Tendo feito isso, tomado café, tomado banho e me arrumado, saí. Peguei o metrô pela primeira vez em Kyoto (que é mais caro do que em Tokyo) com o propósito de visitar o Garden of Fine Arts. Este é o primeiro "jardim de arte" do mundo e apresenta oito obras de arte clássicas recriadas em porcelana em um espaço arquitetônico criado por Tadao Ando, um famoso arquiteto japonês. Entre as obras selecionadas está "A Sunday Afternoon" de Seurat, que sempre me lembra de "Curtindo a Vida Adoidado". O espaço é muito legal e gostei de ter visitado este "jardim". Saindo dele, fui visitar o Jardim Botânico de Kyoto, que fica logo ao lado. Este, como qualquer outro jardim comum, tinha flores e árvores ao invés de obras de arte. Além do usual, o jardim tinha uma coleção de Bonsais, que era muito legal e bonita.
Antes de voltar para o metrô, comprei um cachorro-quente de um homem dentro de uma Van. Peguei o metrô de volta sentido ao centro e saltei na estação de aficava do lado do Palácio Imperial de Kyoto, apenas para descobrir que ele é fechado ao público, ou pelo menos estva neste dia. De qualquer modo pude andar pelo parque que o circula. De lá, andei até o Nijo Castle, que séculos atraz era a moradia do Shogun. Este é outro patrimônio mundial da UNESCO. Pude visitar o interior, mas sem tirar fotos.
Saindo do castelo fui mais uma vez até a casa de banho, onde passei o resta da tarde relaxando em suas banheiras e saunas. Desta vez entrei em uma banheira que não tinha entrado antes. As pessoas que entravam faziam uma cara estranha e tremiam. Imaginei que ela seria mais quente que as outras. Mas quando entrei, percebi que estva enganado. Entrei e tomei um choque. Literalmente. Não um choque térmico, um choque elétrico. Era contínuo e fazia meus músculos tremerem. Não era uma sensação agradável, e não sei até que ponto faria bem, ou para o que faria bem, então saí logo que entrei. De resto foi tudo igual. Mais uma vez eu era o único que não era japonês, o único de barba, o único com tatuagens e um dos mais jovens.
Voltei para o hotel e tive um tempo para relaxar antes de ir jantar.
Andei até o restaurante e chagando lá, me sentei no balcão, assim poderia ver o chefe preparando cada um dos deliciosos sushis que ele me serviu. Comi extremamente bem. Comi coisas que nunca havia comido, e outras que não sei o que eram. Tudo excepcional. Além de mim haviam outros dois casais que estavam curiosos para saber quem eu era e o que eu estava fazendo ali. Nenhum deles falava inglês. O chefe tampouco. Sendo assim, a garçonete, que falava um pouco de inglês, ficou servindo de tradutora. A toda hora que eles queriam me dizer alguma coisa, ou me perguntar alguma coisa, chamavam ela. A um certo ponto do jantar eles me perguntaram se eu queria experimentar o que eles estavam comendo. Era um Wasabi Roll. Wasabi (a própria erva) fatiado e enrolado por arroz e alga, com mais Wasabi no meio. Estava vendo eles comendo e rindo junto com o chefe ao ver eles tentando agüentar. Quando eles me ofereceram, disse sim na hora. O chefe pegou um dos rolos do prato de um deles e me entregou. Era realmente muito forte, e eles se divertiram em me ver comê-lo. Também ficaram impressinados que eu agüentei mais do que eles (ou pelo menos foi o que eu fiz parecer). Foi um ótimo jantar.
Depois de ter comido muito bem, voltei para o hotel.









Hum que dia PERF! Faltou umas fotinhos do restaurante mara! Que delhaaa!! Que graça as pessoas te oferecerem wassabi roll e conversarem! Você por acaso fez uma tatuagem nova? Hum que lindo tudooo!!
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