Monday, September 26, 2011

Pequin - Dia 6.

Acordei cedo hoje. Não sabia até que horas o café da manhã deste hotel funcionava, e também estava planejando sair cedo para poder aproveitar meu dia. Hoje iria visitar a Grande Muralha da China. Me vesti e liguei na recepção para saber onde era o café da manhã (este hotel tem uns 5 restaurantes). Este café da manhã era bem mais chinês que o do outro hotel, não sabia o que era muito das coisas que estavam lá, mas eu acabei comendo bastante. Eles tinham um bolo de banana que estava uma delícia. Eu não gosto de banana pura, mas adoro banana frita, banana caramelizada e bolo de banana. Depois do café usei um pouco de internet e terminei de me arrumar para sair.

A Grande Muralha da China, construída há quase 3,000 anos atrás, tinha originalmente mais de 8,800 quilômetros. Com o tempo, muita desta estrutura foi perdida. Perto de Beijing há várias partes da muralha que podem ser visitadas. Meu plano era visitar a chamada Badaling, por ser a mais perto da cidade, e a mais fácil de chegar. Para chegar lá precisava pegar um ônibus em uma rodoviária da cidade. Fui de metrô até a rodoviária e vi que não era bem uma rodoviária. Era só uma área aberta onde vários ônibus paravam. Não havia uma bilheteria e ninguém para me informar onde pegar o ônibus para a muralha. Quando achei os ônibus que iriam pra lá, não sabia onde comprar a passagem. Comecei então a seguir um casal que também estava indo para a muralha, mas eles foram para o banheiro. Acabei descobrindo que eu deveria comprar a passagem no próprio ônibus. Peguei uma fila e acabou sobrando um último lugar no ônibus que estava prestes a sair. Eu era o único sozinho, então entrei. Demorou um pouco mais de uma hora para chegar lá.

Assim que cheguei lá fui ao banheiro já que tinha quase certeza que não teria banheiros na própria muralha. O banheiro era bem sujo e nojento. Depois comprei meu ingresso e entrei. Haviam dois caminhos, um para a esquerda e outro para a direita. Comecei indo para a esquerda, caminho que menos gente estava indo. O dia estava com uma neblina forte que prejudicava bastante o que devem ser vistas espetaculares em um dia ensolarado, mas isso não atrapalhou muito a minha experiência, apenas minhas fotos. Poderia ter ido em um dia com menos neblina, mas a recomendação era tentar não ir no final de semana, pois estaria cheio demais. Badaling, a parte da muralha que eu resolvi visitar, é também a mais cheia. Mas quanto mais eu andava mais vazio meu caminho ia ficando. Andei, andei, e andei, até chegar no "final". Até onde meus olhos conseguiam ver a muralha ainda continuava para frente, mas era uma área que não havia sido preservada, e portanto era perigosa e fechada para o público. Tendo chegado neste fim de linha, voltei para o começo e comecei a parte da direita. Pouco tempo depois estava exausto. Toda hora que eu parava eu conseguia sentir minhas pernas tremendo, bastante. Resolvi parar e descansar um pouco. Me sentei e fiquei vendo as pessoas passarem. Este lado era muito mais cheio que o que eu tinha acabado de visitar. Passado uns vinte minutos voltei a andar. Pelos meus cálculos eu teria mais uma hora para andar em frente, para depois voltar, demorando mais uma hora. Andei, andei, e andei, até ver que havia um outro jeito de descer, que me levaria para o mesmo lugar, então eu tinha mais tempo para andar. Mesmo este lado estando mais cheio, quanto mais eu andava, mas vazio ficava. Nunca subi e desci tantas escadas e rampas. Algumas áreas da muralha eram bem íngrimes e até perigosas. Algumas escadas pareciam ter um ângulo de 90°, enquanto algumas rampas eram escorregadias. Se eu escorregasse em alguma rampa iria rolar por quilômetros. De um lado a muralha tem uma parede baixa, e do outro uma parede um pouco mais alta. Ela fica apenas oito metros acima do chão, mas por ser no topo das montanhas, uma queda seria mortal. Grande parte da muralha tinha corrimões, que eram bem úteis, mas chegando no final deste lado, os corrimões desapareceram. Quando estava chegando quase no fim, um grpo de três amigos chineses me pararam e pediram para tirar uma foto comigo. Não tenho a menor idéia do porque, mas deixei. Eles pediram para uma outra dupla de amigos tirarem a foto, e me abraçaram, como se nós nos conhecêcemos há anos. Depois das fotos eles andaram para o lado contrário e eu continuei até o final com a dupla que tinha tirado as fotos. Nós chegamos ao final, onde mais uma vez a passagem era obstruída, mas quilômetros e quilômetros da muralha continuavam à frente. Estes dois amigos eram bem doidos e um deles pulou para baixo da muralha e conseguiu de algum modo chegar na parte que era proibida para o público. Quando ele chegou lá ele convenceu o seu amigo de fazer o mesmo. Quando eles desapareceram eu fiquei completamente sozinho no fim da linha da grande muralha, com tudo que eu tinha andado à minha frente. Era uma visão incrível. Como eu estava completamente sozinho, comecei a gritar o mais alto que conseguia, algo que eu sempre tive vontade de fazer mas nunca pude já que nunca tinha achado um lugar onde poderia fazer isso sem atrair muita atenção. Foi muito bom. Passei um tempão lá e um pouco antes de ir embora consegui ver a dupla de amigos à distância, na parte proibida. Eles continuaram andando até sumir mais uma vez. Depois eu desci a muralha e comecei a andar em direção onde pegaria o ônibus de volta. Minha tarde tinha sido bem memorável, a muralha é realmente incrível, fenomenal. Fiquei muito feliz de poder ter conhecido algo tão maravilhoso.

No caminho haviam varias jaulas com vários ursos, algumas lojas e curiosamente, uma parede com uma pintura do que parecia ser a Mônica e o Cebolinha. Tive que pensar duas vezes para lembrar que a Turma da Mônica é brasileira. Não sei o que eles estavam fazendo ali. Eu sabia que o último ônibus sairia as 5 da tarde, e eu cheguei lá uma meia hora antes. Havia uma fila enorme e só teria mais um ônibus. Comecei a ficar com medo que não teria como voltar para a cidade, mas quando o ônibus chegou eles entucharam todos lá dentro e eu voltei o caminho todo em pé no ônibus. Fiquei ouvindo música e cantando. Ninguém parecia ligar para a minha cantoria.

Quando cheguei de volta no hotel fiquei um pouco na internet e quando voltei para o quarto vi que precisava comprar água. No meu quarto tinha uma garrafa d'água que o hotel vendia, mas era quatro vezes mais cara do que o normal. Andei então até um Shopping perto do hotel, onde eu imaginava que teria um supermercado. Eu estava certo. Acabei jantando no Shopping também. Depois voltei para o hotel e acabei mais um dia.























1 comment:

  1. Nooooooooossaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!! Que style!!!! Quero muito visitar também!!! Que legal que você encontrou os caras no caminho e tirou uma foto!!! Tá demais a foto da pintura da turma da Mônica! HAHAHA!!! Bem louco os Ursos também!! AMOOOOOO!!!!!

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