Saturday, January 14, 2012

Bruxelas - Dia 3.

Acordei diversas vezes esta noite, mas não foi um problema, não posso dizer que dormi mal. A última vez que acordei faltavam 5 minutos para meu despertador tocar, e de qualquer modo esperei ele tocar antes de me levantar. Me vesti rapidamente e desci para tomar café. O café do hotel é simples, mas bom, com tudo que seria necessário. Comi tudo que queria e voltei para o quarto. Usei a internet, fiz tudo que precisava, e dei uma olhada no meu guia para escolher o que iria fazer hoje. Na noite anterior já tinha escolhido o que iria fazer, mas foi bom checar tudo de novo, porquê vi que tinha confundido um museu que queria visitar com outro, que era muito mais longe do que o que eu realmente queria ir. Teria perdido um bom tempo se não tivesse checado duas vezes. Foi sorte, sorte em uma sexta-feira 13.

Saí uma meia hora antes do que no dia anterior, e fui andando para os museus que iria visitar por um caminho novo que ainda não tinha feito, e que era mais bonito. O dia também estava bonito, bem hoje que iria passar o dia em museus. Eles não era nada longe, e não demorei para chegar. Cheguei com o bater do sino de uma igreja marcando meio-dia. Iria visitar o Musées Royaux des Beaux-Arts e o Magritte Museum, que ficam bem do lado um do outro. Entrei pelo primeiro, e lá comprei direto minha entrada para os dois museus. A caixa me recomendou começar com o Magritte Museum. É engraçado tentar falar francês, e eu tento mesmo sem saber. Na verdade tive três anos de aula de francês, que não serviram para absolutamente nada. Segui a sugestão da caixa e comecei com o Magritte Museum. O museu é inteiramente dedicado ao René Magritte, que nasceu em Bruxelas, onde também trabalhou pela grande maioria da sua carreira. Dividido em três andares, o museu explora todas as épocas de sua carreira, não só com trabalhos, mas com documentos, convites para exposições, cartas, e outras coisas. Sempre gostei dele, principalmente de sua época surrealista, então adorei o museu.

Passei algumas horas lá, e em seguida fui para o Musées Royaux des Beaux-Arts. Excluindo um pequena seleção de arte moderna, a grande maioria da coleção deste museu era composta de arte clássica. De qualquer modo era coleção muito boa. Haviam várias salas fechadas para reformas, mas o que eu vi me deixou satisfeito. Enquanto andava por uma de suas salas fiquei surpreso em encontrar uma tela que gosto bastante, "Landscape with the Fall of Icarus". Tinha visto e estudando esta tela junto com um poema na minha aula de inglês. Não deveria ter ficado tão surpreso já que esse poema de W. H. Auden se chama "Musée des Beaux Arts", em referência ao museu. Não lembrava disso porque o que tinha marcado para mim era o quadro, e não o poema. Tinha pensado algumas vezes neste quadro durante minha viagem, e foi uma boa surpresa encontrar ele hoje ao acaso, e ver ele ao vivo realmente foi muito legal. Um pouco depois encontrei em outra sala o famoso quadro de Jacques-Louis David, "The Death of Marat". Poder ter visto este delis quadros já valeu a visita.

Quando saí do museu fui andando até o Centre Belge de lá Bande Dessinée, um centro dedicado a histórias em quadrinhos, mas antes parei na Cinematek, um cinema da cidade. Este cinema passa apenas filmes clássicos, e quando estava aqui da última vez tinha pegado a programação de Janeiro deles. Hoje iria passar um filme que queria ver, então queria assegurar meu ingresso, mas quando cheguei lá ele ainda estava fechado. Continuei então para o centro de quadrinhos. Se realmente fosse no cinema não teria muito tempo para visitar este centro, mas queria dar um passada de qualquer modo. Fora o museu, que deixarei para visitar algum outro dia, consegui ver todo o resto. Eles tem uma linda e ótima loja, e uma biblioteca de quadrinhos, que eu na verdade também não entrei por precisar pagar uma taxa. O lugar era bem legal, mas realmente não pude ficar muito tempo. Quando saí de lá fiquei surpreso em ver que estava chovendo. Estava sol e chovendo, mas não durou muito. quando cheguei no cinema de volta eles já tinham aberto, e eu comprei meu ingresso. Antes do filme dei uma volta pelo seu espaço, que é bem legal e tem uma pequena exposição das tecnologias que vieram antes do cinema, e o caminho até o primeiro filme. Era muito interessante e muito legal, com alguns equipamentos no século 19. Como disse esse cinema só passa filmes antigos e clássicos, e a sessão que fui era do filme "The Lost Weekend", do Billy Wilder, que ganhou o alguns Oscars em 1946, incluindo o de melhor filme do ano. Nunca tinha visto este filme, e gostei. A única coisa que me irritou foi o final, mas que cabe com o que a época produzia, hoje em dia ele seria diferente, ou ao menos mais resolvido.

Saindo do cinema fui andando até um praça, onde ficava um reatautprante que queria comer. Demorei um pouco para achar a praça, e vendo tudo fechado no caminho, fiquei com medo do restaurante também estar fechado, já que ele fica dentro de uma lona de quadrinhos. Ele não estava fechado, então comi lá mesmo. Não era nada de especial, e paguei caro, então fiquei decepcionado. Este foi meu único azar desta sexta-feira 13. No caminho de volta para casa precisava comprar água, e o supermercado que tinha ido no dia anterior já estava fechado, mas acabei encontrando um outro lugar, onde paguei mais barato do que no outro lugar. De volta no hotel acabei o dia como qualquer outro, vento um pouco de TV, escrevendo para o blog, e lendo.














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