Sunday, June 3, 2012

Oslo - Londres.

Hoje era o dia de voltar para Londres. Estava animado, ansioso, mas ao mesmo tempo não queria pensar muito nisso. Não tenho pensado sobre o fato da minha viagem estar acabando. Estou há tanto tempo viajando, fora de casa, que esta é a minha vida agora. Tenho que me lembrar que esta é apenas uma "fase", um "capítulo", e não o todo. O que estou vivendo é apenas parte de um todo, uma parte com prazo de validade. Mas bom, isso é outra história. Dormi bem esta noite, e apesar de acordar algumas vezes com os outros do meu quarto levantando e tomando banho, só acordei de verdade com o tocar do meu despertador. Levantei, me arrumei, e desci para o café da manhã. Comi bastante, como sempre faço, e aproveitei o último café da manhã que terei com certeza até chegar em São Paulo. Quando subi de volta para o quarto fui logo tomar um banho. Não estava com pressa, e estava fazendo tudo com muita calma. Depois de me lavar e me vestir, arrumei minha mala com calma - chequei que tudo estava no lugar certo, e que tudo estava lá. Com tudo pronto, desci para usar a internet e fazer o check-out. Geralmente, antes de ir embora de cada quarto de hotel que fiquei durante toda a viagem, tiro uma foto do quarto. Hoje, como tinha gente no quarto, não fiz isso. Mas já sabia da possibilidade disto acontecer, então já havia tirido uma foto do quarto em um momento que estive sozinho lá dentro - como já tinha feito da última vez que estava neste hotel.

Tinha que fazer o check-out, mas planejava ainda ficar um tempo na internet e dar uma volta pela cidade antes de sair do hotel. Foi o que fiz. Fiz o check-out, e depois de ficar um bom tempo na internet, deixei minhas malas em uma sala própria para isso, e dei uma saída. Hoje em Oslo era o Dia da Música, um evento anual. Nesta data, vários palcos são montados pela cidade e todo tipo de música é tocada de graça, ao ar livre, e para quem quiser ouvir. Já sabia que alguns dos palcos eram bem perto do hotel, por ter visto eles montando os palcos no dia anterior. Um deles era bem do lado do hotel. Mas eu decidi que iria começar indo até a Ópera, onde imaginei que estaria acontecendo algo no palco que tinham montado na água. Fui andando até lá, mas quando comecei a chegar perto vi que o tinham desmontado o palco, que não estava mais lá. De qualquer modo continuei andando até lá, nem que se fosse apenas para me despedir. Foi só o que fiz mesmo.meei uma volta, subi ela toda, aproveitei a vista, visitei mais uma vez o seu interior, e me despedi dela, me despedi de Oslo. De lá, fui andando de volta para os palcos que eu sabia que existiam. Fui passando um por um, e ainda não estava acontecendo nenhum show. Fiquei um pouco desapontado, mas isso me deu a possibilidade de dar uma boa volta pela cidade. Passei pelo castelo, pela prefeitura, em frente ao porto, e pelo grande shopping da cidade. O dia estava bonito, mas ainda estava frio. Quando comecei a voltar para o hotel, estava acontecendo um show no palco que ficava bem na esquina, então ainda pude aproveitar um pouco. Escutei duas ou três músicas, e voltei para o hotel.

Depois de passar mais um tempinho na internet, e conversar com os meus pais, fui andando para a estação de trem, de onde eu pegaria um trem para o aeroporto. Poderia pegar dois trens diferentes, mas os dois chegariam lá no mesmo horário. O que saía mais cedo faria mais paradas, e demoraria mais, então já tinha decidido pegar o segundo. Cheguei bem em cima da hora, algo que odeio fazer, e entrei no trem dois minutos antes dele sair da estação. Demorou um pouco menos de meia hora para chegarmos no aeroporto. Geralmente, gosto de chegar no aeroporto antes de um vôo internacional com duas horas de antecedência. Mas hoje, estava chegando três. Para ter certez de que não iria para o aeroporto errado, tinha entrado no site do aeroporto no dia anterior e havia uma mensagem bem na página principal. Ela dizia que uma hora antes, bem naquele dia, havia começado uma greve da equipe de segurança do aeroporto, e que eles recomendavam chegar com bastante tempo de antecedência antes do vôo. Eles até sugeriam que quem pudesse, cancelassem seus vôos. Não era uma boa notícia, mas eu fiquei calmo, sabia que nãp teria nenhum problema.

