Thursday, September 1, 2011

Hiroshima - Dia 2.

Já vou começar dizendo que não fiz muita coisa hoje. Comecei o dia como qualquer um, acabei o dia como qualquer um, e no meio disso, bom, não fiz muita coisa.

Acordei, tomei banho, me arrumei, saí, tomei café, e usei a internet. Depois destas séries de coisa, voltei para o hotel onde deixei o meu iPad e peguei minha capa de chuva, já que parecia que ia chover. O dia tinha amanhecido lindo, com um sol muito forte, mas aos poucos foi encobrindo.

Tem feito tanto sol e tanto calor que eu adquiri um belo de um "farmer's tan" (que não tem nada de belo). Como eu passo a maior parte do dia andando pelas ruas, tenho involuntariamente pegado muito sol. É incrível, mas em qualquer direção que eu ande, em qualquer momento do dia, o sol parace estar nas minhas costas, sempre atraz de mim. Por esta razão, meu pescoço e meus braços estão bem queimado (não sei bem dizer se eles estão bronzeados ou vermelhos, é uma mistura dos dois), enquando o resto do meu tronco não (já que eu não costumo andar sem camiseta). Para completar, como tenho andado com os meus Birkenstock's, meu pé esta listrado com algumas baixas bronzeadas e outras brancas. Em resumo, estou lindo (ou não).

Digressões à parte, saí de novo do hotel em direção ao Hiroshima Museum of Contemporary Art, que fica dentro do Hijiyama Park, um grande parque na cidade. Este museu foi o primeiro do Japão a se dedicar exclusivamente à arte contemporânea. Ao ver pelo mapa, imaginava que ele era bem grande e que portanto tinha uma grande coleção. Chegando lá, vi que não era bem assim. Apesar de ter gostado do museu por adorar arte contemporânea, su coleção era bem menor do que podia imaginar e era quase inteiramente composta de obras que remetem ao bombardeio da cidade. Acho isso um grande erro. Qualquer museu que se restringe à um único tema não alcança tudo que poderia ser. Por mais importante e marcante que o bombardeio em Hiroshima tenha sido, o museu não deveria explorar apenas obras que refletissem isso. Ao menos então deveria mudar de nome. No museu, além da sua coleção permanete, estava tendo uma exposição da Yoko Ono, ganhadora do 8º Hiroshima Art Prize. Incrivelmente, até esta exposição, intitulada "The Road of Hope", era quase inteiramente baseada no bombardeio. Fiquei portanto desapontado com a minha visita ao museu.

Quando acabei de ver todas as exposições, vi que estava chovendo. Mesmo estando com a minha capa de chuva, não queria ficar andando na chuva. Resolvi me sentar e esperar a chuva passar. Quando mais eu esperava, mais forte chovia. Quanto mais forte chovia, mais eu esperava. Estav chovendo tão forte que as luzes do museu começaram a piscar e parecia que a eletricidade ia acabar. Quando a chuva diminuiu e eventualmente parou, botei minha capa de chuva e saí. Estando fora do museu, em pouco tempo voltou a chover, forte. Durante meu caminho ao hotel tive que tirar meu chinelo e andar descalço, para não estraga-lo enquando atravessava muita água. Quando cheguei no hotel estava encharcado. Uma vez no quarto, terei meu shorts e o botei para secar, torcendo para ele estar seco no dia seguinte, já que é meu único par. Calças estão fora de cogitação por conta do calor.

Passei o resto da tarde do hotel sem fazer quase nada. No primeiro andar do hotel há um computador para uso dos hospedes, mas sua internet é tão devagar que eu evito usa-lo para não me irritar. As vezes que rapidamente saí foram apenas para mandar um e-mail e comprar água na loja ao lado do hotel. Quando precisei comer, comi uma Pizza no hotel que estava longe de ser uma verdadeira Pizza. Acabei o dia como qualquer outro: lendo.















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