Não podia perder o horário hoje já que tinha só uma opção de trem para pegar. Para acordar, não só liguei o meu despertador mas deixei uma fresta da janela aberta. O que acabou me acordando foi a luz do dia entrando pela janela, antes mesmo de despertador. Mas mesmo acordado continuei deitado até o despertador tocar. Assim que ele tocou, me levantei, usei rapidamente a internet e fui tomar um banho. Quando fiquei pronto, peguei minhas coisas e fui fazer o check-out. Já tinha pagado pelo hotel, então só precisei devolver a chave do quarto, e em pouco tempo já estava no meu caminho para a estação de trem. No caminho, passando pelo correio, depositei meus cartões. Cheguei na estação com um certo tempo de antecedência, e me sentei para esperar o trem. Estava sentado sozinho quando um grupo de três meninas se sentou do meu lado e todas começaram a fumar, o que me obrigou a levantar e ir para outro lugar, já querida a fumaça estava indo para a minha cara. Não faltava muito para o trem, mas estava confuso, já que o painel de horários dizia que haviam dois trens diferente saindo ao mesmo horário, da mesma plataforma. Um deles era o meu, para Budapeste. Um dos trens chegou, e na porta estava escrito que era o trem para o outro destino, que nem me lembro o nome. Fiquei esperando, esperando, e ele não saia da plataforma. Estava chegando o horário do meu trem, mas não fazia sentido ele sair da mesma plataforma. Fui perguntar para um oficial sobre o trem para Budapeste e ele me disse que era o que já estava na plataforma. Teria perdido o trem se não tivesse perguntado, já que mal tinha entrado no trem e ele saiu da estação.
Mas a minha confusão não estava nem perto de acabar. O bilheteiro era o mesmo homem para quem eu tinha perguntado se este era o trem certo, mas agora que o trem já tinha saído comigo dentro, ele disse que eu teria que trocar para um ônibus para chegar em Budapeste. Achei muito estranho e comecei a ficar muito nervoso. Aquele não podia ser o trem certo, já que o que eu pretendia pegar iria direto para Budapeste. Junto comigo na cabine havia um homem e uma mulher, os dois da Croácia. Pedi para eles me ajudarem a entender o que eu tinha que fazer, já que o bilheteiro não falava inglês. A mulher era uma idiota que me xingou de burro (ou pelo menos foi o que eu entendi), mas o homem me ajudou. Estava tão nervoso que não conseguia ler o meu livro com calma, mas eu mal tinha começado a ler quando o bilheteiro voltou para avisar que eu já tinha que saltar. Desta vez o homem me disse que eu teria que pegar esse tal ônibus, e depois trocar para mais um trem. Que confusão. Por que que isso estava acontecendo? Saltei do trem e comecei a perceber que eu não era o único perdido nesta maluquice. Comecei a seguir os outros e achamos o tal ônibus. Dentro do ônibus comecei a conversar com os outros e estavam todos tão conduziu quanto eu. Isso me aliviou, já que eu pelo menos não estava sozinho. Relaxei e voltei a ler meu livro, mas o ônibus não demorou muito, e mais uma saltei para trocar para um outro trem. Este sim era o trem certo, direto para Budapeste. Entrei em uma das cabines com a mulher que estava do meu lado no ônibus e nós passamos um tempo conversando. Ela era da Geórgia, e bem simpática.
Estávamos aparentemente na fronteira da Croácia, já que vieram quatro policiais diferentes checar nossos passaportes, dois da Croácia e dois da Hungria. Quando isso foi resolvido, começamos a andar. Passei a viagem toda lendo, sem parar para respirar, por cinco horas, até acabar meu livro. Estava lendo "The Corrections", livro do Jonathan Franzen que ganhou o National Book Award em 2001. O livro conta a história de uma família problemática americana, e os eventos que antecedem um último natal com a família reunida. É bom demais, e fiquei muito feliz de ter lido. Quis ler este livro já que ele está sendo adaptado para a TV pela HBO, e agora estou ansioso pela adaptação, que certamente vai ser ótima (a HBO raramente erra). Ao acabar o livro ainda faltava uma hora de viagem, que eu passei escutando música. Chegando em Budapeste, troquei meu restante de dinheiro da Croácia por dinheiro suficiente para pegar um metrô para o meu hotel. O hotel ficava exatamente em frente da parada de metrô em que saltei, e por fora é só uma porta na parede. A recepção era no primeiro andar do que é na verdade um prédio residencial. Fiz o check-in e fui para o quarto. Depois de passar um tempinho no quarto, saí para dar uma volta. Não sabia para omde ir, então só dei uma grande volta ao redor. Quando chegou a hora de jantar comecei a procurar o que comer, mas não vi nada de interessante. Decidi então voltar para um supermercado perto do hotel e comprar um sanduíche, mas chegando lá o suermercado estava fechado. Continuei então dando voltas e voltas, e sem encontrar nada, acabei achando um outro supermercado, onde consegui comprar um sanduíche, que levei para o hotel. De volta no hotel, comi, usei a internet e escrevi para o blog.
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