Saturday, February 18, 2012

Porto - Dia 3.

Acordei naturalmente exatamente na hora que queria. Talvez uns dez minutos depois, mas isso não fazia diferença alguma. Não tive tempo de ler na noite anterior, então foi isso que fiz neste começo de manhã. Li, mas não tudo que queria. Só parei porque já estava na hora de me arrumar para sair. Tomei um bom banho, me vesti, e saí. Agora que já sabia onde usar a internet, fui direto para lá. Meus planos eram de depois de usar a internet visitar um museu que ficava bem em frente. Mas isso significaria que só iria almoçar depois de sair do museu, e não sabia que horas isso seria. Resolvi então usar a internet por mais tempo, fazer tudo que precisava com calma, e almoçar antes de entrar no museu. Foi exatamente o que fiz. Fiquei uma hora ou um pouco mais na internet, e então saí para almoçar.

Bem em frente, e bem ao lado do museu, havia um restaurante que parecia bom. Entrei e me sentei. Era uma espécie de churrascaria, ou "churrasqueira" aqui, e o cheiro lá dentro estava muito bom. Na mesa ao meu lado um homem estava comendo carne, arroz com feijão, e farofa. O prato petfeito. Mas um prato como esse, ou qualquer carne do cardápio normal, eram caros. Havia um menu de almoço com bons preços, e foi de lá que pedi minha comida. Só fiz opções erradas. Como tinha comido bons peixes recentemente, foi o que pedi novamente. Lembrei do porquê que não gosto de peixes. Para começar este veio inteiro no meu prato, com cabeça, cauda, escamas, e todas as suas espinhas. Isso já me deixou enojado, e não sabia bem nem como começar a comer. Foi difícil, mas eu comi tudo que consegui. Eu nunca peço nada para beber, e sempre acham estranho. Desta vez, como meu prato era barato, resolvi pedir algo. Pedi o que eu imaginava ser um suco de laranja. Era um refrigerante. Eu não tomo refrigerante. Isso que no menu ainda dizia ser "natural". Mesmo? Errei até na sobremesa. Era gostosa, mas não estava muito fresca, estava congelada. Tenho certeza de que poderia ter comido bem lá, mas minhas opções não deixaram que isso acontecesse.

Bom, ao acabar de comer dei alguns passos e entrei no Museu Nacinal Soares dos Reis. O museu é basicamente de arte portuguesa do século 19, mas tinha um pouco de arte de século 20, e no segundo andar havia uma parte de arte decorativa, que nunca me interessa muito. Estava acontecendo também uma exposição temporária de cinema animado. Esta era a exposição que mais me interessava, mas não estava muito boa. Seu conceito era "aprender como se faz um filme animado", mas não havia quase nenhuma explicação. O material em exposição era bonito, de produções portuguesas dos últimos anos, mas não estavam bem apresentados. O museu em si poderia ser renovado, muitas de suas áreas estão um pouco deterioradas. Há muita umidade no Porto, e isso é um problema. No geral não gostei muito do museu, mas foi bom ter visitá-lo, para conhecer um pouco de arte portuguesa. Saindo do museu lembrei que não tinha feito a única coisa que realmente precisava na internet, então voltei até a galeria e usei um pouco mais de internet. Então voltei para a galeria, apenas para deixar meu iPad lá, e pegar meu passe de trem e meu livro.

Quando saí de novo queria passar em um sorveteria que tinha passado no dia anterior, mas que não lembrava onde ficava. Para achar tinge que fazer o caminho oposto que tinha feito na tarde anterior, e então achei. Pedi um cone com três bolas dos meus sabores favoritos, e fui comendo na rua. Estavam ótimos! Adoro sorvete, e esse era realmente bom. Fui então até a estação de trem, onde marquei a passagem que precisava. No tempo que tinha até a hora de jantar, fui visitar o Centro Português de Fotografia. Ele fechava mais cedo do que eu imaginava, e quando eu cheguei lá faltava menos de uma hora para fechar. Comecei a ver tudo com pressa, mas então decidi que voltaria no dia seguinte. Então no tempo que tinha eu visitei o primeiro andar com calma. Havia uma exposição de fotógrafos espanhóis, e outra de uma português que por anos documentou guerras no Afeganistão. Quando o centro fechou, como eu ainda tinha tempo antes de jantar, me sentei na praça que estava bem em frente e fiquei lendo. Quando escureceu, comecei a andar de volta, em direção ao lugar onde queria jantar. Tinha descoberto um lugar legal hoje cedo, mas quando cheguei lá estava fechado. Havia gente dentro, então perguntei que horas eles abriam. Ainda faltava meia hora. Não seria um problema esperar, mas estava um pouco preocupado com o tempo já que depois tinha que ir até a Casa da Música. Não seria um problema se eu comesse em menos de uma hora, e tinha quase certeza de que iria. Na meia hora que tinha, dei uma volta e me sentei em um outro parque e li um pouco mais. Quando acabei de ler já tinha passado mais de meia hora, então voltei para o restaurante e me sentei. Era um lugar bem legal. Pelo que eu tinha entendido era um lugar de Hamburgers, mas na verdade havia apenas um Hamburger propriamente dito, o resto eram prato servidos com hamburgers sem pão. Pedi o de verdade, e era ótimo. Era um hamburger gourmet, com pão artesanal, carne de novelho e queijo brie gratinado. Era bem diferente e bem gostoso. A carne estava no ponto perfeito, e era servido com batatas bem grandes fritas. Muito bom. No final pedi uma sobremesa que estava incrível, exatamente o tipo de coisa que gosto. Foi um ótimo jantar, perfeito para o meu gosto. E consegui sair da lá no tempo certo.

Sem pressa, cheguei na casa de música uns 15 minutos antes do festival começar, como no dia anterior, e me sentei no mesmo lugar. Hoje estava bem
mais cheio, com gente sentada até no chão. Foi mais uma noite de ótima música. A noite começou com o artista português Hugo Carvalhais e sua banda. Os artistas eram todos bons, especialmente o saxofonista Liudas Mockunas, da Lituânia, mas as composições eram muito estranhas. Tiveram momentos bons, mas no geral não gostei. Em seguida foi a vez do italiano Livio Minafra, pianista solo. Ele era bem excêntrico, e tocou até com os pés. Em uma de suas musicas pediu para a platéia toda chacoalhar suas chaves e chaveiros, para similar o sol de chuva. Em outra, pediu a ajuda de alguém da platéia. Ninguém se elegeu, e eu pensei em subir, mas ele não tinha dito para o que precisava de ajuda. No final um homem acabou indo ao palco. Sua ajuda era para jogar diversos objetos dentro do piano, que fazia ele produzir um som diferente enquanto ele tocava. Os objetos iam de CDs até bonecas. Ele era um ótimo pianista, e o piano é de longe meu instrumento favorito, então adorei, mesmo sendo um pouco louco. A noite acabou com a banda de Londres, World Service Project. Eles tocavam uma mistura de rock com jazz, e foi uma apresentação muito animada. Mais uma vez a última apresentação da noite foi também a minha favorita. No final voltei para a galeria. Eu tinha aproveitado os intervalos entre as apresentações para escrever para o blog, mas tive que acabar chegando na galeria. Fiz isso, vi um pouco de TV, e fui dormir.


































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