Quando finalmente entrei, a primeira coisa que fiz foi ir até o café deles e comprar um sanduíche. Não iria agüentar ficar sem comer até a hora do jantar. O sanduíche era bem simples, mas estava bem gostoso. Comecei então a minha visita. Depois de pagar uma fila tão grande, que não parava de crescer atrás de mim, imaginei que o museu estaria uma loucura. Porém, como ele é grande, não vi muito problema. Como ele acabou de ser reformado, a infra-estrutura é boa. Mesmo assim, em algumas salas específicas, como a do Van Gogh, o multidão ficava aparente, e insuportável. De qualqer modo já estive em exposições muito piores. A coleção do museu é ótima, e eu pude ver tudo (ou quase tudo) com calma. Acabei deixando sua área mais importante, a dos impressionistas, para o final, já que ficava no último andar. Sempre acabo deixando o melhor para o final, e acabo tendo que ver com uma certa pressa. a coleção do museu de obras do moviment impressionista é uma das mais importantes do mundo, com algumas obras lindas. Mesmo com um pouco de pressa a mais que desejado, consegui ver tudo numa boa. Saí do museu na hora que anunciaram que ele estava fechando. Um museu a menos na minha lista. Imagino o que eu iria fazer pelo dia todo, todos os meus dias, se não me interessasse em ir aos museus. Mas o mesmo eu que não gostaria de arte não gostaria de fazer uma viagem como essa.
Saindo de um, direto para outro. Iria agora visitar a Fundação Cartier de Arte Contemporânea. Não era muito perto, mas eu tinha tempo, então fui andando. No caminho não passei por nada muito interessante, mas quando comecei a chegar perto olhei as minhas opções de restaurantes, e escolhi onde eu iria jantar depois. Quando avistei a Fundação, fiquei com a impressão que ela estava fechado. Não havia movimento e não conseguia ver nenhuma luz acesa. Tinha procurando os horários de abertura na internet de manhã, e por mais que procurei, não consegui achar no site da própria fundação. Em um outro site, dizia que ela ficava aberta até as oito, e confiei. Eles estavam certos, e a fundação estava aberta, apesar da aparência. Meu pai tinha me aconselhado visitá-la não só por ser importante, mas pelo prédio em que ela se encontra. Nas fotos que o prédio estava iluminado a noite, e não estava. Pela visão que tinha, não fiquei impressinado com o que vi. A minha entrada foi o mesmo preço que o Musée d'Orsay, e a fundação é milhões de vezes menor. Para completar, a exposição que está acontecendo no momento é um tanto desinteressante. Seu tema é matemática, e diversos matemáticos e artistas se juntaram para mostrar como a matemática pode ser aplicada a arte. A única coisa que realmente me interessou era o fato de que a cenografia da exposição era feita pelo David Lynch, que também havia produzido uma animação para a exposição. Fora isso, que nem era tão aparente, não gostei do que vi. Uma pena, por que haviam ótimos artistas envolvidos no projeto.
Não fiquei muito tempo lá, e fui direto jantar quando saí. Para a minha surpresa, o restaurante que tinha acabado de passar e escolher para jantar tinha fechado. Fiquei irritado pois as outras opções ao redor eram inexplicavelmente caras. Acabei comendo em um lugar "chique", e comi um prato que tinha comido outro dia....por mais que o dobro do preço. Mesmo tendo ficado irritado com isso, estava ótimo. Depois de comer peguei o metrô e voltei para o hotel. Demorei um pouco para chegar de volta, já que tive que atravessar quase uma linha inteira, e depois trocar de trem. De volta no hotel, usei a internet e escrevi para o blog. Estava planejando começar um livro novo, mas bem quando esatava prestes a fazer isso meu amigo me ligou no Skype. O tempo foi passando, e no final haviam cinco pessoas na mesma conversa. Foi bom falar com quem eu não falava fazia tempo, mas passei tempo demais no Skype, demais mesmo, e fui dormir super tarde.




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