Depois de comprar os selos continuei andando para o centro, parando em algumas lojas legais, e sempre procurando por cartões postais. Eu costumo sempre mandar cartões postais com temas e imagens do país que eu estou, e não da cidade, já que mando um por país. Aqui em Bordeaux só estava achando cartões com imagens da própria cidade, e eram todos sem graça. Estava difícil achar algo interessante. Estava pensando em ir mais uma vez no cinema no fim do dia, e como estava perto do "Utopia", passei por lá para já comprar meu ingresso. Porém quando cheguei lá não havia ninguém no caixa, e me informaram que eu teria que esperar 15 minutos, então resolvi ir embora e deixar isso para depois. Comecei então a procurar algum lugar para almoçar. Muitos lugares ainda estavam e continuariam fechados, mesmo sendo segunda, e no final eu acabei indo até o restaurante onde tinha jantado no primeiro dia. Não por ter gostado dele, mas porque ele ficava perto de onde iria depois, e tinha um menu de almoço super em conta, com entrada, prato, e sobremesa. Fui até lá e me sentei. O restaurante estava super cheio, e a minha era a última mesa livre, bem ao lado da porta. Da última vez já tinha reparado que o serviço não era muito bom, e agora que o restaurante estava lotado, era péssimo. Demoraram muito para me atender, e eu fiquei impacientemente esperando. Quando chegaram para me atender me explicaram que eu não podia escolher o que comer no menu de almoço, que eram os pratos do dia. Não sabia disso, mas aceitei. A entrada era uma torça de cebolas, e isso estava bem gostoso. Já o prato principal era um porco com batatas e legumes. O acompanhamento estava bom, mas o porco era muito estranho, e eu não sabia destinguir o que era carne e o que era pura gordura. Não gostei muito, mas comi tudo que consegui. Pude escolher a sobremesa, e pedi um crepe de caramelo, que também estava gostoso. Poucas coisas que envolvem as palavras "crepe" e "caramelo" podem ser ruim.
Ao acabar de comer continuei andando para onde estava indo, o museu de belas artes da cidade. No caminho acabei encontrando uma loja com cartões postais um pouco mais interessantes do os demais, e os comprei. Em seguida, visitei a catedral da cidade, que é um patrimônio mundial da UNESCO (alias, a cidade toda é uma cidade da UNESCO). O museu ficava atrás da prefeitura, e fiquei triste em ver que ele estava fechado quando cheguei lá, fechado ara reformas. Já perdi a conta dos museus que quis visitar e que por uma razão ou outra estavam fechados. Deixei de ver muita coisa boa. Sem poder visitar o museu, não sabia o que fazer, e comecei a passear. Não muito longe, encontrei uma tal Galeria de Belas Artes, e essa estava aberta e era de graça. Foi boa para passar sum tempo, mas não havia nada muito especial. Saindo de lá continuei passeando, e vendo algumas partes da cidade que ainda não tinha visto. Mais tarde acabei voltando para o "Utopia" e comprei meu ingresso. Ainda tinha uma hora para o filme, e passei ela passeando, e então em uma livraria legal da cidade. Quando chegou a hora, fui para o cinema. Vi uma produção polonesa, mas falada em inglês, chamada "The Mill and the Cross", baseada em uma tela do Pieter Bruegel. Chamada "The Way to Calvary". É um filme inspirado em uma pintura. Estava imaginando que era um filme sobre o pintor, mas não era nada disso. Era um filme diferente, estranho, mas interessante. Foi um pouco cansativo, e tirando alguns péssimos efeitos visuais, eu gostei. Não sei se é por respeito a todos que trabalharam no filme, mas as duas vezes que vim neste cine,a as pessoas continuaram sentadas até o final dos créditos, ou boa parte deles. Nunca vi isso em nenhum outro lugar do mundo, mas até entendo. Eu saí.
Fui jantar em uma creperia similar a que tinha ido no primeiro dia, que tinha um menu de jantar super barato. Geralmente isso não existe. Ele consistia de uma salada, um Galette, e um crepe de sobremesa. Se soubesse que iria comer aqui teria pedido outra sobremesa no meu almoço, pois comi a mesma aqui. O lugar era bem gostoso, mas prefiro o outro que fui, que tinha pratos maiores. O restaurante era todo decorado com fotos, pinturas, e esculturas de vacas. Centenas delas, e para todo o lado, cobrindo todas as paredes. Era engraçado. Depois de comer voltei para o hotel, andando pelo beira do rio. No hotel, usei a internet, escrivi meus cartões postais, fiz minha mala, e li meu livro antes de ir dormir.






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