Com isso resolvido, tinha mais um dia pela frente. O que fazer? A primeira coisa que precisava era comer, e foi o que fui fazer. Passei por alguns restaurantes, mas já tinha um em mente que queria ir. Era um restaurante muito parecido com o que tinha almoçado no dia anterior, com um menu de almoço similar. Cheguei lá e quando entrei vi que a área para comer era em uma sala separada, o "comedor". Eu era o único lá dentro, mas a parte da frente do lugar estava cheia. Já disse algumas vezes aqui que não gosto de comer em lugares vazios, e tento sempre fugir deles. Mesmo estando sozinho em uma sala, o lugar não estava vazio, então este era um caso especial. Pedi minha comida e aos poucos o "comedor" foi enchendo. Quando estava comendo minha entrada, uma salada, um homem veio me perguntar o que era. Não soube responder. Não por conta da língua, mas porque realmente não sabia o que era que estava na salada. Era algo quente, e parecia algum tipo de carne, mas não sei dizer. De qualquer modo estava muito boa. Meu prato principal também estava ótimo. A porção não foi muito grande, como no outro lugar, mas o suficiente. Pedi apemas porque havia purê de batatas, e adoro purê de batatas. De sobremesa pedi mais uma vez "arroz con leche", e esta estava certamente melhor que o do dia anterior. Fiquei bem satisfeito, e com as energias recarregadas, poderia fazer o que quisesse.
Pensei em visitar uma livraria que tinha passado em frente no dia anterior porque tinha visto que lá vendiam livros em inglês. Fui até lá e quando cheguei a loja estava fechada. Aliás, tudo em volta estava fechado. Achei estranho, mas então lembrei que na Espanha tem um horário para Siesta. Acho que era por isso. Fui até uma igreja que queria viistar, mas ela também estava fechada. Tinha que fazer algo que não envolvesse nada que pudesse fazer. E então decidi subir o monte Urgull. San Sebastían me lembra em muitos fatores do Rio de Janeiro (tirando o frio), e ela tem seu próprio Cristo no topo do monte Urgull. Este monte era menor que o que subi no dia anterior, e a subida era melhor, feita para se andar mesmo, e não para carros como o outro. No topo fica o Castillo de La Mota, e nele a estatua de Cristo (achava que era São Sebastião, já que é a opção que faria mais sentido, mas é mesmo Cristo). Não havia ninguém lá quando eu cheguei, e era bem bonito, com vistas lindas. Com um dia igualmente feio, a vista deste monte era mais bonita na minha opinião. Foi ótimo, e eu passei um tempo lá em cima, aproveitando a vista e pensando. Como não estava tão frio e eu estava bem agasalhado, estava agradável.
Ao descer do morro fui até um museu da cidade que estava planejando visitar, o San Telmo Museoa. Estava imaginando que era um museu de arte, por conta de sua contenção arquitetônica moderna, mas na verdade ele era um museu sobre a história da civilização e sociedade do país Basco. O museu está lá há quase oitenta anos e a construção que acabei de mencionar é apenas uma entrada nova. O museu começa dentro de uma igreja, onde teve uma projeção de um vídeo interessante sobre a história do museu. o resto do museu conta a partir de objetos e artefatos a história da sociedade no país. Há também uma área de arte, que era legal. O museu foi bem interessante no final, e gostei de visitá-lo. Quando saí de lá passei na igreja que tinha tentado visitar antes, e na livraria, que não tinha nada bom. Fui então encontrar alguma coisa para comer. Acabei voltando até perto da estação de trem, onde comi em um lugar que não era nada de mais. Pelo menos não estava ruim. Antes de voltar para o museu passei pelo supermercado para comprar água, e de volta no museu acabei o dia como qualquer outro: usando a internet, escrevendo para o blog, e lendo.









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