Monday, April 2, 2012

Roma - Dia 4.

A balada do lado do hotel não me atrapalhou esta noite, e eu acordei com o meu despertador. Me arrumei, desci, tomei café, e voltei para o quarto. Assim que abri a porta do quarto ouvi a música que o meu despertador toca, mas achei estranho, já que ele estava desligado, e no bolço. Percebi então que eram os meus pais me ligando no FaceTime do iPad. Atendi bem a tempo, e falei um pouco com eles. Depois que desligamos, passei bastante tempo na internet. Fui então tomar um banho, e depois de me arrumar saí do hotel. Estava mais tarde do que os outros dias, mas não importava muito já que minha primeira parada era a pé do hotel. Nem tudo em Roma é velho e em ruínas. No dia anterior já tinha ido no museu de arte moderna, e hoje iria no museu de arte contemporânea, o MACRO. Ele não ficava muito longe do meu hotel, só um pouco mais do que seria andar até a estação de metrô perto do hotel, e como perto dele não havia nenhuma estação, só poderia chegar lá andando mesmo. Não tinha nada de especial no meu caminho para lá, mas passei por uma faculdade que estava completamente vazia. Quando acordei o dia estava bem nublado, o que me desanimou, mas agora que tinha saído o céu abriu para me receber.

O museu fica em o que era antigamente dois matadouros, que foram completamente remodelados. É um espaço bonito, com um terraço onde fica um restaurante. Haviam umas três ou quatro exposições acontendo, duas solos, uma retrospectiva, e a coleção principal. Todas eram legais, mas a mais legal era a coleção principal, que tinham ótimos artistas mundiais. Vi tudo com calma e fiquei o tempo que precisei lá. No final, fui até a livraria do museu, que era ótima, e fiquei mais um tempão lá. Foi ótimo. Quando saí de lá, já que não tinha nenhum metrô em volta, fui andando até o ponto turístico mais perto, o parque Villa Borghese. Queria ir até lá para descobrir o que era uma tal Casa del Cinema que ficava lá dentro. O lugar focava bem na entrada que cheguei no parque, mas não era nada de especial. Estava esperando que fosse um centro de cultura, mas era só uma casa com umas salas de cinema. Uma coisa legal era uma tela que eles tinham do lado de fora, no parque. Hoje era domingo, e o parque estava cheio para todos os lados. Gente se divertindo, brincando, comendo, tomando sol, namorando, jogando bola, correndo, e tudo mais que é possível fazer em um parque. Estava bem bonito, o dia agora estava bem ensolarado. Atravessei o parque e quando saí fui andando até a Piazza di Spagna, que também estava super cheia. Mal consegui descer seus degraus, de tanta gente sentada. Estava bem bonito.

Chegando no centro, lembrei que queria conhecer uma sorveteria que tinha lido a respeito, mas não lembrava onde ficava. Andei então até uma livraria para checar no quia onde tinha lida esta informação. Segundo o guia esta é a sorveteria mais famosa da cidade. Era bem perto de onde eu estava, então fui até lá. A sorveteria se chama Giolitti, e aparentemente é realmente a mais famosa da cidade, de tão cheia que estava. A fila do caixa estava nem calma, mas o balcão dos sorvetes estava uma loucura. Não tinha uma ordem, ou uma fila. Me meti no meio, e depois de um tempo consegui ser atendido. Peguei meu sorvete e saí para a rua, onde me sentei na porta de uma casa para tomar meu sorvete. Estava bom, mas acho que nenhum sorvete que eu tomar vão ser melhores do que os que tomei em Bologna. Tomei meu sorvete, e fui andando até Piazza Navona, onde eu queria visitar uma loja de brinquedos que tinha esquecido de visitar no dia anterior. A loja não era tão legal como parecia ser pela vitrine, e por toda a loja estavam espalhadas placas dizendo para não tocar em nada. Qual é a graça disso? Dei uma volta pela praça, que como o resto da cidade estava super cheia, e então fui andando até o rio.

Atravessei o rio para visitar um bairro chamado Trastevere, que é famoso pelos seus restaurantes. Meu plano era dar uma volta por lá até a hora do jantar, e jantar cedo. Mas agora que tinha tomado um monte de sorvete não estava com muita fome. De qualquer modo fiquei passeando pelo bairro, mas não era tão especial quanto eu esperava. A hora do jantar chegou, mas eu decidi esperar um pouco mais e comer em algum outro lugar. Fui então andando até a estação de metrô que ficava mais perto de lá, que segundo o meu mapa era uma perto do Circo Massimo. Como eu queria visitar este lugar, mataria dois pássaros com uma pedra. O Circo Massimo, que foi o maior centro de entretenimento esportivo da história, usado para corridas de carruagens, hoje é só um grande campo aberto e verde. A parte onde ainda restam algumas ruínas está sendo escavada, então não tem muito o que se ver. De qualquer modo, de lá tinha uma vista bonita da parte de trás do Palatino. Atravessei todo o Circo Massimo e não achei a tal estação de metrô. Andei até depois de onde o mapa mostrava que ela ficava, mas não vi nada. Fui então até a estação em frente ao Coliseu, e assim pude vê-lo mais uma vez.

Peguei o metrô e saltei na estação de trem. Não estava muito animado, e não queria focar procurando um restaurante, mesmo sabendo de alguns no caminho do hotel, então resolvi comprar um sanduíche na estação e levar para comer no meu quarto. Foi o que fiz. Quando cheguei no hotel meia hora depois, comi meu sanduíche e um saco de batatas que eu tinha, e fiquei na internet. Marquei alguns hotéis, fiz tudo que eu precisava, e escrevi para o blog. Já faziam duas semanas que tinha comprado um livro novo, que tinha lido apenas umas cinco páginas, então tinha que voltar a ler. Comecei o livro de novo, e li até ir dormir.









































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