Tuesday, September 13, 2011

Nagoya - Dia 4.

Hoje finalmente acordei com o despertador. Acordei bem cansado. Tinha programado de visitar dois museus da cidade hoje, o Nagoya City Art Museum e o Nagoya /Boston Museum of Fine Arts, um "museu irmã" do Museum of Fine Arts, Boston. Obviamente, antes de ir visitá-los, tomei café no hotel, usei um pouco de internet, tomei um banho e me arrumei.

Como o Nagoya/Boston Museum of Fine Arts ficava aberto até mais tarde, fui primeiro ao Nagoya City Art Museum. Bem ao lado deste museu está o museu de ciência da cidade. Quando passei em frente dele, fiquei com vontade de entrar na sua loja e fiquei um tempo lá dentro brincando com varias coisas, até montei um robô. Depois fui ao museu de arte. Fui visitar a coleção permanente do museu, que acabou sendo muito menor do que eu imaginava que iria ser. Vi suas salas de Arte Contenporânea, da École de Paris, de Arte Moderna Mexicana , e de artistas de Nagoya em pouco mais de uma hora. No mesmo andar da coleção permanente havia uma pequena exposição com fotos e vídeos dos Gorilas do zoológico da cidade, mas que não era muito interessante. O que era realmente interessante era uma uma coleção de desenhos dos gorilas feitos por crianças, que estava exposta no saguão. Os desenhos, feitos por crianças de 4 a 6 anos, eram muito bons. Não eram obras de arte, mas fiquei impressionado com a qualidade sabendo a idade dos artistas. Não conseguia nem acreditar de que eram de crianças tão pequenas. Alguns deles com certeza eram melhores do que trabalhos meus. Incrível. Mais o que eu realmente mais gostei estava na loja do museu: um relógio com a cara do Salvador Dali em que os ponteiros eram o seu bigode. Demais! Ótima idéia. Fiquei com muita vontade de comprar, mas já tenho um ótimo relógio. O relógio me lembrou de uma idéia que o meu professor tinha na faculdade, de fazer relógios do T. S. Elliot em que os ponteiros eram colheres de café, baseado em sua famosa frase "I have measured out my life with coffee spoons.

Saindo do museu fui comer em um lugar ao lado. Entrei e comecei a olhar o menu. Enquando esta lá olhando um dos funcionários se aproximou me disse o que pedir. Concordei com ele. Era Noodles frios, sem sopa, que estava muito bom. O restaurante também servia Tempura de graça, então peguei bastante. A Tempura estava um pouco fria, mas não foi problema. Enquanto estava comendo vi o mesmo funcionário que tinha me dito o que pedir sair do restaurante, atravessar a rua e entrar em uma loja. Quando ele voltou ele foi até onde eu estava sentado e me deu uma lata de café. Não entendi porque ele resolveu me dar este café, nem sou muito fã de café, mas aceitei. Será que ele tinha saido do restaurante para comprar o café? Achei estranho. A latinha de café era de uma marca chamada Wonda. Já tinha visto ela a venda em diversas máquinas de bebida espalhadas pelo Japão. Era frio, mas tomei tudo. Então, tendo pago muito pouco pelo meu prato, ainda comi Tempura de graça e ganhei um café. Foi um bom negócio.

Peguei o metrô e fui até o segundo museu do dia. Quando cheguei lá o museu estava fechado. Não por conta do horário, mas porque, como o outro que tinha tentado visitar outro dia, estava se preparando para uma novo exposição. Fiquei bem irritado com isso. Estava com muita vontade de visitar esta museu, que apresenta o melhor da coleção do museu de Boston. Não tinha mais nada para se ver na área que eu estava, então fiquei andando por um Shopping que tinha algumas lojas legais. Depois peguei o metrô de volta para o hotel. Saltei do metrô dentro do Underground Shopping que tem em frente ao meu hotel e fui em mais algumas lojas por lá. Acabei resolvendo comprar um presente. Quando fui pagar não aceitaram o meu cartão, então acabei gastando todo o resto do meu dinheiro. Tive então que procurar um 7-Eleven, que é o único lugar que eu sei que tem ATMs que aceitam o meu cartão. Não demorei para achar e retirei um pouco de dinheiro. Quando estava saindo de lá quase esqueci o presente para traz. Depois disso voltei de vez para o hotel. Enquanto estava no hotel comecei a ficar enjoado. Achei que poderia ter sido o café, mas não durou muito.

Quando saí para jantar esqueci a minha carteira no quarto. Só percebi quando estava na rua, e tive que voltar. Odeio ter que deixar a chave na recepção, complica tudo. Depois de pegar a carteira andei até um lugar onde eu queria comer macarrão, mas o lugar já estava fechado. Então eu lembrei de um outro lugar que tinha passado em frente outro dia, uma Pizzaria. Andei até lá e ainda estava aberta. Imaginei que era uma Pizzaria normal, mas era uma espécie de buffet de Pizza. Não entendi direito como era o esquema, só sei que comi até me encher. Fiquei indo e voltando da minha mesa à mesa do buffet. Nem era muito bom.

Quando voltei para o hotel fiz a minha mala, arrumei tudo, li e dormi. No dia seguinte iria voltar para Tokyo. Minha estadia no Japão está acabando.





















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