Hoje queria visitar a Cidade Proibida, onde moravam os Imperadores das dinastias Ming e Qing. Imaginei que eu poderia chegar lá a pé, mas enquanto andava até lá percebi que iria demorar muito. Decidi ir de metrô e até a estação mais próxima era longe, demorei meia hora para chegar. O metrô aqui é bem mais cheio dos que eu peguei no Japão. Consigo entender isso, já que a China tem a maior população do mundo, mas é no Japão que em teoria funcionários do metrô tem que empurrar os passageiros dentro do trem. Disse "em teoria" porque sempre ouvi falar sobre isso, mas não vi nada disso no Japão. Enquanto estava dentro do metrô apertado alguém me cutucou. Odeio quem me cutuca, mas virei para ver quem era. Um homem começou a me perguntar da onde eu era e quantos anos eu tinha. Não sei o que ele queria comigo, ele estava rindo. Eu disse que tinha 20 anos, depois saltei do trem.
A estação do metrô era bem em frente da entranda principal da Cidade Proibida, o portão Tian An Men. Bem ali, na entranda, fica um retrato enorme do Mao Zedong. Eu acho incrível o fato que até hoje sua figura é venerada pelos Chineses. É a cara dele que se vê em todas as notas, e grande parte dos souvenirs vendidos aqui tem sua imagem. Eu estudei por um bom tempo suas táticas para ganhar controle da China e o extenso tempo que ele ficou à sua frente. O homem era um monstro que matou mais pessoas que Hitler e Stalin somados, que foi responsável por uma famina que matou milhões, e que fez muitos outros sofrer. Ele era cruel, e ainda assim, até hoje, sua imagem é venerada. Para mim isso é simples e pura loucura.
Comecei visitando o interior do portão Tian An Men, e para isso tive que comprar um ingresso separado ao da Cidade Proibida. Do topo do portão eu tinha uma ótima vista da Tian An Men Guangchang, praça que fica logo em frente ao portão e que é uma das maiores do mundo. Depois antes de entrar propriamente na Cidade Proibida, pensei em comer. Porém o único restaurante que encontrei lá dentro não parecia muito bom. Vi algumas moscas andando pela comida que estva sendo servida e as pessoas que estavam indo embora do restaurante tinham deixado grande parte da comida no prato. Imaginei que isso não era um bom sinal e fiquei sem almoçar.
Dentro da cidade da Cidade Proibida estava super cheio e, assim como no Temple of Heaven no dia anterior, haviam muitos grupos de excursões. Eu percebi que vários destas excursões pedem para o grupo usar um boné específico, e cada grupo tem o seu boné. É engraçado que o boné não cabe na cabeça de algumas das pessoas do grupo e eles ficam parecendo bobos. O interior da Cidade era bem grande, então mesmo estando bem cheio era possível andar por lá numa boa. Só ficava complicado para ver as atracões mais interessantes, como os tronos dos imperadores dentro dos vários palácios lá dentro. Na hora de ver tais tronos todo mundo começava a se empurrar tentando chegar mais perto. Era uma bagunça. Mas a Cidade era muito linda, e tudo era muito impressionante, algo que nunca vi igual. foi uma experiência incrível. Não era possível entar nos palácios, mas suas portas ficavam abertas para que as pessoas pudessem ver o interior. A uma certa hora eu parei por uns 30 segundos para dar uma olhada no meu mapa e quando eu continuei andando um outro homem me cutucou. Sem eu perceber, no pouco tempo que eu tinha parado, ele havia feito um pequeno recorte do meu perfil e queria me vender isso. Disse que não, mas ele ficou me seguindo tentando me convencer a comprar. Insisti que não queria e ele acabou indo embora. No fim havia um jardins com arvores de mais de 700 anos.
Passei a terde toda dentro da Cidade Proibida, mas veleu muito a pena. Quando saí de lá, entrei no Jingshan Gongyuan, um parque criado no século 15, com picos artificiais. No topo dos picos é possível ver os telhados da Cidade Proibida, que é uma visão linda, e o resto toda da cidade de Peqin. Era uma vista muito bonita.
Quando comecei a voltar em direção ao metrô estava com muita fome e comprei um milho. Depois, andando pelo lado de fora da Cidade Proibida, passei por uma cena deprimente. Haviam vários pedintes na rua, um atraz do outro, mas todos eram deformados. Uns não tinham mãos, outros não tinham nem o ombro, alguns estavam queimados e outros tinham outras deformidades. Era algo bem triste. Demorei para chegar de volta no metrô, mas vi um pouco mais da cidade. No geral, Pequin é uma cidade suja e as pessoas, homens e mulheres (as mais velhas), ficam cuspindo na rua. É algo que eu acho bem nojento, mas vi muita gente fazendo isso, até dentro da Cidade Proibida.
Chegando no hotel fiquei na internet e vi que era possível pedir comida na área do café da manhã. Não havia ninguém lá para eu pedir, então fui até a recepção. Havia só uma opção do que pedir, um combinado com um prato de arroz com carne, uma salada, e um suco. Mesmo sendo apenas uma opção eles pareciam não entender e confirmaram o que eu queria diversas vezes. A comida demorou para chegar, mas estava boa. Muitas coisas ficam boas quando você esta com fome. Depois de comer voltei para o quarto, tomei um outro banho e escrevi para o blog, assim poderia sair ainda mais cedo no dia seguinte. Depois, antes de dormir, finalmente li mais do meu livro. Já fazia uns três dias que não lia. Comecei a parte 3 (de 6). Também comi um pouco mais do meu caixo de uvas, mas como eu faço questão de não comer nenhuma semente, da muito trabalho. O mais irritante é de o número de sementes em cada uva não é certo e varia entre 2 e 5, então eu nunca tenho certeza se tirei todas. Sempre que como coisas com sementes lembro de um episódio de Rugrats - Os Anjinhos, programa que eu adorava quando pequeno, em que um dos personagens come uma semente de melancía e eles acham que um pé de melancía vai crescer na barriga dele. Eu não quero um pé de uva crescendo na minha barriga.





Wow! Que louco a cidade proibida! Toalha com cheiro de cigarro? Bem China, os caras fumam até... O lance do Mao não dá para acreditar mesmo, é por isso que não tem google nem youtube. Eu fico bem curiosa em relação ao tempo que o governo vai conseguir sustentar essa palhaçada. Vamos ver...
ReplyDelete