Tuesday, October 25, 2011

Kuala Lumpur - Dia 2.

Acordei um segundo antes do meu despertador tocar. Desci, tomei café, e fui para o Shopping usar a internet. Ainda não tinha escrito o post para o blog, então acabei ficando mais tempo lá, e não tive tempo para ler de manhã. Depois de usar a internet, voltei para o hotel, tomei um banho e saí. Uma coisa muito estranha aconteceu: depois de tomar banho, estava me secando e a toalha começou a ficar manchada de rosa. Primeiro eu pensei que ela já estava assim antes, mas quanto mais eu me secava (principalmente minha cabeça), mais rosa ela ficava, como se tivesse tinta no meu cabelo. Não era sangue, já que era rosa claro. Não tenho a menor idéia do que pode ter acontecido.

Hoje queria visitar o Central Market, um mercado famoso da cidade, então comecei a andar em sua direção. A cidade não é muito grande e eu consigo facilmente andar para qualquer lugar, sem precisar usar o metrô. No caminho do mercado passei por Chinatown, onde andei por uma rua onde haviam várias barracas vendendo coisas diversas. Andando por lá lembrei que eu iria precisar comprar cartões postais para mandar da minha visita à Malásia. Procurei um pouco por esta rua, mas não achei nada. Mas pouco tempo depois estava andando por uma outra rua e encontrei uma loja de souvenirs, onde eu achei alguns cartões postais, e comprei o que eu precisava. Perguntei onde eu poderia comprar selos, e me disseram que poderia comprar no Central Market. Sem eu perceber, já tinha chegado lá, e ter entrado nesta loja de souvenirs facilitou meu caminho, já que entrei por um lado, e saí por outro, na frente do mercado.

Não sei porquê, mas eu imaginava que o Central Market era um mercado de frutas e comidas, então quando eu entrei lá e vi um monte de lojas vendendo coisas inúteis, fiquei decepcionado. Com "coisas inúteis" quero dizer exatamente isso. Claro que não era 100% das lojas que vendiam as coisas inúteis, mas não consigo entender quem compra certas coisas, e como as pessoas que decidem vender certas coisas fazem dinheiro. Dei uma volta por todas as lojas do mercado. Por lá encontrei uma "galeria de arte" que estava tendo uma exposição comparando Pop-Art dos Estados Unidos e da China. No pôster haviam imagens de quadros do Andy Warhol e um artista chinês que não me lembro o nome, mas que já tinha visto exposições na Europa. Parecia interessante, mas quando cheguei lá vi que todos os quadros eram cópias, e não originais. Um quadro do Andy Warhol ou do Roy Lichtenstein por $100 dólares? Seria ótimo. O resto do mercado não tinha nada de legal, e no andar de cima haviam alguns restaurantes, mas pelo menos eu consegui comprar os selos que eu precisava, em uma outra loja de souvenirs.

Quando saído mercado pensei em andar até a Mesquita Nacional, que não estava muito longe. Estava vendo alguma coisa â distância que parecia ser a tal mesquita, mas quando cheguei lá vi que era na veradade uma estação de trem. De qualquer modo não estava longe da mesquita, e só precisava atravesar a rua. Mas atravesar a rua em Kuala Lumpur é quase impossível. Algumas das ruas não tem sinais, e as que tem apresentam outros problemas: os sinais demoram muito para abrir. No dia anterior esperei um sinal abrir por mais de dez minutos. Os sinais dos carros trocaram umas três vezes, mas o sinal de pedestres simplesmente não abria. Todo mundo atravessa no sinal vermelho, como se fosse a coisa mais normal do mundo. O problema é que não são só as pessoas que atravessam os sinais vermelhos, os carros, e principalmente as motos, fazem o mesmo. Quando estava atravessando a rua para a mesquita havia corvo comendo os restos mortais de um gato atropelado. O gato estava tão destruído que ele parecia um carpete. Quando cheguei na mesquita vi que ela estava fechada para visitas de turistas não muçulmanos. Faltavam uns 40 minutos para eu poder entrar, mas mesmo assim não sabia se eu poderia entrar, porque havia uma placa dizendo que era proibido entrar de shorts, e eu estava de shorts. De qualquer modo resolvi esperar para ver o que acontecia. Quando a mesquita abriu para os visiantes, tentei entrar. Como eu estava de shorts, e realmente era proibido entrar lá de shorts, tive que cobrir com um robe lilás que cobria meu corpo todo. Estava lá dentro, usando o capuz do robe, quando uma mulher se aproximou de mim e disse que os homens não precisavam usar o capuz. Ela disse que ela era uma voluntária da mesquita e perguntou se eu queria que ela me explicasse um pouco sobre o islamismo e sobre a mesquita. Disse que tudo bem, e com o tempo mais pessoas foram se juntando a nós. Primeiro nós demos uma volta pela mesquita e depois ela começou a contar várias histórias e explicar um pouco sobre a religião. Teoricamente a mesquita só estaria aberta para os turistas por uma hora até a próxima reza, mas como eu estava com essa guia, acabei ficando muito mais do que isso, e pude ver a reza. A guia não parava de falar, e eu não conseguia ir embora. Fiquei muito mais do que eu queria. Quando finalmente consegui ir embora, eu era o único turista que ainda estava lá. De qualquer modo foi interessante. Não sou nada religioso, mas religião é algo que me interessa, então aprender um pouco mais sobre uma delas é sempre bom.

Saindo da mesquita voltei para o hotel. Primeiro usei um pouco de internet no Shopping e comprei um sanduíche para comer mais tarde. Depois fiz sauna e nadei um pouco. Quando entrei na sauna haviam quatro homens lá dentro, e um deles estava de meia e tênis. Depois disso voltei para o quarto, comi meu sanduíche, escrevi para o blog, e dormi.



















































1 comment: