Sunday, January 15, 2012

Bruxelas - Dia 4.

Hoje estava planejando fazer um passeio fora da cidade, para o museu do Hergé, então não podia perder meu horário. Isso quase aconteceu, já que não levantei assim que desliguei o despertador, e por pouco não voltei a dormir indefinidamente. Foi sorte. Me levantei, me vesti, e desci para tomar café, que estava um pouco diferente, com um bolo gostoso. Comi, peguei uma maçã para viagem, e subi de volta para o quarto. Acabei perdendo mais tempo do que deveria no quarto, usando a internet e lendo meu guia. Quando fui tomar um banho, demorei para sair, já que estava muito bom e quente. De qualquer modo saí por volta do horário que estava imaginando que iria, então não foi um problema. Iria pegar um trem, e fui andando até a estação, que não era difícil de chegar, então devo ir a pé até lá quando estiver saindo de Bruxelas. Chegando na estação fui direto comprar minha passagem, e fiquei surpreso (e feliz) em ver que era bem barata. O homem que me atendeu me disse o modo mais fácil de ir até lá, e fui direto para o trem, que saia em 10 minutos.

Entrei no trem e me sentei em qualquer lugar. Tinha trazido meu livro comigo, então comecei a ler. Quando passaram para checar minha passagem me avisaram que eu estava sentado na primeira classe, então tive que me mudar de lugar. A segunda classe estava bem mais barulhenta, mas continuei lendo. O trem que eu tinha pegado ia até Luxemburgo, mas eu deveria saltar em uma pequena cidade chamada Ottignies para trocar de trem em direção de Louvrain-la-Neuve, onde o museu se encontra. O primeiro trem demorou por volta de meia hora. Chegando em Ottignies já entrei no segundo trem, que estava bem na plataforma em frente. Saímos em dez minutos, e demoramos mais uns dez minutos. Em todo, demorei um pouco menos de uma hora entre Bruxelas e Louvrain-la-Neuve. Peguei minha maça, e antes de comer metade já tinha avistado o museu.

Olhando o museu o de onde eu estava eu não conseguia ver absolutamente ninguém lá dentro, mesmo com as suas grandes janelas. Achei estranho, e até pensei que pudesse estar fechado. Não estava fechado, mas realmente estava bem vazio, o que me deixou surpreso. O museu é recente, aberto em 2009, mas é um trabalho arquitetônico muito bonito, que lembra uma revista em quadrinhos. Dei uma volta ao redor do prédio antes de entrar e comprar meu ingresso. Antes de sair do hotel pensei algumas vezes se levava ou não o meu livro. O lado ruim seria ter que carregá-lo o tempo todo durante meu passeio pelo museu. Foi bom trazer, porque além de ler bastante no trem, o museu tinha armários onde eu botei meu livro e meu casaco, de graça. Eles também me deram um áudio-guide de graça, que complementava 100% a experiência do museu. O museu é muito legal, explorando a carreira inteira do Hergé, todos seus personagens, e um pouco da sua vida pessoal. Em conjunto com uma grande exposição que está acontecendo em Bruxelas sobre o Brasil, este museu estava tendo uma exposição temporária focada em "O Ídolo Roubado", uma das aventuras do Tintim em que ele vai para a Amazônia. O museu todo é muito bem apresentado, e muito completo. Com o meu áudio-guide, e parando em todas as exibições, acabei ficando lá dentro por quase cinco horas seguidas. Me diverti muito, e aprendi muito. Certamente o museu é focado no Tintim, que é a maior criação do Hergé, mas o museu é especialmente sobre ele, e como ele era uma pessoa especial e muito trabalhadora. Adorei poder ter visitado o museu.

Quando saí de lá voltei para a estação e logo embarquei no trem que estava na plataforma e que saía em uns vinte minutos. Com antes, desci em Ottignies para trocar de trem, e então fui para Bruxelas. No caminho todo fiquei lendo. Cheguei lá de volta mais tarde do que estava imaginando que iria no começo do dia, então fui logo jantar. De manhã, no meu caminho para a estação, tinha passado por um restaurante que havia me interessado, então voltei para lá para jantar. Cheguei lá e só havia um casal. Comecei a me sentar quando a garçonete chegou, e vendo que eu não tinha reserva disse que eu teria que comer em no máximo meia hora (ou pelo menos é o que eu entendi). Não demoraria mais do que isso de qualquer modo, então não foi um problema. Comi um dos melhores Hamburgers da minha viagem, acompanhado de ótimas batatas-fritas, como sempre. Fiquei super satisfeito, e feliz de ter encontrado este lugar. Saindo de lá voltei para o hotel, onde passei horas escolhendo e marcando hotéis para minhas próximas paradas. É insuportável ter que escolher os hotéis. Seria mais fácil sem ler as opiniões de outros hospedes, mas eu não resisto, e acabo ficando confuso, já que cada um acha uma coisa diferente. Quando acabei, passei mais um bom tempo falando com o meu pai e com a minha mãe pelo FaceTime. Antes de dormir escrevi para o blog, e como já tinha lido bastante nos trens, não li mais esta noite.
































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