Friday, January 27, 2012

Paris - Dia 2.

Acordei mais cedo hoje já que não tinha escrito para o blog na noite anterios, mas antes de começar a fazer isso fiquei na internet e acabei gastando bastante tempo. Depois de escrever o blog e tomar um banho, saí do hotel mais tarde do que eu estava planejando. Antes de sair porém passei na recepção para avisá-los que decidi ficar mais noites em Paris e se tinha como ficar neste mesmo hotel, e pagando o mesmo preço. Não teve problema, então dobrei o número de dias que tinha sobrando. Agora posso aproveitar um pouco mais, e com um pouco de calma. Nem assim tenho certeza que vou conseguir fazer tudo. A cidade ainda estava nublada quando saí do hotel. Paguei minhas passagens de metrô com um número enorme de moedas de 20 e 10 centavos, para começar a acabar com uma grande pilha que tenho comigo. Odeio moedas, e já disse isso muitas vezes aqui.

Falando com os meus pais na noite anterior havia decidido que o jeito mais simples e menos desgastante de resolver o problema da minha máquina seria comprar um nova, uma mais simples, mas que seria o suficiente para o resto da minha viagem. Decidi ir então até uma Fnac, para ver quais eram as minhas opções. Tinha pesquisado e visto que havia uma Fnac perto de um museu que queria visitar, então foi para lá que eu fui. Saltei na frente do museu, e comecei a andar em direção de onde eu achava que a loja era. Porém eu não tinha anotado o endereço, e só tinha uma vaga idéia de onde ela ficava. Quando cheguei onde ela seria, estava acontecendo uma grande obra, que me fez passar reto da loja sem perceber. Não havia uma placa ou sinalização. Acabei andando um bocado, procurando, e fui parar perto do Louvre. Percebi então que estava no lugar errado. Derrotado, comecei a voltar. Quando cheguei de volta na área em reforma, pelo outro lado, vi uma escada-rolante, e de lá saiu um homem com uma sacola da Fnac. Desci a escada e lá estava a loja, no subsolo, e sem nenhum aviso. Como poderia adivinhar? Passei um bom tempo na loja, mas não haviam muitas opções que correspondesse com a qualidade e preço que eu quero pagar. Pedi para ver a única que me deixou mais interessado, e que estava com um preço bom, mas me avisaram que ela era usada. Usada? Além disso nenhuma das máquinas que estavam na loja estavam com bateria, e portanto eu não podia ver como elas funcionavam, e os atendentes não falavam inglês. Passei um tempão lá, e saí de mãos vazias.

Precisava almoçar, e no meu caminho para o hotel escolhi um restaurante qualquer para comer. Pedi o meu prato, e antes do prato o garçom me trouxe uma espécie de salada como entrada, que eu não havia pedido. Como o meu prato vinha com salda, imaginei que ele havia trazido ela antes. Mas não, quando o meu prato chegou lá estava a sua salada. Quando pedi a conta ele havia me cobrado uma entrada. Não tinha pedido isso, e fiquei irritado, mas como já tinha comido não poderia fazer nada. De qualquer modo não foi muito mais caro. Depois de comer continuei até o museu, o Centre Pompidou. Estava preocupado que ele fecharia cedo, e que eu não teria muito tempo para visitá-lo, mas ele fecharia só as nove. Tinha tempo de sobra. Em conjunto ao museu, bem em sua esquina, fica o Atelier Brancusi, uma reconstrução do atelier do escultou Constatin Brancusi, apresentado no modo que ele estava na data de sua morte, em 1957. O atelier fechava mais cedo queo museu, e era de graça, então foi a primeira coisa que fui ver. É super interessante, e como ele mesmo dizia, o modo em que suas dezenas de esculturas se encontram em seu atelier, quase empilhadas, é por sí só uma obra. Vi tudo, e então fui para o museu. Mais uma vez, por ter mais que 18, teria que pagar um caro ingresso, mas o homem que me atendeu resolveu me deixar entrar de graça, sem eu nem pedir. Fiquei super feliz e aliviado. Ele foi super gentil. O museu tem uma coleção permanente, e alguns espaços para exposições temporárias. Comecei com as temporárias, no último andar. Era uma pena que eu não estava com a minha máquina, já que a vista do último andar era linda, e a mais linda da cidade (segundo eles). Tirei algumas fotos com o celular. A exposição que estava tomando conta de todas as galerias no momento era sobre dança e arte. Dança como arte, e arte sobre dança. Não sou fã de dança, mas a exposição era legal e haviam algumas obras bem bonitas. As obras me interessavam dez vezes mais que as performances. Haviam até parangolés do Hélio Oiticica. Quando vi a exposição inteira, desci para a exposição permanete, que é excelente. Dividida entre dois andares, focados em 1905 - 1960 e 1960 até os dias atuais, é uma coleção de arte moderna de dar inveja. Gosto muito mais, e gostei muito mais, do que o Louvre inteiro. O museu é extenso, então havia muito o que ver. Passeie com calma, mas um pouco mais acelerado do que normalmente andaria por um museus, e mesmo assim saí de lá mais de cinco horas depois de ter entrado. É um ótimo museu, e um excelente centro de arte.

Já estava tarde quando saí de lá, e eu fui direto jantar. Comi em um lugar e, frente a estação de metrô que iria pegar. A comida estava boa, mas o serviço era péssimo e meu garçom era muito antipático, o que sempre me tira do sério. Depois de comer, peguei o metrô para o hotel, onde eu usei a internet e li o meu livro.

Tentei postar as fotos que tirei com o celular, mas por algum motivo não consigo.

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