Monday, October 10, 2011

Hong Kong - Dia 2.

Ainda não tinha achado um lugar perto do hotel para tomar café, e além disso queria ter certeza de que o café do hotel é o mesmo preço todos os dias, então tomei café da manhã no hotel. Depois do café fiquei um bom tempo na internet, botando algumas coisas em dia. Tomei um banho, me arrumei e saí. Eu ainda queria ver o filme que não pude ver no dia anterior. Como o filme era só às 5:00 da tarde, decidi andar até o bairro onde o cinema fica e passar a tarde visitando a região.

Como já disse meu hotel fica em frente à baía de Hong Kong, então decidi andar até lá. No caminho passei por uma parque dedicado a memória do Dr. Sun Yat-Sen, uma figura importante e muito respeitada da China. Havia uma enorme estátua dele no meio da praça, com uma placa dando um resumo da sua vida e suas conquistas em nome da China. Ao lado deste parque fica um grande centro de esportes, que também tem o nome do Dr. Sun. O parque fica logo em frente da baía, que tem um visual muito bonito, com montanhas misturados com grandes prédios, além dos barcos que passam por ela. Comecei a andar em direção à área o de o cinema fica pela baía, onde muita gente estava fazendo exercício e correndo. Acabei achando uma estação de metrô que não sabia que existia, e decidi ir de metrô até lá. Olhando o meu guia para ver o que eu poderia fazer por perto de onde o cinema fica decidi visitar o Hong Kong Art Center. Parei na estação que ficava mais perto e cheguei bem rápido neste centro de arte. Ao entrar vi uma livraria de livros de arte e fiquei um tempo lá. Depois fui explorar o que eu conseguia achar. Este centro de arte era um prédio, e olhando o diretório vi que na verdade lá ficavam muitos escritórios de empresas ligadas à arte. Havia porém algumas exposições acontecendo. Uma no instituto Goethe, e outra em uma galeria de verdade que ficava dentro do prédio. Visitei as duas exposições. A que ficava no instituto Goethe era uma exposição de fotografias, mas bem fraca e limitada. A exposição da galeria era maior, com vários artistas da Coréia, mas também era bem fraca, com algumas obras muito feias. Um pouco decepcionado com minha visita a este centro de arte, desci para o térreo e descobri que no prédio havia um pequeno cinema, o agnès b. Cinema. No meu caminho para o centro eu estava lembrando de um ótimo filme que vi no cinema alguns anos atrás e nunca achei para vender, então nunca pude vê-lo denovo. Um filme que eu e meu amigo consideramos uma grande referência cinematográfica de direção de fotografia e arte. Por enorme coincidência, tão grande que não pude acreditar, descobri que este pequeno cinema no centro de arte iria ter uma seção deste mesmo filme no dia 15. Fiquei muito feliz, e certamente não vou perder.

Quando saí do centro de arte estava garoando, mas não demorou para parar. Continuei andando pelo bairro e entre outras coisas eu achei uma livraria, e fiquei um tempão lá. Acabei não comprando nada, mas adoro visitar livrarias. Saindo da livraria a cidade estava toda molhada, como se tivesse chovido bastante, mas não chovia mais. De lá fui para o Shopping onde fica o cinema. Faltava uma meia hora para o filme, ou pelo menos era o que eu imaginava. Quando cheguei no cinema fiquei surpreso em ver que o filme não iria passar no horário que eu estava imaginando, mas sim às 9:00 da noite. Fiquei bem irritado com isso. Olhei a programação do cinema e vi que em cada dia ele passa em um horário diferente. Que coisa mais besta! 9:00 da noite seria tarde para voltar para lá, então decidi tentar ver o filme no dia seguinte, as 7:00. Tinha voltado a chover. Com meus planos cancelados e por conta da chuva, decidi voltar para o hotel. Descobri que havia uma estação de metrô que parava quase dentro do Shopping, então não tive que pegar chuva para chegar lá.

De volta no hotel vi um pouco de T.V, li, e usei a internet. Mais tarde jantei mais uma vez no hotel. Pedi uma Pizza que estava boa, e fiquei satisfeito. Antes de dormir acabei de ler meu livro. Estava lendo "Crime and Punishment" de Fyodor Dostoevsky. Publicado pela primeira vez em 1866, o livro conta a história de Raskolnikov, um estudante em São Petesburgo que mata uma senhora, presumidamente por dinheiro, mas principalmente por se sentir capaz de cometer tal crime. Através de um narrador observador omniciente o livro apresenta os pensamentos de Raskolnikov sobre seu crime, e seu caminho à redenção. Este é um livro que sempre quis ler, mas imaginava algo muito diferente. Antes de ler tinha uma expectativa sobre ele, ao começar a ler comecei a ter outras, e me aprofundando mais vi que todas elas estavam erradas. Mesmo sendo muito diferente do que eu imaginava, gostei muito do livro. Hoje também marcava um ano da minha primeira visita à Rússia, uma coincidência que achei significante.











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