Friday, February 3, 2012

Paris - Dia 9.

Como estava planejando lavar as minhas roupas esta manhã, e como isso demora, botei o despertador para me acordar cedo, para não perder muito tempo do meu dia. Assim que acordei a primeira coisa que fiz foi checar se a internet já estava funcionando, mas nada havia mudado. Fui então tomar um banho, peguei as minhas roupas, vesti o que tinha para vestir, e saí. Na recepção avisei que a internet não estava funcionando, e ele me disse que já sabia, e que já tinha chamado um técnico para consertar. A lavanderia era bem perto do hotel, mas antes eu dei uma passado no supermercado, para ver que tipo de sabão para lavar roupas eles vendiam. Eram apenas caixas grandes, coisas que eu não poderia levar comigo na viagem, então fui para a lavanderia torcendo para eles venderem sabão lá. Havia uma máquina onde você poderia comprar sabão, mas eu demorei para entender como ela funcionava. Aliás, eu demorei para entender como tudo funcionava. Geralmente você bota o dinheiro na própria máquina para fazer ela funcinar. Aqui, cada máquina tinha um número, e na entreda havia uma outra máquina, onde você botava o dinheiro, escolhia a sua máquina, e ela acionava a máquina para você. Era lá também que se botava o dinheiro para comprar o sabão, que saia em outra máquina. Era uma técnica eficiente. Botei as minhas roupas para lavar, e me sentei para ler. Não havia aquecedor lá dentro, e estava um baita frio.

Era certamente o dia mais frio da minha viagem, e dava para ver isso pelo gelo congelado nas calçadas. As pessoas deixavam suas roupas lá, para vir trocar de máquina ou recolher depois, mas eu realmente não iria fazer isso, e fiquei lá esperando. Haviam quatro máquinas de secar, e duas delas estavam cheias de topas, mas o ciclo já havia acabado. Antes das minhas roupas acabarem de lavar, um homem chegou, tirou suas roupas da máquina de lavar e resolveu separá-lãs nas duas de últimas de secar que estavam vazias. Isso me deixou muito irritado, e eu provavelmente teria que esvaziar uma das máquinas paradas para poder botar as minhas coisas, mas não queria mexer nas roupas dos outros. Felizmente um pouco antes de eu ter que trocar de máquinas o dono das roupas que já estavam prontas esvaziou duas máquinas de secar. As máquinas de secar custavam 50 centavos por cinco minutos, o que não é nem perto do tempo suficiente para secar as roupas. Geralmente isso leva 1 hora, o que daria 6 euros, mas como a máquina era grande e potente, em meia hora minhas roupas estavam prontas. Dobrei tudo com calma e voltei para hotel.

Deixei as roupas no meu quarto, e me agasalhei mais, mais do que qualquer outro dia, e me sentia um boneco de neve. Hoje era o meu último dia em Paris, e apesar do extremo frio, o dia estava lindo, sem uma nuvem no céu. Isso me obrigava a ter que aproveitar o dia. Já tinha um plano do que fazer, mas tive que ligeiramente mudá-lo para resolver um problema. O cartão que eu havia usado para comprar minha máquina nova aparentemente havia sido clonado na Fnac (o que é um absurdo), e a companhia havia me mandado um cartão novo em um endereço não muito longe do hotel. Estava planejando deixar isso para o final do dia, mas então lembrei que bancos e esses tipos de companhias fecham cedo, então tive que começar meu dia com isso. Peguei o metrô até lá, e quando cheguei na tal loja o departamento de cartões ainda não estava aberto. Faltava apenas meia hora, e isso me deu tempo de ir até a loja da Apple que era perto e usar a internet. Chequei tudo que precisava, e voltei para pegar meu cartão. O homem que me atendeu estava usando um casaco da minha marca favorita, então eu sabia que podia confiar nele, e o cartão realmente já estava lá. Fiquei feliz com eficiência da companhia.

