Sunday, April 1, 2012

Roma - Dia 3.

Não sei se é por ter sido uma sexta-feira a noite, ou por conta da localização do quarto novo, mas consegui escutar uma espécie de balada e acordei algumas vezes durante a noite. Nada que tenha me atrapalhado, mas é meio chato. Tinha ido dormir no mesmo horário que a noite anterior, mas desta vez acordei com o despertador no horário que eu pretendia. Logo me vesti,me desci para o café. Hoje tinham um croissant que eu gosto, então o café estava "melhor". Haviam só dois croissants do jeito que eu gosto, então só peguei um, para ser gentil com os outros hospedes que tinham chegado logo depois de mim. Quando me sentei e comecei a comer, vi que nenhum deles pegou o outro croissant, então acelerei para acabar este primeiro e poder pegar o segundo. Deu certo, então hoje comi mais de manhã do que no dia anterior. Depois de comer voltei para o quarto. Ter mudado de quarto tem seus prós e contras. Uma boa coisa é que este quarto não tem formigas, mas por outro lado tem um estranho cheiro de mofo. Além disso a internet não funciona bem dentro do quarto, então tive que usá-la em uma pequena sala que tem logo fora do quarto. Usei a internet, decidi tudo que iria fazer hoje, tomei um banho e me arrumei para sair.

Decidi que iria até a estação de trem por alguns motivos. O mais importante era que eu precisava de um mapa da cidade com urgência, e o outro é que de lá não teria que trocar de metrô para ir onde queria. Chegando lá consegui meu mapa, e aproveitandompeguei logo dois diferentes. Não dá para ficar em uma cidade que não conheço sem mapa ou internet, ainda mais se não é uma cidade pequena. Depois de resolver isso, e aproveitando que já estava na estação, decidi checar se precisava ou não marcar um trem para minha próxima parada. Haviam duas filas diferentes, uma para informações, e outra para compras. As duas estava, razoavelmente cheias, então entrei na fila de compras, assim faria minha pergunta, e se precisasse comprar já estaria na fila certa. A fila demorou, e eu estava com uma forte impressão que estava perdendo o meu tempo. Nãp iria sair da fila depois de já ter passado um tempo lá, então esperei até a minha vez, apenas para ouvir que não precisava reservar nada. Com isso feito, peguei o metrô.

Não tem nada mais impressionante do que sair do metrô e se deparar logo de cara com o Coliseu. Deve ser o mais próximo de uma viagem no tempo que poderia fazer. Incrível. Estava mais uma vez. Voltando para cá, mais desta vez para visitar o Palatino e o Foro Romano, as escavações e ruínas da antiga cidade. O ingresso que tinha comprado no dia anterior para o Coliseu já me dava direito de entrada para cá, então não tive nem que pegar fila. O Palatino, um dos sete morros de Roma, é onde a cidade nasceu, e onde hoje ainda se vê vestigios de uma civilização, suas casas e construções. O espaço é bem grande, e é como um grande parque. Mal tinha entrado lá quando vi um grupo que estava sendo guiado por um guia em inglês. Como eu, eles tinham acabado de chegar, então eu comecei a segui-los. Ouvi algumas das explicações e aprendi bastante coisa, de graça. Quando percebi que estava eu estava sendo um pouco cara de pau, parei de segui-los. Terminei minha visita sozinho, mas foi ótima. É muito lindo lá, e a vista da cidade também é marcante. Acabei a visita no Foro Romano, onde os prédios políticos e mais importantes se encontravam. É inimaginável a beleza que tudo isso deveria ser no seu auge. No Foro as ruínas são lindas, com arcos e colunas tipicamente romanas. Foi uma visita marcante, muito especial.

