Dormi apenas três horas. Dormi mal, e acordei suado. Acordei exausto, mas hoje tinha que começar meu dia cedo. Fazia bastante tempo que não acordova tão cedo, e que dormia tão pouco. Estava indo para o Porto hoje, e só haviam dois trens saindo de Santiago até lá, um de madrugada, e outro a tarde. O trem da tarde seria a opção mais confortável, mas não vou ficar em um hotel em Porto, então não podia chegar tarde, para poder pegar a chave de onde vou ficar. Botei dois despertar res. Para me acordar, mas já com o primeiro esta em pé. Usei rápidamente a internet, e tomei um banho. quando desci para o fazer o check-out não havia ninguém já recepção. Tinha avisado o hotel na noite anterior que teria que sair cedo, e eles me sugeriram pagar logo. Foi o que fiz, e que bom que fiz isso. Tenho a impressão que em algum lugar estava alguém, durmo do provavelmente, mas não queria chamar ninguém ou falar alto tão cedo de manhã. Havia um sino na mesa da recepção, um daqueles que se aperta um botão e ele toca. Tentei tocá-lo, mas não estava funcionado. Dei um peteleco nele e ele fez um som seco, não alto o sufiente para acordar ninguém. Na situação que estava, não poderia fazer mais nada. Deixei minha chave na mesa, e fui embora. Tive que deatrancar a porta do hotel, o que quer dizer que depois que saí ela ficou aberta. Recolhi o jornal que estava na porta, botei na mesa, e me fui. Como já tinha pago, não imagino que tenha sido um problema.
Passei apenas uma pessoa na rua em todo o meu caminho até a estação, e pouquíssimos carros. A cidade estava muito silenciosa, e o som da minha mala rolando nas calçadas de tijolo era alto e ecoava longe. Quando cheguei na estação de trem a única pessoa que estava lá era um segurança. Não podia perder este trem de maneira alguma, então cheguei meia hora antes na estação, e meia hora antes do contutor e do bilhetiro do meu trem. Era o primeiro trem do dia. Esperei sem fazer nada, fiquei andando de um lado para o outro. Quando o bilheteiro e o condutor chegaram e anunciaram o trem, conformei com eles se era o trem certo, e entrei. Eu era o único no trem, e continuei sendo o único por umas quatro ou cinco paradas. No caminho todo fui lendo. Saltei deste primeiro tem em Redondesa, uma cidade perto da fronteira, e lá teria que esperar para o trem até o Porto. Também não havia ninguém lá, e não avisavam em lugar algum em qual plataforma o trem chegaria. Esperei quase uma hora, e então o trem chegou, na plataforma logo em frente da sala de espera. Já estava acordado há 4 horas e só tinha começado a clarear agora. Escutei um CD no trem, e então voltei a ler meu livro, mas comecei a ficar muito cansado e tirei um cochilo. Não durou mais do que 20 ou 30 minutos, e quando acordei de volta continuei lendo até o final da viagem. Haviam duas paradas em Porto, e a melhor para mim seria a segunda. Porém, chegando na primeira, todos saltaram e o trem desligou o motor. Não tinha certeza se depois ele voltaria a ligar e ir até a estação certa, mas eu acabei descendo para não me meter em uma roubada, e peguei o metrô até a outra estação.
Andei então até o endereço que vou ficar. Um amigo da minha família, Rui, quem eu encontrei em Paris, tem uma galeria de arte em Portugal. A galeria em Porto tem um quarto que alguns dos artistas usam quando ficam na cidade, e o Rui me convidou para ficar neste quarto. Aceitei sem pensar duas vezes, e será ótimo. O quarto é em uma casinha atrás da galeria, uma casinha linda. Chegando na galeria deixei minhas malas no quarto, e então me deram um tour pelo espaço da galeria, que é grande, com vários andares em uma antiga casa, e é muito bonita. A moça que trabalha aqui é muito simpática, e nós passamos um tempo conversando. Depois, saí para conhecer a cidade. A temperatura estava maravilhosa, e saí apemas com meu pulôver. Pensei que talvez me daria mal se esfriasse no final do dia, mas isso não aconteceu. O dia estava lindo e igualmente agradável. Comcecei indo até os Jardins do Palácio de Cristal, que fica bem em frende da galeria e era muito bonito, com uma linda vista do porto. Estava feliz de estar em Portugal, de volta as minhas origens, as origens do meu país e da minha família. É estranho ler, ouvir e falar português depois de tanto tempo. As vezes é muito difícil de entender o sotaque português, mas eu me viro. Depois de passear por este parque comecei a andar até o centro. Passei por vários lugares, e acabei achando um centro de turismo. Lá dentro peguei um mapa e mais algumas informações sobre a cidade. Fui me sentar então em uma praça para analisar o mapa e ver onde eu estava. Vi que não muito longe havia um Wi-Fi aberto, e fui até lá e usei um pouco de internet.
A esta hora estava na hora que eu costumo almoçar, então comecei a procurar algum lugar para comer. Passei por alguns lugares, mas nada que me deixou animado. Passei por uma área comercial, mas que só tinha lojas. Achei um shopping, mas a praça da alimentação não era boa. Continuei andando e andando até chagar no porto em sí. Era lindo, e estava bastante sol, que me aqueceu. Lá haviam vários restaurantes, mas todos turísticos. De qualquer modo foi por lá que acabei comendo. Escolhi um deles e me sentei no sol. O garçom me perguntou se eu falava inglês ou francês. "Português mesmo", eu respondi. Pedi um prato famoso e tradicional do Porto, chamado Francesinha. É um sanduíche parecido com um Croc Madame, e imagino que é daí que vem o seu nome. Estava bem gostoso, e eu fiquei satisfeito. Depois de comer me sentei no píer e fiquei lendo jornais que achei no banco. Uma senhora se sentou do meu lado e começou a ler um livro. Estava muito gostoso. Quando acabei de ler os jornais continuei com o dia. Vários filmes que quero ver estão passando e, Portugal, mas os cinemas da cidade eram todos longes. Até pensei em ir até um deles, mas não chegaria a tempo do filme que queria ver, mesmo se pegasse o metrô, então desisti. Passei o resto da tarde andando pela cidade, descobrindo suas ruelas. Tomei um sorvete, passei por um supermercado, e depois passei bastante tempo em uma Fnac.
Quando começou a ficar um pouco mais tarde comecei a voltar com muita calma, pelo píer. Tive que subir varias escadas. Mesmo andando todos os dias, e andando muito, vejo ao subir as escadas que subi que estou fora de forma. Chegando perto da galeria, parei para jantar em uma lanchonete. Não comia um hamburger há mais de três semanas, e isso faz uma diferença na minha vida. Não sou o mesmo sem meus Hamburgers. Este não era bom, mas pelo menos jantei. A galeria já estava fechada, e o único modo de entrar na minha casinha era atravesar ela. Me senti responsável e preocupado em não fazer nada errado. No quarto não tenho internet, então apenas escrevi para o blog, vi notícias na TV, e li um pouquinho mais do meu livro. Fui dormir mais cedo do que qualquer dia desde que voltei a viajar, mas estava realmente cansado.











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