Friday, February 17, 2012

Porto - Dia 2.

Dormi doze horas, e acordei bem. Acho que talvez teria até dormido mais, mas recebi uma mensagem no celular. Mas foi um ótimo horário, o horário que eu gosto de levantar. Em um hotel, a primeira coisa que faria seria usar a internet e fazer tudo que preciso nela, mas aqui não tenho internet. Há alguns guis da cispdade no quarto, e eu dei uma olhada neles, e no meu próprio, para ter certeza de tudo que eu queria fazer na cidade. Depois fui tomar um banho, que foi bem rápido. Quando me arrumei, peguei meu iPad e saí para usar a internet. O meu mapa dizia que havia um Wi-Fi publico nos Jardins do Palácio de Cristal, assim como o que eu tinha usado no dia anterior na cidade. Como este jardim fica logo em frente da galeria, era perfeito. Atravessei a rua, me sentei em um banco, e tentei usar a internet. Não havia nenhum Wi-Fi. Andei pelo parque vendo se captava alguma coisa, mas não achei nada. Se realmente tem Wi-Fi lá, não achei. Por sorte tinha pedido a senha do Wi-Fi da lanchonete onde tinha jantado no dia anterior, então sabia que iria conseguir usar a internet. Andei até a galeria onde fica a lanchonete, me sentei em um banco em frente, e fiquei o tempo que precisei lá.

Quando fiz tudo que precisava, voltei para galeria e deixei meu iPad no meu quarto, para não passar o dia com ele. Logo em seguida saí de novo. Meu plano para hoje era visitar o Museu de Arte Contemporânea, e no caminho queria passar pela Casa da Música, que não ficava longe. Mal tinha virado a esquina quando vi uma placa que dizia "Cinema". Fiquei animado, e entrei, mas então vi outra palca "Vende-se". Era triste ver uma placa dessas na porta de um cinema. Continuei andando e foi uma pinha reta até a Casa da Música, que fica e, frente a Praça de Mousinho de Albuquerque, onde se encontra um grande monumento aos heróis da Guerra Peninsular. A casa da Música é uma construção moderna muito bonita. Queria ir até lá para comprar um ingresso de um evento esta noite. Como era esta noite, estava com medo de já estar esgotado. Queria ter passado no dia anterior mas não tive tempo. Por sorte ainda havia ingressos, e eu comprei o meu. Continuei andando até o Museu, que ficava a uma linha reta de lá, mas não muito perto. No caminho comecei a procurar onde comer. Estava em uma grande avenida, mas não haviam muitas opções. Quando achei uma que parecia interessante, entrei e me sentei. Eles tinham um menu expresso com a sopa do dia e uma opção de carne ou peixe. Resolvi pedir o peixe mais uma vez. Eles botaram uma cesta de pão na mesa, com um patê e manteiga, uma espécie de cuvert. Comi um pouco de tudo, e me dei mal. Era pago, e não era barato. Não era nem muito bom, e como comi um pouquinho de tudo, me cobraram tudo individualmente. A sopa estava boa, assim como o peixe, mas ter que pagar o couvert me deixou irritado por um bom tempo.

Cheguei no museu, que ficava no meio de um bonito parque, então resolvi visitar o parque primeiro. Dei uma volta pelo seu terreno, e era realmente bonito, com algumas esculturas espalhadas. Fui então para o museu, mas só então vi que ele fechava em menos de duas horas. Não queria visitá-lo com pressa, e imagino que duas horas seriam pouco, então resolvi deixar para visitá-lo no sábado, quando ele fecha mais tarde. Resolvi então que iria no cinema. O cinema mais "perto" era do outro lado do rio, mas era o kior cinema, e a haviam vários filmes que queria ver. Não estava perto, mas tinha mais de uma hora até o filme que escolhi ver. Desci até o portol então andei em direção a ponte que teia que atravessar. Me dei mal, já que a ponte ficava muito alta, e eu tinha acabado de descer tudo. Não tinha por onde eu subir, e me mesmo se subisse não parecia que eu poderia atravessar a ponte a pé, já que era uma rodovia. Também não há estações de metrô por lá. Dois dias depois que eu for embora do Porto começa a 32ª Mostra de Cinema Internacional da cidade. Imagino onde que ela acontece, já que os cinemas da cidade são tão fora de mão. Não tinha como chegar no cinema, e tive que desisitir. Resolvi andar até o centro, e foi uma longa andada.

