Wednesday, February 1, 2012

Paris - Dia 7.

Deixei as crianças me acordarem de novo, já que é mais tarde e menos imediato do que acordar com o despertador. Sempre me assusto com o despertador, e o barulho das crianças é mais natural e sempre eficaz. Acordei com menos dor de garganta, mas meu nariz estava entupido. Fiquei deitado, um pouco desanimado e com preguiça de sair, usando a internet. Quando levantei fui tomar um banho, que foi bom para me dar uma acordada, e então me vesti para sair. Peguei o metrô direto para o cemitério, onde queria terminar de visitar os túmulos que não pude no dia anterior. Não me perdi tanto dessa vez, já que agora já sabia como ele funcionava, e tinha anotado os estavam todos que queria visitar. Visitei o Pissarro, o Modigliani, a Edith Piaf, a Gertrude Stein, o Proust, o Balzac, e o Delacroix. Demorei muito para achar o túmulo da Gertrude Stein. Por algum motivo ela não está na lista de pessoas importantes do cemitério, e na internet tinha achado apemas a divisão onde seu túmulo ficava. Tive portanto que vasculhar por uns 25 metros quadrados lotados de túmulos. Demorei bastante, mas não queria desistir, e acabei encontrando. Mas a principal razão que eu quis voltar era para poder visitar o túmulo do George Méliès, pai do cinema, e diretor do primeiro filme já feito. Sem dúvida alguma ninguém no cemitério todo é mais importante do que ele para mim. Deixei ele por último, para prestar homenagem e fiquei feliz de poder "encontrar" ele, foi muito legal.

Quando saí de lá já tinha passado bastante da hora que costumo almoçar, então comecei a andar em direção a minha próxima parada, e parei para almoçar quando cheguei na Praça da Nação. Comi um sanduíche que estava muito gostoso. Continuei andando para onde estava indo, a cinemateca francesa. Sempre faço o erro de não me programar direito e não pesquisar nada com antecedência, e quando cheguei lá a cinemateca estava fechada. Ela fecha um dia por semana, e foi exatamente neste que resolvi finalmente ir até lá, muito esperto. Fiquei bravo, e sem planos. Não tinha a menor idéia do que poderia fazer agora, e não queria voltar tão cedo para o hotel. A cinemateca fica dentro de um parque, então comecei a andar por lá, e em seguida atravessei o rio Seine, e me deparei com a Biblioteca Nacional da França. Fiquei feliz, já que lá poderia me ocupar. A arquitetura da biblioteca é bem legal. A ponte que atravessei chega em um terraço, o teto da biblioteca, e ela fica para baixo, como se fosse subterrânea. No centro fica um parque. Desci para a entrada, entrei, mas não conseguia entra em nenhuma das áreas de leitura sem ter um carteira de sócio. Não gostei disso, e não pude ver nada. Dei uma volta rápida pelo espaço que podia ver, e então fui embora. Em frente a livraria ficava um grande cinema, da mesma companhia do que fica perto do meu hotel, então eu entrei lá e dei uma volta pela sua loja e livraria. Quando saí de lá realmente não tinha mais o que eu poderia fazer, mas pelo menos tinha passado um certo tempo, então peguei o metrô e voltei para o hotel. Precisava lavar as minhas roupas, e eu imaginava que no hotel tivesse uma lavanderia, mas não tinha, e a que a recepção me indicou já estaria fechada ou fechando a esta hora, então fiquei no quarto na internet antes de sair para jantar. Fui jantar em um restaurante qualquer, o primeiro que encontrei que parecia razoável por perto do hotel. Meu prato não estava muito bom, mas era gostoso. Comi, e quando voltei para o hotel escrevi para o blog, conversei com a minha mãe e minha irmãs, que estão em Nova York, e li o meu livro antes de dormir. Queria poder ter aproveitado mais o dia hoje, mas para isso tenho que começar a me programar melhor.























































































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