Friday, September 9, 2011

Osaka - Nagoya.

Acordei e resolvi checar que horas eu deveria fazer o check-out do hotel. Estava imaginando que tinha até as 11:00, mas quando olhei, vi que na verdade só teria que sair do hotel às 10:00. Tinha só uma hora, então desci para tomar café. Depois do café, tomei um banho, terminei de arrumar minhas coisas e fiz o check-out. Sendo apenas 10:00 da manhã, passei um bom tempo usando o Wi-Fi ao lado do hotel, parado no meio da rua com as minhas malas, suando e tomando sol em mais um dia ensolarado. Hoje na verdade estava mais nublado que os outros dias, mas o sol ainda teimava em queimar meu pescoço.

Depois de usar a internet andei até a estação de trem, onde pegaria meu trem para Nagoya. Não peguei fila alguma na hora de comprar minha passagem e peguei o próximo trem. A viagem foi rápida. Não havia quase ninguém no meu vagão e, mesmo depois de algumas paradas, ele continuo vazio. Como sempre, li durante toda a viagem. Não sei se eu tenho perdido muito do visual do Japão durante as minhas viagens de trem já que eu passo o tempo todo lendo. Sempre que isso passa pela minha cabeça dou uma rápida espiada pela janela, mas volto logo a ler. Eu fui o único do meu vagão a descer em Nagoya.

A estação de Nagoya é grande e tem dois prédios que estão registrados no Guiness Book of World Records como os maiores prédios de uma estação de trem. Saí da estação e andei até o meu hotel, que fica perto em quase uma linha reta. Já tinha carregado o mapa de como chegar nele, e quando o mapa dizia que tinha chegado, não via hotel algum. Imaginei que poderia ter botado o endereço errado pois andei de um lado para o outro e não conseguia achar o tal hotel. Vi que o hotel ficava no 5° andar de um prédio, então comecei a ler as placas e tentar descobrir onde era, mas mesmo assim não estava conseguindo. Depois de uns 15 minutos acabei achando uma placa escondida que dizia onde era o hotel. Estava na minha frente o tempo todo e eu não tinha percebido. Quando subi me avisaram que ainda faltava uma hora para o horário de check-in, então deixei minhas malas lá e fui dar uma volta na região.

Meu hotel fica em uma ótima área da cidade, em frente a TV Tower, uma torre símbolo da cidade e o Oasis 21, um parque. Como em Hiroshima, estou perto também de uma grande área comercial, com todas as maiores marcas internacionais. Por algum motivo há duas Luis Vuittons separadas por algumas poucas quadras. Depois de dar uma volta, resolvi comer e entrei em um Underground Shopping onde vi que havia uma praça de alimentação. Aliás, a grande maioria dos shoppings que tenho visto no Japão são debaixo da terra. Bom, encontrei um restaurante que queria comer e pedi um prato típico do Japão: Enguia Grelhada em uma cama de arroz. Estava muito gostoso, mas quando fui pagar vi que foi muito mais caro do que eu imaginava que seria. Fiquei irritado com isso, mas como já tinha comido, não poderia fazer nada. Pelo menos tinha sido bom.

Voltei para o hotel e fiz o check-in. Deixei minha mala no quarto e desci de volta para a recepção, onde descobri que há um Wi-Fi. É ótimo ter Wi-Fi no hotel. Melhor ainda seria ter Wi-Fi no quarto, mas já fiquei feliz de poder a internet com calma enquanto no hotel. Fiquei um bom tempo lá usando a internet, e depois subi para o meu quarto. Fiquei a tarde toda no hotel e não fiz mais nada. Li um pouco e escrevi um pouco. Relaxei e estudei o mapa da cidade.

Quando fui comer, andei até mais longe do que tinha andado antes e conheci um pouco mais do que tem a m inha volta. Cheguei em uma área cheia de restaurantes, mas era tudo caro e, sendo sexta feira, estava tudo cheio. Andei por quase uma hora, não queria comer Noodles mais uma vez. Acabei voltando até o hotel e comi em um lugar ao lado do hotel. Era um bar/dinner americano, The 59's. Pedi um macarrão e comi tudo. Até terminei o molho com uma colher, não por ser bom, mas porque eu estava com fome.

Quando voltei para o hotel resolvi ler um pouco mais antes de dormir. Mas como estava quase terminando o livro, não consegui parar de ler as últimas páginas e acabei com ele. Fui dormir tarde, mas acabei o livro. Estava lendo "Catch-22", de Joseph Heller. Este livro de guerra conta a história de Yossorian, um Bombardeiro do exército Americano na segunda guerra que se recusa a voar mais missões. Porém há uma pegada: só alguém louco continuaria a voar missões, e portanto não precisaria. Mas ao não querer voar missões este alguém não é louco, e portanto precisa. Este livro tem uma curiosa e interessante ligação com o outro livro que li: em 1955, anos antes de ficar pronto, o primeiro capítulo do livro (que então se chamava Catch-18) foi publicado em uma revista chamada "New World Writing". Na mesma edição estava um capítulo de "On The Road", de Jeck Kerouac (que usava o pseudônimo Jean-Louis). Para completar as coincidências, os dois livros que li até agora mencionam meu próximo livro, "Crime and Punishment", de Fyodor Dostoevsky.


1 comment:

  1. UUUHHHHH Crime and Punishment! Adoro!! Outro dia eu vi um filme maravilhoso do Yasujiro Ozu e tinha um personagem duro que nunca tinha provado enguia, no Japão esse peixe é caro! Agora você já sabe. Mas que delícia though right? Vale a penaaa!!

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