Saindo de lá fui andando até o Pantheon, uma das quase 900 igrejas da cidade, e uma das mais famosas. Aqui se encontram as tumbas do primeiro rei da Itália, Vittorio Emanuele II, e do artista Raphael. Mas o maior atrativo a a beleza do interior, um saguão redondo e amplo, com chão de mármore de diversas cores, e iluminado por uma abertura grande no teto. É realmente muito bonito. Era uma visita mais rápida do que eu imaginava, antão cheguei na Piazza Navona, minha próxima parada, mais cedo do que imaginava. A primeira coisa que fiz foi achar uma sorveteria e me comprar um sorvete. Estava gostoso, mas nada que se compare com os que comi com os meus pais. Me sentei na praça com meu sorvete e fiquei observando toda a beleza de lá. Roma é realmente outra coisa, todo lugar é belo demais. A única coisa que tira o encanto da praça é que ela é completamente rodeada de vendedores de bugiganga e artistas de rua. Caricaturas para lá e para cá, pinturas horríveis, brinquedos inúteis vendidos pela cidade (e pelo mundo) todo, e mais um bando de coisa. Mal vejo as pessoas comprando essas bobagens todas, mas alguém deve, já que são tantos e em toda parte. Algo deve funcionar.

Depois de passar um tempo na praça, continuei meu passeio. Andei até o Palácio Farnesi, e de lá andei por uma rua chamada Via Giulia, coisas que minha mãe me disse para fazer. Era tudo bonito, e o que era ainda melhor, calmo, longe das multidões. Andei a rua toda, e no final cheguei no rio, de cara com o Castelo São Angelo. Fui até lá só para tirar umas fotos, e então continuei passeando pela beira do rio. Passei pelo mausoléu do rei Augusto, e pela Accademia di Belle Arti, um bonito prédio moderno no meio de tantos antigos. Meu plano era ir até o MAXXI, um museu de arte moderna, mas ainda estava bem longe. Não tem metrô que chega até lá, mas tinha descoberto onde pegar um bonde que me deixaria quase na porta. Estava pensando em andar mesmo, mas quando cheguei na parada do bonde ele estava lá, então entrei. Salvei uma meia hora com isso. Queria visitar este museu hoje já que de sábados ele fechava as dez da noite, então nao teria pressa. Teria valido minha vinda para cá só por conta do prédio em sí, da arquiteta Zaha Hadid, que é lindo. Por dentro ele é igualmente bonito, e acho que eu acabei gostando mais do espaço e do prédio do que do próprio material exibido. De qualquer modo valeu muito a pena. Comecei visitando a livraria, já que não tinha certeza se ela iria continuar aberta até tão tarde como o museu, e então fui ver as exposições. Logo na porta do museu havia um trabalho dos irmãos Campana, parte da principal exposição que eatava acontecendo, sobre reciclagem em arquitetura. Era bem interessante, e os projetos apresentados eram muito lindos. Já conhecia alguns, e fiquei com contado de conhecer muitos outros. A coleção de arte do museu é legal, e considerando o tamanho das galerias, a seleção é minuciosa, o que eu achei bom.

Fiquei lá por quase umas três horas, e quando saí já estava tarde e escuro, então peguei o bonde mais uma vez para voltar para a área que eu conhcia. Comecei a procurar algo para comer mas tive a má sorte de entrar em dois restaurantes logo depois da última mese ser ocupada. Acabei sentando para comer em um lugar perto da Piazza di Spagna, e comi um macarrão que estava bom. O que não era bom era o serviço. Havia uma foto na parede do Jack Nicholson comendo lá, imagino o que ele achou do serviço e da comida. Saí de lá e corri (não literalmente) para o metrô. Estava cansado e queria chegar logo no hotel. É chato ainda ter que andar um monte depois de pegar o metrô para chegar no hotel. Uma vez lá, usei a internet, falei com os meus pais, de quem já estou morrendo de saudades, e escrevi para o blog. Hoje fui dormir bem mais tarde do que os outros dias, e a balada do meu lado estava bombando.

Só para registrar, hoje foi o dia que mais tirei fotos na viagem toda.






































































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