto. Não sei que horas ele chegou, mas como eu tinha ido dormir uma da manhã e ele nãp estava lá, foi bem tarde. Mais tarde, acordei algumas vezes com o barulho das pessoas indo embora, incluindo esse mesmo hóspede. Acordei então com o meu despertador na hora que queria, e estava sozinho no quarto, como eu gosto. Me arrumei e logo desci para tomar café. Não sei porquê, mas comi com muita pressa, e não conseguia me segurar. Era bom estar tomando café da manhã. Comi bastante, e voltei para o quarto. Tomei um banho, me vesti, e desci para usar a internet. Acabei ficando mais tempo do que eu esperava na internet, e saí um pouco mais tarde do que eu planejava do hotel. Em alguns modos este era o último dia da minha viagem, já que voltar para Londres (onde vou realmente passar os últimos dias) é quase como voltar para casa. Mas mesmo sendo o "último dia", não foi muito especial. Foi um bom dia, como todos, mas nada de especial.

Comecei indo até um museu que ainda não tinha visitado na cidade, o Stenersen Museet, de arte moderna e contemporânea. Ele não ficava longe do hotel, mas eu demorei para encontrá-lo. esteva no lugar certo, onde o mapa mostrava, mas não via nada. Só então percebi de que o museu estava debaixo dos meus pés. Vi uma placa, e tive que descer uma escada para chegar no museu. Não é um museu muito grande, mas haviam três exposições diferentes. A primeira, e de longe a melhor, era de um fotógrafo que eu não conhecia, chamado Gregory Crewdson. Suas fotos eram super cinematográficas, como eu gosto, e muito bonitas. Logo que comecei a ver a exposição me lembrei de "Blue Velvet", do David Lynch. Não apenas pelo tom das fotos, mas pelo nome da série: "Beneath The Roses", que me lembrou da cena de abertura do filme. Mais tarde, quando estava folheando um livro da exposição, comprovei que estava certo. Segundo o próprio fotógrafo, "Blue Velvet" mudou a vida dele. Me senti muito esperto! As outras exposições não eram muito boas. As duas eram de Noruegueses, mas não me agradaram.

Acabei ficando muito menos do que imaginava que iria no museu, e esse eram meus únicos planos para o dia. Teria que me distrair pelo resto do dia sem saber muito o que fazer. Quando estava em Oslo antes, imaginei que passaria este último dia no Vigelandsparken, que tinha adorado. Mas antes o clima estava lindo e quente, e hoje estava frio e nublado. Sendo assim, não iria aproveitar muito o ar livre, e descartei esta possibilidade. Uma coisa que eu sabia que precisava fazer era comprar selos e cartões postais. O único correio que eu tinha visto na cidade ficava dentro da estação de trem, então fui andando para lá. No caminho parei em um shopping que já tinha visto algumas vezes e dei uma volta pelas lojas. Não tinha nada muito especial. Cheguei então na estação, onde fui logo para o correio. Peguei uma senha, e vi que haviam umas vinte pessoas na minha frente. Sabia que teria tempo o suficiente, então subi e fui checar o preço de uns cartões postais. Eram caríssimos, ridículo. Voltei então para o correio e esperei minha vez. Quando comsegui meus selos, e aproveitando estar na estação de trem, fui checar os horários dos trens que poderia pegar para o aeroporto no dia seguinte. Fiz isso, e então acabei comprando uns cartões postais na central de turismo. Eles eram mais baratos, mas ainda caros.

Fui andando então até uma livraria que eu conhecia, onde estava pensando em comprar um livro. Demorei para decidir se iria ou não comprar o livro, mas como não queria focar sem o que ler, comprei. Comecei a andar então até a Academia de Arte da cidade, onde queria ver uma exposição. Parei em alguns lugares no caminho, incluindo o DogA (centro de design e arquitetura, que já tinha visitado) onde estava acontecendo uma pequena exposição sobre um casal de estilistas. Fiquei pouco tempo lá, mas eles já fechavam em dez minutos, então não mudou muito. Parei também em uma galeria de arte que encontrei no caminho, mas que não tinha nada de bom. Demorei para encontrar a Academia de Arte, e imaginei que a exposição já estaria fechada, mas por sorte não estava. Tive tempo de ver a exposição e dar uma volta pela escola, que era bem bonita, uma antiga fábrica. De lá voltei com calma para o hotel.

Quando cheguei no hotel havia alguém novo no quarto, um garoto da Lituânia. Conversamos um pouco, e ele era legal. Depois de um tempo saí de novo, um tempo antes do jantar. Para matar o tempo, fui dar uma volta pelos jardins do castelo, e fiquei lá por um certo tempo, até decidir ir comer. Assim como no outro dia que visitei o castelo antes do jantar, fui comer no restaurante na esquina do meu hotel. Já tinha planejado que iria jantar lá, e mesmo sendo caro, queria "celebrar" um pouco o começo do fim da viagem. Comi um salmão, como da última vez. Estava ótimo, mas talvez não tão especial como o último. Assim que acabei de jantar fui para o hotel, e subi para o quarto onde escrevi meus cartões postais. Depois de escrevê-los, desci para usar a internet, onde fiquei por bastante tempo, e escrevi para o blog. Quando subi para o quarto havia alguém novo no quarto, um senhor. Fui me arrumar para dormir, e decidi que não iria ler, assim acabei indo dormir mais cedo do que de costume.