Monday, September 12, 2011

Nagoya - Dia 3.

Esta manhã não escutei a obra que aparentemente está acontecendo ao lado do hotel. De qualquer forma acordei mais uma vez antes do despertador. Espero que isso pare de acontecer. Eu não acordo muito antes do despertador, só alguns minutos antes, mas preferia que isso não acontecece. Desci para tomar café e quando cheguei lá não havia quase ninguém. Pensei que estava na hora errada e que o café já tinha acabado, já que os outros dias estavam tão cheios. Mas depois lembrei que tinha tomado café lá apenas no final de semana, então sendo segunda fazia sentido estar mais vazio. Tomei café e usei a internet até a hora que costumo sair do hotel.

Assim que saí do hotel vi que o dia estava meio nublado e parecia que poderia chover. Mas mesmo estando na porta do hotel não quis voltar para pegar a minha capa de chuva. Este hotel também pede para deixar a chave na recepção toda vez que eu saio, e como eu tinha acabado de entregar a chave, não queria pega-la de vo,ta apenas para devolver um minuto depois. Não gosto desse sistema. Então não peguei minha capa de chuva e continuei andando para o metrô. Acabou não chovendo, então não mudou nada eu não ter pego a capa de chuva.

Peguei o metrô e fui até o Atsuta Shrine, o segundo maior santuário do Japão. Lá se encontra a Kusanagi-no-tsurugi, uma espada que é um dos Três Tesouros Sagrados Imperiais. Ele deve ficar dentro do santuário, onde não se pode entrar, já que eu não vi nada. Quando cheguei lá encontrei um grupo enorme de sonhoras e sonhores, todos vestidos formalmente. Não sei quem eram ou o que eles estavam fazendo lá, mas eles foram conduzidos à uma área que geralmente é proibida a entrada do público. Geralmente, para fazer suas preces em um santuário como esse as pessoas se curvam duas vezes, batem duas palmas, e se curva uma última vez. Ver esse grupo de mais de 150 pessoas fazer isso ao mesmo tempo foi muito legal. Continuei andando pela área do santuário mas não tinha muito para se ver. Cheguei em um lago que era cheio de carpas e tartarugas. Um homem estava na beira do lago dando de comer para as tartarugas, que eram muitas. Me sentei em frente do lago e passei um tempo lá, olhando as tartarugas. No centro do lago havia uma pedra onde varias tartarugas estavam tomando sol. Assim que peguei minha câmera para tirar uma foto, 70% delas pularam na água. Foi imediato, parecia que elas sabiam que eu iria tirar uma foto e resolveram fugir.

Quando saí do santuário fui visitar o Castelo de Nagoya. Enquanto estava esperando pelo metrô uma senhora que estava sentada do meu lado começou a falar comigo. Logo avisei que eu não falava japonês. Ela entendeu isso, mas continuou falando varias coisas, que eu não entendia nada. Depois ela me ofereceu umas balas. Primeiro eu não aceitei, mas ela insistiu, então acabei aceitando. As balas eram transparentes e dentro delas há jau as coisas pretas. Não são do que elas era, mas sabia que já tinha sentido aquele gosto antes. Não sei descrever o gosto, mas elas eram bem gostosas. Agradeci as balas e me despedi da senhora quando o metrô chegou. Dentro do metrô eu sentei na frente de um homem que tinha um tique nervoso. Ele ficava constantemente piscando com força. Ele estava olhando para mim, acho que estava tentando ler o que estava escrito na minha camiseta. Depois de algumas paradas ele se levantou e veio se sentar do meu lado. Assim que ele se sentou ele começou a falar comigo, e eu avisei que não falava japonês. Ele então disse que falava um pouco de inglês e começou a me contar que tinha nascido em Nagoya há 62 anos atrás, mas que tinha morado em Tokyo e em Kyoto. Não sei por que ele estava me contando aquilo. Me senti o Raskolnikov nos primeiros capítulos de "Crime e Castigo" quando Marmeladov o vê pela primeira vez e começa a contar a história de sua vida. Depois de me contar um pouco de si, ele me perguntou se eu morava em Nagoya. Quando contei que era do Brasil ele disse que adorava música latinas começou a cantar. As únicas palavras que eu entendi foram "Besa-me mucho". Ele também me contou que toda semana ele dançava em "social dances". Ficamos conversando até ele ter que saltar. Ele me desejou muita sorte na minha vida.

Quando cheguei no Castelo, andei pelo seja jardim, que era muito bonito, e depois fui à Torre, que como em Hiroshima e Osaka era apenas uma reconstrução da original. Aqui a original foi destruída em um incêndio em 1945 causado por um bombardeio durante a segunda guerra. Apenas a torre foi reconstruída em 1959, mas hoje o palácio está sendo recontruído. Era possível ver o palácio em reconstrução. Assim como nos outros castelos que viseitei, a torre hoje em dia serve como um museu. Além do normal, este museu tinha um filme em 3D sobre o castelo. Foi divertido, não era muito bem feito. Fiquei até a torre fechar. Quando saí, vi um senhor batendo palmas tentando chamar a atenção de alguma coisa que estava debaixo da muralha do castelo. Quando olhei vi que eram veados. Achei isso bem curioso, mas muito legal.

Em frente ao castelo há um Teatro Noh, estilo de teatro japonês que meus pais me disseram para ir ver. Então fui até o teatro, mas as performances só acontecem aos finais de semana. Voltei então para o hotel, andando por uma parte histórica da cidade. No hotel relaxei até a hora que saí para jantar. No dia que eu cheguei em Nagoya vi que tinha um Outback perto do meu hotel. Mesmo achando que o certo é tentar comer como os locais, estava com muita vontade de ir ao Outback, então decidi ir hoje. Sentei no bar e o barman era Australiano, então pude conversar um pouco. Contei da minha viagem para ele. Quando disse que eu tinha apenas 18 anos ele ficou muito surpreso e disse que achava que eu era bem mais velho. "É a barba" eu disse. "Talvez" ele disse "Mas te achei mais velho porque você parece muito confiante". A comida estava ótima e eu fiquei muito satisfeito.

Quando voltei para o hotel usei a internet, li e dormi. Essa noite foi noite de lua cheia. Todo noite de lua cheia fico feliz quando não viro um Lobisomem.







































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