Sunday, January 29, 2012

Paris - Dia 4.

Como desta vez já tinha escrito o blog, acordei uma hora mais tarde do que os últimos dias. Usei a internet, tomei um banho, e me arrumei para sair. Estava pensando em visitar o Musée d'Orsay, mas antes resolvi ir dar uma volta por perto do hotel. Descobri que tem um supermercado bem perto, e isso é ótimo. Andei até um cana que fica perto do hotel e lá achei dois cinemas, em em frente ao outro. Um deles tinha uma livraria, que eu entrei e acabei ficando bastante tempo. Era ótima, com muitos livros de cinema e arte, e uma ótima seleção de filmes. Quando saí de lá andei até o metrô mais próximo. Deveria ter andado até o metrô perto do hotel, a distância era a mesma, e seria mais fácil para mim. No entanto não pensei isso na hora, e fui até a outra estação. Acabei pegando o trem para a direção oposta, e só percebi depois de umas quatro ou cinco paradas. Perdi bastante tempo com isso, e então tive que voltar tudo e começar de novo. Ainda tive que trocar de metrô duas vezes antes de conseguir chegar no museu. Saltei bem em frente, e havia uma fila enorme para entrar, mas eu ainda precisava almoçar. Procurei o que havia por perto, mas as opções eram todas caras. Acabei escolhendo um restaurante qualquer, e pedi um prato que era bem sem graça.

Enquanto estava no restaurante estava pensando que como tinha perdido bastante tempo para chegar lá, e já que o museu não fechava muito tarde, minha visita seria rápida, e talvez não tivesse tempo o suficiente. Decidi que deixaria o museu para outro dia, e arranjaria alguma outra coisa para fazer. Porém, bem quando fiz esta decisão, uma senhora que tinha acabado de sair do museu se sentou do meu lado, e quando eu olhei os panfletos que estavam com ela, descobri que estava acontecendo uma exposição sobre cinema do século 19, e que acabava hoje. Acabei de comer rapidamente, pedi a conta e saí. Meus planos mudaram, mas ainda havia uma fila enorme para entrar no museu, que tiraria ainda mais tempo da minha visita. Entrei na fila, mas percebi que só seria uma perda de tempo, e não queria ver o museu com pressa. Mudei de idéia mais uma vez, e desisti de vez de visitá-lo hoje. Ainda mais, acabei descobrindo que o que eu achava que era uma exposição, era apenas apresentações de filmes do século 19. Menos mal. Agora tinha que arrajar algo para fazer, mas a resposta não estava muito longe: o Jeu de Paume. Sabia que minha visita a este centro de arte seria bem mais rápida, já que era um lugar bem menor, onde só estavam acontecendo duas exposições. Andei até lá, e encontrei outra fila enorme. Isso me irritou um pouco, mas não tinha nada que eu poderia fazer. Acabei ficando na fila por meia hora até conseguir comprar a minha entrada. A exposição que fui ver era a primeira retrospectiva da fotógrafa americana Diane Arbus na França. A exposição era linda, e o trabalho dela é ótimo. Ao final havia duas salas com sus biografia e alguns objetos pessoais. Esta não era a única exposição lá, mas eu não entendi o que era a outra, e sem entender, achei péssima. Não havia nada para se ver.

Quando saí do Jeu de Paume, na hora que estava imaginando que iria, andei até o cinema. Agora que estou mais uma vez viajando por países de língua estrangeira, onde não falam inglês, não poderei ver mais nenhum filme estrangeiro (sim, filmes americanos e ingleses são estrangeiros para quem mora no Brasil como eu, mas vocês entendem o que quero dizer). O único filme que ainda não tinha visto que estava em cartaz e era em inglês se chamava "Trust". O filme é dirigido pelo David Schwimmer, o Ross de "Friends", e mesmo com bons atores, o filme não é bom. Não gostei, mas tudo bem, foi bom ir ao cinema. Assim que o filme acabou procurei algum lugar por perto para jantar, e acabei comendo em um lugar italiano. Quando fui pagar conta minha garçonete perguntou se eu era brasilero, pois ela também era. Tinha falado francês com ela o tempo todo, então não sei como ela percebeu. Talvez por que eu falo sozinho. Depois do jantar voltei para o hotel, mas antes passei no supermercado para comprar água. No hotel, usei a internet, e escrevi para o blog. Acabei de ler o livro que estava lendo "Love in The Time of Cholera", do Gabriel García Márquez. O livro conta a história de Florentino Ariza, que rejeitado pelo amor de sua vida, espera sua chance para conquistá-la, nem que isso leve cinqüenta e um anos, nove meses, e quatro dias. O livro é lindo, e se tratando do García Márquez, não esperava nada menos. Já queria ter lido ele há alguns anos, mas o que me fez finalmente começar foi que ambos meu pai e minha mãe disseram que é um dos livros da vida deles. Fiquei feliz de ler.


























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