Saturday, June 2, 2012

Oslo - Dia 1.

No meio da madrugada curiosamente chegou um novo hóspede no meu quarto. Não sei que horas ele chegou, mas como eu tinha ido dormir uma da manhã e ele nãp estava lá, foi bem tarde. Mais tarde, acordei algumas vezes com o barulho das pessoas indo embora, incluindo esse mesmo hóspede. Acordei então com o meu despertador na hora que queria, e estava sozinho no quarto, como eu gosto. Me arrumei e logo desci para tomar café. Não sei porquê, mas comi com muita pressa, e não conseguia me segurar. Era bom estar tomando café da manhã. Comi bastante, e voltei para o quarto. Tomei um banho, me vesti, e desci para usar a internet. Acabei ficando mais tempo do que eu esperava na internet, e saí um pouco mais tarde do que eu planejava do hotel. Em alguns modos este era o último dia da minha viagem, já que voltar para Londres (onde vou realmente passar os últimos dias) é quase como voltar para casa. Mas mesmo sendo o "último dia", não foi muito especial. Foi um bom dia, como todos, mas nada de especial.

Comecei indo até um museu que ainda não tinha visitado na cidade, o Stenersen Museet, de arte moderna e contemporânea. Ele não ficava longe do hotel, mas eu demorei para encontrá-lo. esteva no lugar certo, onde o mapa mostrava, mas não via nada. Só então percebi de que o museu estava debaixo dos meus pés. Vi uma placa, e tive que descer uma escada para chegar no museu. Não é um museu muito grande, mas haviam três exposições diferentes. A primeira, e de longe a melhor, era de um fotógrafo que eu não conhecia, chamado Gregory Crewdson. Suas fotos eram super cinematográficas, como eu gosto, e muito bonitas. Logo que comecei a ver a exposição me lembrei de "Blue Velvet", do David Lynch. Não apenas pelo tom das fotos, mas pelo nome da série: "Beneath The Roses", que me lembrou da cena de abertura do filme. Mais tarde, quando estava folheando um livro da exposição, comprovei que estava certo. Segundo o próprio fotógrafo, "Blue Velvet" mudou a vida dele. Me senti muito esperto! As outras exposições não eram muito boas. As duas eram de Noruegueses, mas não me agradaram.

Acabei ficando muito menos do que imaginava que iria no museu, e esse eram meus únicos planos para o dia. Teria que me distrair pelo resto do dia sem saber muito o que fazer. Quando estava em Oslo antes, imaginei que passaria este último dia no Vigelandsparken, que tinha adorado. Mas antes o clima estava lindo e quente, e hoje estava frio e nublado. Sendo assim, não iria aproveitar muito o ar livre, e descartei esta possibilidade. Uma coisa que eu sabia que precisava fazer era comprar selos e cartões postais. O único correio que eu tinha visto na cidade ficava dentro da estação de trem, então fui andando para lá. No caminho parei em um shopping que já tinha visto algumas vezes e dei uma volta pelas lojas. Não tinha nada muito especial. Cheguei então na estação, onde fui logo para o correio. Peguei uma senha, e vi que haviam umas vinte pessoas na minha frente. Sabia que teria tempo o suficiente, então subi e fui checar o preço de uns cartões postais. Eram caríssimos, ridículo. Voltei então para o correio e esperei minha vez. Quando comsegui meus selos, e aproveitando estar na estação de trem, fui checar os horários dos trens que poderia pegar para o aeroporto no dia seguinte. Fiz isso, e então acabei comprando uns cartões postais na central de turismo. Eles eram mais baratos, mas ainda caros.

Fui andando então até uma livraria que eu conhecia, onde estava pensando em comprar um livro. Demorei para decidir se iria ou não comprar o livro, mas como não queria focar sem o que ler, comprei. Comecei a andar então até a Academia de Arte da cidade, onde queria ver uma exposição. Parei em alguns lugares no caminho, incluindo o DogA (centro de design e arquitetura, que já tinha visitado) onde estava acontecendo uma pequena exposição sobre um casal de estilistas. Fiquei pouco tempo lá, mas eles já fechavam em dez minutos, então não mudou muito. Parei também em uma galeria de arte que encontrei no caminho, mas que não tinha nada de bom. Demorei para encontrar a Academia de Arte, e imaginei que a exposição já estaria fechada, mas por sorte não estava. Tive tempo de ver a exposição e dar uma volta pela escola, que era bem bonita, uma antiga fábrica. De lá voltei com calma para o hotel.

Quando cheguei no hotel havia alguém novo no quarto, um garoto da Lituânia. Conversamos um pouco, e ele era legal. Depois de um tempo saí de novo, um tempo antes do jantar. Para matar o tempo, fui dar uma volta pelos jardins do castelo, e fiquei lá por um certo tempo, até decidir ir comer. Assim como no outro dia que visitei o castelo antes do jantar, fui comer no restaurante na esquina do meu hotel. Já tinha planejado que iria jantar lá, e mesmo sendo caro, queria "celebrar" um pouco o começo do fim da viagem. Comi um salmão, como da última vez. Estava ótimo, mas talvez não tão especial como o último. Assim que acabei de jantar fui para o hotel, e subi para o quarto onde escrevi meus cartões postais. Depois de escrevê-los, desci para usar a internet, onde fiquei por bastante tempo, e escrevi para o blog. Quando subi para o quarto havia alguém novo no quarto, um senhor. Fui me arrumar para dormir, e decidi que não iria ler, assim acabei indo dormir mais cedo do que de costume.























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