Que dia confuso.
Acordei um pouco mais cedo hoje para poder falar com os meus pais antes de tomar café da manhã. O dia estava muito bonito e a neblina que havia reinado sobre a cidade nos últimos dias tinha finalmente ido embora. O dia estava lindo, bem hoje que eu ia embora. Usei a internet, tomei café, escrevi para o blog, tomei um banho, me arrumei, e fiz o check-out do hotel. Eles perguntaram se eu queria um taxi, mas disse que não e fui pegar um na rua. Achei que se pedisse um taxi do hotel seria mais caro que o normal. Não demorei para pegar um taxi e fui direto à estação de trem, de onde eu iria para Shanghai.
Cheguei na estação por volta do meio dia e meio. Se pegasse um trem à 1 da tarde eu chegaria em Shanghai por volta das 6 da tarde. Fui então comprar minha passagem. Tinha uma fila, mas estava andando rápido. Quando chegou minha vez, pedi uma passagem para Shanghai e a mulher que me atendeu, sem nem olhar na minha cara, simplismente disse "não". Não és tendi o que isso queria dizer e tentei conversar com ele, mas ela não falava nada de inglês. O homem que estava atraz de mim na fila também estava indo para Shanghai, então começou a falar com ela. Com o pouco de inglês que ele sabia, ele me disse que não haviam trens para Shanghai e me mostrou três dedos. "Três o quê?" eu perguntei. "Sim" ele respondeu, e foi embora. Estava bem confuso, então fui até o balcão de informações, mas lá, mais moina vez, ninguém falava inglês. Acabei achando uma máquina automática de passagens e tentei comprar minha passagem. Todos os trens estavam esgotados, não só os de hoje mas como o homem tinha tentado me dizer, o dos próximos três dias também. Ótimo.
Meus pais tinham me falado para comprar a passagem com antecedência, mas como no Japão eu comprava minhas passagens na hora, achei que não iria precisar. Além disso, tinha lido em alguns sites que seria fácil comprar a passagem na hora. E normalmente teria sido fácil, mas o que eu descobri é que eu poucos dias era o feriado mais importante do país, época em que muita gente viaja. Fui até um outro balcão de informações e achei uma mulher que falava inglês, mas ela não tinha a menor idéia de que os trens estavam esgotados. Ela me escreveu em chinês uma mensagem e mandou eu entregar na bilheteria. A mensagem dizia que eu precisava ir para Shanghai o mais rápido possível, e para me informarem quando seria o próximo trem. Fui até a bilheteria e entreguei a mensagem. Me informaram que o próximo trem seria dia 5 de Outubro, em uma semana. Maravilha, estava preso em Pequim. Sem pensar duas vezes entrei no site onde compro passagens de avião e consgui comprar uma passagem para Shanghai saindo no dia seguinte de manhã. Eu estava bem calmo, pensando no que o meu irmão me disse quando estava indo começar a viagem: "nada é um problema". Agora que havia comprado a passagem para o dia seguinte, tinha apenas que esperar 19 horas. Estava planejando ficar na estação de trem e depois passar a noite no aeroporto.
