Sabia o que eu iria fazer hoje, e não estava com muita pressa, então me deixei meu corpo acordar a hora que ele achasse justo. Isso acabou sendo por volta do meio-dia. Me levantei e fui escrever para o blog. Depois de quatro dias escrevendo dois Posts por dia, tinha finalmente acabado com o atraso que tinha criado e poderia voltar a escrever apenas um por dia. Escrevi e tentei postar na internet, mas ela não estava funcionando. Tentei algumas vezes, mas acabei desistindo e peguei meu livro para dar um lida. Se eu realmente quiser acabar com ele antes de sair de Londres terei que me dedicar um pouco, lendo metade do que eu preciso por dia de manhã, e metade antes de dormir. Não deve ser um problema. Li o que eu precisava, e isto acabou demorando muito mais do que eu estava imaginando. Já estava quase na hora de sair. Sabia que eu provavelmente não teria tempo de almoçar, então comi uma tigela de sucrilhos. Em seguida tomei um banho super rápido, me arrumei, e saí.
Como eu ando para todos os lugares, geralmente saio de casa uns 40 minutos antes de qualquer que seje o horário que tenho que estar nos lugares. Consegui fazer isso hoje, e cheguei no cinema bem a tempo. Tinha separado em moedas o preço do filme, mas esqueci que o cinema que estava indo tem dois preços diferentes, e tive que pagar um pouco mais caro do que eu estava imaginando. Fui ver um filme chamado "Mistérios de Lisboa", de um diretor chileno chamado Raoul Ruiz, que faleceu ano passado. O filme é um épico passado em Portugal no século 19, e tem incríveis 272 minutos. Com mais de 4 horas e meia, este é o maior filme que já vi. Não considero "Carlos", do Olivier Assayas, com seus 319 minutos o maior pois ele foi feito originalmente como um mini-série para TV. O fato de eu ter visto ele no cinema não muda isso. Os outros concorrentes seriam "Che", do Soderbergh, mas que na verdade é separado em dois filme diferentes, e a versão extendida de "O Retorno do Rei", que teria sido o maior até agora, mas que ainda tem vinte minutos a menos que "Mistérios de Lisboa". O filme é realmente incrível, e adorei poder vê-lo. Na metade do filme aconteceu uma pausa de dez minutos, que eu usei para ir ao banheiro. Quando a segunda parte começou uma mulher pegou o lugar de um homem, que tinha deixado sua mala lá para segurar o lugar. Mesmo com a mala dele lá a mulher se recusou a se levantar e foi super mal educada. Eles ficaram discutindo enquanto o filme passava, e ela não se levantou. Ficaria extremamente irritado se fosse comigo.
Quando o filme acabou já tinha mais um outro filme para ir ver, mas antes dei uma passada rápida no supermercado para comprar o meu jantar. Fiz isso e fui para o Prince Charles. Quando cheguei lá havia um fila que saia do cinema e virava a esquina. Nunca tinha tinha visto uma fila lá, talvez porque eu sempre chego antes. Eu era um dos últimos da fila, mas mesmo assim consegui sentar em um ótimo lugar na minha fileira favorita. A sessão de hoje era uma pré-estréia do novo documentário do Werner Horzog chamado "Into The Abyss" sobre a pena de morte. Eu estava imaginando que seria sobre diversos convictos esperando sua sentença, mas na verdade o filme segue apenas um caso, detalhando o crime e entrevistando familiares além dos criminosos. O filme é ótimo, e me deixou bem comovido. Ao final do filme aconteceu um série de perguntas e respostas do o produtor executivo do filme, André Singer, que tem trabalhado com o Herzog há vinte anos. Quando ele começou a falar, alguém que estava na minha fileira reclamou que não estava escutando e disse "you have a microphone, use it!". Fiquei impressionado como tem gente que pode ser mal educada. Foi ridículo. De resto as perguntas e respostas foram ótimas. A mulher que estava no palco com ele tinha que repetir todas as perguntas feitas para ele pois ele tinha um problema de audição. Espero que isso queira dizer que ele não escutou o comentário idiota que acabei de mencionar.
Assim que as perguntas e respostas acabara, voltei para casa. Já estava tarde e eu ainda precisava ler bastante. Mas antes tive que comer, já que a única coisa que tinha comido o dia todo tinha sido uma tigela de sucrilhos. Comi, e acabei ficando na internet por um tempão. Quando fui finalmente ler já estava super tarde, e acabei lendo dez páginas a menos do que precisava.
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