Saturday, September 24, 2011

Pequim - Dia 4.

Hoje tinha que realmente sair mais cedo do hotel para conseguir entrar no mausoléu do Mao. Acordei na hora certa, tomei café, usei um pouco de internet e conseguia sair na hora que eu queria (um pouquinho depois na verdade, mas isso era de se esperar). Peguei o metrô, que estava curiosamente mais vazio hoje, um sábado, e fui pelo terceiro dia seguido para a praça Tian An Men. A praça é tão grande que a mesma linha de metrô que eu pego tem duas paradas nela, uma a leste e outra a oeste. Não é muito necessário, mas elas então lá. Eu sempre salto na mesma, a oeste.

Cheguei lá um pouco menos de uma hora antes do mausoléu fechar. Fiquei impressinado como estava cheio. Peguei uma fila e quando eu estava na metade da fila me pararam e falaram que eu não poderia entar com a minha máquina fotográfica, e que eu teria que guardá-la. Não era permitido entrar lá com nada, e todos com bolsas, mochilas, câmeras e derivados tinham que guardá-los. A "chapelaria" era do outro lado da rua, então corri para lá e voltei. Para entrar, tive que mostrar meu RG e passar por um raio-x. Este mausoléu é enorme, dar uma volta ao redor dele demora por volta de 10 minutos em um paço normal. Primeiro, entrei em uma sala enorme onde havia uma estátua do Mao. Ao pé dela as pessoas botavam flores que haviam comprado em uma das várias barracas que ficam no caminho da porta. Eram todas flores brancas, e haviam centenas delas. As pessoas, homens, mulheres, e crianças, se curvavam e demonstravam respeito. Quanta loucura. Depois, na sala seguinte, lá estava ele, em carne e osso. Seu corpo embalsamado e preservado, deitado em uma cama rodeada de flores e coberto por uma bandeira vermelha com o símbolo comunista. Uma parede de vidro o protegia dos visitantes. Não é possível parar para olhar o corpo, deve se continuar andando. É tudo muito rápido. Na saída, várias lojas de souvenirs com tudo dedicado ao Mao. Estátuas, bustos, placas, relógios, canetas, colares, pulseiras, chaveiros, pôsteres. Mao, Mao, Mao. Assim que saí dei a volta para entrar mais uma vez. Queria vê-lo dos dois lados, e vi.

Em minha visita à Moscow em Novembro de 2010 visitei o mausoléu do Lenin, mas essa foi uma experiência diferente. Em primeiro lugar, este mausoléu é talvez 100 vezes maior que o de Lenin. Segundo, enquanto o de Lenin estava calmo e era talvez mais privado, este estava lotado de gente de todas as idades. Mas o que mais me impressiona é o respeito que as pessoas tem pelo Mao. Realmente não consigo entender.

Depois de ter essa experiência maluca, voltei para buscar minha máquina e fui ao Museu Nacional da China. O museu é enorme e se dedica a contar a história da China desde a época dos homens das cavernas que moravam por aqui, passando por todas as dinastias, a criação do partido comunista, até o presente. Ele é divido em duas grandes partes: pré-história até 1919, e revoluções até o presente. Entre uma aréa e outra, no andar principal, há uma área com dezenas de quadros de Mao, pendurados em paredes vermelhas. Depois de duas horas e meia andando pela primeira parte, comecei a acelerar meu passo. Saí de lá mais de quatro horas depois. O museu é muito interessante mas obviamente não menciona nenhuma das atrocidades cometidas durante o comando de Mao Zedong, e defende 100% o bem que o comunismo fez e faz para o país.

Saindo do museu andei até o Starbucks, ainda não tinha comido. Todo mundo na rua fica olhando para mim. Não sei se é a minha barba ou o quê, mas eu sou um atrativo interessante para eles. Hoje uma mulher tirou uma foto minha, sem nem tentar disfarçar. Quando cheguei no Starbucks eles não tinham o sanduíche que eu queria, então comprei um outro, mas para comer mais tarde. "Almocei" dois milhos que eu comprei de um homem na rua. Quando estava andando para minha próxima parada percebi que tinha esquecido meu guia no Starbucks. Odeio perder coisas, mas por sorte ele ainda estava lá.

Minha próxima parada foi Dashamao Hutong, uma rua com diversas barracas de comida, onde tinha certeza que iria encontrar algumas coisas interessantes. E não demorei para achá-las. Estrelas do mar, centopéias, besouros, cobras, cavalos-marinhos, aranhas, lagartos e escorpiões (grandes e pretos, pequenos e amarelos). Tudo em espetos e frescos para se comer. Em algumas das barracas os escorpiões ainda se contorciam nos espetos. Que loucura, não dá para acreditar que as pessoas comem isso. Aliás, não vi ninguém comendo ou comprando os espetos, mas eles estavam todos lá. Uma das barracas também vendia um espeto do que parecia ser fetos de passaros, inteiros. Era meio horrivel. Um dos vendedores me disse que os melhores eram os escorpiões pequenos. Um outro turista tentou me convecer a comer um dos espetos, e disse que ele tiraria uma foto. Eu não tenho coragem de comer esse tipo de coisa, mas me diverti vendo eles ali à venda.

Depois disso voltei para o hotel e acabei meu dia como qualquer outro. Nada novo. Não sei por que, mas todas as páginas que li do meu livro até agora ficam escuras na lateral. Minhas mãos não estão sujas, mas algo deixa as páginas escuras, então sempre sei onde parei. As vezes até consigo abrir o livro na exata página onde estava, só olhando que páginas estão escuras e quais estão claras.





















































































1 comment:

  1. WWWWOOOOOWWWW I am impressed!!! Os de escorpião gigante e centopéia esticada são fascinantes!! Que louco!! Yo, people look at you because you are soooooooo handsome! HELLO!!!!!! XXX

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