Quando cheguei no museu ele estava fechado. Tinha lido tantas e tantas vezes que o museu fecha às Segundas que havia esquecido que hoje era segunda. Os Jardins do Palácio Imperial, que fica direta,ente em frente ao museu também estavam fechados nesta nublada segunda-feira. Sem poder visitar nem um nem outro, entrei em um outro parque ao lado do museu e passei um tempo andando por ele. O barulho das cigarras estava me deixando aflito. Elas são enormes e eu estava com medo que alguma iria pousar em mim. Não gosto de insetos, principalmente insetos grandes. Fora as cigarras, os parques aqui são cheios de teias de aranhas (e suas donas) e corvos. Cheguei perto de um dos corvos para tentar tirar uma foto, mas este me olhou com uma cara de bravo, e eu não tirei a foto. Saí do parque e comecei a andar em direção ao bairro que havia visitado no dia anterior, dando a volta por fora da muralha que cerca o palácio imperial e seus jardins. Por alguma razão, o lago que cerca o palácio tem águas verdes. Independente da razão, isso não impede que peixes, tartarugas, patos e cisnes vivam e nadem nele.
Cheguei de volta a avenida onde estava no dia anterior e comprovei que os carros normalmente andam por ela. Comi por lá e voltei à loja da Apple onde passei um tempo usando a internet, como sempre. Saindo de lá, peguei o metrô mais uma vez e fui até o bairro de Harajuko, onde queria visitar o Meiji Jingu Shrine, um santuário Shinto, uma antiga religião oficial do Japão. Ele fica no centro de uma floresta. Este templo é dedicado à alma do Imperador Meiji e da Imperadora Shōke.
Saindo de lá, andei pelo bairro, que é lotada de lojas de grife e designers japoneses e internacionais. Entre elas está a loja da Prada, um prédio de vidro dos arquitetos Herzog & de Meuron. Visitei também uma outra loja de brinquedos muito legal.
Depois de conhecer o bairro, voltei para o hotel, comi e acabei meu livro. Estava lendo "On The Road" de Jack Kerouac. Achei que seria um bom livro para começar minha viagem, mesmo não estando viajando pelas estradas dos Estados Unidos. Enquanto lia, pensei quantas milhares de outras pessoas já o leram e ficaram inspiradas por ele. O livro é ótimo. Aliás, é um daqueles livros que as pessoas dizem ser tão bons que seria impossível transformar em um filme. Muitos já tentaram, inclusive Francis Ford Coppola, e desistiram do projeto no meio do caminho. Dito isso, o diretor brasileiro Walter Salles acabou de fazer o impossível e finalmente o adaptou para o cinema. O filme deve sair ainda este ano.
P.S: Adicionei fotos aos Posts dos meus dias em Tokyo.








chico,
ReplyDeleteestou com inveja. queria estar em tóquio também. mas, para o meu desespero, estou em são paulo (que está frio e eu não gosto de frio de jeito nenhum) e indo à luta (leia-se cursinho) todo dia. :(
tendo dito isso, gosto muito de ler os seus posts. eles me deixam sair de mim por um tempo e imaginar as coisas lindas e interessantes (e bizarras, tipo o corvo bravo) que você deve ver todo dia.
also, a sua barba tá uma coisa de outro mundo.
aproveite muito o japão por mim!
Li, aqui no Japão esta muito quente, prefiro o frio de São Paulo. Mas o Japão é o máximo e tenho certeza que você iria adorar.
ReplyDeleteQue bom que você acompanha o blog e que você gosta. O que você disse é um grande elogio para mim.
Aroveite o Brasil, que também é o máximo. Não deixe o cursinho acabar com você.
Beijos.
P.S: minha barba é linda.