Quando cheguei no aeroporto ele estava bem vazio, e não parecia ter nenhuma confusão por conta da greve. Fui logo fazer o check-in, que foi super rápido. A fila para os raio-x estavam maiores, mas nada incomum, e também foi bem rápida. Passei por tudo e ainda tinha três horas para o vôo. Bastante tempo para matar. Comecei indo até uma loja onde li uma revistas, e então fui para o portão de onde meu avião sairia. Pensei que iria passar um tempo na internet, mas o Wi-Fi não estava funcionando. Passei o resto do tempo que eu tinha lendo e aproveitei para escrever um pouco para o blog. Começou a chegar perto da hora do vôo, e ainda nãp estavam anunciando nada. Percebi que iríamos atrasar quando chegou a hora que supostamente o portão fecharia, e o avião ainda nem estava lá. Começaram a embarcar para o vôo na hora que era para ele estar decolando, e decolamos de verdade com 45 minutos de atraso. Em uma circunstância normal, não iria ligar muito para esse atraso, mas já tinha planos para esta noite em Londres. Cada minuto que atrasávamos mais, eu ficava mais impaciente e irritado, preocupado em interferir com meus planos.

O vôo demorou o tempo planejado, então chegamos em Londres com quase uma hora de atraso. Foi um bom vôo, que eu passei lendo, e não tem muito para dizer sobre ele. Assim que aterrisamos, saí correndo para a imigração, passando na frente de todos pelo meu caminho. Mas isso não fez quase diferença nenhuma, já que quase todos do vôo foram para a fila de cidadãs europeus. A minha fila estava bem longa, com uma grupo enorme de indianos. Foi mais uma coisa para me atrasar, mas no final ela andaou bem mais rápido do que eu imaginava. Porém, quando chegou a minha vez, passei um tempão sendo questionado. Me perguntaram sobre a minha viagem, meu dinheiro, minha família, pediram para ver meus cartões de créditos, fizeram várias anotações, mas no final me deixaram passar. Odeio tudo isso: polícias, burocracias, imigrações, questionários, etc. Tendo passado pela imigração, corri para pegar minha mala, que já estava esperando por mim, e corri para o trem que iria pegar para a cidade. Já estava decidido de iria para a cidade de metrô, por ser 1/5 do preço de trem expresso, mas agora que estava uma hora atrasado, não podia perder tempo nenhum, e tive que pegar o trem expresso mesmo. O preço é ridículo, mas pelo menos ele funciona, e me levou para o centro da cidade em 15 minutos.

Chegando na estação da cidade, tive que então pegar o metrô para a parada ao lado do apartamento, e então correr para lá. Cheguei no apartamento uma hora e meia depois de ter pousado no aeroporto. Não era um tempo ruim, mas tinha que continuar correndo. Os "planos" que eu tinha esta noite era uma Festa de Pijama no Prince Charles Cinema - o cinema mais legal do mundo, e meu santuário em Londres. Tinha marcado minha passagem de Oslo para cá neste dia para poder ir neste evento, e já tinha comprado meu ingresso há mais um mês. A "festa" começava em pouco mais de meia hora. No apartamento, tive tempo apenas de botar meu pijama por baixo da roupa, e logo saí para comer alguma coisa. Precisava comer rápido, então fui no restaurante mexicano que eu gosto ao lado do apartamento. Comi bem rápido, passei no supermercado onde comprei uma garrafona d'água, e peguei o metrô para o cinema.

Para minha felicidade, cheguei no cinema na hora certa. Retirei meu ingresso, me troquei para ficar de pijamas, e ainda consegui um ótimo lugar. A noite que então começou foi longa. Fiquei um récorde pessoal de 14 horas no cinema, vendo 8 filmes seguidos - outro récorde. Os filmes selecionados para a Festa de Pijama eram todos filmes com temáticas jovens, quase todos eles passados em colégios. Foram eles: "Empire Records", "Clueless", "Mean Girls", "10 Things I Hate About You", "Fast Times at Ridgemont High", "Reality Bites", "Pretty in Pink", e "The Breakfast Club". Os planos iniciais eram que iriam acontecer algumas coisas entre um filme e outro: jogos, competições, uma seleção de histórias embaraçosas da platéia, e outras coisas. Mas no final, para comseguirem acabar o evento no horário planejado, quase nada disse aconteceu. De qualquer modo foi uma noite divertidíssima. Estar no cinema de pijama era muito bom (apesar do frio), a platéia do Prince Charles é sempre muito divertida, assim como aqueles que trabalham lá, e os filmes foram - na sua maioria - ótimos. Quase como milagre, agüentei a noite toda, e apenas dormi por alguns minutos durante "Reality Bites", o pior de todos - realmente ruim. Meu favorito foi "The Breakfast Club", que fechou o evento. De todos os filmes, só tinha visto dois anteriormente, então foi quase tudo novidade. Foi muito bom. Me diverti, e passei a noite em claro como só fiz uma única outra vez na vida. Uma bela festa! Cheguei no cinema as 9:30 da noite, e saí de lá as 11:30 da manhã do dia seguinte. Loucura! O evento estava esgotado, mas no final não eram muitos os que tinha sobrado e agüentado tudo, como eu.

Sem ter dormido, um dia se mesclou com o outro, mas contarei do "segundo" dia no próximo post.











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