Thursday, September 15, 2011

Tokyo - Dia 1.

Botei três despertadores para me acordar hoje. Não que eu precise de tanto (já que nem preciso de nenhum), mas o hotel tinha os seus próprios, então usei todos. Quando eles tocaram, com alguns segundos de diferença, desci para tomar café. O café não era nada de especial, apenas alguns pães, iogurte e uma espécie de gelatina laranja.

Depois de comer, peguei meu iPad no quarto para usar a internet. Entre outras coisas precisava atualizar o blog. Quando tentei entrar na internet, vi que não estava funcionando. Não pela dificuldade que é entrar no Wi-Fi (como eu expliquei no post anterior), mas simplismente não funcionava. Fui até a recepção e avisei que o Wi-Fi não estava funcionando. "Está sim" o homem que estava na recepção me respondeu, apontando para um casal francês sentado a nossa frente "Eles estão usando". Fui falar com o casal francês e perguntei se eles estavam usando o Wi-Fi. A obvia resposta foi não, que o Wi-Fi não estava funcionando. Voltei para a recepção e disse que eles estavam com o mesmo problema. Só então o homem da recepção me disse que o Wi-Fi estava com problemas, mas que voltaria logo. Subi então para o quarto onde li um ouço e esperei para ver se o Wi-Fi voltava a funcionar. Desci meia hora depois e ainda não estava funcionando. Fiquei irritado com isso e saí com o o meu iPad para ver se eu encontrava algum Wi-Fi na rua. Andei de um lado para o outro, em todas as direções, e não achei nada. Em Tokyo sei onde poderia usar a internet sem problemas (na loja da Apple), mas não queria ficar o dia inteiro carregando o iPad. Como o meu post para o blog já estava escrito no iPad, isso iria significar que não poderia atualizar o blog.

Voltei para o hotel e passei mais um tempo no quarto, sem fazer muita coisa. Tinha marcado de encontrar uma amiga do meu pai, Yurika, para um almoço. Como não queria chegar atrasado, saí cedo e acabei chegando lá uma hora antes. Fiquei andando em volta do escritório dela para matar o tempo, mas não vi nada de mais. Quando a hora chegou, fui até onde ficava o escritório, mas não consegui achar nada. Tive que ligar para ela e ela veio me buscar na rua. Subimos então para o seu escritório para eu conhecer. É uma agência pequena, com só cinco pessoas, todas mulheres, trabalhando. Quando estávamos de saída para almoçar, a Yurika convidou uma das outras meninas, uma jovem, para ir conosco.

Fomos até um restaurante perto do escritório, mas que estava cheio, com uma espera de meia hora. Elas decidiram então ir em outro lugar, igualmente perto do escritório. O restaurante era Chinês, mas a Yurika me assegurou que era muito diferente do que eu iria encontrar na China. Como não conseguia ler o cardápio, elas me explicaram o que era cada prato e disseram que no combinado eu poderia pedir dois pratos. Pedi uma espécie de carne e um prato com vegetais e camarões. As duas pediram apenas um prato cada, mas os mesmos que eu havia pedido, cada uma um. Como o meu combinado era de dois pratos, eles eram um pouco menores que os originais. A Yurika tinha pedido a carne e insitiu que eu ficasse que o prato dela, que ela maior, e ela com o meu. Não aceitei, já não fazia sentido ela comer menos, mas ela disse que estava acostumada a só comer uma banana na hora do almoço. Então nós trocamos de prato. O almoço foi ótimo. A comida estava ótima e as duas eram muito simpáticas. Conversamos bastante e ficamos no restaurante até depois que todos tinham ido embora e que ele havia fechado. Quando acabamos, elas me deixaram no metrô, onde teoricamente em pegaria um metrô até um museu. Eu entrei, mas acabei saindo quando percebi que já eram 3 da tarde e que o museu iria fechar às 5. Além do mais ainda queria ir em alguns lugares por perto.

Andei então até uma enorme livraria onde sabia que haviam livros estrangeiros. Tenho uma lista de livros que quero ler, mas quando achei eles na livraria vi que eram todos enormes. Fiquei horas lá olhando os livros e as revistas, mas acabei não comprando nada. Não só pela preguiça de ver como eles grandes, mas pelo fato que, se eu não comprasse nada, este teria sido o dia que teria gastado menos dinheiro. Como meu hotel serve café da manhã e jantar, e a Yurika havia pagado pelo meu almoço, acabei gastando apenas $5.65 dólares hoje. A um certo momento enquanto estava na livraria, parado em frente a estante de Ficção Científica, senti o chão começar a tremer. Será possível que estava tendo um terremoto? Tinha acabado de conversar com a Yurika do fato de eu nunca ter sentindo um terremoto, já que no Brasil isso não acontece. Pensei que poderia ser apenas minha imaginação, já que todos a minha volta pareciam não perceber nada, ou ao menos não ligar para o que estava acontecendo. mas quando olhei para as estantes, e para as placas que estavam penduradas do teto, vi que realmente tudo estava tremendo. Meu primeiro terremoto.

Saindo da livraria voltei para o hotel, acabei chegando lá só as 6:30. No caminho da estação de metrô para o hotel, fiquei checando se encontrava algum Wi-Fi, para que se o Wi-Fi do hotel não tivesse voltado, saberia onde poderia atualizar o blog. Não encontrei nada, mas chegando no hotel vi que o Wi-Fi tinha voltado. Que bom. Usei a internet e aproveitei para pesquisar se realmente tinha tido um terremoto. Descobri que sim, e que foi um de força 6.2 (que é muito forte), mas que tinha sido a 200kms de Tokyo e portanto nao foi muito forte na cidade. Nenhum estrago, ou perigo de Tsunami foi registrado.

Em seguida fui ao SPA. Eu estava sozinho lá, dentro da sauna, quando ouvi o grupo de Australianos entrar. Quando saí da sauna eles estavam lá, e eu estava pelado. Tentei não ligar para isso e fiquei por lá. Eles saíram em dez minutos. No mesmo horário do dia anterior, o mesmo japonês chegou no SPA e nós conversamos um pouco. Todo mundo que escuta que eu sou do Brasil me pergunta quantotempo de vôo é a viagem do Brasil para o Japão. Como eu vim da Austrália, não sei responder. Só hoje me perguntaram isso duas vezes.

Depois do SPA fui comer no próprio hotel. A cozinha fica bem em frente a recepção, e enquanto ninguém pede para comer, ninguém fica na cozinha. Fui então a recepção e perguntei se iria ter jantar hoje. "Não, não tem jantar, só Noodles" me disse o homem. Para mim é a mesma coisa. Tendo jantado, usei mais internet, li e dormi.

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