Tuesday, March 13, 2012

Avignon - Dia 1.

Não fui dormir muito tarde. Certamente foi mais cedo do que nas noites mais recentes, então não liguei o meu despertador e esperei até acordar. Meu despertador foi substituído por um aspirador de pó que começaram a usar no corredor bem em frente ao meu quarto. Ainda estava mais cedo do que eu esperava e queria acordar, então tentei voltar a dormir, e consegui, mas não por muito. Pouco tempo depois bateram na minha porta. Resolvi não responder e fingi que estava dormindo. Destrancaram a porta e começaram a entrar, mas quando me viram deitado "dormindo", foram embora. Depois disso não consegui dormir de volta, então levantei. Usei a internet, e li um pouco do meu livro. Fui então tomar um banho, e quando acabei estava me sacando no banheiro quando escutei entrarem no meu quarto mais uma vez. Me cobri com a toalha e saí do banheiro, para mostrar que eu ainda estava no quarto. A moça tomou um susto, se desculpou, e foi embora. Eu avisei que eu cinco minutos já teria saído. Em cinco minutos eu tinha saído.

A primeira coisa que fui fazer foi checar os horários do trem que pretendo pegar para sair daqui. A estação não é longe do hotel, e fica no caminho da cidade, então não custaria nada. Acabei marcando um lugar no trem, mas descobri que ele não vai sair desta estação perto do hotel, o que me dará um pouco mais de trabalho. Com isso resolvido, entrei na cidade. Era a primeira vez que eu a via de dia, com as coisas funcionando. Fui andando e entrei em um parque. Assim que entrei neste parque encontrei no chão uma revista do cinema Utopia, que eu fui algumas vezes em Bordeaux. Fiquei feliz de descobrir que existia um aqui, e levei a revista comigo. Continuei passeando e cheguei no centro de turismo, então entrei para pegar algumas informações. Peguei alguns mapas e vários panfletos, saí de lá carregando um monte de papeis, que continuei carregando até o final do dia. Também aproveitar para perguntar onde ficava o Utopia. O endereço estava na revista, mas eu não tinha conseguido achar no mapa. Era bem perto de onde eu estava planejando ir hoje, então seria perfeito. Ainda tinha um tempo até o almoço, então continuei passeando e visitei algumas lojas. Passei por uma loja super legal de camisas, mas nem entrei. Fui então procurar um restaurante onde eu queria comer, mas chegando lá ele estava fechado, o que eu achei estranho já que na porta dizia que eles abriam todos os dias da semana. Acabei escolhendo um outro restaurante bem ao lado e me sentei do lado de fora. O dia estava bem ensolarado. Comi bem, um bom prato de frango, que não comia há muito tempo.

De barriga cheia, continuei passeando um pouco mas indo no sentid dos lugares que queria visitar. Fui primeiro até o cinema para comprar um ingresso com antecedência. O homem da bilheteria estava no telefone, e me deixou esperando um tempão. Quando ele desligou, pedi para comprar um ingresso e ele me olhou como se eu fosse louco. Expliquei umas duas vezes o que queria, e só então ele disse que eles só começavam a vender os ingressos uma hora antes do filme começar, e eu estava mais de cinco horas adiantado. Fiquei irritado com o homem. Fui então até o jardim do Rocher des Doms, de onde se tem uma linda vista da cidade, e da ilha de Barthelasse. Fiquei um tempo por lá, de tão bonito que era. Desci então para visitar o Palácio do Papa. Durante o século 14 a sede do Papa era aqui em Avignon, neste que é o maior palácio gótico do mundo. Nove Papas diferentes moraram e fizeram o que Papas fazem (não me pergunte o que isso é) aqui. O palácio é incrível, lindo, e impressionante. Tanto por fora quanto por dentro.

Mesmo na sua imensidade, acabei focando lá menos tempo do que eu esperava, e quando saí não sabia exatamente o que fazer. Tinha uma hora até o jantar, e gastei ela andando por partes da cidade que ainda não tinha visitado, incluindo uma parte só para pedestres. Haviam algumas lojas legais, mas eu não vi nada muito interessante durante este passeio. De qualquer modo a cidade é muito bonita, medieval. Não estava frio, mas venta muito aqui. Não é o tempo todo, mas quando venta, venta muito. Quando chegou então a hora do jantar, fui comer. Já sabia mais ou menos onde iria comer, mas no final acabei escolhendo um restaurante ao lado do que o que estava pensando. Comi bem, mas pedi uma entrada que não era o que eu estava imagindo e não gostei muito. De resto estava bom. Acabei com o tocar do sino, e fui direto para o cinema, onde fmeu filme começava em 20 minutos. Vi "Albert Nobbs", que foi nomeado para alguns Oscars e que é dirigido pelo filho do Gabriel García Márquez, Rodrigo García. Não gostei muito, até menos do que eu esperava, e eu já não esperava muito. As atrizes são ótimas, e certamente mereciam suas nomeações, mas fora isso não tem muitos méritos. Assim que o filme acabou voltei para o hotel. Usei a internet, escrivi para o blog, e li meu livro. Enquanto estava escrevendo para o blog bateram na minha porta e eu tomei um baita susto. Eu estava ouvindo música e pediram para eu abaixar o volume. Se eu fosse reclamar de todos os barulhos que tive que agüentar nos hotéis que fiquei, teria reclamado muito. E quem que reclama do Bob Dylan?






































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