Quando saí do apartamento já eram quase 2 da tarde, então a primeira coisa que eu precisava era comer. Queria almoçar em um lugar que tinha lido sobre em um guia, mas era longe então não tinha certeza se iria até lá ou não. No final não consegui resistir, já que era um lugar de Hamburger chamado Fast Good, criado pelo Ferran Adrià, um dos melhores chefs do mundo. Como resistir algo assim? Demorei para chegar onde o restaurante ficava, e pelo que tinha entendido ele ficava dentro de um hotel. Entrei no tal hotel, dei uma volte, e não vi nada. Depois de um tempo andando por lá fui perguntar na recepção onde o restaurante estava. Ele tinha fechado há mais de um ano. Fiquei super decepcionado, e tinha perdido muito tempo indo até lá, então fiquei irritado. Deveria ter pesquisado o restaurante na internet, mas como tinha lido sobre ele em um guia, e o endereço estava lá, não precisava de muito mais. Realmente queria ter podido ter comido lá. Saí do hotel e fui procurar algum outro lugar onde poderia comer. Acabei entrando em um restaurante italiano que ficava logo em frente e era a melhor opção.
Depois de comer, fui andando até um lugar que também queria conhecer e que não estava muito longe dali. Fui andando, e no caminho passei pelo estádio do Real Madrid. O lugar que queria visitar ficava logo em frente do estádio, o Palácio dos Congressos. Não tinha nada para se ver lá, e um espaço de exposições que tem no prédio estava fechado. Não sei porque que queria ir até lá. Toda esta minha primeira parte do dia foi uma enorme perda de tempo. Para o final do dia eu queria voltar para o museu do Prado, para acabar de ver o que não tinha visto no dia anterior. Peguei o metrô até lá e de orei para chegar. Acabei entrando no museu apenas 15 minutos mais cedo d que tinha entrado no dia anterior. Fiquei assustado ao chegar lá porque havia uma fila gigante que virava a esquina do prédio, mas a fila era para a exposição temporária que está acontecendo lá com obras da coleção do Hermitage de São Petersburgo. Na fila para o museu em sí não havia quase ninguém, e mal tive que esperar.
Foquei esta minha segunda visita no que não tinha visto no dia anterior, mas também aproveitei para rever o que tinha mais gostado da última vez. Realmente tinha visto o mais importante da última vez, mas ainda haviam algumas pinturas importantes que tinha que ver, como "Las Meninas" do Velázquez, uma de suas obras mais importantes. Ignorei um pouco as pinturas religiosas, que eram muitas, para fazer uma visita um pouco mãos rápida. Acabei a visita vendo uma exposição especial de uma obra do Pieter Brugel. Estava imaginando que era uma exposição com várias obras dele, mas era apenas uma obra. A obra, chamada "The Wine of St. Martin's Day" foi descoberta recentemente e restauranda por um longo tempo. Ela é duas vezes maior do que qualquer outra obra antes conhecida do pintor, e portanto sua tela mais ambiciosa, e uma descoberta muito importante. Era bonita, mas não minha favorita dele. Até o próprio Prado tem uma outra obra dele na coleção principal que eu prefiro.
Do museu peguei o metrô de volta para o apartamento. O Ernesto e o Victor estavam lá, não tinham saído o dia todo, e estavam super entediados. Decidimos ir até um lugar que tínhamos descoberto perto do apartamento onde tem uma mesa de sinuca. Quando chegamos lá estavam usando a mesa, então jogamos um jogo de dardos. Eu perdi nos dardos, mas quando liberaram a mesa de sinuca ganhei dos dois. O lugar cobrava o uso da mesa por tempo, então depois de jogar duas vezes (uma vez com cada um deles), fomos embora. O Victor não queria gastar mais dinheiro, e disse que iria comer no apartamento. Segundo o Ernesto não teria comida lá suficiente para todos nós, então eu e ele fomos procurar algum lugar para comer. Acabamos achando um lugar que parecia bem bom, mas não tinha um menu na porta, e eu não queria me sentar sem saber quanto iria pagar. Entramos no restaurante para pedir o cardápio, mas o Ernesto por algum motivo queria fingir que nós éramos turistas que não falávamos espanhol. Só para deixar claro, o Ernesto é mexicano e fala espanhol fluente. Entramos e o lugar não tinha cardápios porque só serviam um tipo de prato. Como parecia bom, e tinha um preço razoável, nos sentamos. Passamos o jantar todo falando com o garçom em inglês, mas então a mãe do Ernesto ligou para ele. Sem nem pensar, ele começou a falar em espanhol, e eu também não percebi nada. Depois de alguns minutos percebi o que estava acontecendo e comecei a rir muito. Quando comecei a rir ele também percebeu, começou a rir, e saiu do restaurante para terminar de falar com os pais dele. Não sei porque ele queria ter fingido que não falava espanhol, mas foi muito engraçado. Comemos muito, saí de lá quase explodindo.
Quando terminamos de comer voltamos para o apartamento e vimos um filme. Ao final do filme ele foi dormir, mas eu continuei acordado e terminei de ver o filme que tinha começado na noite anterior. Fui dormir tarde, mas pelo menos estava me sentindo bem.








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