Acordei as 9:30 depois de forçar a tentar dormir mais. Tinha acordado originalmete as 7:30, mas era cedo demais. Quando realmente não consegui mais dormir, tomei um banho, me arrumei e saí. O café da manhã do hotel já havia acabado, então fui tomar café em um Starbucks que tinha visto no dia anterior. Comi e andei até o Corredor da Paz, que é interligado com o Parque e atravessa todo o centro. Tanto no parque quanto neste "corredor" tenho acesso à internet de graça. Passei um bom tempo sentado em um banco por lá, usando a internet para tudo que precisava. É difícil ficar sem internet uma vez que você esta acustumado à usa-la constantemente. Agora, principalmente com o blog, tenho que definitivamente usar a internet todo dia, nem que seja por um instante. Bom, tendo usado a internet, andei até o Parque da Paz.
Sessenta e seis anos atraz, às 8:15 da manhã do dia 6 de Agosto de 1945, a cidade de Hiroshima foi vítima da primeira Bomba Atômica usada como arma na história da humanidade. Com uma única bomba, a cidade inteira foi virtualmente destruída e milhares de vidas foram perdidas. O hipocentro da explosão foi a poucos metros do parque, no centro da cidade, onde a bomba explodiu à 600 metros de altura, destruindo tudo em um raio de dois quilômetros. O parque serve como um memorial à todas as vidas perdidas por conta da bomba, e serve como lembrança dos horrores que as pessoas da cidade sofreram. Dezenas de momumentos estão espalhados por todo o parque, mas mais importante lá se encontra o Hiroshima National Peace Memorial Hall for the Atomic Bomb Victims, o Hiroshima Peace Memorial Museum, e o Atomic Bomb Dome.
Comecei andando pelo parque e vendo seus diversos momumentos. Depois atravessei o rio para para ver o Atomic Bomb Dome de perto. Esta construção, que antigamente servia como centro de convenções e exposições do governo, foi severamente danificada pela bomba, mas foi uma das pouquíssimas que não foi 100% destruída. Desde então, ela é mantida no estado que ficou logo após a explosão e virou um símbolo da cidade.
Em seguida fui ao Hiroshima National Peace Memorial Hall for the Atomic Bomb Victims. Lá se encontra o Hall of Remembrance, que tem em suas paredes um panorama em 360º da cidade destruída, vista do hipocentro. O panorama é formado por 140,000 peças de mosaico, que corresponde ao número aproximado de vítimas que morreram até até o fim de 1945 (muitos mais morreram em consequência de doenças causadas pela radioatividade da bomba). No centro se encontra uma fonte na forma de um relógio marcando 8:15. A fonte é dedicada a todos que morreram suplicando por água. Lá também se encontra uma área de informação sobre as vítimas, com o nome e fotos de todas aqueles que foram identificados, e uma biblioteca com relatos e memórias dos sobreviventes. Nesta biblioteca, cheguei a ouvir à algumas das memórias dos sobreviventes, mas era tudo muito deprimente e perturbador, então não fiquei muito.
De lá fui visitar o Hiroshima Peace Memorial Museum, que coleta e expõe pertences deixados pelas vítimas, fotos e outros materiais que conotam o horror daquele evento. Além disso, apresenta exposições que descrevem Hiroshima antes e depois do bombardeio e outras que apresentam a condição atual da era nuclear. A parte do museu que conta a história da bomba, desde seu desenvolvimento até o bombardeio, é muito interessante e me fez aprender muito. Contudo, a parte em que se explica os danos causados pela radiação, com fotos e pertences das vítimas era extremamente perturbadora e prefiro não descrevê-la. Guerras e suas consequências são realmente um horror, o ser humano é uma raça muito restritiva e cruel. Não há nada como viver em paz.
Depois de visitar tudo isso e concluir minha visita ao parque, comecei a andar de volta para o hotel. No caminho comi e visitei algumas lojas, incluindo uma Tower Records e uma loja de brinquedos. Depois comprei meu jantar para comer mais tarde no hotel. Acabei chegando no hotel só a noite, e fiquei lá o resto o dia.





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