Tinha registrado o caminho que tinha que fazer no Google Maps. Ele dizia que o hotel ficava no número 12, mas o número 12 era uma porta de Madeira apodrecida trancada com correntes. Isso não poderia ser o meu hotel. Bem ao lado disso havia um hotel, mas que tinha um nome diferente do meu. Entrei neste, e disse que estava procurando o meu hotel, que me responderam estar logo na outra esquina. Achei o hotel certo, fiz o check-in, e deixei minhas coisas no quarto. Quando olhei pela janela antes de sair, estava chovendo. Tirando uma rápida garoa aqui e alí, não via chuva há meses. Era um pouco triste ver essa chiba cair, mas pelo menos ela começou bem na hora certa, depois de eu ter chegado no hotel. Peguei meu guarda-chuva e saí. Em pouco tempo a chuva tinha parado e o céu abriu. Não tinha tempo para perder aqui em Firenze, então já comecei indo para um museu perto do meu hotel. No caminho parei em um bar e comprei um sanduíche, que comi dentro do bar mesmo.
Estava indo visitar a Galeria dell'Academia, omde se encontra a estátua mais famosa do mundo, David de Michelangelo. Como eu esperava, a fila estava grande. Entrei na fila e acabei ficando uma hora nela até finalmente conseguir entrar. Logo atrás de mim na fila havia um grupo de americanos e eu passei esta hora toda de fila escutando todas as conversas deles, que no geral só era bobagem. Não comecei vendo o David, e sim o resto do museu, que não é tão interessante, mas que tem uma seção legal de instrumentos musicais. A estátua de David está aqui neste museu desde 1873, depois de passar quase 300 anos em frente ao Palazzo della Signoria, onde mais tarde foi substituído por uma réplica que ainda está lá. Só de pensar nestas datas já é uma loucura. Não entendo muito de estátuas, mas não tem como negar que esta realmente é uma obra prima. A precisão de detalhes e acabamentos é impressionante. Passei um bom tempo observando David, e então acabei de ver o museu. Antes de ir embora mais tarde, voltei para mais uma vez observar o trabalho do spmestre Michelangelo.
Quando saí do museu fui dar uma volta pela cidade. Vi que estava muito perto da Duomo da cidade, que sem dúvida é uma das mais belas igrejas que já vi, junto com a Duomo de Milão. Como não fazia muito tempo que estive aqui com os meus pais, sabia a direção das coisas, e não senti muita falta do mapa que até agora não tinha conseguido encontrar. Dei uma passeada pela cidade, passei pela réplica de David, e passei por muitos lugares que tinha passado com os meus pais algumas semanas antes. Achei então um correio, e decidi entrar para checar quanto eles me cobrariam para um fax que tinha que mandar para minha futura faculdade. Depois de esperar até a minha vez, me disseram que lá não faziam mais isso, mas me disseram de onde eu poderia mandar um fax. Passei então no lugar indicado, e chequei o preço. Como ainda não estava com os documentos, só precisava mesmo saber o preço.
Dei mais uma volta para matar tempo, e então fui até um lugar onde estava acontecendo uma exposição de arte contemporânea americana. Hoje a partir das seis da tarde a entrada era gratuíta, então sorte de chegar aqui hoje. A exposicao era legal, com alguns bons trabalhos, mas nada muito especial. Em uma das salas estava acontecendo uma palestra sobre arte pop. Me sentei e escutei um pouco, mas como era em italiano e eu não estava entendendo nada, fui embora. Sai da da exposição fui andando de volta em direção ao meu hotel, e procurando onde jantar. Acabei entrando em um lugar que tinha um menu especial barato, algo que não é comum por aqui. Era um menu simples, mas que estava bom. Ele incluía tudo, menos sobremesa, então quando saí de lá, antes de chagr no hotel, comprei um sorvete, já que ainda não tinha tomado nenhum hoje. Chegando no hotel perguntei na recepção se era possível mandar o fax que eu precisava de lá mesmo. O recepcionista me disse que sim, então eu fui buscar os documentos. Acho que nunca mandei um fax, então foi bom que quem fez tudo foi o recepcionista. Ele foi muito simpático, e muito paciente, já que tivemos que tentar cada página algumas vezes até dar certo. No final, quando conseguimos tudo, ele me cobrou mais barato do que o lugar que tinha visto na cidade me cobrava por uma só página. Com isso fora do meu caminho, subi para o meu quarto, usei a internet, escrevi para o blog, e li meu livro.





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