Voltei então para o partamento, e peguei minhas coisas (incluindo o guarda-chuva) para sair de verdade. Comecei a andar para a minha área de sempre, e no caminho pensei em almoçar em um lugar sugerido por um dos meus professores alguns meses atrás. Mas quando cheguei lá o restaurante estava fechado, então teria que comer em algum outro lugar. Já tinha planejado passar em frente do lugar onde eu planejava jantar, para ter certeza de onde ficava. Como já iria fazer isso, resolvi almoçar lá mesmo, e não adiar mais. Era um lugar que eu queria comer desde Janeiro, e não sei porque adiei várias vezes. Aqui aparentemente se servia o melhor hamburger da cidade, então estava animado. O lugar era bem legal, e a comida foi realmente boa. Um ótimo hamburger sem dúvida, mas não meu prefirido.
Tinha esquecido que em Londres eu não costumava fazer nada além de ir no cinema, mas hoje queria me ocupar com alguma coisa diferente. Resolvi que hoje iria na TATE Modern, e fui andando para lá. Não estava perto, mas eu estou mais que acostumado. Fui andando e andando, parando em alguns poucos lugares. Parei rapidamente na Apple, e na loja de brinquedos Hamleys. Demorei, e quando finalmente cheguei na TATE, estava mais tarde do que eu imaginava. Havia uma grande fila para a exposição que eu queria ver, mas entrei já fila de qualquer modo. Mas pouco depois, um funcionário veio avisar que provavelmente eu só iria conseguir ingressos para entrar na exposição as 5 da tarde. Seria uma roubada, já que faltavam quase duas horas para as 5, e logo as 6 o museu fechava. Tive então que desistir, e fui embora. Quando estava atravessando a Millenium Bridge até a St. Paul's Cathedral, havia um senhor engraçado vestido como uma senhora. Tirei uma foto dele "disfarçadamente", que batarei aí embaixo.
Bom, sem o museu, o que restava era ir ao cinema, então fui andando até um cinema que sabia exatamente onde ficava, mas que nunca tinha ido, onde estava passando um filme que queria ver. Foi uma boa andada, mas ainda faltava tempo para o filme. Chegando lá, comprei meu ingresso, e ainda tive tempo de dar uma volta no shopping onde ele ficava. Não tinham muitas lojas boas, então acabei indo até o supermercado, onde li umas revistas. De lá voltei para o cinema. Vi "The Turin Horse", filme do Béla Tarr que ganhou o prêmio do júri no Festival de Berlim de 2011, e entrou em algumas listas de melhores do ano. Era um filme que queria ver, mas não sabia do que se tratava, ou o que esperar. Gosto de ir ver filmes assim, sem saber nada sobre eles. O filme conta, detalhadamente, sobre o dia-a-dia de um pobre e velho fazendeiro e sua filha. É um ótimo e lindo filme, mas extremamente lento, longo, e sem história. Foi um pouco difícil de agüentar, e passei boa parte do filme pensando em outras coisas. Mas gostei.
Quando saí do cinema o tempo tinha aberto 100%, e eu mal tinha usado meu guarda-chuva. Comecei a andar de volta para apartamento, e no caminho, em Covent Garden, parei para jantar em um restaurante italiano novo. Foi gostoso, e de onde eu me sentei (no andar de cima), conseguia ver a cozinha. De volta no apartamento, botei minhas roupas para labar, e liguei a TV para ver o final de um super concerto de música que estava acontecendo em frente ao Palácio como parte da comemoração dos 60 anos da Rainha no trono. Já tinha perdido bastante, mas ainda pude ver o Stevie Wonder e o Paul McCartney, que acabou a show com Ob-La-Di Ob-La-Da, uma escolha estranha na minha opinião. O evento todo acabou com um discurso do Prince Charles (a Rainha ficou quieta e séria), e um show de fogos de artifícios. Foi bonito. Escrevi então para o blog, e antes de dormir li um pouco do meu livro.





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