Estava um lindo dia, e sol estava forte. Não agüentei e tive que tirar o casaco e ficar de camiseta. Enquanto isso, as pessoas que passei na rua estavam com dois, três casacos, luvas, e cachecois. Como? As pessoas são muito friorentas aqui, mas neste caso não conseguia entender, estava realmente quente. Andei até o centro, e passei na estação de trem para confirmar se teria que marcar um lugar no trem até minha próxima parada. Precisaria, e eles pediram para ver passe, então não pude fazer isso no momento já que não estava com ele. Fui então até a Fnac que tinha ido ontem onde descobri que estava tendo uma exposição de fotos do Bergman. Não conseguia imaginar como tinha passado pela exposição despercebido, mas entendi quando voltei para lá: era dentro do café. As fotos era bonitas, mas mal apresentadas em um espaço ruim. Saindo de lá andei até a Livraia do Lello, consideradas uma das livrarias mais bonitas do mundo. Era bem bonita mesmo, mas não achei ela muito boa. Quando saí de lá andei até uma outra livraria, Leitura, que não era tão bonita, mas tinha uma ótima sessão de artes. Quando saí de lá já comecei a andar em direção a Casa de Música, onde em algumas horas aconteceria o evento para o qual tinha comprado ingresso. Sabia que por lá havia algum restaurante, então esperei chegar lá para procurar o que comer. Foi uma boa andada até lá de onde eu estava. Fiquei com muita vontade de ir no banheiro, e entrei em um pequeno shopping para ir ao banheiro. Chegando na Praça de Mousinho de Albuquerque procurei o que comer. Passei por alguns lugares que não pareciam muito bons. Não queria comer qualquer coisa, mesmo se fosse barato. Acabei entrando no lugar que parecia o melhor. Comi um prato barato que veio bastante comida. Carne, arroz, e batatas. Dó faltou feijão. Fiquei muito feliz de comer isso depois de tanto tempo. Meu prato foi tão barato que resolvi pedir uma sobresmesa, que também estava boa.

O restaurante estava bem perto da Casa de música, em menos de um minuto já estava lá dentro, mas estava com medo de pegar um lugar ruim. Não haviam lugares marcados. O evento era um festival internacional de Jazz chamado 12 Points. O festival começava hoje e continua até domingo. Cheguei na sala de espetáculo 15 minutos antes e ela estava vazia. Fiquei feliz em pegar um bom lugar, mas estava com medo de que a sala não iria encher, ficara com pena dos artistas. Não sentei na primeira fileira porque seria um pouco intimidador, mas me sentei logo na segunda. A sala foi enchendo, e ao começar tinham até pessoas em pé ao final da sala. Era uma sala não muito grande, mas boa. A acústica era ótima, afinal o prédio todo foi construído para isso. A única coisa que não gostei foram as cadeiras, que não eram muito confortáveis e tinham um encosto baixo. Não ia em um show a quase um ano, e mais importante que isso, seria o primeiro show da minha viagem. Como senti falta. O festival, que é original de Dublin, reúne artistas jovens de Jazz de toda a Europa, e acontece alternadamente em Dublin e outras cidades da Europa. Este ano é a vez do Porto, e hoje foram três bandas. Cada uma tocou por 50 minutos, e entre uma e outra ocorreu uma pausa de vinte minutos, então acabou tarde. A primeira banda, Big Blue, era um quarteto da Finlândia. Foi ótimo. Tão ótimo que nos vinte minutos entre ela e próxima desci até a bilheteria e comprei ingressos para os restos dos dias que estiver no Porto. A segunda banda vinha da Irlanda, e se chamava Thought-Fox. Esta tinha uma cantora, que as vezes só cantava sílabas, e outras vezes letras. Foi muito boa também, mas eles tocaram um pouco menos. A terceira banda foi sem dúvida minha favorita, e a melhor. Se chamava De Beren Gieren, e vinha da pequena cidade de Gent, que visitei na Bélgica. Foi boa de mais, e perfeita para acabar o dia. Assim que o show acabou voltei para a galeria e escrevi para o blog. Já estava tarde, então não li hoje.





























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