Agora que tinha tirado isso do caminho, poderia começar meu último passeio pela cidade. Comecei andando até um bairro que meu pai tinha me dito para visitar, Marais. Qua do cheguei lá vi algumas lojas legais, mas o que prevalecia por lá eram galerias de arte. Passei por várias, e entrei em uma, mas não era nada de mais. Procurei então algum lugar para almoçar. Queria comer um prato específico, então só iria parar no restaurante que o service, e isso foi logo o primeiro. Era um restaurante legal, mas estava cheio, e eu tive que me sentar na varanda, onde as pessoas estavam fumando. Isso não me atrapalhou muito já que quando minha comida chegou eles haviam parado. Comi bem, e então continuei meu passeio. Estava perto do Centro de Arte Pompidou, e resolvi passar por lá e tirar algumas fotos, já que quando estive lá estava sem máquina. Esta parada me atrapalhou bastante, já que de lá perdi o meu senso de direção e comecei a andar para o lado contrário de onde estava indo, e só percebi muito depois. Estava planejando ir para a sorveteria que meu amigo havia recomendado na Île Saint-Louis, então deveria chegar no rio, e só percebi que estava perdido quando o rio nunca chegou. Fiquei tão irritado quando percebi que pensei em desistir, mas isso seria besteira. De qualquer modo perdi muito tempo com isso, já que tive que voltar tudo que havia andado.

Mais tarde cheguei na sorveteria e pedi três sabores: vanila (meu favorito), caramelo com sal, e morrom glacê com rum. A porção era minúscula, e foi caro. As três bolas de sorvete eram do tamanho de uma que como em qualquer outro lugar. Me arrependi de pedir o de marrom glacê. É algo que eu adoro, mas o gosto de rum era mais forte que qualquer coisa. De qualquer modo era um bom sorvete, mas nem perto dos melhores que já comi. Saindo da lá, atravesei o ria para o lado esquerdo da cidade, e andei até a Sheakspeare & Co, uma livraria famosa e antiga da cidade. Foi bom deixar para visitar ela hoje, já que ele esteva fechada do dia que cheguei em Paris, e só havia aberto de volta hoje. A livraria era legal, e exatamente como eu imaginava. Haviam alguns livros que em me interessei em comprar, mas notei que os preços eram mais caros que o normal lá, então não levei nada. Quando saí, continuei andando pelo lado esquerdo até uma rua que meu pai também havia me dito para andar, mas não vi nada muito interessante por lá. Isso completava os meus planos do dia. Ainda iria no cinema mais tarde, mas tinha tempo, então resolvi andar até a Torre Eyfel, para acabar minha visita em Paris por lá. Demorei um pouco para chegar, e não daria tempo para subir se eu realmente fosse no cinema, então não subi. Apenas uma das entradas estavam abertas a essa hora, e a fila era enorme. Dei uma volta por lá, admirando a torre, e então fui embora.

Resolvi pegar o metrô até o cinema, ou então chegaria atrasado, e com o metrô cheguei ainda mais cedo do que queria. Comprei meu ingresso e fui para a sala. Fui ver um filme chamado "Another Happy Day", um filme independente que ganhou um prêmio em Sundance no ano passado, sobre uma família com muitos problemas. Era legal, eu gostei. Quando saí do filme fui comer em um lugar que já conhecia, e pela primeira vez desde que cheguei em Paris repeti um restaurante. Mas já sabia que iria lá, pois queria comer o mesmo prato que tinha comido da outra vez, e mais uma vez estava gostoso. Estava planejando voltar para o hotel a pé, mas estava frio de mais, então peguei o metrô. Foi a primeira vez que peguei o metrô três vezes em um dia aqui. De volta no hotel, com a internet funcionando, liguei para a minha mãe e fiquei concersando com ela enquanto arrumava minha mala e minhas coisas, e antes de dormir ló o meu livro. Deixei para escrever o blog no dia seguinte. Nenhum ronco atrapalhou minha noite.































































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