Me sentei e pensei que seria melhor avisar o hotel em Shanghai que eu chegaria apenas no dia seguinte. Mas o site não tem um site próprio, ou pelo menos não consegui descobrir um, e também não conseguia achar o número de telefone do hotel. Os números que achava ou não existiam ou não conectavam. Quando finalmente consegui um número que conectou, uma mulher qualquer me atendeu. Não era o hotel. Desisti de fazer isso, talvez não teria problema chegar no hotel apenasno dia seguinte. Ia esperar meus pais acordarem para eu avisar o que estava acontecendo, então passei o tempo jogando alguns jogos, ouvindo música e lendo. Também comprei um sanduíche, comi metade, e deixei metade para o jantar. Minhamae me mandou uma mensagem quando ela acordou e eu liguei para ela e expliquei tudo. Ela me disse que eu precisava avisar o hotel o mais rápido possível senão minha reserva seria cancelada e eles cobrariam o preço cheio. Mais uma vez tentei ligar para o hotel e para a companhia queri há usado para marcar o hotel, mas nada dava certo. Estava começando a ficar bem nervoso. Dei o número da minha reserva para a minha mãe e em cinco minutos ela tinha resolvido isso. Fiquei muito feliz. Mas ainda tinham notícias ruins por vir
Fui até um café na estação onde poderia carregar o meu celular. Se a bateria acabasse eu estaria em mais problemas, mas consegui carregá-ló no café. enquanto estava lá recebi a noticia de que a passagem de avião que eu tinha supostamente comprado tinha sido rejeitada. Minha única opção eracorrer até o aeroporto e tentar comprar uma passagem diretamente na companhia aérea. Saí correndo para pegar um taxi e ir logo para o aeroporto. A estação de trem tinha uma área de taxis. Quando eu cheguei lá a fila estava enorme e nenhum taxi estava chegando. Tinha que chegar no aeroporto e não tinha tempo para perder. Um homem viu que eu estava com pressa e disse que me levaria ao aeroporto, que ele era taxista. Não sou bobo, então perguntei quanto ele me cobraria. Ele queria me cobrar 60 dólares, um absurdo. Tentei pechinchar mas ele só desceu para 50. Não valia a pena e não sabia se seria muito seguro. Criei o plano de pegar o metrô até uma área qualquer da cidade e pega um taxi na rua. Quando saí correndo para o metrô o homem que queria me levar ficou correndo atrás de mim e me chamando, mas eu o ignorei.
Peguei o metrô e vi que uma das suas paradas era perto da cidade proibida. Pensei que lá teriam muitos turistas tentando pegar taxis e que também seria difícil, então parei na estação anterior a esta. Na rua, nada de taxi. Os que estavam por lá estavam todos ocupados. Mais uma vez comecei a ficar preocupado. Passaram alguns taxis vazios, mas que não pararam para mim, provavelmente estavam "off duty". Depois de um tempo sem conseguir nada, vi um taxi parar perto de onde eu estava. Saí correndo em sua direção. O passageiro saltou e o taxi ficou "livre", porém quando pedi para entrar ele disse que não, que não me levaria para lugar nenhum, e Fi ouro do da minha cara. A risada dele quase me fez chorar. Uma hora já tinha se passado desde que tinha descoberto que minha passagem não existia. Mais um pouco e não existiria mais passagens nenhumas. Voltei para onde estava e logo mais um outro taxi parou, deixando seu passageiro. Corri até ele e implorei para ele me levar para o aeroporto. Mostrei uma foto do aeroporto e disse que eu queria ir para lá, e ele começou a fazer perguntas. Mas ele não falava inglês e eu não falava chinês, estávamos completamente "lost in translation". Ele me mostrou três dedos e eu achei que ele queria dizer que haviam três aeroportos, então mostrei o aeroporto em um mapa. Mais uma vez ele me mostrou três dedos e então entendi. Sua pergunta era qual dos três terminais eu queria ir. Disse que era o 3, e ele me deixou entar no taxi. Finalmente. Estava trânsito e no caminho ele parou para encher o tanque de gasolina. Cheguei no aeroporto uma hora depois.
Finalmente no aeroporto corri até o balcão de compras e pedi para ir para Shanghai. Naquela noite estava tudo esgotado como na estação de trem, e para o dia seguinte só haviam passagens de primeira classe. Só isso? Pior! A atendente completou dizendo que só havia uma passagem, de primeira classe, e que era a única passagem que tinha sobrado em todas as companhias aéreas. Uma passagem. Não pensei duas vezes e disse que compraria. Disse a ela que seria minha primeira viajando de primeira classe, e nós rimos. Ela foi uma das primeiras pessoas simpáticas que encontrei em Pequim. Tendo comprado a passagem, ainda tinha 10 longas horas pela frente, mas minha mãe me dez o favor de marcar um hotel perto do aeroporto, onde eu poderia dormir e tomar um banho. Peguei um taxi para o hotel, que era bem perto em uma rua escura e vazia. O hotel em sí era surpreendentemente ótimo. Comi o resto do meu sanduíche e dormi. Que alívio foi poder dormir depois deste dia complicado, estressante e confuso.
Adoro!! Final master feliz!!!!! xxx
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