Saturday, April 21, 2012

Budapeste - Viena / Viena - Dia 1.

Por precaução tinha ligado o meu despertador, mas já tinha certeza de que iria acordar mesmo antes dele tocar, e isso foi exatamente o que aconteceu. Comecei a usar a internet e acabei ficando bem mais tempo do que eu pretendia, então tive que tomar um banho bem rápido para poder sair na hora que eu pretendia. Depois de me arrumar e arrumar minhas coisas, consegui descer para o check-out na hora que queria. Mesmo antes de eu chegar aqui a recepção do hotel tinha me escrito dizendo que por conta de um problema não estariam aceitando cartões e que eu teria que pagar o hotel com dinheiro. Para facilitar um pouco eles me deixariam pagar com euros, e não apenas com a moeda local. Não seria um problema, já que eu já tinha o dinheiro comigo, então não estava preocupado. Mas o único problema uqe poderia ter aparecido apareceu: eles não tinham troco. Em trocados eu tinha dois euros a menos que o que deveria ser, e eles não iriam aceitar isso. Este problema não era meu, eles teriam que achar troco, e acabaram achando. A recepcionista teve que ir até a sua casa (no prédio do hotel) e buscar do seu próprio dinheiro. Com isso resolvido e o hotel pago, fui embora em direção da estação. Tive que começar andando para o lado contrário para botar meus cartões em uma caixa de correio que ficava perto do hotel, e então fui pegar meu trem.

Quando cheguei na estação o trem já estava na plataforma, então embarquei logo e peguei um lugar. Estava sentado a algum tempo quando percebi que bem na minha frente estava um casal de brasileiros que ficaram falando o tempo todo e me destrai do da leitura do meu livro. A mulher em especial era muito irritante. Mas de qualquer modo consegui ler bastante, já que passei a viagem toda lendo. Foi uma boa viagem, e o tempo passou rápido. Em Viena o trem pararia em duas estações. Os brasileiros saltaram na primeira, e eu na segunda por ser mais perto do meu hotel. fui logo procurar um balcão de informações para turistas, mas não havia nenhum. Precisava de um para descobrir o jeito mais fácil de chegar no meu hotel, mas sem nenhum, teria que ir andando mesmo. Antes de sair precisava ir no banheiro, mas quando cheguei lá vi que precisava pagar para usar o banheiro, o que eu me recusei a fazer, e fui embora com vontade de ir no banheiro. Meu hotel não era nada perto, e eu demorei mais de 40 minutos andando até lá, cada vez mais precisando ir no banheiro, então foi horrível. Foi uma andada bem chata.

Depois de fazer o check-out subi com urgência para o quarto usar o banheiro, abri a porta do banheiro e não havia privada. Achei estranho, mas então descobri uma porta diferente que tinha apenas uma privada, separada do banheiro, no corredor. Depois disso fiquei um tempo no quarto usando a internet e pesquisando algumas coisas. No meio tempo vieram no meu quarto instalar alguma coisa no banheiro com a privada. Quando saí, perguntei qual era o modo mais fácil de chegar no centro da cidade, e me explicaram bem. Perto do hotel passa um bonde que vai até o começo do centro da cidade, então está ótimo. Peguei o bonde, saltei na última estação, e comecei a andar para o primeiro lugar que queria visitar, o Filmmuseum, onde teria uma seção de um filme que eu queria ver. Chegando lá fui para a bilheteria e não havia ninguém. Me avisaram que a bilheteria só abria uma hora antes do filme, em uma hora, e não conseguiam me falar nem se ainda havia ingressos para o filme. Como a sessão era apenas hoje, eu teria que voltar em uma hora. No meio tempo fui dar uma volta. Já estive em Viena com minha família a um pouco mais de cinco anos. No trem estava pensando no que eu lembrava, e poucas coisas vieram para a minha cabeça. Mas assim que eu cheguei na rua principal do centro, comecei a lembrar de muitas coisas. Fui andando até onde era o nosso hotel, que ficava bem em frente da Stephansdom, a principal catedral da cidade, símbolo de Viena. No caminho fui parando em algumas lojas. Chegando lá, dei uma volta mas não entrei na igreja, e continuei passeando. Acabei encontrando uma loja de quadrinhos onde passei um tempo, e então comecei a voltar para o cinema.

Quando saí do hotel o dia estava bonito, e ele tinha continuado bonito até cinco minutos atrás. Inexplicavelmente quando saí da loja de quadrinhos o céu estava preto, ameaçando uma grande e pesada chuva, e eu não estava nada preparado para isso. Fui andando rapidamente para o cinema, e mesmo chegando um pouco molhado, consegui por meros minutos fugir da grande chuva que começou a cair. Era o tipo de chuva que nem um guarda-chuva iria ajudar. A bilheteria já estava aberta e havia uma pequena fila, mas eu consegui um ingresso, o que me deixou feliz. Agora, no tempo que faltava até o filme, precisava comer já que não tinha comido nada o dia todo e depois do filme tudo estaria fechado. Mas era impossível sair na rua. O cinema tinha um café, mas eu resolvi esperar um pouco e ver se a chuva diminuía. Ela acabou diminuindo, quase parando, e eu pude sair. Mas agora não tinha tanto tempo, e eu teria que comer algo rápido. Comprei um sanduiche de salsicha que estava ótimo e em seguida fui até um Starbucks e comprei mais algumas coisas. Quando voltei para o cinema estava chovendo mais uma vez, mas nem perto do que tinha acabado de chover. Consegui pegar um lugar ótimo no cinema. O filme era "George Harrison: Living in the Material World", documentário de 3 horas e meia do Scorsese sobre o "Beatle quieto". O documentário saiu no final da ano passado na TV e em DVD/Blu-Ray, mas não passou no cinema (ou se passou, foram poucos, e rapidamente). Esta sessão era a estréia na Áustria. O filme é ótimo como eu esperava, e suas três horas e meia passaram quase despercebidas. Gostei de conhecer mais sobre o George Harrison, especialmente seu trabalho solo, que até aqui conhecia muito pouco. Adorei o filme. Por ser bem longo, ele acabou bem tarde, e eu fui direto pegar o bonde de volta para o hotel. Cheguei no hotel tarde, e fiquei apenas na internet por muito tempo. Fui dormir sem escrever para o blog ou ler meu livro.

























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