Ainda estava relativamente cedo, então achei que eu não poderia fazer o check-in ainda, mas consegui sem problemas. O hotel é enorme, com vários blocos, duas recepcões e um centro de recreação. Meu quarto é no bloco 2, e cheira à cigarro. Assim que entrei no quarto abri a janela e deixei ela aberta durante o dia todo.
Meus planos para hoje eram ir visitar a 798 Art Zone, uma área da cidade que agrega todas as maiores e mais importantes galerias de arte da cidade, incluindo algumas galerias internacionais. Para chegar lá peguei o metrô, que como já disse fica bem perto deste novo hotel. A 798 ficava literalmente do outro lado da cidade e eu andei quase a linha toda de metrô, que era bem devagar. Quando saltei na estação mais próxima do meu destino ainda tive que andar por meia hora. O dia estava com uma névoa estranha que deixava esta área deserta da cidade ainda mais feia. No camino só passei por grandes avenidas e prédios comeriais. O trânsito aqui é complicado. Todos adoram buzinar, as pessoas andam de moto na calçada e como eu já disse, é bem dificíl e um pouco assustador atravessar as ruas maiores.
Chegando lá descobri que bem no dia anterior tinha começado um festival de arte, então fiquei feliz. A área é bem interessante. A maioria das galerias ficam em espaços onde funcionavam antigas fábricas, os prédios são de tijolo aparente, há muitas chaminés industriais, e espalhadas por toda a área estão dezenas de esculturas. Além das dezenas de galerias espalhadas por lá estão vários cafés e restaurantes, algumas lojas de material de arte, livros de arte, e outras lojas que não vendiam nada relacionada a arte jogadas no meio. Eu sentia que estava em outra cidade, outro lugar. Mas talvez o fato de eu ter mudado de hotel estava botando essa idéia na minha cabeça. Independente, era um lugar muito legal. Algumas das galerias poderiam estar mais bem cuidadas, mas não achei isso um problema grande já que aumentava o ar de estar dentro de uma antiga fábrica.
Fiquei lá indo de galeria em galeria até a maioria fechar. Tentei fazer a minha seleção do que ver baseada nas galerias que estavam envolvidas no Festival de Arte de 2011, mas também visitei algumas que não estavam envolvidas. Era uma espécie de SP Arte, mas ao ar livre. Havia gente do mundo todo, e eu encontrei alguns brasileiros. A grande maioria das galerias estava expondo jovens chineses, mas achei por lá algumas obras do Andy Warhol e alguns artistas Russos. A PACE Gallery, original de Nova York, estava apresentando pela primeira vez uma exposição solo de um artista americano, Sterling Ruby. Os chineses eram maio sem noção e ficavam encostando e mexendo nas obras, não só nesta faleria, mas em todas. Dava vergonha de ficar do lado de algumas pessoas, acho isso uma total falta de respeito. Em geral, vi muita coisa interessante. A quantidade de obras que gostei era muito superior à que não gostei. Fiz uma seleção boa.
Saindo da lá demorei mais uma hora e meia para chegar de volta na estação de metrô perto do hotel. Jantei em um restaurante perto da estação que tinha passado em frente quando estava indo. Era um "autêntico diner americano chinês". Comi um Hamburger que estava gostoso. Também pedi um milkshake, que não tomava há muito tempo. O único problema era a quantidade de batata frita que acompanhava meu prato, quase nenhuma.
Quando voltei para o hotel fiquei um pouco na interntet e depois fui visitar a área de recreação. Eles tem uma pscina, uma sauna e até uma pista de boliche. Tudo já ia fechar em uma hora, e eu precisava pagar para fazer qualquer coisa, então não fiz nada. Voltei para o quarto e completei meu ritual.





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