Monday, January 16, 2012

Bruxelas - Dia 5.

Hoje iria mais uma vez sair de Bruxelas, desta vez para visitar uma pequena cidade chamada Gent. Acordei com o despertador sem problemas, e logo desci para tomar café. Geralmente como bastante no café da manhã, para não precisar almoçar, apenas jantar. Comi bastante como sempre, e mais uma vez peguei uma maçã para a viagem. Depois do café, subi, usei a internet, tomei um banho, me vesti, e saí. Tinha saído ainda mais cedo do que no dia anterior, e fui andando com calma até a estação de trem. Cheguei na hora que estava planejando, comprei o meu bilhete, que foi um pouco mais caro do que o dia anterior, mas como meu destino era mais longe eu entendo, e embarquei no trem que estava planejando, no horário certo. Este trem tinha dois andares, e eu fui me sentar no andar de cima. Mais uma vez estava com o meu livro, e fiquei lendo durante a viagem toda. Saltei na cidade que estava indo visitar, mas tive que trocar de trem para chegar na estação central. Demorei um pouco para entender que trem que eu deveria pegar, já que nesta cidade tudo estava em holandês. A Bélgica é um país bilingüe, que fala francês e holandês. Em Bruxelas se falam as duas línguas, mas aparentemente aqui só se falava holandês. O trem demorou um pouco para chegar, mas de lá foi muito rápido chegar na estação central.

Tinha esquecido de ver como andar da estação de trem até a área que eu queria visitar, então não sabia exatamente para que direção ir. Meu principal motivo de estar indo para Gent era visitar uma catedral, e consegui ver a torre do que eu imaginei ser dela, então comecei a andar em sua direção. Durante o caminho todo não vi quase ninguém, era uma cidade quase deserta. Quando estava chegando no centro comecei a escutar uma música, e lá achei uma multidão. Era como se a cidade toda estivesse reunida na praça, em uma celebração qualquer. Estavam todos com um copo na mão, bebendo, dançando, e cantando. Havia música ao vivo e várias barracas de bebida. Só bebida, e nenhuma comida. Isso tudo estava acontecendo em frente a catedral que estava indo visitar, então fiquei com medo dela não abrir por conta da zona toda. De qualquer modo ainda não estava na hora que ela supostamente iria abrir, então fui dar uma volta rápida pela praça. Passei em frente de uma loja de suvenier e me lembrei que ainda não tinha comprado meus cartões postais da Bélgica. Foi bom ter lembrado disso aqui, porque chegando de volta em Bruxelas não teria tempo para isso. Entrei na loja, comprei cartões e selos, e perguntei para a caixa o que era aquela celebração. Era uma festa para receber o ano novo, e nela a cidade dava 30,000 bebidas de graça. Só então entendi porque todos estavam bebendo. Ela também me disse que a catedral iria abrir normalmente.

A catedral tinha na verdade acabado de abrir, então passei por toda a multidão e entrei lá. Estava indo visitar esta catedral não pela construção em sí, mas por uma obra que se encontra lá dentro, "The Adoration of The Lamb", pintada por Hubert van Eyck e seu seu irmão Jan, no século 15. Composta por 24 telas, esta obra religiosa é considerada um dos tesouros da humanidade. Por ser tão importante, a obra está separada em uma sala específica, protegida por vidro a prova de balas, e eu tive que pagar para entrar e vê-la. Ao pagar, recebi um áudio-guide que explicava a obra nos mínimos detalhes, e que foi extremamente interessante. Seu este áudio-guide não iria conseguir apreciar o trabalho tanto quanto apreciei entendo sua importância. É realmente fascinante! O que era ainda mais incrível era a história turbulenta da obra. É quase um milagre ela estar no estado que está, mas em abril de 1934 uma de suas 24 telas foi roubada e nunca encontrada. A que está em seu lugar foi pintada em 1939. Como já mencionei antes no blog, não sou nada religioso, mas as religiões me entretêm, como longas e sangrentas fábulas. Passei mais de uma hora ouvido todas as informações e apreciando esta obra. Em seguida, passei mais um bom tempo andando pela catedral, que era igualmente muito linda.

Saí de lá com o tocar do sino, duas horas depois de ter entrado na catedral, e fui dar uma volta pela cidade. Como já disse, esta é uma cidade medieval, e não é nada menos que magnífica, especialmente sua praça central, onde eu estava. Dei uma longa volta pela cidade, explorando suas pequenas ruelas, e cheguei de volta na praça ao tocar do sino mais uma vez. Fui então dar uma volta para o outro lado, que era ainda mais bonito, mas infelizmente a bateria da minha câmera havia acabado. Durante esta andada não resisti em comprar um waffle e uma porção de batatas-fritas. Comi, e fui voltando para a estação de trem. Quando cheguei lá não conseguia sentir as minhas mãos, que haviam congelado com o frio. Tenho uma luva, mas ela não estava comigo. O trem não demorou para chegar, mas saltando na primeira estação tive que esperar mais de meia hora até o segundo trem, e estava muito frio. Escutei duas mulheres falando o que pensei ser português, e elas vieram me fazer uma pergunta. Elas falaram em inglês, e eu disse "também falo português", mas elas falavam espanhol. Improvisei um pouco do meu espanhol, e respondi a pergunta delas.

Chegando de volta em Bruxelas resolvi comprar um sanduíche na estação de trem, para não ter que sair para jantar, e então fui para o hotel. Chegando lá, usei a internet, fiz minha mala, e comi meu sanduíche. Estava planejando tomar um banho de banheira, mas quando fui até o banheiro vi que ela não tinha uma tampa. Portando escrvi meus cartões postais, e me deitei bem mais cedo do que o normal. Resolvi escrever o blog na manhã seguinte, para poder dormir mais cedo, e como já tinha lido no trem, não precisava ler mais.





























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