Wednesday, April 18, 2012

Budapeste - Dia 1.

Meu quarto tem uma janela que eu não consigo fechar, e as cortinas são quase transparentes, então era inevitável que entrace luz no me quarto. Além desta janela existe uma enigmática janela que dá para o corredor, mas como o pé direito do quarto é bem alto não é um problema. Além do problema na luz, consigo ouvir tudo que acontece na movimentada avenida em frente do hotel, minha cama é dura, e o cobertor é péssimo. Não estava esperando conseguir dormir muito, então foi uma surpresa acordar mais tarde do que todos os últimos dias. Uma boa surpresa, mas eu ainda queria poder dormir mais. De qualquer modo, levantei e fiquei na internet por bastante tempo. Depois de fazer tudo que eu precisava fui tomar um banho, e então me arrumei para sair. Não estava muito animado hoje, não estava com muita vontade de sair, mas obviamente não posso jogar um dia fora. Mesmo sabendo o que poderia fazer na cidade, não sabia muito bem por onde começar, então fui andando em direção ao rio. Budapeste é dividida entre Buda e Peste. Meu hotel fica em Peste, e Buda é do outro lado do rio. Fui andando, parando em algumas lojas no caminho, e perto do rio entrei em uma travessa da avenida que eu estava descendo, por parecer um pouco mais interessante.

Acabei chegando em uma praça legal onde haviam alguns restaurantes, e escolhi um para almoçar. Pedi um prato típico da Hungria, Goulash, que aqui é servido como uma sopa. É quase inédito eu pedir uma sopa, mas estava ótima, e me aqueceu neste dia frio e feio que estava. Porém, esperto como eu sou, comprei um sorvete depois do almoço, e fiquei morrendo de frio. Muito frio mesmo. Pensei em voltar para o hotel e me agasalhar, mas seria uma perda de tempo. Quando olhei na mapa para ver omde eu estava, vi que muito perto estava a St. Stephen's Basilica, um dos marcos da cidade. Fui direto para lá. Na porta de entrada havia um padre pedindo doações para entrar na igreja, mas enquanto algumas pessoas estavam pagando eu entrei reto. Me senti meio mal, mas a última coisa que eu preciso fazer é dar dinheiro para a igreja, mesmo se for para conservar a basílica. Ela era bem bonita por dentro, e lá em sua capela fica a Sagrada Mão Direita. Esta relíquia é a mão direita do St. Stephen I, o primeiro rei da Hungria. É a mão dele mesmo, preservada por quase mil anos, bem doido. Depois de visitar a balísila continuei enfim até o rio, e atravessei para Buda.

Em Buda fui subindo o morro até chegar no Palácio/Castelo Buda, que é mais um dos outros marcos da cidade. Lá dentro fica a Hungarian National Gallery. Acabei decidindo visitar o museu já que no dia seguinte ele estaria fechado. Quando entrei só faltavam duas horas para o museu fechar, mas deferia ser o suficiente. Fiquei vendo tudo com calma, e não consegui acabar de ver tudo já que eles começaram a esvaziar o museu meia hora antes das portas fecharem, o que quer dizer que fiquei apenas uma hora e meia no museu. De qualquer modo valeu a pena, não foi caro, e o que eu vi era bom. Quando saí da lá dei uma volta pelos jardins do palácio, que são muito bonitos e tem vistas ótimas de Buda e de Peste. No mesmo morro onde fica o palácio tem muitos outros atrativos, mas eu não poderia ver tudo hoje, então desci de volta para o centro e atravessei de volta para Peste. Fui andando tudo de volta, e cheguei na praça onde tinha almoçado. Pensei em jantar em um Hard Rock Café que fica lá, mas ainda não estava na hora do jantar e mesmo se eu esperasse gastaria muito dinheiro sem precisar. Fui então voltando para o hotel, e quando cheguei perto parei para jantar em um lugar que tinha visto no dia anterior. Acabei pedindo uma pizza, que demorou bastante, o que é estranho para pizzas. Mas estava ótimo, melhor do quase todas as que comi na Itália. Comi, paguei, e fui para o hotel. Lá, escrevi para o blog, usei a internet, e comecei meu livro novo antes de ir dormir.
































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