No último dia de 2011 minha mãe me acordou e eu fui logo tomar banho. Me arrumei e saí com ela e com a minha irmã enquanto meu pai terminava de se arrumar. Demos uma volta, e depois fomos até onde costumamos tomar café da manhã, onde tínhamos combinado de encontrar o meu pai. Quando ele chegou, pedimos nosso café, comemos, e passamos um tempo usando o Wi-Fi do lugar. Quando saímos pegamos um taxi até Leicester Square, onde iríamos no cinema. Fomos ver "The Artist", dirigido pelo Michel Hazanavicius. O filme saía hoje apenas neste cinema, e na semana seguinte nos demais cinemas da cinema. Portanto já tínhamos comprado os ingressos há alguns dias, mas a sala não estava cheia. O filme é um dos mais falados do ano, por ser um filme mudo, e em preto e branco, como antigamente. De qualquer modo ele é incrível, e um dos meus favoritos do ano. Todos nós amamos, inclusive minha irmã, quem eu estava imaginando odiar. O filme ganhou o prêmio de melhor ator no festival de Cannes, e é considerado um grande concorrente para o Oscar deste ano. Veremos.
Saindo do cinema decidimos ir até o Byron comer um Hamburger. Meu pai estava com vontade de conhecer o restaurante, e como eu acho o melhor Hamburger de Londres, estava feliz em apresentá-lo para ele. Comemos bem como sempre. De lá meu pai queria ir para uma livraria, e eu fui com ele. Minha mãe e minha irmã foram para casa. A livraria que fomos, Foyles, era incrível. Cinco andares de tudo que se pode imaginar, e organizado com perfeição, em dezenas de tópicos diferentes. Havia até uma parte de livros em português, onde nós achamos um livro da Martins Fontes! Passamos um tempão lá, vendo todos os andares, e eu comprei um guia de viagem para minha viagem pela Europa.
Voltamos andando para casa e lá minha mãe estava terminado de fazer suas malas já que ia embora na manhã seguinte. Passei um tempo ajudando ela, e fiz uma mala separada com coisas minhas que não iria mais precisar na viagem. Depois passei um tempo fazendo as últimas coisas que precisava com o meu computador, já que meu pai iria levar ele embora. Quando tudo estava pronto fui fazer a minha barba, mas deixei meu bigode, só o bigode, para ver como ficava. Mais tarde nós nos arrumamos e saímos para jantar. Tínhamos feito uma reserva em um restaurante indiano que meus pais tinham visitado em Outubro. O restaurante era dentro de uma casa, e para entrar tivemos que tocar a campainha. Eles estavam servindo um prefix de réveillon. A única outra vez que comi comida indiano foi com o meu professor, então não conheço quase nada desta culinária. Este restaurante era realmente muito bom, e nós comemos super bem. Cada prato era mais especial que o outro, tudo perfeito. Ficamos super satisfeitos.
Pedimos um taxi no restaurante, e era um motorista com uma BMW. O motorista era bem simpático, e nos contou que costumava ser um executivo em uma companhia de telefone. Com a crise econômica ele perdeu seu emprego e o único que conseguiu foi este. Ele estava trabalhando há 13 horas seguidas e iria trabalhar até as 2 da manhã. Pegamos um trânsito forte para chegar de volta em casa, por conta das avenidas fechadas para festas de ano novo. Quando chegamos lá só faltava uma hora do último dia de 2011, uma hora para um novo ano. No começo do dia tinha pensado que queria ir ver os fogos, mas decedi ficar com os meus pais em casa. Nós nunca fazemos nada de especial no ano novo, mas sempre estamos juntos, então é sempre ótimo. Passamos a última hora do ano vendo as fotos da minha viagem, e alguns minutos antes da meia-noite ligamos a TV para ver os fogos e as celebrações. Mesmo vendo pela TV, nunca vi nada parecido com a quantidade de fogos de artifício que soltaram quando o relógio do Big Ben marcou meia-noite. Foram uns 15 minutos ininterruptos de um espetáculo como nenhum outro. Foi incrível, e ter visto isto ao vivo deve ter sido maravilhoso, mas eu estava feliz de estar com os meus pais e com a minha irmã. Comemoramos, e logo depois fomos dormir. Começamos o ano com calma, como sempre.
Mais um ano se foi, e mais rápido do que nunca. No começo do ano ainda era estudante, e agora já se passaram seis meses que estou fora do Brasil. Não parece nem verdade. Muito aconteceu neste ano, muita coisa boa, e nada que eu possa reclamar. 2011 se foi, que venha 2012! Feliz ano novo para todos!
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