Resolvi botar uma boa quantia de dinheiro dentro do cartão do metrô, porque pelo que tinha entendido poderia usar o mesmo cartão com os ônibus e bondes, então seria prático. Peguei o metrô em direção ao centro e resolvi saltar na área onde tinha andado com o Rui de carro na noite anterior. Saltei na Praça do Rocio, e dei uma passeado por lá e pelo centro. Quando cheguei na beira do rio, achei um restaurante com um menu de almoço muit barato, e vi as pessoas comendo e parecia bom, então resolvi sentar para almoçar. O restaurante tinha uma parte interna, mas o dia estava lindo e estavam todos sentados do lado de fora, no sol. O restaurante estava lotado de torcedores de um time de futebol da Polônia que jogaria na cidade hoje. E não era só lá. Por todo o centro tinha passado por centenas deles. Aqui estavam todos bêbados, cantando e gritando e arranjando problemas. Era um pouco irritante, mas ninguém se meteu comigo. Quando eles foram embora ouvi um garçom comentar com o outro que eles foram embora devendo 30 euros.
Comi, e então resolvi visitar um museu que estava bem do lado, o Museu de Arte e Design. O museu era menor do que eu estava esperando, então foi uma visita rápida, mas bem legal. O museu conta a história da evolução do design desde o século 19 até o dia de hoje a partir de objetos das épocas. A parte de moda era bem menor, com alguns vestidos espalhados. No final da visita fui até o ponto do bonde que pegaria até o Belém, uma parte da cidade. Entrei no bonde e mesmo com o dinheiro que tinha botado no cartão ele não funcionou. Poderia arriscar e andar sem um bilhete e torcer para ninguém checar, o que não iria acontecer, mas decidi comprar um bilhete dentro do bonde, e não foi barato. Isso me deixou irritado. Sabia que tinha que pegar o bonde 15, mas não percebi que um deles acabava o trajeto antes de onde eu tinha que chegar, e foi bem esse que eu peguei. Tive que saltar quando o trem parou, junto com todos, e esperar por outro, que demorou para chegar.
Quando finalmente cheguei em Belém já estava mais tarde do que eu queria. A primeira coisa que fui fazer foi procurar uma loja famosa de pastéis de belém, que era das principais razões de eu estar lá. Tinha botado o endereço no Google Maps e ele dizia que era em uma rua que eu não conseguia nem alcançar, e que era o endereço errado. Isso nunca tinha me acontecido antes usando o Google Maps, mas ele estava bem errado. Perdi um tempo procurando neste lugar inexistente, mas olhando o meu mapa consegui achar a loja. Não sabia quantos comprar, então comprei meia dúzia de pastéis. Comi alguns deles dentro da loja e então saí e acabei de comer no parque. Comi todos, e estavam incríveis. Muito gostosos, quentes, e frescos, cobertos com açúcar de confeiteiro e canela. É o tipo de coisa que poderia facilmente me viciar se encontrasse facilmente. Depois de comer meus pastéis, fui até o Centro Cultural de Belém, onde queria visitar o Museu Berardo, que tem uma coleção de arte moderna e contemporânea. Estava com uma certa pressa, então tive que ver o museu mais rápido do que gostaria. De qualquer modo consegui ver tudo, e é uma coleção linda e completa. Foi ótimo. Eles também estavam com uma exposição temporária de pôsteres de guerra, e eram muito interessantes. A exposição era ainda mais interessante por expor pôsteres dos dois lados combatentes. Foi ótimo.
Saindo de lá fui andando até o Centro de Arte Manuel de Brito, que é um centro dedicado à coleção de arte do pai do Rui. Hoje era a vernisage de uma exposição de artistas brasileiros da coleção, e eu tinha combinado de encontrar com o Rui lá. Um dos artistas na exposição é o Alex Fleming, e quando eu cheguei ele estava lá explicando o seu trabalho. Quando ele acabou, a mãe do Rui pediu para ele explicar o seu trabalho na estação metrô de Sumaré em São Paulo. Temos um trabalho desta série na minha sala de jantar em São Paulo, e ele é amigo do meu pai, e a mãe do Rui mencionou que eu estava lá. Ainda não conhecia o Alex Fleming, e fui me apresentar dizendo que era "pai do Alexandre Martins Fontes", na frente de todos que estavam lá ouvindo sua explicação da obra. Foi um pouco vergonhoso. Quando ele acabou e publico se dispersou nós nos apresentamos própriamente e conversamos. Também conversei com mais algumas pessoas que vieram falar comigo sobre arte, sobre o Brasil, e sobre a minha viagem. Quando fiquei livre acabei de ver a exposição e a exposição permanete do Centro.
Mais tarde quando saímos de lá fomos jantar eu, o Rui, uma amiga dele, e o filho dela, que tem 8 anos. Comemos em um ótimo restaurante muito legal. Ela era muito simpática e seu filho era legal. Fiz algumas mágicas para ele com um baralho que ele tinha. Foi um jantar divertido e gostoso. Depois do jantar fechamos eles no carro deles, e eu e o Rui voltamos para o seu apartamento. Já estava tarde, ams eu precisava urgentemente lavar minhas roupas. Botei tudo para lavar e fui ver mais um dos DVDs que tinha separado. As roupas ficaram prontas antes do filme acabar, e eu fui dormir bem ao final do filme.

















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