Não tinha nenhum plano concreto sobre o que fazer, então comecei a andar sem direção. Meu bairro é uma mistura estranha, enquanto há grandes prédios em volta também há ruas que não são asfaltadas. Andando pela rua aqui também vi bastante gente passeado com seus animais domésticos e lembrei que não vi isso no Japão. Não tinha percebido isso enquanto eu estava lá. Também percebi que é difícil e até perigoso atravessar as ruas aqui em Pequim, mesmo quando o sinal está aberto.
Fiquei andando em uma linha reta e, ao chegar em uma grande avenida, vi à distância algo que parecia interessante de se visitar. A princípio não sabia o que era, mas quando comecei a chegar mais perto vi placas indicando o caminho para o Temple of Heaven. Estava com um guia de Pequim comigo e pesquisei o que era o Temple of Heaven. Vi que era realmente interessante e continuei andando em sua direção. No caminho passei por uma rua que tinha várias lojas de roupa de esporte, uma atrás da outra. Mas as lojas eram tão pequenas que suas mercadorias ficavam todas para fora.
Cheguei no Templo e comprei meu ingresso para entrar. Esta fortaleza enorme, que tem uma área de 200 hectares, é todo dedicado a contemplação do céu e tem três grandes construções importantes: a Sala da Oração em favor das boas colheitas, a Arcada Celeste Imperial, e o Altar Celestial. Mas tudo isso fica dentro deste enorme parque, então antes de visitar estas construções, andei e conheci o parque. A primeira coisa que eu vi foi um grupo grande de senhoras e senhores aposentados, todos reunidos em grupos e jogando cartas. Não entendi como era o jogo, mas era uma espécie de Presidente. Enquanto uns jogavam, outros ficavam em volta e observavam. Eles pareciam estar se divertindo. Depois continuei andando e encontrei um outro grupo de pessoas que estavam fazendo uma espécie de exercício. A pessoa que estava comandando o exercício dizia várias coisas, e as outras repetiam em coro. Era possível escutar eles de longe, e até longe do grupo, algumas pessoas que estavam escutando estavam fazendo os mesmos exercícios. Continuei andando e encontrei um homem andando pelas árvores sozinho e cantando uma espécie de ópera. Também conseguia escutar ele de longe. Em uma outra área, pessoas estavam jogando peteca e outros estavam cantando acompanhados de violão. Andei até chegar em um restuarante dentro do parque e sentei para comer. Pedi um prato com arroz e carne que estava bem apimentado.
Depois de comer dei mais uma volta pelo parque e fui então visitar os altares, templos e santuários. Fui primeiro no Altar Celestial que é formado por três esplanadas, três círculos em nível. O mais baixo para a Terra, o do meio para a Humanidade, o mais alto para o Céu. Tudo feito de mármore branco com três portões de mármore em cada lado. Era bem bonito. Depois fui ver a Arcada Celeste Imperial, que é um pequeno templo redondo, colorido e bem bonito. Sua área é fechada por um muro redondo, a Parede do Eco. Ao se falar perdo dele, as palavras repercutem no muro oposto, e assim é possível conversar com alguém que está do outro lado. Por último fui visitar a Sala da Oração, o maior e mais importante santuário desta fortaleza. Era lá que imperador realizava os rituais necessários obrigatórios à proteção do Céu para uma boa colheita. Esta construção era como os outros dois combinados, um em cima do outro. Sua base tinha três níveis como no Altar Celestial, e em cima dela ficava um templo redondo, similar ao da Arcada Celestial Imperial. Mas tudo tinha uma escala maior. Era realmente muito bonito. Todos estas construções serviam para venerar o Céu, e muitos sacrifícios eram feitos lá. Entre as construções menores espalhadas pelo parque havia até um abatedor imperial. Passei a tarde toda por lá.
Quando saí fui visitar o Hongqiao Shichang, um grande e famoso mercado. Nos primeiros andares se vende um pouco de tudo e as pessoas estão tão desesperadas para vender sua mercadoria que literalmente param na sua frente, fecham o seu caminho e botam a mercadoria na sua cara. Era um pouco irritante, principalmente já que eu não queria comprar nada. Também não há critério para o que eles vendem. Um dos vendedores disse: "What do you want? Pendrive? Memory Card? ... Mont Blanc?". Acima dessa bagunça toda ficam mais três andares dedicados a vender madrepérolas, com algumas lojas parecendo um pouco mais legítimas.
Saindo do mercado voltei para o hotel e fiquei lá até precisar jantar. Tem um restaurante no hotel, mas ele era enorme e não havia uma alma lá dentro, então não quis comer lá. Saí e comecei a procurar algum restaurante em volta. Tudo que eu via porém parecia um pouco sujo e não sabia o que eles serviam. Não queria arriscar. Continuei andando até achar um restaurante que tinha fotos das comidas que eles serviam. Pareciam Noodles e eu resolvi comer lá. Quando foram me atender eu apontei para o que eu queria, mas mesmo assim eles não conseguiam me entender e ficaram fazendo um monte de perguntas que eu não conseguia entender. De longe, uma cliente que estava comendo gritou algo que parecia ser "beef!" e eu disse que sim. A comida chegou e era mesmo uma espécie de Noodles, mas não era muito bom. Não era muito bom e era enorme, um caldeirão. Não gosto de deixar comida no prato, mas fui obrigado, não tinha como eu acabar aquilo sozinho. Foi super barato, eu gastei 3 dólares. No caminho de volta para o hotel comprei um caixo de uvas de uma mulher que estava vendendo frutas. Quando fui comer elas no hotel vi que elas tinham caroço. Não gosto de uvas com caroço, da trabalho de comer.
O quarto do meu hotel tem uma banheira e eu queria tomar banho de banheira. Leguei a água e fiquei esperando ela encher. Depois de um longo tempo ela não tinha enchido e eu eprcebi que a tampa não estava funcionando direito e que toda a água estava indo embora. Fui dormir sem tomar banho. Estava cansado e fui dormir mais uma vez sem ter lido ou ter escrito o blog do dia seguinte.







Que lindas as fotos Fran!!! Vou amar a China, esse mercado me pareceu bem louco!!!!! xxx
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